História Debaixo das Cobertas - Capítulo 1


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Categorias Mob Psycho 100
Personagens Personagens Originais, Teruki Hanazawa
Tags Mob, Mob Psycho 100, Ryou X Hanazawa, Shimateru, Shimazaki X Teruki, Yaoi
Visualizações 12
Palavras 1.791
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pfv gente, me digam que ainda lembram dessa fanfic ;-;

Capítulo 1 - Bicho Papão


Foi um dia cansativo de colegial.

E se alguém estivesse em sua casa teria certeza disto quando viu Hanazawa soltando um profundo suspiro claramente cansando, desabando preguiçosamente na cama confortável em meio ao quarto, sem se importar de verdade com o ar-condicionado pifado ou com o fato de ainda estar usando seu uniforme.

Com desânimo quase rotineiro o rapaz de fios curtíssimos loiros se embrulhou como um gatinho no frio, empurrando com a ponta dos pés encobertos pelas meias escuras a pasta escolar com as variadas anotações importantes daquela bendita semana cansativa de provas. Não que Teruki fosse um dos alunos mais desprovidos de inteligência, estava especificamente na média, apesar de que em muitas matérias nas quais adorava se saía de forma exemplar.

Porém digamos que nem ele, um dos mais inspirados na matéria de História estava muito atualizado ou atencioso sobre as Guerrilhas e seus tantos soldados honrados que até hoje eram citados nos diversos livros didáticos. Foram importantes? Claramente sim. Mas, o loiro tinha outros tantos problemas em suas costas.

Um deles seria um possível perseguidor das crianças especiais. Tá que elas não eram "ah lá' aquela coisa deslumbrante como Kageyama ou sí próprio, mas qualquer mínimo talento fora dos padrões sociais era escandalosamente visível e famoso, seja ele o mais insignificante possível.

Soltou um inspirar intenso, se remexendo no colchão fofinho. As pálpebras pesaram toneladas e o peito se aqueceu em uma respiração calma, com um assovio da brisa tentando inutilmente entrar no quarto alheio, Hanazawa se sentiu na mais confortável nuvem, em um sono pesadamente calmo.

Talvez hoje fosse o dia de acertar suas contas com as tão famosas insônia e responsabilidades colegiais. Ou melhor dizendo, responsabilidades sobrenaturais.











Ou talvez a insônia fosse um puta vadia que conseguia acabar com seu belo sonho com carneirinhos por míseros detalhes minúsculos. Não que fosse algo bom dormir naquele inferno que se tornou seu quarto, pois apenas o ato fechar os olhos sufocava seus pulmões em demasiado.

Quente demais. Suspeitava que até o Anti-Cristo se recusaria a ficar ali por mais de dois minutos.

Com dificuldades claras por conta do sono ainda impregnando em sua pele arrepiada - fruto de um choque de realidade após ver que horas eram, e claro reclamar pela luminosidade da tela do telefone, e constatar obviamente que possivelmente, bem possivelmente o vizinho mecânico não viria arrumar o ar-condicionado. Pudera, nem ele se levantaria em plena 2:10 da madrugada para trabalhar e ganhar uma pechincha, mesmo se estivesse com os bolsos cheios de poeira - se arrastou com suas poucas forças para a pequena janela, a abrindo e rapidamente suspirando em alívio ao sentir a brisa gélida lhe tocar as bochechas febris pela quentura.

Tão bom. Absolutamente bom, tanto que pensou seriamente se não poderia pegar alguns travesseiro, colocar na batente da janela e ali dormir tranquilamente, porém logo seu pescoço soltou uma súplica silenciosa para que nem nas mais distantes realidades sobrenaturais fizesse uma loucura daquelas. Já não bastava os ombros rigidos, um torcicolo acabaria definitivamente com todo seu corpo. Afinal, não estava no melhor tempo de saúde física, estava mais para aqueles dias no qual rapidamente se pode adquirir um resfriado do além.

