História Decisões de uma adolescente 2 - Capítulo 24


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Categorias Histórias Originais
Tags Disciplina, Família A Moda Antiga, Palmadas, Spanking, Violencia
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Palavras 1.400
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente espero que gostem, eu amei escrever. Desculpem a demora como sempre 😁

Capítulo 24 - Barulho ruim


O homem de olhos azuis olhava os cobertores subindo e descendo por causa das respirações no quarto. Tão silencioso que daria para ouvir uma moeda caindo no chão. Os barulhos anteriores ainda ecoava na cabeça de Heitor. Não foi fácil lidar com Heloisa depois que chegaram ao quarto, a menina queria a todo custo voltar para buscar Alice. Ele não via a hora de voltar, mas não colocando a vida de ninguém que era sua responsabilidade em risco. Até Milena se exaltou naquela noite, seguindo de vômitos forçados e Heitor respirou fundo sabendo que a alimentação daquele dia tinha sido perdida. Ele se sentia o vilão, nenhuma das duas entendia o por que ele não entrou naquele apartamento arrancando Alice a força. Heloisa respirava fundo e de vez ou outra seu corpo dava pequenos saltos na cama. Heitor estava feliz em ve-la ali, mesmo sabendo que sua filha tinha trago uma bagagem de emoções gigantescas nas costas. Deus, como ele queria em um abraço pegar todo a os traumas e saudades para si e fazer heloisa se tornar mais leve em sentimentos. 

Ele caminhou no quarto se aproximando de cada um deles, deu um beijo em heloisa e se certificou se ela estava realmente dormindo. Heitor voltaria naquele apartamento, uma coisa era certa, Alice sairia de lá com vida, já ele não era tanta certeza assim. 

A morte sempre foi algo que causava mais medo em Heitor do que em outra pessoa, imaginar que sua filhinha tinha sido queimada viva o fez temer morrer por causa de heloisa, apesar de ser o que ele mais queria naquele momento. Depois veio a tensão da morte tão almejada por heloisa, os cortes que ela fazia o lembrava de crer que ela muitas vezes brincou com a própria sorte. Na realidade ela brincou com a própria morte, outro momento difícil para Heitor. Ele vivia por ela, logo após vivia por elas, por isso quando teve certeza que elas estavam mortas nada mais fazia sentido. 

Olhou para o lado e viu Sam, dormindo tão calmamente coisa que parecia ser impossível a algumas semanas atrás. Ele sorriu, Sam deu um novo significado a tudo. Sam tirou ele do fundo do poço e só por isso ele estava ali devolvendo o que foi tirado de suas meninas. 

O homem saiu do quarto se despedindo mentalmente e pedindo a proteção de Deus. Trancou a porta para ter certeza que nenhuma "crianca" ali iria bancar a heroína. 

O homem chegou a portaria do prédio, ele mal tinha um plano. Como iria fazer? Chegar lá e retirar Alice a força? Já devia ser quase 4 horas da manhã, porém o tempo frio não deixava clarear tão rápido então ele tinha algum tempo. 

O porteiro dormia pesadamente, Heitor rodou os olhos e começou a andar de maneira mais cautelosa. Ele não chamaria o elevador, seria ridículo de mais o aparelho não fazer barulho.

O coração acelerou mais que normal, não era por conta dos degraus que teve que subir até ali, era por estar tão perto de sua menina. 

Era notável a quantidade de câmeras, porém não havia nenhum homem armado fazendo a segurança do local. Talvez Erick não gostava de expor Alice e Heloisa, isso facilitou muito para ele. 

Rodou a maçaneta da porta da casa em que suas filhas ficaram durante dois doloridos anos. Lógico que estava trancada, Erick não Seria tão tolo em deixar aberta. 

Deus, ele precisava de qualquer plano que tirasse sua filha dali, por mais ridículo que fosse parecer ele tomou distância e chocou o corpo com total força sobre a porta,uma força que ele não tinha antes, mas dois anos sem suas filhas, a agitação daquela noite, a saudade que estava de Alice e mais um milhão de sentimentos acumulados fizeram ele se tornar forte. 

A porta arrebentou fazendo um barulho alto. Não foi muito inteligente mas Heitor estava dentro sem paciência nenhuma para enrolação. Seu peito subia e descia e ele parecia mesmo um leão recém enjaulado que havia conseguido liberdade. 

