História Death note: rota T - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Um dia cheio


Fanfic / Fanfiction Death note: rota T - Capítulo 5 - Um dia cheio

Tochyko~

Estar com L é diferente de estar com as outras pessoas, ele não vê necessidade em conversar o tempo todo, e as vezes o silêncio é um consolo para mim.

Nós não falavamos nada no momento, ele olhava para mim como se estivesse curioso quanto a algo.

— Por que resolveu escrever no anonimato?— Perguntou ele.

— Tenho opiniões que me colocariam em risco. — eu disse sorrindo.— você sabe bem o que acontece com jornalistas que falam demais. Mas e você? Por que se esconde atrás de uma letra?

— Fiz inimigos que não pagariam pouco para terem minha cabeça numa bandeija.— ele disse e eu assenti com a cabeça.

— entendo, ser detetive é perigoso.— eu disse me lembrando do dia em que perdi meus pais, eles não deveriam ter se envolvido naquele caso.

Faltavam 15 minutos para a prova começar, eu peguei meus fones de ouvido e conectei no meu mp3, começando a ouvir uma música aleatória da katy perry.

Então eu passei a ignorar todos ao meu redor, assim como o detetive, enquanto cantarolava baixinho a música que tocava.

As vezes enquanto eu ouço musica, eu me sinto em uma atmosfera completamente diferente da real, em que nada disso está acontecendo.

Odeio admitir que embora eu finja não me importar, e estar alheia a tudo isso, eu sou capaz de sentir a dor que todos meus irmãos tem experimentado nesse ano, odeio admitir que embora eu fingisse que estava tudo bem e que eu não estava afetada com tudo que aconteceu, eu sentia tudo, só não conseguia manifestar isso com lágrimas.

Meus pais morreram, enquanto trabalhavam investigando políciais corruptos, e eu não podia fazer nada quanto a isso. Eles se foram, eu só pude aceitar, meus irmãos pegaram o assasino, Saori e Oroka garantiram que ele pagaria por tudo na cadeia.

Ai kira apareceu, e matou o desgraçado, basicamente inutilizou todo o trabalho dos meus irmãos! Saori prendeu aquele homem com a ajuda de Oroka, eles passaram meses trabalhando no caso quando todos pensavam que tinha sido apenas um acidente, eles correram atrás, eles trabalharam duro, e Kira ficou com o merito.

E então, T, que nunca tinha feito nada além de escrever sobre o quão a justiça estava falha atualmente e como nosso estado estava corrompido, passou a manifestar o quão kira era maligno, e não demoraria para se tornar um tipo de ditador.

Eu me sentia vazia, e ser T foi a única coisa que me fazia me sentir viva. Em um mundo em que L é a justiça, eu sou a verdade.


Lawliet~

Eu observava a garota, ela parecia estar em outra atmosfera quando estava com seus fones de ouvido, parecia que o caos criado por kira não existia, ela parecia estar em um mundo diferente do nosso.

A platinada cantava baixinho para sí mesma parecendo nem perceber que eu a ouvia, Tochyko cantava bem, tão bem quanto escrevia.

Eu pude perceber que ela estava assustada, era claro que ela estava, aos 17 anos ela investigava um homem que matava só com um nome e um rosto, e o principal suspeito era seu melhor amigo.

Eu mesmo estava assustado, mas não podia demonstrar afinal, eu sou o melhor detetive do mundo, demonstrar medo não é algo que eu possa fazer, se eu mostrar ter medo de Kira, os outros detetives não vão confiar na minha capacidade, na verdade eles já não confiam na minha capacidade.

Os únicos detetives que não me acham uma aberração completa são Saori e Oroka, talvez por eles mesmos terem seus hábitos estranhos, afinal, Oroka toma mais café do que respira e eu honestamente nunca vi Saori investigar sem uma garrafa de cerveja na mão.

Eu admiro os Hamada, principalmente Tochyko. Ela não mostra fraqueza, sempre se mantém forte pelos irmãos, isso é algo que poderia me fazer me apaixonar por ela, sua força.

O sinal bateu e nós fomos para a sala em que seria o exame, um instrutor chamou minha atenção pela posição em que eu estava sentado, as pessoas me achavam uma aberração e nem disfarçam.

Então acabou a prova e quando eu estava saindo com Tochyko uma garota gritou por ela.

— Tochyko! Não esquece que hoje nós temos que comprar os vestidos da formatura.— disse a garota pequena de cabelos castanhos, que estava abraçada com um garoto de cabelos negros curtos e olhos da mesma cor.

