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História Deep Conection - Capítulo 1


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Notas do Autor


Primeira fanfic minha de Girls Frontline, e espero que seja a primeira de muitas. Contem spoilers da história do jogo.

Capítulo 1 - Capítulo Único


AR-15 sempre odiou a líder do AR Team. Por que não odiaria também? A T-Doll cívil tinha perdido sua liberdade por ela; obrigada a ser sua amiga e a proteger mesmo que custasse sua vida. Além disso, M4 não era a pessoa mais confiável para se depender. Ela não sabia como Sop2 e M16 eram tão apegadas a mais nova — talvez por serem iguais a própria.

O ódio era realmente grande. No começo, não suportava estar ao lado da boneca e odiava quando ela a tratava como alguém de sua família. Ela estava sendo obrigada a estar ao lado dela, pelos deuses! Contudo, AR-15 não percebeu que, lentamente, o ódio se transformava em um sentimento novo, que nunca tinha sentido por ninguém.

Pouco a pouco, sua preocupação pela companheira se tornava genuína. Como M4 estava? Era o que AR-15 pensava quando era obrigada a se separar da mais nova. Em todo momento pensava em M4. Contudo, achava que isso era por causa de sua ordem primordial. Por causa disso, ela estava até se tornando mais amigável com Sop2 e M16. Estava começando a se tornar suportável fazer parte do AR Team, mesmo que muitas vezes sentisse vontade de matar Sop2 por desperdiçar tantas balas em inimigos mortos, ou por achar que tudo aquilo era uma brincadeira. Mas, certamente, o que mais a fazia feliz era ver o sorriso de M4, e AR-15 sentia vontade de protegê-lo para sempre.

O momento em que percebeu estar sentindo algo a mais por M4 foi quando estava infectada pelo vírus da Sangvis Ferri. Seu coração doía nos momentos em que tinha que ficar longe de M4, para a segurança dela mesmo. AR-15 era o maior perigo para todas, e seria ela a acabar com o mestre da SF para que pudesse estar ao lado dela novamente. Mas o destino não deixou com que isso acontecesse. Em seus momentos finais, na explosão que ela mesmo causou, se arrependia por ter gravado que odiava M4.

No fim, ela teve sorte. Sobreviveu graças ao seu inimigo e, posteriormente, resgatada por Angélica. Em todos os momentos, AR-15 pensava em sua companheira e no quanto ela estaria chorando. Ela sempre foi alguém sensível e se sentia culpada por ser a responsável por suas lágrimas. Ela queria estar ao lado de M4 e limpando suas lágrimas.

Quando viu M4 mais uma vez, sentiu vontade de correr e socorrê-la, mas não podia fazer isso. Ela colocaria toda a missão em risco. Sua ordem era apenas observar. Ah, como ela odiava as ordens de humanos, sempre a impedindo de fazer as coisas que quer. Se AK12 não estivesse junto, ela teria corrido e socorrido M4. Felizmente, Angélica permitiu que AR-15 fosse para o encontro com sua amiga. Ela podia não ter mais nada com M4, mas ela ainda a amava.

Logo, M4 se juntou novamente em uma equipe com AR-15, mas ela não era mais a mesma. Ela tinha mudado. Não possuía mais o sorriso que AR-15 tanto quis proteger.

Em uma de suas missões, AR-15 estava fazendo a guarda do grupo, que precisava recuperar suas baterias. Tinha sido um longo dia.

A floresta onde se encontravam era densa e, se seus sinais não fossem hackeados, não seriam encontrados pelos militares ou pelas Doll da Sangvis Ferri. A T-Doll estava deitada com sua assalt rifle apoiada no chão, enquanto olhava por seu scop para observar a movimentação. Até o momento, nenhum sinal de outras pessoas no local.

O farfalhar das folhas e o barulho dos grilos presenciam sua audição. O vento gelado congelava até mesmo suas peças internas, mesmo que estivesse com seu habitual casaco. Mas isso não era motivo para reclamar.

Apenas quando ouviu passos atrás de si que vacilou de sua posição montada por, pelo menos, 1h. Segurou sua arma e se virou rapidamente, mesmo deitada, apontando para a pessoa que se espreitava por ali, e não seria ninguém menos que AN94.

— O que está fazendo aqui? — AR-15 indagou sua companheira, se levantando e tirando a parte grossa da terra misturada com a neve. — Não estava dormindo?

— Sim. Mas precisava falar com você. — 94 mantinha seu rosto estóico de sempre, mas AR-15 não deixou escapar o brilho estranho em seus olhos azuis.

— E o que quer?

— Por que hesitou em seguir as ordens da AK12? — A russa encarou a companheira de cabelos rosa. — Você nos colocou em risco desnecessário.

— Eu não sou conhecida por descumprir ordens? — A boneca civil deu um leve sorriso, logo voltando a se deitar na mesma posição de antes. — Se for só isso, seria bom voltar a dormir. A AK vai surtar se você não estiver lá.

— Não desvia do assunto. Foi pela M4, não foi?

A simples menção do nome da antiga líder fez com que AR-15 parasse de respirar por alguns segundos. Mexendo apenas a cabeça, voltou a olhar para AN94.

— O quê?

— Você ter descumprido as ordens. — AN se aproximou da companheira, se sentando ao seu lado. — Fale para M4 o que sente antes que seja tarde de mais. Nunca se sabe quando vamos morrer.

— Dizer o quê? — AR-15 se fez de desentendida, evitando contato visual com a russa.

— Que você a ama.

Antes que AR-15 pudesse retrucar, falando que não amava sua companheira, a loira virou as costas e saiu, deixando AR-15 sozinha.

Os pensamentos ocupavam totalmente sua mente. Era óbvio que ela sabia que nunca se sabia a hora que iria morrer; ela já tinha passado por uma quase morte. Mas não conseguia se abrir com M4. Ela disse duas vezes que a odiava. E ela não sabia como a M4 atual iria reagir. Presas em sua própria mente, AR-15 não percebeu quanto tempo se passou, até que sentiu uma mão tocar seu ombro. Assustada, se levantou imediatamente, dando de cara com a pessoa com que pensava até o momento.

— Eu estava dizendo, é hora de trocar de turno. — M4 olhou desinteressada para a companheira, assumindo seu posto deitada. — Vai dormir. Sairemos cedo.

— Tudo bem. — AR-15 sentia vontade de chorar com o tom de voz da pessoa que amava. Ela estava a evitando e não havia dúvidas. Antes de se virar e ir embora, a rosada se virou pela última vez para a companheira naquele dia. — Se sobrevivermos na próxima missão, tenho algo para te falar. 

M4 não moveu um dedo com as palavras de AR-15, e a mais velha deu um sorriso triste, enquanto se afastada. Ela só não sabia que M4, no fundo de seu ser, evitava olhar para ela e dizer tudo o que não pode depois que ela morreu. 

"Eu te amo, AR-15. Não me deixe novamente."


Notas Finais




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