História Deceive Me - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Got7, Kooktae, Kookv, Kookyeom, Sugamon, Taekook, Um Pouquinho De Clichê, Vkook, Whipped!jeongguk, Whipped!jungkook, Yugkook
Visualizações 247
Palavras 4.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá my anjus!! Como vocês estão? Espero que bem!

Eu postando rápido? Seria um sinal do apocalipse?

Risos.

Sem enrolação, boa leitchura babes!!! *--*

Capítulo 5 - Pague por cada Coração Partido


Quando abri meus olhos de manhã, estava um lindo dia ensolarado; havia uma maravilhosa mensagem de bom dia do meu amor no celular; uma gostosa bandeja com um café da manhã completo em cima da cabeceira ao lado da cama e eu ainda tinha tempo suficiente para me arrumar para ir para escola.

Eu poderia suspirar de felicidade... se fosse isso mesmo.

Na verdade, quando eu abri meus olhos de manhã, eu me sentia bem indisposto para levantar, não havia luz nenhuma entrando pela janela, nem café da manhã, nem mensagem, e de acordo com meu despertador, eu estava atrasado. Porém, não era só isso, pois, se fosse, estaria tudo muito ótimo. Afinal, quando eu abri meus olhos de manhã, antes de notar qualquer uma dessas outras coisas, eu notei que havia dois pares de olhos me observando de uma maneira bem assustadora.

E foi por isso que eu gritei.

Os dois observadores levaram suas mãos aos ouvidos, na tentativa de repelir meu grito muito másculo, mas eu iria continuar gritando e gritando até aqueles invasores irem embora.

— AH, PELO AMOR DE DEUS JEONGGUK, PARE DE GRITAR.

E então eu parei. Porque aquela voz era do meu pai.

— VOCÊS ESTÃO LOUCOS? — dessa vez berrei.

— Ah, só queríamos te acordar de uma maneira especial hoje — Ya-noona falou com um tom de voz culpado.

— E isso é especial, por acaso? — perguntei respirando fundo, imediatamente me pus de pé também, porque como já dito, eu estava atrasado.

Sem tentar entender o bando de louco que eu chamo carinhosamente de família, entrei no banheiro para fazer minhas higienes, porém, quando sai, eles continuavam lá, na mesma posição, só que cochichando entre si; quando me viram, pararam na mesma hora.

— O.k., o que vocês querem? — indaguei logo, pegando minhas roupas nas mãos para me vestir.

Ya-noona e meu pai trocaram olhares, antes de tomar fôlego e falaram ao mesmo tempo:

— VOCÊS ESTÃO NAMORANDO?

Revirei os olhos.

— É sério que estão aqui só para isso? — perguntei enquanto vestia a camisa branca da escola.

— Claro que não — meu pai respondeu

— Óbvio que sim — Ya-noona contradisse, porém.

Suspirei.

— Parecia um namoro para vocês?

— Não — meu pai.

— Sim — Ya-noona.

— Não estamos juntos — falei vestindo agora o casaco —, ainda — completei sorrindo.

— Deveria trazer ele aqui mais vezes, gostei dele — a mulher disse pensativa. Fiquei feliz por saber que Taehyung havia agradado Ya-noona. Ela era como uma mãe para mim, isso era realmente confortante de se ouvir. — Melhor, eu adorei aquele menino. Ele é tão educado e fofo.

Dei uma risadinha, concordando.

— Claro que é. Eu me apaixonei pela pessoa certa — olhei para meu pai, que me observava em silêncio. — E você? — perguntei displicente, tentando parecer normal. Mas a verdade era que a opinião do meu pai, sem sombras de dúvidas, era deveras importante para mim, afinal, tinha sido ele a não aceitar tão bem minha sexualidade no começo.

— Eu o quê? — pareceu confuso.

— O que achou do Tae? — perguntei já começando a ficar ansioso. Tentei ocupar minha atenção arrumando o cabelo para disfarçar o nervosismo.

