História Deep Space Nine - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens D.O
Tags Star Trek, Wegotthatpowerkyungsoo
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Palavras 2.593
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Ficção Científica, Sci-Fi

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Deep Space Nine


Data Estelar 2375
Quadrante Gama


Os novos recrutas, preenchidos de um intangível, mas perceptível, orgulho seguiam para as pequenas naves acopladas à grande base que pairava no espaço, deixando para trás a estação espacial DS9, seguindo para o planeta Bajor, que ficou refém do regime cardassiano por quarenta longos anos.

Dyo se formou com louvores na Academia da Frota Estelar, sendo um especialista em Comunicação, capaz de falar uma dezena de idiomas conhecidos em mais de uma centena de quadrantes, uma habilidade altamente reconhecida, mas que não era suficiente para dar-lhe algum reconhecimento próprio, já que se mantinha à sombra de Lena Zhara: a jovem de hijab que venceu o invencível Kobayashi Maru.

Os dois sentaram-se lado a lado, ajeitando seus cintos e perceptivelmente ansiosos quando a nave deu início ao desacoplamento da estação.

— Lena? — O rapaz do outro lado da nave chamou. — Como últimas palavras, não gostaria de nos dizer como conseguiu vencer o Kobayashi Maru?

Lena encarou Dyo e sorriu, o rapaz sabia exatamente a resposta que ela daria, então se adiantou em mexer seus lábios repetindo para si cada palavra dita.

— Venci com o mesmo conteúdo que você estudou, é uma questão de saber absolver as coisas certas.

Os outros rapazes bufaram irritados e Dyo retribuiu o sorriso da moça logo segurando sua mão e notando o nervosismo da brilhante futura capitã.

— A garota que venceu o teste mais difícil de todos não deveria estar tão nervosa.

Ela sorriu mais ainda e apertou a mão fria de Dyo. Lena sentia-se tão segura ao lado de seu melhor amigo que quando estava com ele se esquecia completamente do fardo que carregava por ser a primeira mulher a vencer o temível Kobayashi Maru, sem trapacear ou por meio de realidades alternativas, era apenas ela e sua mente.

A nave começou a se distanciar da base e de uma hora para outra entrou em uma espécie de turbulência. Dyo puxou um pequeno medalhão do bolso de seu uniforme, presente dado por Lena, e apertou o objeto com todas as suas forças. Sinais sonoros invadiram seus ouvidos e luzes vermelhas deram outra cor ao compartimento de transporte. Dyo fechou seus olhos firmemente e sentiu o impacto contra a nave e os gritos cessarem subitamente.

Uma pequena lâmpada vermelha piscava sobre a cabeça de Dyo, deixando o sangue em sua testa mais vivo. Com um pedaço de fuselagem ele acertou a lâmpada tornando tudo escuro novamente. Lena estava desacordada e pendurada pelo cinto de segurança, seu uniforme escarlate parecia brilhar cálido, Dyo jurou que se visse mais alguma coisa vermelha se certificaria de abandonar a Frota Estelar, mas aquele tom caía tão bem em Lena que o rapaz se permitiu esquecer tal ideia.

"Atenção, reator de dobra danificado. Contenção de falha em cinco minutos."

A voz feminina informava incessante sobre as falhas no sistema da nave deixando o jovem a beira do pânico, ele nunca reagiu bem em simulações de desastres. Lena sempre estava por perto para acalmá-lo, mas ela estava ali desprotegida e desacordada.

Dyo soltou o cinto que prendia seu tornozelo e escorregou para baixo saindo do pequeno compartimento de ferro retorcido onde havia ido parar. Lena estava pendurada de cabeça para baixo com seus braços jogados ao relento. Ambos tinham um porte atlético devido ao treinamento militar, mas de alguma forma Lena era mais pesada e alguns centímetros mais alta. Dyo abraçou o tronco de Lena com um braço, mantendo o corpo bem próximo do seu, e com a mão livre soltou o cinto. O corpo veio com tudo para cima do rapaz e ambos caíram até atingirem o chão. Chão de verdade.

Lena despertou e imediatamente levou suas mãos aos cabelos, sentindo falta de seu hijab. Dyo mal havia notado, mas quando viu os olhos arregalados da moça ele sabia exatamente o que era. O rapaz alcançou um pedaço de tecido azul e entregou para a moça, que rapidamente improvisou um novo hijab.

