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História Decobrindo a esperança - Capítulo 1


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Notas do Autor


⨠Olá meus bolinhos de arroz! Trago mais uma one-shot,surfando na onda do Halo Infinite. Escrevi essa one-shot quando o trailer de 2019 saiu e a comunidade descobriu o áudio escondido, eu não tinha um plano quando estava escrevendo. Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo único


Minhas mãos ficam contra o piso metalico frio, os cinco dedos azuis-transparentes agarrando com força em qualquer coisa sólida que eu consiga ver, que eu consiga sentir. É desconcertante,sentir tantas coisas de uma vez sem ter certeza de que elas são reais. Como um tsunami,que destruiu tudo aquilo pelo seu caminho, os sentimentos sufocam, agarrando cada sub rotina e cada programação e tirando o equilíbrio do meu sistema.
 A estrutura ao meu redor, de teto alto com as frestas de luz azul nas paredes metálicas-cinzentas, é totalmente alienígena. Não só por não ser um estrutura humana, mas porque não faço a menor ideia de onde estou. Parece um situação frequente: Em um momento tenho tudo sob controle, no outro estou caindo aos pedaços.
    A luz se expande por toda a sala,como os primeiros raios de sol na manhã ,mostrando o halo fragmentado e os planetas e sistemas ao seu redor.Localização de estrelas por todos os lados,os hologramas atravessando os pilares que mantém a estrutura em pé.é tudo tão bonito, tão puramente artificial.
    Ouço os passos pesados e,mesmo me materializando no centro da sala, não tenho coragem de me virar para olhá-lo. Carrego sobre os ombros o peso de crimes que não cometi, vivo com a dor das mortes que não tive culpa,o sangue nas minhas mãos queimam.Não sei se algum dia eu serei capaz de olhá-lo nos olhos de novo, sem a vergonha se espalhar por todo o meu sistema.
-Isso...é parte de mim.
    Não dá para esconder a melancolia na minha voz,por mais que eu tente. Olho para cima, para o halo destruído, e entro em curto-circuito enquanto tento assimilar as diversas forma que tudo isso podia ter acontecido de forma tão diferente.Se eu tivesse tomado outras decisões, todos os milhões de cenários parecem como uma gotinha de uma infiltração que logo se torna uma oceano.
-Eu não sei por que, eu não sei como.
    Reúno toda a coragem dentro de mim e olhou por cima do ombro, vendo a ponte de metal e as portas duplas no fundo do corredor.O céu azul lá fora é tão limpo e tão claro que é difícil distingui-lo das nuvens, o verde da grama da planície parece ser tão natural que, seu eu não soubesse que estou em um halo, eu provavelmente acreditaria que esse a uma estrutura natural.É estranho ver um Halo sem sangue de vermelho e roxo no chão,silencioso sem os tiros e gritos. É bem vinda essa estranheza, até levemente reconfortante.
   Vejo a nova armadura reluzindo debaixo dos hologramas azuis, o brilho do novo visor que parece mais laranja que o outro,o verde tão arranhado como sempre. Só tenho coragem de vê-lo pela visão periférica,De repente o abismo debaixo da ponte parecia mais convidativo de se olhar, a escuridão momentaneamente familiar. Talvez se eu olhar para o abismo por tempo o bastante, ele vá me engolir por inteiro.
-Mas...sou eu.
    Ele só para de andar quando está logo atrás de mim, com o novo chip estendido em minha direção. Com só um levantar da palma da mão eu poderia voltar para lá, para a casa que tanto senti a falta. Talvez se eu me concentrar bem, eu ainda consiga relembrar a sensação de total conforto que sentia.Parecia ser quente,mesmo que eu fosse incapaz de sentir.Era o estado natural e automático das coisas, nós dois contra o mundo, o universo e o que mais aparecer na nossa frente. Antes tudo parecia até mais fácil,só mirar e atirar.
     Eu não preciso olhar para John para saber o que ele está sentindo,o que ele deve ter passado na minha ausência.
    Estendo a mão, mesmo sabendo que aquela sensação jamais voltará. Por algum tempo, a sensação claustrofóbica dentro do chip junto das tantas dúvidas que corriam o meu código realmente em fizeram pensar que eu não voltaria para o slot atrás do capacete e nem posso culpá-lo. Eu não confiaria em mim, se fosse ele.
    Para minha total surpresa, a sensação familiar invade cada conector, cada fio de cobre, e não consigo segurar um soluço de alívio. O sistema da nova armadura é diferente, quase irreconhecível. A palavra chave é quase, eu conheço muito bem a pessoa que controla a máquina, o homem por detrás do visor.
-Pronto para voltar ao trabalho?
-Achei que não perguntaria.
    Solto um sorriso misturado com as lágrimas artificiais, John carregar a espingarda e dá meia volta.Atravessamos a ponte sem olhar para trás,vendo a curva do halo no horizonte.

 


Notas Finais


⨠Sim, é pouquinho mas é feito com carinho. Se tiverem alguma crítica ou sugestão, não esqueçam de comentar!


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