— Ah, ele é encantador, parece um bom menino. Gostei dele também — meu pai disse sorrindo pequeno. Discretamente soltei um suspiro de alívio. — Mas agora vamos logo, se não você não toma seu café da manhã antes da escola — falou encaminhando-se para a saída com Ya-noona logo atrás.

— Já estou indo — avisei voltando ao meu cabelo. Encarei meu reflexo sorrindo. Eu estava subitamente mais feliz desde que acordara. Só faltava uma coisa para o meu dia melhorar ainda mais. Mas isso eu só poderia resolver quando chegasse à escola.

 

Sai do carro rapidamente assim que meu motorista estacionou em frente à Gwangbokjeol. Eu estava ansioso e sorridente. Apesar de acordar indisposto e — graças a minha família —, assustado, acabei me lembrando do quanto o dia iria ser recheado de coisas para fazer minha alegria. Por isso, rapidamente peguei meu celular e mandei uma mensagem para Hoseok, avisando-o que eu havia chegado e que era para ele me encontrar em frente aos portões da escola. Fiquei esperando pelo meu amigo encostado no carro enquanto algumas pessoas passavam por mim e me cumprimentavam. E enquanto encarava a multidão, eu não procurava apenas por Hoseok, mas também tentava saber se Taehyung já havia chegado e então se passaria por ali. Porém, ia ficando cada vez mais decepcionado toda vez que pensava vê-lo para no fim constatar estar enganado.

Durante o final de semana, trocamos algumas mensagens poucas vezes, o que havia deixado-me ainda mais contente e ansioso para que segunda chegasse novamente, afinal, poderíamos nos ver. Suspirei, pensando nas horas que passamos juntos na minha casa. Há algumas semanas eu nunca imaginaria que isso fosse acontecer e então, estávamos até trocando mensagens de bom dia e boa noite durante um final de semana – que fora somente um domingo, vale lembrar, mas que era suficiente para quem não se falava até pouco tempo atrás.

Parei de divagar assim que vi Hoseok abrindo caminho entre os outros alunos até mim. Ele aproximou-se sorrindo amassado, como se tivesse acabado de acordar. E eu não duvidaria muito, já que meu hyung era quase mestre em atrasar-se para escola.

— Bom dia, 'Saeng — me cumprimentou assim que se aproximara o suficiente. Acenei em resposta e me movi em direção ao porta malas do carro, então o abri, revelando várias caixas de papelão abarrotadas de coisas.

— Animado para me ajudar a carregar essas belezinhas? — perguntei divertido. Hoseok engasgou.

— Ah, seu... — bufou. — Cadê seu namoradinho, em? Ele não pode te ajudar, não?

— Ah, não enche, hyung... — falei já pegando uma das caixas. — pegue outra, vamos fazer isso de uma vez.


 

— Bom dia, professora Hani — desejei para a mulher que abriu a porta da sala dos professores e assustou-se dando de cara comigo e Hoseok.

— Aish! Bom dia meninos, aonde vão com essas coisas? — perguntou confusa.

— Bom... — grunhi, arrumando a caixa que eu segurava nos braços. Aquela em questão pesava bastante. — Tecnicamente eu gostaria de entrar na sala e...

— Ah, claro, claro — ela disse dando passagem para nós. — Mas para que isso tudo? — perguntou desconfiada enquanto entrávamos e então colocávamos as caixas sobre a mesa de vidro que se dispunha no meio da sala.

— Isso tudo aqui é para a professora de artes — falei orgulhoso, olhando finalmente para a professora. Hoseok se prostrou ao meu lado, soltando o ar com força e resmungando alguma coisa com 'chumbo'. — Ela já deve ter comentando sobre querer reformar a sala deposito para uma sala especial de artes, não é? Nós ficamos sem um lugar adequado para as aulas de arte desde que a antiga sala quase pegou fogo por causa da fiação.

A professora soltou um suspiro inconsolável.

— Ah, sim, esse dia fora horrível. A Noeul nunca mais superou ter sua salinha destruída daquela forma, fora que foi um perigo em tanto para todo mundo que estava na escola... ainda bem que já passou e a diretora chamou pessoas verdadeiramente competentes para renovar a fiação da escola inteira depois do incidente.

