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História DECALCOMANIA - Jeon Jungkook - Capítulo 5


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Notas do Autor


Olá meus amores! Sim, falhei o cronograma mas é pq estou tentando organizar minha vida bagunçada! Espero que não desistam de mim 🥺

Capítulo 5 - Capítulo Dois


Fanfic / Fanfiction DECALCOMANIA - Jeon Jungkook - Capítulo 5 - Capítulo Dois

𝙿𝚜𝚒𝚌𝚘𝚙𝚊𝚝𝚊𝚜 𝚙𝚘𝚜𝚜𝚞𝚎𝚖 𝚊 𝚌𝚘𝚗𝚏𝚕𝚒𝚝𝚞𝚘𝚜𝚊 𝚌𝚊𝚛𝚊𝚌𝚝𝚎𝚛𝚒́𝚜𝚝𝚒𝚌𝚊 𝚍𝚎 𝚜𝚎𝚛𝚎𝚖, 𝚎𝚖 𝚜𝚞𝚊 𝚖𝚊𝚒𝚘𝚛𝚒𝚊, 𝚍𝚎𝚟𝚎𝚛𝚊𝚜 𝚊𝚝𝚛𝚊𝚎𝚗𝚝𝚎𝚜. 𝚂𝚞𝚊 𝚖𝚊́𝚜𝚌𝚊𝚛𝚊 𝚊𝚝𝚛𝚊𝚝𝚒𝚟𝚊 𝚎́ 𝚞𝚜𝚊𝚍𝚊 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚙𝚎𝚛𝚜𝚞𝚊𝚍𝚒𝚛 𝚊𝚜 𝚟𝚒́𝚝𝚒𝚖𝚊𝚜 𝚊𝚝𝚎́ 𝚘 𝚖𝚘𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚕𝚑𝚎𝚜 𝚜𝚎𝚛𝚟𝚒𝚛𝚊̃𝚘 𝚍𝚎 𝚊𝚕𝚐𝚘 𝚘𝚞 𝚍𝚎 𝚙𝚛𝚎𝚜𝚊.

— Que entre no tribunal a ré, Doutora em psicologia, Park Heyong.

As grandes portas da sala gigante se abriram. O barulho de suas fechaduras destrancando soaram alto na cabeça de Heyong. Ainda atordoada pelos diversos calmantes que lhe foram aplicados na veia, com agressividade suficiente para lhe marcar os braços, a moça anda a trupicadas enquanto é empurrada pelos policiais.

Ela não conseguia evitar o constrangimento perante o rosto de todos os espectadores que a encaravam com no mínimo desprezo. Heyong não era uma vítima ali, disso a mulher tinha certeza.

Ao chegar próximo ao homem que lhe prometera defender, a moça é colocada sentada ao lado do advogado, que insistentemente, encarava a moça com escárnio. " De que ajuda me servirá um homem que me defende obrigado?" Esse pensamento ressoava em sua mente.

O silêncio que até então se mantivera presente fora bruscamente interrompido pelo barulho de portas sendo escancaradas. Por elas, a figura de preto, bem alta e imponente, entrava sem a menor lerdeza. Os passos duros chocavam-se contra o piso amadeirado da sala do júri e era inevitável para todos não acompanhar o homem elegante com o olhar.

— Apresentando o senhor promotor de justiça, Kim Namjoon — Praticamente berra o meirinho.

O homem de grande capa preta passa pela mesa de Heyong e seu advogado com um olhar ascoso por trás das lentes quadradas e um sorriso sínico desenhado nos lábios meio volumosos. Park sabia que se dependesse desse homem, ela jamais saíria daqui inocentada.

Com todos em seus lugares, o juiz da corte dá abertura ao tão esperado julgamento. Não se falava de outra coisa em Seoul: a psicóloga que foi capaz de matar. Todos ali estavam ansiosos pela condenação da mulher. Todos a encaravam como um verdadeiro monstro, monstro esse que ela teve que lutar tantas vezes contra.

— Chamamos para interrogatório a doutora em psicologia, Park He Yong — A voz falha do senhor de meia idade que era juiz do caso passeou entre todos na sala.

Heyong, que ainda estava tonta por tanto ter sido drogada, foi praticamente arrastada até o centro da sala para se sentar perante o microfone e o júri. Ela não poderia estar mais nervosa. Ninguém ali acreditaria em sua versão, isso era fato.

— Que fique com a palavra o senhor promotor de justiça — finaliza o velho juiz.

