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História Dedicado a você - Capítulo 5


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Capítulo 5 - So kiss me where I lay down


Já era hora. Ele nem sabe direito explicar como aconteceu; uma hora estava tendo um dos jogos mais importantes do intercolegiais e na hora seguinte tinha tido uma conversa muito promissora com um olheiro da Universidade de Londres.

Louis estava muito ansioso para ir a faculdade, e com bolsa de 100% por causa do esporte! Claro que ele ia ter que continuar jogando, para o time da faculdade agora, mas isso não era ruim, ele realmente amava futebol.

Foi a maior das festas quando ele chegou em casa com essa notícia. Harry se animou por ele, porque sempre torcia para o sucesso do namorado, mas não pode deixar de chorar sozinho no quarto, abraçado a Bear. Seu namorado iria embora, como ficar 100% feliz com isso?

Louis veio ao seu quarto aquela noite, consolando-o e chorando um pouco com ele, afinal, ele também não queria se afastar de Harry.

–Ei, bebê, nós ainda temos muito tempo até que eu vá, ok? E eu pretendo passar cada segundo com você– disse Louis, beijando a cabeça dele.

Mas acontece que as férias passaram rápido demais e eles se viam, agora, ajudando Louis a colocar algumas caixas de coisas que precisaria e malas na traseira de um táxi.

Harry se recusou em ajudar e sim, sabia que estava sendo um emburradinho mimado, mas ele estava muito triste. Sentia como se fosse deixar que metade de sua vida partisse bem diante de seus olhos. Ele era dependente demais de Louis, não sabia o que fazer sem ele.

O mais velho abraçava e se despedia de todo mundo, chorando muito. Quando chegou a vez de Harry, ele não aguentou e saiu correndo para seu quarto.

–Eu falo com ele, vocês podem terminar de colocar as coisas no carro, por favor– falou Louis, mas não esperou uma resposta, indo atrás do namorado em seguida.

Harry estava de bruços na cama, o rosto enterrado no colchão, chorando audivelmente.

–Bebê, não chora, por favor, vai me fazer chorar mais– pediu ele, sentando-se na cama, colocando a mão na coxa de Harry.

–Como você não quer que eu chore sendo que você vai embora e vai me deixar?– gritou, sendo abafado pelo colchão.

–Te deixar? Bebê, eu não te deixaria nem em um milhão de anos! Eu só estou indo pra faculdade– explicou Louis, rindo baixinho do drama –Hazz, olha pra mim.

E como não podia negar nada a Louis, ele olhou. Harry estava quebrado; os olhinhos verdes sem brilho, as bochechas vermelhas e manchadas de lágrimas e o nariz escorria. Ele parecia tão adoravelmente triste.

–Então não vai sentir minha falta?– perguntou, fazendo biquinho.

–Se eu não vou sentir...?– ele nem completou a frase de tão idiota que ela soava, puxando Harry para seu colo. O menor aninhou-se em seu peito, o abraçando apertado enquanto sentia carinhos no cabelo –Amor, eu vou sentir tanto a sua falta que eu poderia morrer de saudade.

–Eu vou sentir mais– fungou o pequeno, enxugando as lágrimas na camisa do namorado –Porque eu te amo mais.

–Eu duvido– riu baixinho –Eu te amo mais do que tem estrelas no espaço.

–E eu te amo mais do que o sol é quente– rebateu, sorrindo um pouco pela disputa boba e melosa que eles sempre tinham.

–Vou sentir sua falta, bebê– falou, nostálgico. Puxou Harry para longe apenas para que pudesse olhá-lo nos olhos –Não se apaixone por nenhum garanhão do time de futebol!

–E você não se apaixone por nenhum universitário gostoso!

E os dois sabiam que ambas as situações eram improváveis de acontecer. Seus corações tinham dono e eles não poderiam amar outras pessoas mesmo se quisessem.

Harry quebrou a distância entre eles e o beijou. Um beijo ardente e necessitado, um que não poderiam dar lá fora porque seria explícito. Toda a saudade que iriam sentir estavam naquele beijo, as línguas se empurrando e guerreando por espaço, querendo memorizar cada pedaço para que não se esquecessem.