Assenti, concordando. Eu estava na sala aquele dia. Eu e minha turma inteira.

— Verdade, mas agora vamos dar um jeito nessa história até a sala estar reconstruída — falei sorrindo e dando umas batidinhas nas caixas ao meu lado, sobre a mesa. — Vamos fazer uma limpeza na sala destruída e passar os materiais que estão na sala deposito para lá, e então, logo teremos um novo local para termos outra vez as aulas de artes.

— Ah, sim, claro — Hani sorriu. — Você é um anjo, Jeongguk. Eu vou ver se encontro à professora Noeul para vocês — ela disse prestativa.

— Obrigado, professora — agradeci enquanto saiamos todos juntos da sala. Ainda havia mais cinco caixas no carro para serem pegas e trazidas para cá.


 

— Uoooou — Hoseok exclamara muito alto. Sua voz ecoou pelo espaço praticamente vazio da sala escura. — Isto aqui ficou assombroso, Jeongguk. Você entraria aqui à noite... — encarou-me do escuro, abaixando o tom de voz para continuar. —...sozinho.

Revirei os olhos, abrindo a porta totalmente para que a luz do corredor entrasse no recinto. Alguns alunos que passavam pelo corredor olhavam curiosos para o que estávamos fazendo. Era de se esperar, afinal, a entrada de alunos naquela sala era totalmente restrita depois do incidente. Porém, era óbvio que tínhamos uma autorização para estar ali no momento. Peguei uma carteira quebrada que tinha por perto e pus em frente à porta para segura-la aberta. Desde aquele dia ela estava com problemas também.

— Isso vai dar um trabalhão — ouvi a voz do Hoseok novamente, enquanto ele mexia em várias coisas ali dentro.

Já era intervalo, então aproveitamos para ver a sala. Parecia que tinha anos que não entrava ali, embora fossem apenas alguns meses considerando que o incidente havia sido no começo do ano e já estávamos no meio deste.

Durante toda a manhã até àquela hora eu não tivera a sorte de ver Taehyung, o que me deixava meio aéreo, pensando os possíveis lugares que ele pudesse estar. E o pequeno trabalhinho que eu havia arrumado não me deixaria ir procura-lo. O que de certa forma, era bom, já que eu não sabia se ele queria me ver. Veja bem, nunca nos falamos na escola a não ser que seja no dia em que Taehyung me chamara para sair, então eu ainda não estava confiante sobre como ele reagiria a nossa aproximação perto de outras pessoas, se considerando, inclusive, que Yugyeom era seu melhor amigo, então com certeza o garoto andaria consigo para baixo e para cima no colégio. Não seria muito agradável encontra-lo enquanto estivessem juntos.

— Tem muita sujeira aqui — observei, passando a mão em uma das mesas que sobrara. Alguns dos entulhos haviam sido eliminados da sala, de forma que parecia quase vazia. Mas ainda havia muito lixo nos cantos e muita poeira. Não havia luz (sequer janelas para ajudar nesse quesito) e boa parte das paredes e do teto estavam destruídos.

— Só nós dois não vamos dar conta desta bagunça toda, Kookie... — meu amigo falou virando-se para mim com as mãos na cintura. Concordei com a cabeça.

— Verdade, acho melhor falar isso para a professora. Nunca vamos terminar esta bagunça toda em tempo suficiente, afinal, prometemos acabar até a próxima semana, já que começam as provas então não vamos ter tempo para mais nada.

— O que acha de irmos falar com ela agora? — Hoseok sugeriu. Concordei novamente e chamei-o com um gesto da mão, saímos da sala, não se esquecendo de tranca-la bem antes de nós ausentarmos.
 

— Ali, olha ela ali — Hoseok exclamou apontando para uma mulher de roupas em cores vibrantes e cabelos bagunçados. Ela falava sorridente com uma menina de cabelos cumpridos e castanhos, que estava de costas, mas eu reconheceria mesmo assim.

— Hã... acho melhor esperarmos um pouco — falei receoso parando meu amigo com a mão. Ele me olhou confuso.

— O que é?

— A menina que está com a professora, é a Jiyoon — exclamei como se explicasse tudo apenas com isso.