Kim Namjoon era conhecido por sua fria e arrogante persona. Famoso por sempre por seus acusados atrás das grades, foi o nome mais pedido pelos familiares das vítimas para acusar Heyong. Obviamente, por ser um caso de extremo conhecimento nacional, o homem vaidoso não sequer hesitou em aceitar.

Namjoon se levanta de sua cadeira com os óculos entre os longos e finos dedos e com um olhar compenetrado. Ele caminha até a frente à ré e a fita de longe. Seus olhos finos de dragão pareciam analisar até a alma da moça desesperada. Ele sabia que se aproveitar de seus estado caótico era garantia de vitória.

— Sra. Park, a senhora tem noção dos crimes pelos quais está sendo acusada? — A voz grossa e sensual poderia ser mel aos ouvidos da mulher se fosse proferida em outra ocasião. Agora, ela sabia que Namjoon queria tudo, menos atraí-la.

— Sim... — Respondeu com um fio voz.

— E o que acha disso? — Namjoon questionou enquanto rodiava Heyong.

— Um absurdo — Ela disse de cabeça baixa.

— Sim, um absurdo. Um absurdo que uma mulher, que perante a sociedade, era vista como fonte de consolo e acalento, fosse na verdade  uma pessoa vil e imoral — O promotor Kim agora encarava o júri como se tentasse comovê-los — De onde tirou a coragem para matar tantas pessoas?

— De lugar algum... – A mulher levantou a cabeça enquanto os olhos procuravam os do homem — Eu não cometi esses crimes que tanto me acusam.

— Isso é o que buscaremos comprovar aqui hoje — Ele passa a língua pelos lábios — Dra. Park, você atendia muitas pessoas?

— Sim...

— Quantas?

— Umas 5 a 8 pessoas por dia... dependia de minha agenda — A mulher deu de ombros para o promotor.

— Então, passava muito tempo dentro da Health Soul?

— Quase 12 horas diárias.

— Bastante tempo para conhecer seus pacientes — Kim põe os óculos no rosto bem esculpido e Park o encara perdida — Entre seus pacientes, estavam alguma das vítimas pelos quais a senhora é acusada de matar?

— Sim — A mulher deixa o corpo murchar.

— Quantos?

Heyong hesitou um pouco. Ela sabia que Namjoon queria rodeá-la.

— Eu não sei ao certo... — Ela prefere mentir.

— Então eu vos digo — O promotor cruza os braços e empurra a armação para mais a cima do nariz — Entre as vítimas, eram pacientes da doutora Park: Oh Teul, Choi Jaebum, Kim Soomin e Jeon Jungkook. Os senhores não acham curioso? — O homem alto se vira para o júri que cochicha baixo — Curioso que das vítimas, quatro eram pacientes da Dra Park?

— Eu não tive envolvimento com suas mortes, foram todas feitas por ele! — Heyong aumenta a voz.

— Por quem, Dra Park?

— Você sabe por quem, Kim Namjoon — A moça semicerra os olhos e sua indireta não passa despercebida pelo público.

— Sem mais perguntas, meretíssimo — Namjoon ergue uma sobrancelha e se afasta apressadamente da mulher.

— Dada a palavra para o advogado de defesa — O juiz pronuncia e o Lee Minho se ergueu ajeitando o paletó azul escuro.

Caminhando a passos largos, logo o moreno com cabelos um pouco longos parou em frente à sua ex pretendente.

— Park, quem você se referia ao responder a última pergunta do promotor Kim?

— Jeon Jungkook — A mulher responde e automaticamente os cochichos ressoam na sala. Para muitos ali, era inadmissível que a mulher citasse o nome do rapaz.

— Por quê?

— Como o próprio promotor falou... Jeon era meu paciente. Eu infelizmente o conheci mais do que deveria — seu rosto se contorce e a moça fecha os olhos com força.

— Como o conheceu, Dra Park? O quê mais lhe chamou a atenção nesse paciente em específico?   

                              >◇<

                        𝑚𝑒𝑠𝑒𝑠 𝑎𝑡𝑟𝑎́𝑠

— De qualquer modo, por favor, aceite minhas sinceras desculpas! Eu não queria derramar sua água nem molhá-lo. — Heyong abaixou o tronco, reverenciando aquele homem como pedido de desculpas. O rapaz permaneceu dizendo que não era nada, sua expressão não abandonou a tranquilidade de um lago parado.

Heyong não pôde deixar de adimirar tudo o que aquele ser era e como mexia com cada parte de si, após se pegar o encarando por um bom tempo a Dra. pediu mais um par de desculpas, o jovem acabou soltando uma risada tímida.