–Me come– sussurrou o cacheado –Sem lubrificante, sem preparação, eu quero te sentir me rasgando para que eu lembre de você em mim por dias, amor.

E foi o que Louis fez. Ele arreou a saia de Harry e colocou a calcinha dele para o lado, abaixou sua calça e cueca e penetrou-o fundo. Os azuis não deixaram o verde nem por um segundo, esperando nunca esquecer a cara de sofrêgo que Harry fazia quando estava preenchido.

Não houve gemido, apenas baixos ofegos, rápidos e descompassados. Eles mantinham os rostos próximos, os narizes de tocando, mas se negavam em beijar porque não queriam perder o contato visual. Era mais do que carnal, eles estavam em uma ligação intensa, sorrindo minimamente enquanto seus corpos não pertenciam a eles e suas almas estavam entrelaçadas, fazendo amor.

Harry foi o primeiro a gozar, desmanchando-se na calcinha rosa, suando. Louis veio logo depois, preenchendo o íntimo do menor com sua porra. Ambos tremiam muito, mas não por causa do orgasmo recente e sim porque chegou a hora que teriam que se separar.

–Eu te amo– sussurrou, colando sua testa a do mais velho.

–E eu te amo– ele acariciou a bochecha de Harry, desejando nunca ter passado em uma faculdade.

Ele saiu de dentro do menor –que lamuriou triste–, arrumando as vestes dele e a sua.

–Você vai descer comigo?– perguntou ele na porta, mas Harry não respondeu. Se encolhendo na cama, ele virou de costas para Louis e permaneceu assim até que o maior saisse.

Louis desceu, se controlando para não chorar. Deu um último abraço em sua família e em Anne e entrou no táxi. O carro estava para partir quando Harry chegou, gritando o nome do namorado, que fez questão de pedir para o taxista esperar mais um pouco.

Harry alcançou a janela e jogou seus braços para dentro do automóvel, abraçando Louis com toda força que conseguiu.

–Eu sei que você vai arrasar na faculdade, Boo, boa sorte– disse, pousando um beijo casto nos lábios dele –Isso é pra você.

Ele pegou a mão de Louis e colocou uma coisa que o maior não viu, pois Harry fechou sua mão com um sorriso sapeca.

–Eu te amo– sussurrou, antes de sair do carro e bater no vidro do motorista para que ele desse a partida novamente.

E dessa vez, sem mais interrupções, Louis partiu. Olhou para trás, vendo Harry se debulhar em lágrimas no abraço da mãe enquanto todos acenavam para ele e ele sentiu seu coração apertar de saudade.

Quando não conseguia mais ver seus familiares, ele se virou para frente novamente e abriu a mão, vendo ali a calcinha rosa que Harry estava usando a pouco e que se derramou nela. Sorriu bobo com isso, cheirando discretamente a peça e quase ficando duro; tinha o cheiro de seu menino.

Sacou seu celular do bolso traseiro da calça e abriu sua conversa com o namorado. Eu também te amo, mandou, sabendo que Harry estaria sorrindo quando lesse.

🍒🍒🍒🍒🍒

Styles percebeu que era muito dependente de Louis. E talvez tenha sido uma péssima ideia dar sua calcinha favorita para ele, já que ela o fazia se sentir mais confiante e confiança era o que ele mais precisava para enfrentar uma escola cheio de adolescentes rebeldes e maldosos.

Digamos que em todos esses anos, Louis botava medo em todos para que ninguém implicasse com Harry, mas esse ano ele não teria proteção e estava morrendo de medo.

Estava sendo ainda mais difícil ter contato com Louis. Quer dizer, eles se falavam todo dia por vídeo chamada –e as vezes faziam sexo por telefone, mas isso não vem ao caso–, trocavam inúmeras mensagens, fofas e safadas, mas não era o suficiente. Harry queria sentir o calor do namorado, queria abraçá-lo, beijá-lo e principalmente ouvir a voz dele sussurrando em seu ouvido antes de pegar no sono falando que o amava. Ele queria e precisava muito de Louis.