— Meu deus Sayuri, eu tinha esquecido totalmente da formatura que é daqui a dois dias!— disse a garota assustada.

— Então se apressa, porque você é a oradora da turma.— disse a mesma saindo com seu namorado.

— Deixa eu adivinhar, mais um compromisso.— eu disse sério, eu entendo que ela tenha uma vida além desse caso, mas vidas estão em jogo.

— Olha, me desculpa. Vamos fazer assim, eu tenho duas horas até o treino de Hockei, nesse tempo eu vou com você provar os vestidos,  depois vou para o treino, você me busca e nós passamos a noite investigando.— ela disse tentando reorganizar o cronograma.

— Você ainda tem que fazer o discurso de oradora.— eu a lembrei.

— Merda...— ela reclamou, isso  estava começando a me irritar.

— A gente resolve isso depois, agora, o watari está nos esperando.— eu disse segurando a mão dela e indo até a limosine.

Eu não sei exatamente porque, nós não separamos as nossas mãos quando entramos no carro, e passamos o percurso inteiro assim, a mão dela era quente em contraste a minha gelada, eu gostava da sensação.

— Chegamos.— disse Watari estacionando na frente de uma loja de vestidos formais.

— Eu deveria ir com você?— perguntei em dúvida.

— É o que um namorado de verdade faria.— ela disse calma.— na verdade, é o que um namorado de verdade decente faria.

Então eu entrei com ela, rapidamente fomos atendidos por uma vendedora super animada que saiu pegando todos os vestidos que via pela frente.

— Sabe, eu não quero nada muito colorido. Um preto básico pra mim tá bom.— ela disse ao ver aquela imensidão de vestidos coloridos.

— Realmente, preto combina com você, agora vem que eu vou transformar você em uma rainha das trevas trevosas!— disse a garota puxando Tochyko para os provadores e indo pegar vários vestidos de varios modelos diferentes.

— O que você acha desse?— perguntou Tochyko saindo do provador, ela estava usando um vestido tubinho com um decote V, e com uma fenda para a perna. Ela estava simplesmente linda.

— Acho que... Não tem palavras exatas para descrever o quão você tá bonita, mas o que você acha?— eu disse, pela primeira vez me atrapalhando na fala com ela.

— Obrigada.— ela disse corando.— mas eu acho que ele é muito apertado, não gostei muito do modelo.

— então vamos ver outro.— eu disse sorrindo para ela.

Então ela entrou novamente no provador, e dessa vez voltou com um vestido com um decote mais aparente, frente única, e com a parte de cima brilhante, a parte da saia era apenas um preto básico.

—E agora?

— Eu acho que você conseguiu a proesa de ficar mais bonita nesse vestido, do que com o anterior.— eu disse fazendo ela corar de novo, fazer a garota corar tinha se tornado meu passatempo favorito.

— Acho que esse pode ficar na lista de talvez.— ela disse sorrindo e se olhando no espelho.

Ela entrou novamente no provador, e a vendedora veio com outro vestido para ela.

— Vocês são um casal adorável.— ela disse sorrindo para mim.

— Obrigada, eu me esforço pra fazer ela feliz.— eu disse sorrindo, acho que estou interpretando bem meu papel.

— E agora? — ela perguntou, agora ela usava um vestido de forro nude, e com renda preta, o vestido não tinha um decote exatamente grande, mas aue valorizava seu corpo, e na parte de trás era até o chão, mas conforme ia para a frente de seu corpo a barra diminuia até chegar na altura dos joelhos.

— Você tá linda!— disse a vendedora animada.

— Eu acho que a propria deusa Afrodite ficaria com inveja se visse você sesse momento.— eu disse me aproximando dela e soltando os cabelos platinados.— Fica mais linda ainda desse jeito.

— Você é bom nisso.— ela murmurou.

— eu me esforço.— eu sussurrei sorrindo para que só ela me ouvisse.— e pelo que parece o melhor namorado falso aqui sou eu.

— Então é uma competição?— ela perguntou se aproximando.

— É.

— Então eu faço questão de ganhar.— A garota disse sorrindo e depositando um beijo curto nos meus lábios.

Merda, foi meu primeiro beijo.

— Você ganhou.— reclamei.

— Sou uma campeã.—Nós nos afastamos e ela foi ver o preço do vestido— Acho que não bou poder pagar esse vestido, vou ver algum mais barato.

Ela já ia sair para pegar outro quando eu puxei seu braço impedindo a garota de sair.