Dyo lhe estendeu a mão e ambos ficaram observando a nave que foi reduzida a ferro retorcido. Alguém se rastejava para fora das ferragens e os dois correram para um improvisado resgate, em segundos depois a nave se retraiu no ar e sumiu num vácuo próprio, deixando nada além de poeira.

Os três caminharam sem rumo por um tempo que não souberam calcular. Dyo tinha certeza de que estavam andando em círculos, mas Lena, que deveria ser a líder naquele momento, caminhava a frente em silêncio. O garoto que resgataram era um cadete que acabará de se formar na Academia, mas ainda possuía um inocente ar de estudante que não sabia empunhar uma feizer.

Lena parou no topo de um morro e ficou parada, como se estivesse hipnotizada. Estando mais atrás Dyo não conseguia ver o que estava acontecendo, mas quando Lena caiu em seus joelhos ele pôde ver uma figura enigmática com o corpo adormecido da jovem em seus braços.

Uma forte ventania assoprou ao redor dos dois sobreviventes os guiando para um súbito apagão.

Dyo acordou em uma caverna quente, conseguia ouvir uma metódica goteira e o som do fogo devorando seu combustível sólido. O cadete e Lena estavam sentados ao seu lado, esperando seu despertar.

— Estamos seguros.

Foi tudo o que Lena disse antes de se retirar. Dyo foi atrás e encontrou a tal figura tocando as paredes da caverna.

— Eles estão vindo, temos que ir agora!

O homem ordenou e então todos começaram a correr, até mesmo Dyo que não estava entendendo nada. Na porta da caverna havia outros sobreviventes da nave acidentada. A mente de Dyo dava voltas enquanto tudo acontecia muito rápido ao seu redor. Eles correram, correram muito, viram dias e noites passarem diante de seus olhos em segundos. Dyo não entendia como aquelas pessoas haviam sobrevivido e nem mesmo como o havia feito, apenas seguia ordens que surgiam em sua mente.

Os sobreviventes se moviam em direção a uma nave imponente e de um design diferenciado das habituais naves da Federação, apenas se sabia que aquela nave era da Federação pelo grande símbolo em seu casco. Todos entraram na nave e Dyo pôde ouvir um barulho ensurdecedor vindo do lado de fora, que o fez agachar e cobrir os ouvidos.

— Precisamos de você, Dyo! — Lena agarrou os braços do rapaz e o trouxe para cima novamente.

Lena sumiu por um momento e logo voltou para prender o cinto de segurança em Dyo. Ela pegou as mãos do rapaz e colocou sobre a mesa de comando do computador holográfico.

— Ligar computadores. — Alguém repetiu as ordens. — Ativas escudos e armas. Verificar reatores de dobra.

Dyo sentia como se estivesse no olho de um furacão, impotente e sem saber o que fazer ele apenas permaneceu com as mãos na mesa, sem ativar seus comandos. Alguém empurrou sua cadeira ao passar correndo e sua mão ativou o prompt de comando inicial.

Data Estelar 2600
-0,1° Quadrante Alfa e Gama
Planeta Bajor, classe M

— 2600? — Dyo murmurou. — Isso são mais do que trezentos saltos no espaço! — Os dedos do rapaz começaram a percorrer o teclado e sua mente começou a fazer o download de mais de trezentos anos de avanços científicos, conclusões filosóficas e episódios históricos. Um universo completamente diferente do que ele conhecia.

A figura estranha estava parada defronte a mesa de Dyo. Com sua capa avermelhada e uma espécie de cajado o humanóide de nariz enrugado o observava.

— Meu nome é Kai Tulano. — A boca do humanóide não se mexeu, mas Dyo ouviu claramente a voz dele, como um alto falante em sua mente. — Eu sou o último emissário de Bajor. Saia da inércia imediatamente.

— Por que? Como viemos parar aqui? — Dyo sussurrou e olhou para trás recebendo um olhar estranho de Lena que estava sentada na cadeira de comando da nave.

Podemos nos comunicar através de ondas espectrais capturadas pelo seu córtex auditivo.