— Bem, novamente eu realmente peço desculpas por isso — uma onda de ansiedade passou por ela quando o moreno encarou no fundo dos seus olhos mãe sem falar nada, era como se Heyong esperasse por mais daquilo e isso a fez se sentir culpada. A moça jamais se sentiu assim por alguém além de seu marido. " devo encerrar isso por aqui " Ela dizia a si mesma.

— Posso pegar um pano para o senhor? — Jaemin assistia a cena de longe um tanto curioso.

— Já disse, não foi assim tão grave. Não se preocupe — o homem respondeu sem tirar os olhos dela. Para ele, a mulher preocupada em sua frente não era de modo algum desinteressante, havia algo muito atraente naquele rosto rodeado por madeixas negras.

Dra. Heyong se curvou e com isso partiu da cafeteria. Um sorriso de canto se repuxou nos lábios finos do rapaz molhado, seu olhar seguiu a figura que tanto lhe despertou interesse até que a Dra. tivesse seguido para longe de sua vista. 

Heyon as largas, se questionava sobre o por quê daquele homem ter despertado tanta atração dela por ele, com um imã atrai o outro. Novamente o sentimento de culpa lhe atravessou o peito. " eu sou casada! ". Esse pensamento se repetiu como uma oração na mente da Dra. Em pouco tempo ela já estava em frente à sua sala, encarando as letras que formavam " Psicóloga Park "

— Dra! — Gurin exclamou animada, trazendo em seus braços pastas aos montes — chegou bem a tempo, seu primeiro paciente do dia vai vir logo.

Heyong que ainda estava de certo modo atordoada deu apenas um aceno de cabeça sem escutar muito sobre o que Gurin dizia. A assistent de Park tinha uma característica bem marcante: falar muito mais que a boca.

— Encontrei um lindo homem na cafeteria — Park soltou as palavras num sopro, como se ainda não conseguisse crer na magnitude da beleza e dos atrativos do homem que acabou sendo molhado por ela. Heyong abriu a porta adentrando sua sala finalmente, Gurin sorriu de forma sapeca enquanto levava as pastas para uma mesa no canto da sala.

— Acho pouco provável este homem ser tão belo quanto seu paciente Dra. Eu quase babei quando vi sua foto no site — Gurin riu diante da memória. Heyong foi até a mesa examinando a fixa de seu primeiro paciente — Bom, ele se chama Jungkook, tem vinte 23 anos e não especificou o que espera da consulta.

Com a pasta em mãos, Park se leva até o sofá e ali se senta enquanto analisa mais da fixa. 

— Bem vamos ver então...

Uma batida fraca soou na porta, ambas se sobressaltaram diante do som repentino. Logo Gurin caminhou até a lá, a abrindo de imediato, revelando a figura alta e devastadoramente atraente do rapaz da cafeteria. Heyong se encontrava paralisada perante a persona encantadora do homem.

— Não me diga que você é a doutora Park — um sorriso largo e alegre se fez no rosto oval com bochechas recatadas do jovem, Heyong retribuiu seu sorriso sem hesitar.

— Sim, sou eu... — Ela ergue o corpo da poltrona sem cessar seu contato visual com ele — Por favor, sente-se. Fique a vontade — Heyong observou o jovem caminhar lentamente até o sofá a sua frente, ela voltou a se sentar. Quando Jeon se aconchegou no estofado, adotou uma postura corcunda, os cotovelos apoiados sobre os joelhos e as mãos juntas com força. " Certo ele está tenso ", pensou a Dra. Heyong.

— Bem, primeiramente, como deseja ser chamado? — A mulher perguntou com um tom casual, sua intenção era deixar tudo o mais confortável possível. Heyong não gostava de deixar os pacientes com um sentimento de desconforto por isso ela os abordava de maneira diversificada e divertida, como uma amiga que ajuda nos momentos difíceis.

— A Dra. pode me chamar apenas pelo meu nome se assim preferir — Jeon respondeu simplista, um dar de ombros ocorreu enquanto ele olhava de forma temerosa para a Dra.

— Está com medo Jeon? Essa é sua primeira vez em uma consulta? Se desejar pode deitar-se no sofá ou sentar-se no chão se assim preferir.

Heyong visava tanto o conforto quanto o avanço psicológico de seus pacientes. Certa vez Gurin encontrou a Dra. Deitada no chão junto a uma jovem que teve uma crise de ansiedade.