Sem contar em suas notas, que estavam caindo um pouco. Ele se sentia sobrecarregado e chorava frequentemente no banho. Não falava disso para Louis quando eles entravam em call, não queria deixar o namorado preocupado, mas sozinho ele não estava dando conta.

Niall estava sendo seu porto seguro no momento, mas ele queria entrar para uma faculdade de música e esperava conseguir uma bolsa de 100% e como não fazia esportes como Louis, teria que conseguir com suas notas. Estava muito focado nas notas e aulas para perceber que seu amigo estava mal.

Estava voltando para casa, sozinho e distraído, quando um carro desacelera a velocidade e começa a caminhar do seu lado. Ele tentou ignorar, mas a pessoa que dirigia apertou a buzina.

–Ei, gatinho, quer uma carona?– era uma voz conhecida e automaticamente o cacheado relaxou.

–Zayn?– perguntou Harry, escorando-se na janela do carro.

–Quem mais, amigo?– brincou, arqueado a sobrancelha.

–Pensei que você tivesse na faculdade.

–Nah– abanou as mãos, fazendo pouco caso –Entra aí, eu te levo pra casa.

E Harry não recusou, afinal ainda faltava algumas quadras para chegar em casa e ele, definitivamente, não queria ficar exposto na rua onde qualquer um de sua turma poderia o achar e bater nele. Abriu a porta e se jogou lá dentro, colocando o cinto em seguida.

Ficou um clima estranho, ambos se encarando sem saber o que falar. Ou ao menos era o que Harry pensava; Zayn estava completamente relaxado e tranquilo. Puxou um baseado do bolso interno da jaqueta de couro e colocou-o entre os lábios, acendendo com um isqueiro que pegou do porta copo.

–Você pode fumar essa coisa enquanto dirige?– perguntou Harry, vendo ele tragar e depois soprar a fumaça em sua cara.

–Bem, não, mas as pessoas não podem fazer muitas coisas e mesmo assim fazer, certo?– Zayn disse e o cacheado já estava para refutá-lo dizendo "sim, e essas pessoas vão presas por isso", quando o mais velho foi mais rápido e continuou –Quer um tapa?

–Tapa?– franziu o cenho. Por que ele iria querer um tapa? Ele não era nenhum sádico nem nada do tipo, mas se fosse para experimentar coisas assim ele preferia que fosse com Louis.

–É, um trago. Você parece tenso, cara– respondeu, direcionando o beck para Harry.

E ele estava para recusar, sério, mas foi tentado. Qual é, ele estava sob uma pressão e tanta e tudo ao seu mundo parecia desmoronar, um tapinha não faria mal, certo?

Mas não foi só um tapinha. Harry começou a se encontrar sempre depois da escola com Zayn, no estacionamento da escola, onde fumava um beck. Ele se sentia mais relaxado e suas notas na escola voltaram a subir. Os garotos ainda implicavam com ele, mas ele nem ligava, contanto que tivesse um beck entre os dedos no final do dia.

Até sua saudade de Louis estava sendo saciada. Ele mal ligava para o namorado agora e nem mandava mensagens, ele achou que isso fosse uma coisa boa, que estava se acostumando a não ter o namorado ali. Por que? A maconha o dava ilusões e nessas ilusões, Louis aparecia.

Louis, por outro lado, estranhava a ausência de Harry e esperou o primeiro feriado para voltar para casa. Cumprimentou seus pais, suas irmãs e Anne e correu para o quarto de Harry.

Mas ele não estava lá. Esperou que o garoto voltasse, afinal Harry tinha o direito de se divertir em um sábado –ele avisou que viria–; passou dia todo mandando mensagens no celular do mais novo e tentando ligar para ele, mas o celular sempre dava fora de ar. Louis já estava ficando realmente preocupado.

Mandou mensagem para Niall, perguntando se Harry estava com ele. Comigo? Harry e eu não nos falamos a semanas, ele está sempre com Zayn agora. Talvez ele saiba, foi a resposta que recebeu.

Não se demorou a mandar mensagem para o amigo, que respondeu apenas com sua localização e uma foto de Harry dormindo em um sofá.

