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História Death Note (novo final) - Capítulo 13


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Capítulo 13 - 13


S/n abriu os olhos lentamente, logo sentindo seu rosto meio dolorido, se sentou lentamente na cama e pegou o comprimido para dor que Watari tinha lhe dado na noite passada, com certeza também serviria para a dor latejante em sua temporã, não devia ter chorado tanto ontem, mas como dizem; o que não sai pelos punhos sai pelos olhos. Pegou com o máximo de cuidado possível a jarra de água e pôs um pouco no copo, tinha que agradecer a senhora Yagami pelo cuidado que teve ao lhe trazer, enquanto ela só estava pensando no ressentimento que sentia... Tinha que parar com isso, ou pagar um psicólogo, emoções não era algo muito bom no seu atual e fixo ramo de trabalho. Olhou para o comprimido branco na sua mão e fez uma careta, odiava tomar qualquer tipo de remédio, e isso infelizmente foi uma dor de cabeça para seus pais quando era criança, mas agora sua mãe não estava por perto para lhe subornar, fechou os olhos e trancou a respiração, abriu a boca e jogou o comprimido o mais fundo possível, e rapidamente bebeu toda a água que estava no copo (mais do que o recomendado ) quase se engasgando no processo. Depois de tossir um pouco se levantou da cama e pegou a toalha junto com o seu kit de higiene pessoal, entrou no banheiro e se trancou lá por tranquilos e relaxantes quinze minutos, isso até alguém bater na porta do seu quarto.

S/n suspirou, se fosse S/a ainda não estava com um humor bom o suficiente para conversas, se enrolou na toalha, logo sentiu falta da amiga, ela com certeza reclamaria por ela viver esquecendo de levar a roupa para o banheiro, secretamente S/n tentava mudar seu hábito, para dar “orgulho" a S/a. Se esquecendo disso, abriu a porta e entrou de volta no quarto, abriu a mala que tinha arrumado na noite anterior, tirou um macaquito de alça na cor vinho e uma blusa branca de botões sem manga, na cabeça uma bandana azul claro, vestiu tudo o mais rápido possível, pegou um estojo de maquiagem e passou um pouco de pó compacto e uma base no rosto para disfarçar o roxo na bochecha e os olhos inchados, tirou da mala um par de botinas de salto seis na cor preta, antes que pudesse calçar o único par de meias formais que tinha trago (as de gatinho eram exclusivas para o sono) a porta foi aberta e por ela entrou Sayu, com uma expressão preocupada, e mais rápido do que S/n pôde ver, sentiu os braços da menor envolvendo seu pescoço em um abraço apertado.

- Por que você vai embora E-chan? Você não gosta mais da gente? – S/n se sentiu um pouco culpada ao ver os olhos tristes da adolescente, mas não podia recuar agora.

- Eu gosto muito de vocês, principalmente de você Sayu, prometo sempre perguntar ao seu pai sobre você está bem?

- O quê? Nós não vamos nos ver de novo? – odiava despedidas tanto quanto odiava internet lenta.

- Talvez quando o caso em que eu estou trabalhando terminar eu possa vir te visitar. – se soltou do abraço de Sayu e se levantou, carregando as meias em uma mão e o par de sapatos na outra, se sentou na cama e ignorando momentaneamente a presença da menor, calçou. – mas eu tenho certeza de que você não veio até aqui somente para se despedir de mim não é?

- É sim, você é tão dedutiva quanto meu irmão. – Sayu passou as costas das mãos pelas poucas lágrimas que estavam escorrendo de seus olhos. S/n se perguntou o por que de tudo aquilo. Tinham se conhecido a pouco tempo, não que ela fosse uma louca sem sentimentos, mas tomava o máximo de cuidado para que não acontecesse. – sabe, minha mãe me mandou te chamar, ela está na cozinha, fez um bolo para você, disse que é do seu país.

- Oh, eu já vou. Aproveitar a chance para deixar minhas malas lá embaixo.

- Eu te ajudo! – antes que S/n pudesse se mover para falar alguma coisa, a garota já havia puxado a mala de tamanho médio no canto da cama que ainda estava aberta, e infelizmente as várias peças de roupa já estavam no chão antes que Sayu pudesse impedir. – Ah! Me desculpe E-chan, não foi porque eu quis, me desculpe.

- Está tudo bem Sayu, foram só roupas. – S/n se ajoelhou e começou a dobrar algumas das peças, teve sorte que era a mala de roupas para dormir, se fosse a outra que estavam seus perfumes não saberia o que fazer.

- Eu não sabia que você era fã do L. – S/n olhou para a blusa regata branca nas mãos de Sayu, havia esquecido completamente que tinha guardando na mala antes de viajar, a mais nova estava encarando a letra L na parte da frente da peça com uma interrogação. Não sabia que Elian era tão fanática pelo assunto do serial killer chamado Kira e do detetive renomado. Não a esse ponto.

