História Deep Inside - Capítulo 8


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 2
Palavras 541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ola meus pudins <3
Espero que estejam bem...

Enjoyy

Capítulo 8 - Horas de desespero


É domingo. 
O único dia que fico em casa. 
Sempre quero descansar, mas sempre acabo mal sozinho. 
Gostaria de ter sons na minha casa além do vento e do silêncio. 
Vozes de pessoas. 
Crianças. 
Parentes. 
Não procuro pensar muito nisso mas gostaria de ser mais um menino no mundo as vezes. 
Eu quero uma familia, não vou mentir que não. 
Gente da minha idade reclama com os pais por não terem a liberdade desejada. 
Ou não poderem comprar alguma coisa nova. 
Eles podem estar perdidos, por que é o que é suposto eles estarem, afinal estão descobrindo tudo. 
Por que não posso ser assim também? 
Eu posso fazer o que quiser por que não tenho uma mãe aqui. 
Não compro nada novo para mim faz muito tempo, mas não ligo, tenho alguém para cuidar. 
Era para eu estar frustrado e me rebelando para poder ser tratado como adulto, como a maioria dos adolescentes. 
Mas estou frustrado por que tenho de ser adulto.

Eu queria cheiro de comida boa. 
Queria sair da cama algumas vezes. 
Queria fazer passeios de carro. 
Ir no parque. 
Me machucar. 
Queria errar.

Não me sinto um humano. 
Não sinto que sei ser uma pessoa.

Queria brigar com um cara babaca da escola. 
Queria competir com o popular pela garota mais bonita do time de líderes de torcida. 
Não sei por que mas me sinto enganado.

Queria que o mundo fizesse barulho. 
Que me incomodasse. 
Queria sentir dor. 
As vezes queria ser qualquer pessoa ou qualquer coisa, menos eu.

Sinto minha juventude sendo desperdiçada. 
E a cada ano me sinto mais suicida. 
Cada ano que meu irmão cresce. 
Cada ano que eu me torno mais velho. 
Cada ano que minha mãe não acorda.

Parece uma mentira. 
A vida. 
Parece uma grande mentira. 
Uma grande e horrível mentira.

É confuso. 
Não quero estar vivo. 
Mas não quero morrer.

Consegue entender ? 
Eu não.

Quero ter raiva. 
Quero odiar alguém. 
Quero amar todos. 
Quero mostrar meus sentimentos. 
Quero correr.
Correr até que meus pés não aguentem mais ficar de pé.

Não faria isso por ele. 
Nem por ela. 
Nem pelo céu. 
Ou por todas as estrelas que existem. 
Faria por mim.

Sempre me pergunto: 
"O que vai ser das pessoas quando eu me for? " 
"O que eu vou deixar "

Se eu tivesse um legado, eu teria ido muito tempo atrás. 
Minhas melhores qualidades são meus piores defeitos, e eles me assombram todas as noites. 
É por isso que eu não durmo.

Sou muito empático. 
Porém só tenho empatia, 
Queria sentir minha dor, e não a dos outros.

Tenho muita esperança. 
Esperança para coisas que talvez nunca aconteçam. 
E isso vai me quebrar algum dia. 
E eu vou morrer por isso.

Tenho muita paciência. 
E as pessoas jogam tudo o que acham que podem para mim.

Todas as minhas qualidades em excesso, fazem eu me colocar em último plano. 
Não sei me cuidar. 
Eu cuido só o suficiente para poder cuidar dos outros. 
E isso me faz sentir um inútil.

Ainda penso sobre como eu continuo a correr, mas realmente acho que meus pés não aguentam mais, simplesmente não dá para aguentar.

Mas preciso continuar. 
Preciso ser forte. 
Preciso viver. 
Sobreviver pelo menos..

É um saco,
eu odeio, 
dói.


Notas Finais


Caso você ai queira conversar com alguém me mande uma mensagem... adoraria falar com vocês <3
Obrigada por lerem <3


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