— Tá, e dai? — ele deu de ombros. Revirei os olhos.

— Jiyoon é aquela garota que eu ficava antes do Yugyeom. Ela ficava me mandando mensagens a cada cinco minutos e foi ela que tentou tacar uma cadeira em mim uma vez — comentei levando as mãos para cintura. Eu tinha medo daquela garota.

Hoseok reprimiu uma risadinha com a mão.

— Aquela garota é louca, totalmente instável — falou divertido. — Ela é louca por você, Jeongguk — brincou. Empurrei-o de leve.

— Cale a boca, você fica brincando porque não é você que sofreu ataques com uma cadeira — resmunguei emburrado. — Eu não gosto dessa menina. Faz tempo que ela não me enche o saco, mas sinceramente, estava ótimo assim, eu não quero ter que encara-la de frente outra vez.

Hoseok deu de ombros e cruzou os braços.

— Bom... então vamos esperar aqui, até ela sair de perto da professora — concluiu. Suspirei.

— É o jeito — resmunguei, também cruzando os braços. E então ficamos ali, parecendo dois idiotas de braços cruzados encarando duas meninas que estavam do outro lado do pátio. Fiquei um bom tempo só observando o movimento animado dos cabelos de Jiyoon enquanto ela falava com a professora mexendo a cabeça de um jeito exagerado. De minuto em minuto eu desviava os olhos para o meu celular, checando as horas. Elas pareciam estar se falando há milênios, com aqueles sorrisinhos estranhos. Franzi o cenho, olhando para a multidão. Vários alunos estavam no pátio aquele horário, afinal, era hora do intervalo. Procurei por aquele que estava ansioso para ver desde que acordara e não o encontrei. Seria possível que houvesse faltado logo hoje? Era a uma explicação plausível para seu desaparecimento; mas talvez estivesse na biblioteca; ou na quadra, vendo alguns alunos jogarem. Dei de ombros, vendo que Hoseok me chamava.

— Vamos Kookie, ela saiu... — sussurrou, como se estivéssemos em uma missão super secreta.

Observei Jiyoon afastar-se ainda balançando os cabelos daquela forma esquisita. Ela vinha em nossa direção. Arregalei os olhos, puxando Hoseok pelo braço para nós embaralharmos entre a multidão. Fui agachado atrás de outras pessoas que olhavam para mim – e Hoseok logo atrás – com o cenho franzido. Fiquei olhando para o lado, mais especificamente Jiyoon, enquanto tentava abrir caminho para chegar à professora antes que ela se afastasse muito. Porém, acabei trombando com algo sólido e que soltou uma exclamação alta de surpresa. Então alguma coisa caiu no chão, ao meu lado. Fechei os olhos com força, apreensivo.

— Jeonggukie, o que está fazendo?

Levantei meus olhos, surpreso. Taehyung me olhava desconfiado, parecendo realmente chocado. Arrumei minha postura urgentemente, sorrindo amarelo e pigarreando. Atrás de mim, Hoseok também se ajeitou, dando uma risadinha.

— Eita... — exclamou.

Olhei para baixo, vendo o livro que caíra ao meu lado ainda no chão. Abaixei-me para pegar e entreguei-o a Taehyung outra vez, o que ele agradeceu brevemente. Eu estava muito constrangido pela forma como fui encontrado, mas também muito feliz por finalmente ver o Kim. Ele havia vindo para escola, afinal.

— Ãhn... érr... o-oi, Tae — falei meio hesitante. — Tudo bem?

Ele assentiu, desviando seu olhar rapidamente para trás de mim e franzindo a testa. Eu quase conseguia sentir Hoseok sorrindo divertido as minhas costas.

— E você, está bem? — perguntou baixinho, ainda confuso.

Acenei com a cabeça rapidamente.

— Melhor impossível, eu só... só estava indo e... sabe né, indo e... andando — resmunguei, sorrindo sem graça outra vez e pigarreando em seguida. Minhas palavras não fizeram sentido na minha cabeça. Nada estava fazendo sentido, porque Taehyung estava muito lindo naquele uniforme. Lindo demais. E sim, ele sempre ia com o uniforme para escola, mas não importa, porque ele estava radiantemente lindo hoje.