- Eu não sou fã dele! – S/n tomou a camisa que usava para dormir das mãos de Sayu e guardou o mais fundo possível na mala, a camisa infelizmente não servia mais...

- Então por que você tem...

- Vamos descer né? Aposto que você vai adorar o bolo que sua mãe fez, eu até já posso sentir o gosto do milho.

- Você é engraçada E-chan. – a garota estava com um sorriso enorme no rosto, e aparentemente havia se esquecido da camisa.

- E você uma fofa. – tentou apertar as bochechas da menor que quando percebeu a intensão saiu correndo, o que fez S/n rir. Também tinha essa reação quando uma de suas tias tentava fazer o mesmo.

- Bom dia Elian. – se virou para S/a que estava um pouco atrás de sí, provavelmente tinha acabado de sair do quarto.

- Bom dia Samir, como passou a noite? – nenhuma das duas tinham uma feição amigável, na verdade não expressavam nada, e quem passasse no corredor com certeza sairia as pressas.

- Muito bem, e você?

- Bem, também. Vai descer?

- Sim.

- Ótimo.

Sem dizer mais nada andaram até o fim do corredor e desceram as escadas, S/n odiava esse clima que ficava quando brigavam, e já teria feito alguma coisa se estivesse errada, mas não estava, e S/a tinha a mesma opinião.

- Bom dia meninas, que bom que já desceram. Elian, espero que Sayu não tenha perturbado você, mandei ela te chamar, mas como demorou, pensei que ela tivesse feito algo.

- Não, ela não fez nada além de ser muito gentil ao me chamar para tomar café da manhã, e muito obrigada pela consideração senhora Yagami.

- Não precisa agradecer querida, agora se sente. Queria poder me despedi de você ontem mas o Soichiro me disse que você não estava muito bem. Aconteceu alguma coisa?

- Nada com que tenha que se preocupar. Aliás, a Sayu me disse que tinha feito algo especial para mim. – foi até a mesa e se sentou em uma das cadeiras, sendo acompanhada por S/a que se sentou na sua frente.

- Soube que no país de onde vocês vieram, fazem bolo de milho. Então mandei Sayu pesquisar na internet uma receita.

- É, ela me fez sair mais cedo para comprar os ingredientes acredita? – a garota se sentou na cadeira da quina da mesa e pôs um pouco de leite no copo.

- Há há, muito engraçado mocinha. Agora vamos comer está bem?

- Eu não estou vendo o Soichiro-san. Onde está? – S/a ao perceber que estava sendo deixada de lado na conversa resolveu se pronunciar.

- Foi para a delegacia, parece que estão tendo alguns problemas.

- Oh, então já que o papai não está podemos...- Sayu foi interrompida pela voz de Raito que estava descendo as escadas.

- E não vai me espera onee-chan? – se sentou ao lado de S/a que mais do rápido, corou ao sentir a mão direita do Yagami segurando a sua que estava encima da mesa.

- AH! NÃO ME DIZ QUE VOCÊS ESTÃO NAMORANDO? – a garota praticamente pulava na cadeira de tanta animação mau contida.

- O que? É sério isso filho? – Sachiko disse enquanto colocava o bolo no centro da mesa. – isso é muito bom.

- Não estamos namorando mãe. Só nos conhecendo. – até mesmo S/a que aparentemente era o centro do assunto estava perdida, certo que pediu um tempo a Raito, para que pudessem se conhecer melhor, mas o tom que ele usou era como se estivessem muito além do atual patamar. O que ele pretendia?

- Oh, que pena. Bem, vamos comer o bolo, quem sabe o próximo não seja para comemorar a entrada de Samir para nossa família? Oficialmente eu digo. – logo o bolo foi cortado e todos estavam comendo, S/n encheu seu copo de suco até próximo a borda, o assunto não lhe foi muito agradável e o gosto do bolo não estava ajudando, nem de longe tinha um gosto parecido com o que sua mãe fazia. – como está?

- Muito bom. – S/a se pronunciou antes de S/n, sabia que o fato da colega não controlar a própria língua era algo perigoso.

- Schrecklic. – “horrível”. S/a lhe direcionou um olhar zangado, que S/n não ligou muito, não podia esconder a verdade, então falou em outro idioma.

- Está tão bom que trocou de idioma Elian? Muito obrigada. Vou te dar um pedaço enorme para levar para casa. – S/a tampou a boca antes que pudesse rir escandalosamente, enquanto Raito e Sayu não entendiam muito bem, para eles o bolo estava bom.