Quando chegou no endereço, Louis bateu na porta e Zayn atendeu. Ele estava com os olhos vermelhos e uma cara de chapado, sabia que ele tinha fumado, via muitas pessoas assim nos pubs da faculdade.

–Cadê ele?– perguntou Louis e Zayn abriu passagem para que ele entrasse.

O de olhos azuis foi direto para sala, vendo Harry dormindo serenamente. Se ajoelhou ao lado do sofá, observando as coisas em sua volta. Um bong jogado em cima da mesa ao lado de um isqueiro, muitas cinzas de seja lá o que que andaram fumando no chão e garrafas de cerveja espalhadas por todo lugar. Harry, inclusive, estava abraçado a uma. Ele não acreditava que seu menino tivesse usado qualquer dessas coisas, mas ficou surpreso de encontra-lo, dentre tantos outros lugares, justo ali.

–Hazz, bebê– chamou, tocando delicadamente no braço dele –Curly.

Harry começou a abrir os olhinhos, lentamente, se incomodando com a claridade. Louis pode ver o verde que tanto amava contrastado com o vermelho, que costumava ser branco. Ele ainda preferiu acreditar que estavam assim porque ele tinha acabado de acordar, mas a frase que Harry soltou fez Louis ficar bem bravo:

–Loueh, eu ainda tô chapado? Já era pra você ter sumido.

O mais velho dilatou as narinas e olhou raivoso para Zayn, que parecia alheio a tudo. Levantou-se e andou, em passos duros, até o amigo, agarrou-o pelo colarinho da blusa e o pensou na parede.

–Mas que porra, Louis?– perguntou Zayn, desnorteado.

–Você tá drogando e embebedando o Harry? Tem merda na cabeça?– Louis empurrou novamente as costas de Zayn.

–Me solta, Louis, caralho!

–Louis?!– perguntou Harry, um pouco sonolento. O universitário afrouxou o aperto na blusa do outro e olhou para o namorado –Você tá realmente aqui?

–Harreh!– exclamou, correndo até o menor e largando Zayn, que caiu no chão.

–Lou Lou!– Harry também foi ao encontro do maior e puxou para um abraço. Ele se agarrou ao corpo do mais velho, enganchando as pernas na cintura dele enquanto depositava vários selinhos em seus lábios –Como eu senti sua falta!

–Acho que não sentiu tanta, já que nem sequer me ligou nessas últimas semanas– Louis disse, lembrando-se do motivo que estava ali –E que merda você tá fazendo, Harry? Bebendo, fumando?

–Eu não estava bebendo, Louis– ele revirou os olhos, se colocando de pé novamente –E nem fumei tudo isso, foi só um beck.

–Só um...– ele resmungou, irritado –Porra, Harry, não era nem pra ser um!

–Eu acho que você não pode opinar muito já que não estava aqui, não é mesmo!– rebateu, igualmente bravo, cruzando os braços.

–Harry, vamos pra sua casa e conversar isso melhor, ok?– pediu Louis tentando se acalmar. Não queria perder a cabeça com o namorado, o amava demais para brigar feio com ele. Queria resolver as coisas tranquilamente e isso não seria feito ma casa de Zayn.

Harry concordou com a cabeça e pegou na mão de Louis, deixando-se ser guiado.

–Nos vemos semana que vem, Hazz?— perguntou Zayn, abrindo a porta para eles.

–Você nunca mais vai ver o Harry, quero que fique bem longe dele, ouviu?!– gritou Louis, se controlando para não dar um soco no ex-amigo.

Ele apenas deu de ombros e fechou a porta na cara deles.

A conversa que teve com Harry foi exaustivamente longa. Primeiro, começou com o menor implorando para que Louis não contasse nada a sua mãe. Depois, ele explicou porque tinha se envolvido com a maconha –ocultando a parte que tinha visões com Louis. E terminou, por fim, com Louis olhando dentro dos olhos do mais novo e dizendo:

–Bebê, o que você precisa colocar nessa cabecinha linda é que você não pode resolver seus problemas usando drogas! Imagina... Lindo, imagina se eu não tivesse voltado hoje e só no feriadão do final do semestre, você teria continuado a fumar? Ou você teria parado? Porque do jeito que eu vi você hoje, não me parecia que você ia parar tão cedo. Eu não vou contar pra sua mãe, mas seu eu souber que isso se repetiu, eu vou contar. Você tem asma, Harry, essa fumaça não faz bem pra você, por Deus! Eu estou falando essas coisas porque eu me importo com você, anjo, isso não pode acontecer de novo!