- Que droga. - chiou em desagrado, deixando o frescor da janela para se jogar de costas na cama disposta e pacientemente o esperando. Tá que a brisa da madrugada pouco à pouco conseguia envolver os cantos sufocantes do quarto, mas dormir de janela aberta não era algo muito seguro na sua visão.

Ainda mais com vários integrantes daquela Associação maluca no qual Mob destruiu. Especificamente um homem esguio de sorriso descontraído e poderes estrondosamente maiores que os seus, em níveis escandalosamente desiguais, se por algum acaso fosse invadido, morreria na primeira respiração errônea, disto tinha certeza. Mas, Hanazawa estava literalmente se fudendo para tudo aquilo.

Apenas queria dormir tranquilamente e quitar suas dívidas, mesmo que isso significasse deixar sua janela escancarada para Deus é o mundo todo.

Estavam no décimo sétimo andar, não saberia dizer quem séria o ser louco que subiria tudo aquilo apenas para o infernizar. Ou se em sí, existia alguém para tal feito.










Sua respiração saiu deveras pesadas, sentia algo duramente macio - uma contradição enorme - se espremendo contra seu peito sufocado, as finas unhas deslizavam sorrateiramente pela cintura delgada, já superficialmente marcada por longuíssimos caminhos finamente rubros.

Teruki abriu os olhos e quase sentiu o coração pular boca afora. Tinha algo encima do seu corpo, impedindo brevemente o oxigênio de entrar nos pulmões, fora o fato de haver curtas investidas de pele contra pele, em um arrepio horroroso que lhe subiu toda a espinha. Tinha algo ali, tinha a porra de alguma coisa ali. Se remexendo sob seu corpo pequeno, tocando-o intimamente e deixando-o ofegante.

Um demônio? Um espírito? Ou o pior de todos, um palhaço?

Ainda podia imaginar claramente o rosto manchando de tinta e de pó esbranquiçado, com aquele sorriso psicótico de filho da puta no qual meramente viu em um cartaz de cinema quando andava ao lado de Mob, Arataka e o inseparável Covinha - este último possuindo o corpo de um homem com fios escuros bagunçandos e aparados em linhas totalmente tortas.

Soltou o mais calmo que conseguiu o ar pela boca, mexendo-se o mínimo possível, até que o dourado lhe encheu as mãos e em uma investida digna dos maiores filmes de ação o loiro ligou as luzes, dando de cara com somente o seu corpo suado abaixo de um grosso lençol roxo estelar.

Subiu uma sobrancelha em desconfiança, puxando com as pontas dos dedos - ainda não se sentia inteiramente corajoso o suficiente para abandonar seu casulo, mesmo sabendo que na verdade a tal "coisa" estava dentro do seu local protegido. Ou seja, o lençol aparentemente não era uma barreira impenetrável como pensou desde criança - o telefone, e vendo como a luz ofuscou brevemente sua visão turmalina.

4:40 da madrugada.

Talvez o tal demônio/ espírito/ possível palhaço satânico/ alguma coisa que obviamente não era de Deus não tivesse horário melhor para atormentar a alma de um paranormal com vários problemas colegiais nas costas e uma puta vontade de dormir - ou não tinha misericórdia. Deixou o tal dito - telefone - ligado, iluminando totalmente o quarto ao ter o interruptor apagado novamente pelos chicotes dourados que saiam de sua mão. Um lado bom daqueles poderes e que poderia fazer isso já encolhido entre sua muralha parcialmente impenetrável de travesseiros e do seu lençol favorito.

Hanazawa se arrumou melhor dentro de sua fortaleza, agora tendo a certeza que nenhum palhaço psicopata poderia invadir sua privacidade e ficar o assediando sexualmente. Ou simplesmente querendo levar sua alma para o mais profundo do abismo.

Mesmo que fosse difícil, iria dormir. Nada pode ser impossível.













Teruki nunca pensou que poderia engolir suas próprias palavras.

Muito menos que mesmo depois de toda aquela segurança reforçada de travesseiros, lençol preferido e uma reza pra lá de forte ainda sentiria uma respiração quente na sua clavícula e dedos circulando sua pele em partes totalmente aleatórias, sendo algumas até repetitivas as vezes.