- Não será preciso, na verdade, eu acho que já vou. – deixou metade do bolo no prato e saiu as pressa da cozinha, subindo as escadas para ir para o quarto buscar as malas que tinha esquecido. Pegou as três de vez, mas antes de sair olhou tudo para garantir que não estava deixando nada para trás, quando garantiu que tudo estava em seu lugar, chegou os zípers das malas e saiu. Quando chegou na sala, Watari já estava na porta, o que ela estranho já que faltava mais uma hora, mas quando olhou para a cozinha e viu qur a senhora Yagami estava vindo com o quê parecia metade do bolo em uma tapawer de tampa rosa, saiu correndo e deu as malas para Watari guardar no porta-malas, se despediu rapidamente com um beijo na bochecha de Sayu e deu um simples tchau para S/a e Raito que estavam parados na porta. Entrou no carro e pedindo baixinho para que o mais velho adiantasse os dois partiram. Quando o automóvel começou a se mover S/n suspirou tranquila.

- O que houve criança?

- Queriam me matar com um bolo. – segurou a risada quando lembrou da massa amarelada encima da mesa, com certeza S/a seria obrigada a comer aquilo.

- Oh, eu não estava esperando por isso. Como passou a noite?

- Bem na medida do possível, e enquanto a você senhor Inglês? Muito trabalho com Ryuzaki-kun?

- O de sempre. Aquele garoto sempre foi muito quieto sabe? Mas ultimamente vem me dando muito trabalho.- Watari se sentia confortável em conversar com Elian, nem de longe seu comportamento podia ser comparado com os dos jovens de sua idade do orfanato que fundou.

- O caso Kira não é? Ele me parece um pouco alheio as vezes, como se não estivesse no mesmo ambiente que nós. Eu entendo um pouco, as vezes isso acontece comigo.

- Sério?

- É! É muito legal, é como se nossa mente flutuasse para outro lugar. O que pessoas normais chamam de divagação, eu chamo de “Universo Paralelo dos Meus Pensamentos “.- Watari riu, ela era um pouco estranha, mas que criança não era? Foi realmente um trabalho árduo se aproximar de L quando o detetive era menor, e tinha quase certeza que o mesmo havia deixado porque lhe traria benefícios. – Inglês-san? Posso perguntar algo? – É esse jeito estranho que lhe chamava, era engraçado.

- Claro que pode.

- Você é o pai do L? Não digo de sangue, vocês não se parecem muito. Mas adotivo talvez?

- Por que a pergunta?

- Curiosidade. Vocês me parecem muito pai e filho, mas não precisa mais me responder.

- E por quê? Não creio que sua curiosidade foi saciada.

- O senhor me respondeu sem nem mesmo notar. Acho a relação de vocês muito bonita se quer saber.

- Obrigado. – o resto do caminho foi traçado em um silêncio confortável, S/n mentalmente editava sua lista mental onde colocava o que descobria sobre o detetive, traçando uma personalidade e história. Aparentemente L havia sido criado por Watari, fazendo os dois terem um tipo de laço familiar, não sabia se o mais velho era simplesmente um mordomo, algo que desconfiava a um tempo, e a resposta era não, ou se tinha adotado ele quando era criança, aparentemente Watari o via como um filho e L o via como um pai. – chegamos senhorita.

- Ué? Esse não é o mesmo prédio de ontem.

- Nós mudamos para um apartamento maior. Aquele estava ficando muito pequeno, fora que estávamos lá a tempo demais.

- Oh, bem, vamos entrar logo não é? O que você está fazendo Inglês-san?! – S/n estava olhando Watari abismada, o mesmo estava carregando suas três malas sozinho – me deixe ajudar o senhor.

- Não precisa, eu carrego coisas bem mais pesadas.

- Ainda assim, me deixe carregar ao menos essas duas menores, você não pode se esforçar tanto sabe? – pegou a mala que estava presa pelo braço esquerdo e a que estava no braço direito, deixando Watari com a mala pesada que ele insistia em carregar. – Bem melhor né?

- Criança, eu sou um mordo. É meu trabalho ajudar. – ela com certeza não era uma pessoa muito normal, Watari admitiu.

- Eu sei, talvez isso seja algo comum por aqui, mas no meu país os mais jovens devem cuidar dos mais velhos sabe? Minha mãe me educou assim, não posso deixar seus ensinamentos de lado só porque ela está longe. – S/n sentiu a mão enluvada bagunçar seu cabelo, e logo uma risada rouca foi ouvida.

- Vamos subir, L deve estar no esperando. – S/n imaginou que receberia uma bronca pela cara que o mais velho estava fazendo, não um gesto carinhoso, seguiu os passos de Watari e entrou no elevador que o mesmo estava mantendo aberto, esperando pacientemente por ela.



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