–Não vai, Louis, não vai. Eu prometo! Me desculpa, me desculpa, me desculpa– ele repetia, enquanto sentava no colo do namorado, abraçando ele apertado deixando lágrimas correrem por seu rosto.

–É claro que eu te desculpo, Curly, eu te amo tanto.

–Eu te amo mais– disse abafado por estar com o rosto enterrado em seu pescoço –Quando você volta?

–Amanhã a tarde. Será que podemos passar a noite juntos?– perguntou, mesmo já sabendo da resposta.

–Óbvio, né, bobinho– sorriu, pousando um rápido beijo em seus lábios.

E naquela noite, depois de tanto tempo, eles dormiram juntinhos. Matando a saudade que por tanto tempo ficaram em seus corações.

🍒🍒🍒🍒🍒

Louis levou Harry para uma boate em seu aniversário de 18. O menor estava bem ansioso, considerando que nunca tinha ido a uma dessas. Ele convidou Niall –eles voltaram a se falar depois que Louis voltou para faculdade no ano passado, como se nada tivesse acontecido–, Kendall, uma garota da sua sala que ficou amiga dele pelo seus interesses em comum em roupas, e deixou que o namorado convidasse um cara da faculdade, seu colega de quarto. Liam Payne.

Agora estavam os cinco, sentados a mesa do bar –pois todos já eram maior de idade agora– virando alguns shots de tequila antes de se jogarem na pista de dança.

Liam deu um pouco em cima de Kendall, mas depois de ver que a menina não estava na mesma vibe que a sua, ele saiu a procura de outra menina que pudesse levar para cama aquela noite. Os outros quatro continuaram dançado, como se não houvesse amanhã.

Harry apoiou os braços no pescoço do namorado e dançava sensualmente com ele, olhando em seus olhos com luxúria. Mordeu os lábios antes de aproximar mais seus corpos e sussurrar no ouvido dele:

–Vamos pro banheiro?

Louis nem conseguiu responder, foi arrastado para longe da pista, apenas gritou um "já voltamos" para os outros dois, sem se importar se ouviram realmente.

O cacheado abriu a porta do banheiro e tinha algumas pessoas lavando a mão, mas ele não reparou nelas e puxou Louis para uma das cabines, trancando-a. Ele prensou o namorado contra a parede e o beijou calorosamente.

Louis desceu as mãos que estavam na cintura do menor para a bunda dele e apertou fortemente, colando ainda mais seus corpos. Harry gemeu sofrêgo e apertou o membro do mais velho, que estava semi-ereto.

Não demorou para que Louis virasse Harry de costas para ele e abaixasse as calças dele, pousando um tapa na bunda branquinha. Abriu o zíper e tirou o próprio membro para fora, entrando em seu menino em seguida. Naquela noite ele fodeu Harry com força; naquele banheiro, depois outra vez no carro, quando estavam indo embora, e novamente no quarto de Louis –onde eles não podiam fazer barulho.

Na manhã seguinte, o cacheado acordou com o bumbum doendo muito –apesar de não se arrepender de nenhuma vez– e claro que foi motivo de piada das irmãs de Louis, principalmente de Lottie e Félicité que compartilhavam o quarto ao lado do irmão mais velho.

–Você acha que consegue parar de mancar até segunda, Harry?– perguntou Lottie, sorrindo ao ver a cara de sofrêgo que o garoto fez ao sentar na cadeira.

–E você acha que consegue parar de ser uma pau no cu?– retrucou Harry, lançando-lhe o dedo do meio.

–Não sou eu que levo pau no cu– brincou a de olhos azuis, fazendo Félicité ao seu lado engasgar com o suco de laranja e rir escandalosamente alto.