— Certo, eu entendi — ele falou fechando seu livro de química e pondo sobre o antebraço.

— É... você entendeu... — murmurei sem saber o que falar. Eu estava com vontade de me enterrar e esperar que os vermes comessem meu corpo vivo. Por que diabos eu estava agindo feito um idiota? Eu ia abrir a boca para dizer alguma coisa que não soasse ainda mais idiota quando ouvi uma voz. Aquela voz.

— Jeongguk oppa?

Virei-me lentamente, crispando os lábios. Jiyoon estava parada logo ao meu lado, olhando-me curiosa.

— Ops, abortar missão — Hoseok disse olhando para a garota. E eu fiquei ali, cutucando a bochecha com a língua de maneira nervosa. Droga!

— O que faz aqui, Jeongguk oppa? — Jiyoon perguntou.

— Ãhn... eu estudo aqui, Jiyoon — constatei o óbvio. Ela mordeu o lábio inferior, sem expressão.

— Claro que estuda — ela disse simples. Até aquele momento eu estava surpreso por não ter sido atingido por algum objeto voador. — Eu quis dizer... — desviou os olhos rapidamente para Taehyung — que estava quietinho ali, só olhando –, e depois voltou a me encarar. — Ah, deixa para lá — suspirou.

— Érr, bom... se me der licença... — sorri meio sem jeito, pensando em me livrar rapidamente da garota. — Eu preciso ir. Hoseok...

— Não! Espera; eu preciso te perguntar uma coisa... — ela disse rapidamente. Mordi a língua. Droga pela segunda vez!

— Sim? — fingi interesse. Era estranho conversar tão normalmente com quem tentou me matar. Aquela conversa era quase como por Harry Potter e Lord Voldemort para tomar um chazinho da tarde e falarem sobre os dias dos pais.

— Você... está, tipo... solteiro? Poderíamos, não sei... conversar, de repente... — ela falou aquilo com tanta normalidade. Nem parecia que já havia me ameaçado para sairmos outra vez.

Olhei rapidamente para Taehyung, que estava bastante interessado em uma cutícula na unha. Depois olhei para Hoseok, que surpreendentemente também tinha uma cutícula interessante. Engoli em seco.

— Ãhn... escuta Jiyoon, você sabe que...

Ela bufou. E então eu tive medo, porque Jiyoon irritada não é bom sinal.

— O.k., eu já entendi Jeongguk, quando você começa assim eu já sei o que vai dizer — ela cruzou os braços e revirou os olhos. — Tchau para você — disse antes de sair batendo o pé.

Respirei aliviado, olhando para o meu próprio corpo.

— Socorro! Estou com todos os pedaços? — perguntei para Hoseok. Ele deu uma risadinha.

— Talvez sua cor tenha ido junto com a doida ali...

Bufei, virando outra vez para Taehyung, que me olhava – infelizmente – sem expressões. Eu não saberia dizer o que estava pensando de tudo aquilo.

— Bom... também vou indo. Tchau, Jeonggukie — desejou sorrindo pequeno.

Engoli em seco, fazendo minha melhor cara sofrida. Eu queria dizer alguma coisa, chama-lo e explicar não sei o quê. Mas minha boca ficou ali, naquele abrir e fechar estranho, como se eu estivesse comendo o ar. Hoseok deu duas batidinhas nas minhas costas.

— É, soldado, nossa missão falhou miseravelmente.

Soltei o ar, frustrado.

— Vamos procurar a professora de uma vez.




 

Suspirei, coçando os olhos. Eu me sentia exausto e ainda faltava uma aula para acabar o dia. Assim que avistei meu armário no corredor, apressei o passo, daqui a pouco começaria a próxima aula e eu ainda tinha que trocar de materiais. Abri meu armário assim que cheguei até ele e tentei enfiar os livros que eu segurava no meio daquela bagunça. Anotei mentalmente de tentar dar um jeito ali dentro qualquer dia; aquela bagunça conseguia superar a do meu quarto.
 