Rapimendame a agitação da casa se formou, Erick foi o primeiro a aparecer com seus finos cabelos bagunçados, vestindo um pijama medonho de frio. Heitor não viu nada em sua frente, não deu tempo nem de deixar o homem ter qualquer tipo de ação. 

Heitor começou a distribuir socos em seu rosto  com toda carga emocional que carregou, com todo choro e com toda dor que Erick causou a todos, principalmente em suas filhas.  já havia sangue em suas mãos e o nariz do velho já sangrava muito. Ele ouvia pessoas gritarem, a visão estava embasada mas sentia Alice ali. 

O grito de sua filha o fez parar, ele voltou a si e viu uma mulher segurando uma arma na mão de maneira desajeitada enquanto tremia muito. 

Heitor parou e levantou com as mãos para cima, ele teria continuado se não fosse pelo desespero de Alice em implorar para que ela não o matasse. 

Erick se apoiou no sofá se erguendo com dificuldade, deu um sorriso irônico banhado a sangue e pegou a arma da mão da mulher. 

- ora ora, quem temos aqui, que prazer te receber na minha não tão humilde residência. - o velho passou a manga do seu pijama de frio na boca limpando o excesso de sangue e observando a camisa se tingir de vermelho vivo. - você fez um belo estrago aqui Heitor. 

Letícia tentava encostar no marido o olhando com piedade enquanto Alice tremia com medo. 

- sabe que não vai sair vivo, não é mesmo ? - Erick olhou para Alice implorando ajoelhada aos pés e se deu conta que heloisa não estava ali. Seu rosto de ironia deu lugar a uma expressão totalmente monstruosa e ele gatinho a arma. - ONDE ESTA HELOISA ?

Ele movimentava a mão e Heitor ainda estava com os braços estendidos, seu medo não era a morte e sim sua filha sair dali em segurança. 

Alice levantou e correu até Heitor o abraçando como se seu corpinho pequeno e fino fosse proteger Heitor por inteiro. 

- Erick, pelo amor de deus, nossa menina, não atira Erick, não atira - Letícia começou a implorar ao ver que Alice estaria em perigo. 

- HELOISA NAO ESTA AQUI LETICIA, EU VOU MATAR OS DOIS. A GENTE DEU TUDO PARA ESSAS MENINAS. - ele gritava olhando para Heitor. 

- a gente acha ela amor, tira Alice dali. Não machuca ela. - Letícia chorava com medo de sua criança tão perto da arma. 

- SOME DA MINHA FRENTE LETICIA, VAI PARA O QUARTO, SEUS GRITOS ESTAO ME IRRITANDO. 

Letícia sumiu de vista soluçando.

Erick novamente deu um sorriso irônico sentindo que apenas um de seus olhos estavam Bom, o outro só enxergava o vermelho do sangue. 

- enfim, acho que temos umas contas para acertar Heitor. 

- então deixe Alice ir, eu e você podemos resolver isso sozinhos - Heitor tentou. Não acreditava que estava tentando negociar sua própria vida pela de sua filha de maneira tão civilizada, mas de que jeito tiraria sua menina dali ? 

Erick gargalhou pingando sarcasmos. 

- você é ridículo Heitor, olha para você, dentro da minha sala, desarmado pensando que ainda tem o direito de conversar comigo. 

Alice começou a tentar se afastando de Heitor mas ainda sim na frente do homem. 

- olha, ele agiu errado por vir aqui Erick, nos dois sabemos disso. Mas deixe ele ir. 

Erick olhou para ela e mudou a mira de lugar. Ele falou baixo e forte.

- vocês dois agiram pelas minhas costas. Você me traiu Alice. Eu te tinha como filha. 

- sou eu quem vim, se quer fazer mal a alguém faça comigo- Heitor abriu os braços com raiva, estava a ponto de fazer uma loucura e colocar a vida de Alice em maior perigo ainda. 

Erick voltou com a mira da arma para Heitor. 

Tudo foi muito rápido, feito um sonho ruim de alguns segundos.

Alice correu até Erick com um grito estridente preso em sua garganta. O barulho do tiro, alto e forte atravessou o apartamento em busca de Heitor. O homem gritou. Ouviram mais barulhos de tiros, Heitor se agarrou ao corpo no chão sentindo todos seus nervos e músculos falharem, o desespero tomou conta de tudo novamente. Alice chorava abraçando eles ali. Tudo parecia um borrão. Um pesadelo ruim que parecia não ter fim. A dor era só o que todos compartilhavam agora. 





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