–Será que dá pra vocês pararem de implicar com o Hazz?– falou Louis, descendo as escadas e sentando-se ao lado do namorado. Deu um beijinho no topo de sua cabeça quando passou por ele.

–Chegou o estraga prazeres– Félicité revirou os olhos.

Louis a ignorou completamente e se virou para Harry, o olhando com muito carinho. Puxou a cadeira dele mais para perto da sua e acariciou sua bochecha, vendo a covinha aparecer.

–Bom dia– sussurrou o mais velho, sorrindo.

–Bom dia– disse, tímido.

Eles comeram o café e ficaram o dia inteiro abraçadinhos, assim como o resto do final de semana. Louis voltaria para a faculdade na segunda e Harry iria para a escola, era seu último ano.

–Já pensou no que quer fazer na faculdade?– perguntou Louis, fazendo um cafuné no menor, que estava deitado em seu peito. Era domingo e eles estavam aproveitando o último momento juntos.

–Sim, eu quero muito fazer pedagogia– respondeu ele, sorrindo –Eu gosto muito de crianças e acho que não conseguiria me ver fazendo outra coisa.

–Combina com você, Curly.

–Eu vou tentar entrar na Universidade de Londres, a mesma que a sua. Não conseguiria ficar longe de você mais um ano, Lou Lou– ele disse, antes de se arrumar na cama, para que pudesse olhar nos olhos azuis –Consegue imaginar? Nós dois juntos na faculdade?

Louis sorriu e concordou com a cabeça, na verdade ele não conseguia não imaginar um futuro onde Harry não estivesse. Era como pensar em um mundo que não existia.

–Eu te amo, Hazz– ele disse, beijando os lábios vermelhinhos, sentindo-se o mais sortudo dos homens por encontrar um amor que todo mundo almeja.

🍒🍒🍒🍒🍒

O ano passou mais rápido do que Harry esperava e quando se deu conta, ele tinha 19 anos. Ele ralou de estudar e conseguiu ser um dos melhores da sua turma, juntamente com Niall e um outro garoto que o cacheado nem se importou de lembrar o nome. Houve um baile de formatura e, obviamente, Harry convidou Louis para ser seu par. Que outra pessoa poderia ser?

Niall havia conseguido bolsa 100% em uma faculdade na França. Ele estudaria música e nada mais gratificante do que fazer isso em um país cheio de cultura. Kendall decidiu estudar moda, mas ela não iria para a faculdade, faria um curso na cidade mesmo e depois abriria sua própria loja. Harry, por outro lado, estudaria pediatria na mesma faculdade que o namorado. Ele não conseguiu bolsa, mas sua mãe não gastava dinheiro com ninguém mais além dele e ela disse, com muito carinho, que pagaria os estudos do menor. Ele chorou e agradeceu, abraçando-a interminavelmente.

E agora, Harry se via descendo suas coisas, com a ajuda de Jay, Anne e Louis, para colocar no táxi. Ele iria para a faculdade com o namorado, já que estava para voltar suas aulas também.

Assim como na partida de Louis, houve choro e abraços, mas por mais estranho que possa parecer, Harry não sentia que estava deixando sua família ou sua casa. Pelo menos não enquanto Louis ficasse ao seu lado.

Harry nunca tinha ido a Londres e claro que ficou deslumbrado quando chegou, era muito diferente de tudo que já tinha visto. Ele pediu para que Louis o mostrasse a cidade, já que ele já estava mais familiarizado com ela, e o mais velho concordou sorrindo, encantando pelos olhinhos brilhantes de seu menino.

Deixaram as coisas na faculdade, no dormitório de Harry –que era bem longe do de Louis, para a infelicidade de ambos– e como chegou três dias antes das aulas começarem, ele não esperava conhecer seu colega de quarto agora.

Exploraram a cidade por três dias, aproveitando tudo enquanto ainda estavam de férias. Louis lhe mostrou as melhores cafeterias, lanchonetes, boates e bares –dizendo que era basicamente isso que ele precisaria agora que começaria uma vida de universitário.

O mais velho deixou o dormitório dele por último. Então no terceiro dia, as dez horas, Louis puxou o menor para o seu quarto. Colocou uma meia na maçaneta, o que deixou Harry confuso, mas ele não perguntou nada.