— Até parece, bajorianos não possuem essa habilidade telepática. — Dyo olhou mais uma vez para Lena, mas a comandante da nave estava ocupada dando novas ordens. O rapaz encarou Kai Tulano novamente e tentou experimentar a nova forma de comunicação. — Bajorianos não passam de fanáticos religiosos.

— Então eu sou o último dos fanáticos religiosos de Bajor. — A figura se aproximou da mesa e Dyo recuou.
A inércia de nossos corações nos destruiu. — Enquanto Kai Tulano falava um orbe brilhante pairava sobre sua mão com pequenos outros orbes ao redor, como minúsculos satélites naturais.

— Por que estamos aqui? Essa não é Bajor de verdade, estamos em 2375 não em 2600 e entre dois quadrantes!

— Não na sua realidade. Não na sua realidade.

A voz de Kai Tulano ecoava na mente de Dyo como um assustador aviso de uma eminentemente catástrofe. O rapaz levantou de sua cadeira e caminhou até o computador principal sendo seguido por Lena.

— Dyo, preciso de você em seu posto para reestabelecer contato com a Frota Estelar. — Dyo abriu o mapa dos quadrantes galáticos na mesa holográfica ignorando totalmente sua comandante. — Agora!

A nave foi atingida fazendo com que a maioria de seus tripulantes fossem ao chão, mas Dyo e Lena permaneceram em pé pois seguravam firme na mesa. Dyo solicitou que o computador abrisse os mapas do quadrante e calculasse com precisão o ângulo da nave em relação ao planeta.

— Como sua comandante ordeno que retorne ao seu posto e estabeleça contato com a Frota Estelar. Estamos sob ataque!

— Os cálculos estão errados, está tudo errado! — Dyo revirava os mapas e fazia cálculos juntamente do computador. — Não há possibilidade de haver uma fenda tão grande entre dois quadrantes capaz de comportar um planeta classe M como Bajor... E esse planeta nem mesmo se parece com a Bajor de 2375.

Lena se aproximou de Dyo e apertou levemente seu ombro.

— Uma guerra civil assolou Bajor. Os bajorianos perderam sua fé após viver décadas sob as atrocidades cometidas pelos cardassianos. E... Estamos na data estelar de 2600.

Dyo manteve as mãos onde estavam, seus olhos, vagarosamente, encontraram os de Lena e algo não estava certo. Aquele olhar opaco não era o mesmo brilhante que ele cresceu observando. Lena Zhara sempre almejou uma honrosa patente, mas sempre manteve tal brilho gentil... Para Dyo aquela simples não era sua Lena.

— Capitã Zhara, como seu especialista em comunicações sugiro que abaixe os escudos de proteção.

A tripulação caiu em silêncio e seus olhares de incredulidade acuaram Dyo.

— Tenente Dyo, estamos sob ataque, essa sugestão é incabível.

Escudos em oitenta por cento! — O engenheiro trajando um uniforme dourado informou.

Dyo estendeu sua mão para a comandante da nave e ela, após ponderar sob olhares reprovadores, encaixou sua mão na dele. Ambos ficaram frente a frente com o computador enquanto este criava um mapa galático que pairava sobre no ar.

— Não estamos no quadrante onde o planta Bajor está localizado... O verdadeiro. — Lena franziu o cenho e Dyo movimentou o mapa com a ponta dos dedos. — Nós estamos aqui, em um ângulo impreciso entre os quadrantes Beta e Gama. Logicamente deveríamos estar no quadrante Gama, assumindo que o meridiano da galáxia passa pela linha formada entre o centro da galáxia e o sistema solar, o quadrante Gama está entre os ângulos 270 e 360. Ou seja, estamos presos onde o quadrante Beta termina e onde o Gama começa e para simplificar mais ainda é possível que tenhamos passado por uma Fenda Espacial fixa, ligando o quadrante Gama ao outro lado da galáxia, só que de alguma forma os saltos foram maiores do que pudemos sentir e perceber e de alguma forma mais assustadora ainda estamos em uma realidade alternativa.

Lena se afastou de Dyo com um olhar feroz que dava ao seu rosto um ar animalesco nunca visto antes. E todos passaram a encarar o rapaz da mesma forma.

— Impossível.

— Não, Lena... Digo, Capitã Zhara, por isso precisamos preservar os escudos, a nave não suportaria tantos saltos no espaço sem devida proteção.