Senti meu celular vibrar no bolso, por isso rapidamente o peguei. Era uma mensagem. Do Taehyung.

“Você está bem?”

Franzi o cenho, confuso, apesar de feliz por ter recebido uma mensagem sua. Mas só não conseguia descobrir o porquê dela.

“É... acho que estou. Por quê?”

Digitei rapidamente e dei atenção aos meus livros por alguns segundos. Mas logo fui respondido.

“Parece estressado”

“E cansado”

Sorri, ainda confuso, mas levantei a cabeça, não me surpreendendo em encontrar Taehyung a alguns metros de distância, me observando com um sorrisinho de canto. Fiquei feliz de saber que ele me observava em silêncio, que se preocupara comigo e que não estava bravo com o que acontecera no intervalo hoje mais cedo. Mas algo me incomodou. Ele também não parecia muito bem. Taehyung na maioria das vezes não parecia bem, sempre com sua aparência muito apática e quase doentia demais, o que por si só já me preocupava em grandes níveis, mas naquele momento em questão parecia ainda mais pálido que o habitual.

“O dia está movimentado, só isso” respondi tentando desviar o assunto para dar atenção a ele.

“trabalhei bastante com a professora de artes hoje, rs”

“Quem não parece bem mesmo é você”

“Aconteceu algo?”

Olhei-o rapidamente, vendo-o com o olhar atento à tela do celular. Aproveitei para caçar meus livros de matemática entre minha bagunça.
 

“Não é nada”

“estudei bastante hoje, rs”

Sorri para o celular quando vi a resposta de Tae. Levantei os olhos para ele novamente, que me encarava de uma maneira estranha. Pisquei para ele, vendo-o corar um pouquinho. Perguntei-me o porquê de não ter vindo falar pessoalmente comigo. Talvez minha teoria de que estivesse me evitando na escola estivesse certa. Suspirei.

“Sabe, eu estava pensando... podíamos nos ver hoje depois da escola, o que acha?” perguntei em um súbito de coragem.

Algo caiu ao meu lado. Olhei para baixo e constatei ser uma agenda. Peguei-a nas mãos e só então ergui meus olhos para o suposto dono. Era um garoto.

— Oh... obrigado — ele disse, pegando a agenda que eu ofereci, fazendo-me reparar em seu sotaque. Ele não era coreano. Suas fisionomias também diziam isso, embora não fosse saber dizer qual sua nacionalidade exatamente. — Desculpe por isso — pediu com um sorriso. Percebi que segurava uma chave na mão. A chave era de um dos armários que havia na escola. Pela numeração, constatei ser o que havia ao lado do meu.

— Não, tudo bem — falei despreocupado. Ele encarou-me sorrindo simpático e então soltou uma exclamação.

— Ah, desculpe outra vez, não me apresentei... me chamo Shin Hideki — falou curvando-se. Então tudo fez sentido. Ele era japonês.

— Ãhn, oi, sou Jeon Jeongguk — retribui o sorriso.

— Eu sou novo aqui na Coréia, e na escola também, começo a estudar amanhã.

Olhei rapidamente para onde antes estava Taehyung. Ele não estava mais lá. Praguejei em pensamentos, porém, tentei sorri para o tal Hideki.

— Sério? Seja bem vindo então — desejei, fechando meu armário e arrumando os livros que havia pegado nos braços. — Se precisar de algo pode me falar, conheço esta escola como à palma da mão — dei uma risadinha.

— Claro, obrigado novamente, Jeongguk — ele agradeceu curvando-se.

— Ah, sem formalidades, por favor — pedi, guardando o celular meio a contragosto. — Seu hangul é muito bom, parabéns!

— Há, obrigado! Meu chefe me pagou uma ótima escola antes de me enviar para cá — ele disse abrindo o armário e logo depois o fechando novamente. Provavelmente testava a chave.

– Ow, está aqui a trabalho? — perguntei surpreso.

— Bom, tecnicamente, estou sim.

Dei um sorriso, decidido a não me intrometer mais.