— É minha primeira vez sim, estou um pouco nervoso. Mas me sinto confortável assim, obrigado — Ele sorria, na verdade ele nunca deixou o sorriso mesmo após sua água ter ido de encontro ao seu corpo, pelo menos agora suas mãos não exerciam tanta força uma contra a outra como antes.

— Muito bem Jungkook, por quê veio ao consultório? Esperava algo em especial? — Heyong gostava de fazer essa pergunta a cada um de seus pacientes, se ela soubesse o que os levava até ela, seria muito mais fácil tratar o que os fez ir a um consultório psicológico.

— Depende do que está consulta pode me oferecer. — Heyong arqueou as sobrancelhas, não era a resposta que ela esperava. Jungkook permanecia com uma expressão distante porém tranquila, mesmo que sua postura apontasse tensão seu rosto não exibia isso.

— Suponho que um rapaz como você tenha muitas pessoas o rondando. Seu círculo social é movimentado?

— Acredito que sim. Tenho muitos amigos, do trabalho e da faculdade — O rapaz relaxa os ombros e Park toma aquilo como um passo para o avanço — Sou um homem bem comunicativo, as pessoas gostam de me ter por perto — Ele sorriu minimamente, fazendo as covinhas delicadas aparecerem em seu rosto.

— Imagino que sim — Heyong não conteve o sorriso — Certo, Jungkook você tem família? — A segunda pergunta rotineira. Quase sempre desperta uma reação que ajuda muito no trabalho de compreensão de Heyong. Jungkook sobresaltou enquanto um tremor descia por sua coluna.

— Não posso falar sobre isso — A frase foi quase cuspida no ar, Jeon a soltou com tanta velocidade que fez com que Heyong dobrasse a atenção sobre o rapaz. " ele reagiu de forma assustada e recuou rapidamente da pergunta, há algo complexo sobre sua família." Raciocinou a Dra.

— Não precisa se preocupar Jeon, pode confiar em mi...

— Eu prefiro pular esta pergunta Dra.— o olhar do rapaz se concentrou no chão, seus dedos voltaram a lutar uns com os outros, Heyong percebeu também leves tremores no rapaz. " Com toda a certeza do mundo há algo com a família dele, o que pode ser? Pais rígidos demais? Conflitos com irmãos? Morte de um parente próximo talvez? " várias perguntas corriam na mente da psicóloga.

— Bem, e quanto a relacionamentos? Você possui algum atualmente, Jungkook? — Heyong tentava achar a resposta do seu comportamento com perguntas que podiam levá-la à vários ramos da mente dele.

— Está fazendo perguntas no mínimo delicadas para mim Dra. Algumas eu não posso responder de maneira alguma — de novo aquele tremor o abalou, sua cabeça permaneceu abaixada mesmo quando a consulta se encerrou.

Sem respostas para as perguntas principais Heyong tentou várias outras maneiras para tentar abordá-lo porém nenhuma surtiu o efeito necessário. Suas respostas eram vagas e evasivas, nunca deixavam um ponto claro. No fim de tudo Heyong se despediu do rapaz com um grande nó em seu cérebro. Ele saiu da sala do mesmo jeito que entrou, sorrindo. O que se diferenciou tremendamente do espectro que ele manteve durante a consulta.

Mesmo sabendo que em uma primeira consulta, normalmente é difícil fazer os pacientes se abrirem, Park achou no mínimo estranho algumas reações do rapaz. Ele não respondeu nenhuma questão sobre seu meio íntimo. Sem baixando a cabeça quando esse era o assunto. Mas mudava repentinamente quando o tema abordado era trabalho. Seria Jungkook alguém que de sua esfera mais íntima da sociedade? Pai, mãe, irmãos... Ele não conseguiu falar sobre nada disso. E se esse fosse o caso, qual o motivo?

Park decidiu que estudaria outras formas de abordagens quando chegasse em casa, antes disso iria ajudar seu outros paciente, que já tinham um objetivo claro. Porém mesmo que estivesse compenetrada com os outros compromissos, um em especial não deixava a mente dela. Esse jovem com graciosidade absurda a deixou inquieta durante todo o decorrer daquele dia. Ela mal podia esperar para a próxima semana chegar e assim ver aquele rapaz novamente.


Notas Finais


É isso meus queridos! Não esqueçam do engajamento que tanto deixa a escritora feliz! Favorite e comente se vc já está gostando da história!

Também venho convidar vocês a darem uma olhadinha das outras histórias do meu perfil. Quem sabe não te agradam tbm não é?

Então aqui me despeço! Muito obgd por ler e até a semana que vem ❤


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