–Esse é o lado do Liam– explicou ele, apontando para o lado organizado e limpo. Não que o seu próprio estivesse bagunçado, mas comparado ao do colega de quarto parecia que ele não limpava a um bom tempo.

–E por que você me trouxe aqui, hum?– perguntou Harry, olhando maliciosamente para o namorado. Ele chegou mais perto dele e rodeou seu pescoço com seus braços, o puxando mais para perto –Você quer batizar seu quarto?

–Bem, tecnicamente Liam batizou primeiro– comentou Louis, colocando as mãos na cinturinha fina do cacheado –Mas eu não reclamaria se você quisesse batizar minha cama.

Sem precisar de mais nada, Harry juntou seus lábios aos do mais velho e o beijou, esfomeado. Eles foderam, quatro vezes, pelo quarto todo –na parede perto da porta, depois na mesa de estudos de Louis, na de Liam também e por último na cama. Caíram com as costas no colchão de solteiro, ofegantes e suados, completamente nus.

Harry olhava para o teto, sorrindo como um idiota que ganha na loteria. Louis olhava para o namorado, observando cada minimo detalhe dele, que ele já vira mais de um milhão de vezes mas nunca se cansaria de ver.

Ele amava muito aquele garoto, sempre soube disso, desde que se entendia por gente. Estar com Harry era tão certo e tão bom, que nunca passou por sua cabeça estar ao lado de outra pessoa que não fosse ele. Por isso se assustou, mas não se surpreendeu, quando deixou as seguintes palavras escaparem:

–Casa comigo.

Harry arregalou os olhos e olhou estupefato para o mais velho. As sobrancelhas arqueadas e a boca aberta, em surpresa.

–Quer dizer, não agora... Você acabou de começar a vida na faculdade, eu nunca atrapalharia isso, quero que você seja feliz porque eu te amo e...– ele tentava se explicar, um pouco embaralhado com as palavras –O que eu tô tentando falar é que eu quero me casar com você, podemos deixar pra depois da faculdade, ou eu não...

Foi interrompido por Harry, que puxou o rosto do namorado para perto e o beijou. Era um beijo molhado e cheio de paixão.

–Está falando sério?– sussurrou Harry, o verde completamente fixo no azul.

–Nunca falei mais sério em toda minha vida, Curly, eu te amo– respondeu Louis, no mesmo tom. O momento íntimo não exigia que eles falassem alto, apesar do mais velho querer gritar o pedido.

–Sim– Harry mordeu os lábios para conter um sorriso, concordando veementemente com a cabeça –Sim, sim, sim, sim. Claro que sim! Mil vezes sim, Louis, eu te amo!

O de olhos azuis ficou tão feliz que puxou novamente Harry para um beijo e subiu em cima dele, com uma perna de cada lado.

–Espera, espera, tá falando sério? Você quer casar comigo?– perguntou, separando os lábios para olhar os olhos verdes.

–Sim. Eu adoraria me casar com você, Louis William Tomlinson– reforçou, sorrindo de orelha a orelha, as covinhas rasgando suas bochechas.

–Eu não tenho uma aliança ou algo do tipo, eu... Isso foi improvisado– ele corou, um pouco envergonhado. Ele não queria que o pedido fosse assim, queria que fosse romântico e especial, mas agora já estava feito e Harry disse sim! Ele arrumaria o resto no casamento, faria a cerimônia mais linda de todas!

–Você sabe que eu não ligo para isso– falou, acariciando o peito do mais velho –Eu te amo, Louis, nada me faria mais feliz que ser seu esposo, nem mesmo uma aliança idiota.

–Então, depois da faculdade...?

–Depois da faculdade!– concordou o cacheado, antes de beijá-lo mais um vez.

E eles transaram mais duas vezes em comemoração, ficaram tão cansados e feliz que dormiram rapidamente, ambos com um sorriso enorme no rosto. Na manhã seguinte, Harry acordou atrasado para o primeiro dia de aula, mas nem se importou. Ele repetiria a noite anterior inteira se tivesse a chance.




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