— Então, boa sorte — desejei. O sinal para à próxima aula tocou. — Enfim, tenho que ir, Hideki, seja bem vindo novamente. Nós nos vemos por aí...

— Ah, sim, obrigado, Jeongguk — ele sorriu, então apenas segui para minha sala, ainda muito chateado por ter perdido Taehyung de vista. E o pior... ele ainda não me respondera.

 

Quando sai da aula de matemática, andei rapidamente até o carro que já me esperava do lado de fora da escola. Eu me sentia angustiado, pois, por mais que odiasse admitir, talvez eu tenha sido rápido demais em chamar Taehyung para sair. Tudo bem que ele havia começado, mas o fato de não ter me respondido ainda deixou-me um pouco hesitante sobre o assunto. Eu mal consegui me concentrar na aula. E é claro que eu pensei na possibilidade dele ainda não ter me respondido por também estar em aula, mas não ia me acalmar até vê-lo. Foi por isso que perscrutei mais uma vez naquele dia a multidão para tentar encontrar aquele serzinho tão lindo dono do meu coração; e foi por isso também que fiquei imensamente feliz de pelo menos daquela vez, conseguir o achar entre vários outros alunos.

Acenei para o meu motorista esperar um pouco e joguei minha mochila no banco do carona pela janela do carro. Olhei outra vez para Taehyung. Ele estava parado em frente à escada da escola junto de seus amigos Yugyeom e “o loiro”. Era estranho ver Yugyeom depois de tanto tempo, ele parecia estar faltando na escola os últimos dias, e perguntei-me se eu era o motivo. Fiz uma careta, olhando para a aparência apática do garoto. Eu era culpado daquilo também?

            Voltei novamente meus olhos para Taehyung. Ele demorou mais alguns segundos antes de virar o rosto e me pegar encarando-o. Taehyung arregalou os olhos, parecendo assustado. Mas eu compreendi logo. Era por causa de Yugyeom. De longe, não dava bem para saber o que, exatamente, estava fazendo, mas vi quando o Kim virou-se para os amigos e disse alguma coisa, eles assentiram e então se encaminharam pacientemente até a saída da escola.

Notei que Yugyeom evitava olhar na minha direção. Era óbvio que eu estava ali, eu sempre estava na hora da saída, e todos daquela escola sabia porque meu motorista sempre estacionava ali e ele sabia disso melhor que muita gente naquele colégio. Mas mesmo assim, passou reto junto com seu amigo alto que eu sempre esquecia o nome e achava esquisito e Taehyung, sem sequer respirar na minha direção. E eu meio que agradeci por isso, pois não saberia como encara-lo. Principalmente se seu estado realmente fosse por minha causa. 

Engoli em seco, vendo Taehyung também ir embora sem sequer me olhar. Virei-me para à porta do carro, decido a ir embora e conformado de que não teria a resposta para a minha pergunta de mais cedo a Tae. Suspirei e esperei um pouco, não sei o que, talvez esperando minha ficha de trouxa cair. Eu ia abrir a porta do carro quando senti algo me cutucando nas costas. Olhei assustado para trás, me surpreendendo quando encontrei Taehyung ali. Eu ia falar alguma coisa que eu nem sei, quando ele pôs o indicador sobre meus lábios e olhou na direção onde havia saído com seus amigos há pouco.

— Shh — ele emitiu, voltando a me encarar com as bochechas levemente rubras. — Eu aceito sair com você — falou baixinho, dando um sorriso pequeno e único.

Também sorri contra seu dedo, sentindo meu estômago se revirar. Agora sim meu dia estava completo.


Notas Finais


Liloukoukijnajanajana
Gent, desculpa por isso, mas o capítulo novamente não saiu nada grande quanto eu esperava... Quem sabe o próximo kk

Quanto as aparições inesperadas neste capítulo aí, saibam apenas que vocês devem marca-las, pois posteriormente virão a serem importantes na história.

E isso é tudo por agora my babes, espero que tenham gostado e me desculpem os errinhos que sempre passam despercebidos e que eu ainda tenho que arrumar no meu português.

Até mais pimpus, um beijão no umbigo de cada um!!! *---*


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