Olhou para o lado de soslaio, percebendo que o telefone ainda estava ligado, indicando que fazia menos de dez minutos - já que a tela só se desligava a partir do décimo minuto afrente - que havia fechado os olhos apenas para um cochilo.

Pouco conseguia ver da silhueta que o prendia colchão ao fundo, como se quisesse varrar o afofado.

Sentia-se como uma sardinha.

É a "coisa" estava próximo de tudo o que tinha, do rosto, dos braços, das coxas, do peito, encobrindo todo seu corpo em um grande abraço de urso, sufocando-o, deixando suas mãos suadas para fora da tal proteção divina imposta pelos meros mortais.

Engoliu à seco.

Era agora, iria morrer e ninguém saberia, se tornaria apenas mais um dos casos mais loucos de mortes da cidade.

Olha até que não soava tão ruim assim tal título.



Foi como se três grandes pontos tivessem caido com várias toneladas sob a cabeça de fios dourados.

Aos poucos o cenho de Hanazawa se fechava, juntamente o maxilar, fazendo os dentes de chocarem com brutalidade, os pequenos punhos vibravam de ódio no ar, dourados como ouro iluminavam suas íris marítimas tempestuosas.

Era a porra de um paranormal.

E se aquilo fosse apenas um espírito zombeteiro, ou uma lenda urbana, poderia manda-la para os quintos, ou melhor, para o Super-inferno, ou seja lá qual for o pior lugar do abismo de enxofre, em pouquíssimos minutos.

Nem um pouco racional o loiro socou com força o que jurou ser o braço da "coisa" que rapidamente saiu de cima, acuada ou assustada, seja lá o que for, só fez o ódio acumulado por uma noite mal dormida se instalar profundamente no coração de Teruki.

O loiro ligou a luz com seu chicotes, e quando estava pronto para um abate - no qual jogaria o ser janela afora - se viu sem reação ao ver aquele maldito sorriso descontraído e os olhos fechados em uma cara de pau totalmente relaxada. Chegando até ser sarcástica olhado bem de perto.

- Yo. - o homem de vestes leves falou com calma, vendo divertido quando um tique nervoso de deu início em um dos olhos do pequeno gatinho astuto na sua frente.

Antes de qualquer reação já esperada, Ryou usou seu teletransporte janela afora - mesmo sabendo que poderia muito bem lutar, se afastando ao máximo que conseguia do apartamento alheio, com os cantos dos lábios erguidos em uma gargalhada nasal vitoriosa - mesmo que seu objetivo desde do princípio fosse apenas ter uma noite dormindo de conchinhas com o loiro, no final fez algo bem mais divertido, no caso, irrita-lo.


- SHIMAZAKIIIIIII EU VOU TE MATARRRRRRR!

Hanazawa gritou pela janela, sem se importar com o fato de ter ultrapassado às 4h, já que o sol dava as caras em um novo dia cansativo para o rapaz e bem possivelmente ter acordado não só todo o prédio. Mas, uns bons quarteirões inteiros.








- Teruki-kun? - uma daquelas tantas garotas do seu Fãclub o chamou baixinho, mexendo os dedos nos fios acastanhados involuntariamente, tentando inútil chamar sua atenção. Porém, a única coisa que ganhou foi um rosnado claramente incomodado e poder ter a visão de grande olheiras abaixo dos olhos azuis do seu ídolo.

- Shimazaki, filho da mãe. - xingou entre dentes, batendo o armário com mais força que o desejado, adentrando o local com passos pesados, ignorando veemente a presença de todos, seja "amigos" ou garotas com declarações.

Sem nem se dar conta da presença de um certo homem de fios espetados escuros que ria aliviado ao ver que Teruki instintivamente se afastou daquelas garotas chatas.

E, talvez, apenas talvez, fosse melhor fazer algo amais debaixo dos lençóis do loiro.


Notas Finais


Sei lá, eu quis refazer essa fanfic. Espero que tenham gostado uwu<3


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