A nave continuou a ser atingida violentamente pelos rebeldes bajorianos. As luzes da cabine apagaram e as de emergência se acenderam causando certo pânico na tripulação.

Lena sentou-se em sua cadeira deixando Dyo para trás.

— Ativar propulsores e canhões de  armas. Mantenha escudos elevados e traçar rotas seguindo as coordenadas de fuga

— Fugir, nós vamos fugir, Capitã?

— Verificar reatores de dobra.

Completamente ignorado, Dyo bufou irritado e correu para fora da cabine, sendo imediatamente trancado do lado de fora. Ele correu pela nave acessando o primeiro computador remoto que encontrou. Seus comandados de voz eram negados e seus códigos de acesso bloqueados. Dyo teria de acessar o sistema manualmente se quisesse salvar sua equipe. Mexendo em alguns fios ele conseguiu acessar o computador central por exatos trinta segundos antes de ser bloqueado novamente. Próximo a uma janela Dyo avistou um torpedo indo inevitavelmente em direção a nave. O mesmo medalhão dado outrora por Lena foi do bolso até sua mão sendo apertado com todas as suas forças antes da nave ser destruída.

 

Academia da Frota Estelar, Terra
Data Estelar 2375

— Desligar holodeck. — Uma estampa quadriculada subiu pelas paredes da sala enquanto o senhor Spock caminhava até Dyo seguido por uma equipe de médicos.

A equipe verificou o computador acoplado à cama de Dyo contendo as informações sobre suas atividades corporais e o mesmo sentou-se na cama sentindo o espaço ao seu redor se expandir a cada repuxada de ar de seus pulmões.

— Atividades cerebrais normais, corpo estável... — O Dr. McCoy comunicava o diagnóstico do cadete. — Este cadete mal parece que esteve em um estado de coma aparentemente irreversível.

— Eu estive em coma?!

— Cadete, iremos esclarecer sua situação em um ambiente mais apropriado.

Dyo sentia como se não soubesse como era o mundo fora daquela holodeck. A sala de simulação parecia ser a única coisa que conhecia. O senhor Spock estava sentado atrás de uma mesa pequena, em uma sala pequena.

— Cadete, toda a Frota Estelar ainda está muito intrigado com o senhor e sua mente. Ao se tornar o primeiro cadete a vencer o Kobayashi Maru, teste criado por mim e logicamente invencível, o senhor foi alvo de muitas acusações e a trapaça não foi descartada em momento algum, até o seu despertar.

Dyo sentiu suas mãos formigarem. Ele não seria capaz de ter ganho o Kobayashi Maru, ninguém nunca jamais foi.

— Após vencer o teste sua mente entrou em um modo de espera que, com nossa tecnologia, não conseguimos descobrir como, mas aparentemente o senhor não fraudou o teste e o venceu com irrefutáveis méritos. Mantivemos suas atividades cerebrais por meio de simulações extra sensoriais na holodeck. Mas o que nos intriga é que o senhor pôde acessar uma realidade alternativa e descobrir a única Fenda Espacial fixa estável de toda a galáxia, sem sair de uma holodeck na Terra. O senhor é incrível.

 

USS ENTERPRISE
Data Estelar 2376

Levou certo tempo até que o novo comandante da USS Enterprise aceitasse a consequência de seu mérito. Com sua tripulação escolhida a dedo, o Comandante Dyo assumiu a primeira frota de pesquisa na fenda espacial encontrada por ele com sua capacidade de acessar realidades alternativas e transcende-las através das esquinas de sua mente.

— Aqui vos fala o comandante Dyo, estamos prestes a entrar em uma jornada que exigirá incondicional dedicação e coragem de todos. Seremos os primeiros seres vivos a explorar o primeiro buraco de minhoca que não nos desintegrará de imediato. Estaremos sempre "Audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve." Obrigado.

— Como fui? — Dyo sussurrou e Lena, Tenente de Comunicações ergueu os dois polegares orgulhosa do amigo. — Ativar reatores de dobra e propulsores!

A nave, em sua alta velocidade, adentrou na fenda espacial rumo a uma nova jornada nas estrelas.

 

#WeGotThatPowerKyungsoo

 


Notas Finais


#WeGotThatPowerKyungsoo


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