— Você gostou do vestido, e ficou linda nele, deixa que eu pago.— eu disse sorrindo para ela, que me abraçou.

— Boa jogada.— ela admitiu baixo.

— Parece que temos um novo campeão.

— Foi uma derrota digna.

Nós saimos da loja depois de eu pagar, entramos no carro e iamos rumo ao ginásio em que ela iria treinar.

— Foi uma boa atuação.— Elogiei.

— Realmente, mas da próxima vez que eu for te beijar, não fica parado. Nós poderíamos ter feito um trabalho bem mais convincente se você tivesse me beijado de volta.— Ela disse olhando pela janela, eu pude reparar que nós ainda estávamos de mãos dadas.

— Vou me esforçar mais na próxima.— Eu disse indiferente, mas a realidade é que eu ainda sentia a sensação dos lábios dela nos meus. Ótimo, ela me transformou num adolescente sentimental.


(...)

Ela foi treinar e eu resolvi aproveitar meu tempo livre para analisar todas as evidências que tinha, mas não achei nada de novo, tudo que eu poderia achar eu achei.

Eu observava todos aqueles dados sem achar nada de novo, inferno.

Eu tinha dado dia de folga para a maior parte da equipe de investigação, o único que estava lá no momento era Oroka.

— Como foi fingir ser namorado da minha irmã?— ele perguntou.

— ela me beijou.— foi a única coisa que eu pude dizer.— tipo, não foi um beijo sério, foi só para a atuação, mas mesmo assim.

— deixa eu adivinhar, nunca beijou ninguém? — ele disse sério e eu concordei.— você tem cara, olha a Tochyko também não tem um histórico longo de relacionamentos antes de você, só namorou um cara na vida e tem essa amizade pra lá de duvidosa com o brilhante. Então relaxa cara, mas se vocês começarem a namorar de verdade eu tenho que te dizer que se você magoar ela... Eu não vou fazer nada porque ela pode castrar você sozinha, mas é bem provável que o Gaara pague alguém para matar você.

— Gaara seria...

— o noivo da Saori,  eles tem uma relação meio que de irmão mais velho e irmã mais nova.— ele disse indiferente.

Não demorou para dar o horário de eu ir buscar Tochyko com Wattari, nós estacionamos a limusine e ela logo saiu do ginásio com um garoto de cabelos compridos e a garota de hoje de manhã, eles conversavam animadamente quando ela viu o carro, se despediu dos dois e foi até o carro.

— como foi o treino?— perguntei para a garota.

— Bom, nós estamos treinando para um jogo semana que vem então estamos bem focados, teve menos palhaçada do que nos outros treinos,o que é bom.

— Entendi, nós vamos ficar hoje na sua casa?— perguntei.

— Sim, nós vamos ter que cuidar da yumi também mas ela dorme rápido então vamos poder passar a noite investigando.— ela disse olhando para a janela.

Nós seguimos o caminho todo calados, mas não era um silêncio ruim, era o tipo de silêncio reconfortante, gostava da presença da platinada.

Chegamos na casa dela e Saori já tinha saido com seu noivo, meio que dei graças por não esbarrar com o casal, pois isso geraria uma conversa pra lá de constrangedora.

Yumi já estava dormindo, então nós fomos até o quarto de Tochyko e começamos a discutir sobre o caso, tentando a todo custo conseguir algo.

— Light bate com a personalidade de kira, tudo aponta para ele ser kira, mas nós não temos provas concretas de que ele é Kira.— reclamou Tochyko abraçando uma almofada e se jogando na própria cama.

— Nós temos que bolar uma estratégia para nos dar mais evidências.— eu disse com um pirulito na boca.

— Se você falar com ele diretamente afirmando que é L podemos conseguir alguma coisa, pois ele odeia quando as coisas saem fora do planejado.— ela disse se levantando.

— E então nós assumimos o nosso "Relacionamento" o que iria meio que desorientar ele, afinal, a melhor amiga dele estaria namorando o cara que quer prender ele.— eu disse animado.

— esse conjunto de circunstâncias podem fazer ele cometer um deslize!

— e se mesmo assim não der certo, eu posso chamar ele para a equipe de investigação onde poderia observar ele de perto.

— Nos somos geniais!— ela exclamou.

— Com toda certeza!— afirmei e ela pulou me abraçando, abraço que eu retribui até pecebermos o que estava acontecendo.

— É... Isso foi constrangedor.— ela disse me dando um tapinha no braço.

— Concordo plenamente.— eu disse e nós fizemos um toca aqui.





Notas Finais


Eai, o que acharam?


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