História Defeitos Perfeitos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hashirama Senju, Izuna Uchiha, Madara Uchiha, Tobirama Senju
Tags Hashimada, Senju, Tobiizu, Uchiha, Yaoi
Visualizações 167
Palavras 3.451
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoinhas do Spirit! Tutu pom?
Eu escrevi essa fanfic faz bastante tempo. Ela foi publicada primeiramente no Nyah, em 02/08/2013 (nossa, já faz quatro anos!). E finalmente eu resolvi trazê-la para este site, após alguns comentários saudosos em algumas oneshots do mesmo casal (TobiramaxIzuna).

Como eu disse, faz bastante tempo, minha escrita não era a mesma e tal. Mas eu tenho um carinho gigante por esta fic, pois além de ser a primeira do casal que eu escrevi, foi a primeira fic não-oneshot que eu concluí, haha! Então, por este mesmo motivo, não alterei nada. Pensei até em betar e corrigir algumas coisas, mas (além da preguiça, cof) eu quis deixá-la fiel aos bons tempos de RPG yaoi de Naruto que eu jogava com algumas amigas.

Enfim, vejo vocês lá nas notas finais. Tenho muita coisa para falar, mas não quero deixar isso aqui gigante.

Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Capítulo O1


Capítulo 01

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A longa escada parecia não acabar nunca, quanto mais subia, mais degraus tinham. Pelo menos era isso que Izuna estava achando naquele momento. Seu corpo parecia pesar, estava dolorido da noite anterior. Não apenas seu corpo, mas seu coração, o seu íntimo... Seu orgulho estava completamente destruído. Como um espelho que caiu ao chão, formando vários cacos de vidros irreparáveis.

Tentou ao máximo esconder a face chorosa ao chegar a sua casa, andando de cabeça baixa e sem falar com nenhum dos empregados. Sua sorte é que Madara não estava na sala, isso facilitou em não ser ‘descoberto’.

Mas para o seu azar, ao chegar ao andar de cima, enquanto andava pelo corredor até chegar a seu quarto, esbarrou no irmão mais velho. Sua cabeça estava abaixada, na tentativa em que sua franja escondesse seu rosto avermelhado.

Madara havia acabado de sair de seu luxuoso quarto e estava indo até o escritório da casa, mas deparou-se com seu irmão mais novo. Estranhou em vê-lo daquela forma, com o rosto abaixado, as roupas bagunçadas e os cabelos desalinhados.

– Izuna...? O que houve? - Seu tom de voz apesar de sempre soar frio, em relação ao irmão deixava-se levar pela preocupação às vezes. E vê-lo daquela forma com certeza o deixou preocupado.

– Não foi nada, irmão. Eu só estou com sono... – A voz saiu em um tom baixo. Abriu a porta do quarto e entrou neste, sendo seguido rapidamente pelo irmão mais velho, que fechou a porta em seguida.

– Fale Izuna. O que aconteceu!? – Elevou um pouco mais o tom de sua voz, demonstrando que exigia alguma explicação.

– Eu... – O menor sentou-se na cama, olhando para o irmão, dando agora para ver claramente o rosto tristonho. – Desculpe Mada... – Não conseguiu mais evitar, deixou-se levar pelas lágrimas que escorriam de seus olhos abundantemente, de forma quase que desesperada. Ele levou as duas mãos para o rosto, querendo evitar que o seu irmão mais velho o visse daquela forma tão humilhante. Já não bastava a noite anterior, ainda tinha que se mostrar um fraco na frente do irmão... E o pior, estapeava-se mentalmente por estar se comportando como uma garotinha estúpida.

O mais velho achou aquilo estranho. Afinal, o irmão havia saído para se divertir na noite passada, em uma festa da faculdade, e estava voltando só agora, na manhã do dia seguinte. Suspirou pesadamente e aproximou-se em passos lentos do mais novo, sentando-se ao lado dele na cama. Afagou seus cabelos em um carinho singelo, algo raro de se ver vindo de Madara. Levou ambas as mãos para a face do irmão, que estava coberta pelas duas mãos dele, tirando-as da frente e mirando-o diretamente nos olhos, que eram tão semelhantes aos seus.

– Izuna, eu sou seu irmão mais velho... Sabe que pode me contar tudo, não sabe? - Suspirou pesadamente.

O menor afirmou com a cabeça, um pouco envergonhado por se encontrar naquela situação constrangedora com o seu irmão mais velho. Mordeu o lábio inferior por alguns segundos antes de respondê-lo.

– Sim... Sei sim. – Suspirou, criando coragem para revelar-se. – Ontem, na festa da faculdade... Aconteceu uma coisa...

Madara permaneceu em silêncio, apenas deixando o irmão mais novo falar, sem mais pressiona-lo, prestando-lhe total atenção, vendo como ele parecia lembrar-se da noite passada.

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Música alta, danças sensuais, bebidas liberadas, e o melhor: Pessoas bonitas e descoladas! Era o que aquela festa da faculdade estava propondo aos alunos, ou melhor, a elite dos alunos.

Uma típica festa moderna e descolada, onde os melhores foram convidados e logicamente, Izuna, da família Uchiha, teve seu convite feito pelo dono da festa, que era mais um riquinho qualquer.

Apesar de não gostar de festas e locais muito lotados, acabou aceitando o convite. Todos os seus “amigos” lhe convenceram, e como não tinha muito que fazer, além de estudar, cedeu aos pedidos dos colegas.

A música alta parecia sacudir as paredes do local, em junção daquele estranho jogo de luz psicodélico, deixando-o mais fora de sintonia. Sabia que aquele não era o seu lugar. Suspirou pesadamente, arrependendo-se de ter ido naquela festa.

Andou até uma mesa que havia no local, para se servir com mais um ponche. “Apenas mais uma bebida e eu saio daqui.” Pensou, já tendo em vista sua cama maravilhosa, na qual queria dormir o resto da noite, ou melhor, da madrugada.

Enquanto andava para o local onde tinha as bebidas, tentava desviar das pessoas animadas que estavam em seu meio, recebendo algumas cantadas de garotas e até mesmo de garotos que havia pelo caminho, ignorando todas aquelas cantadas baratas.

Finalmente chegou até aquela bendita mesa, onde rapidamente tratou de se servir com mais um copo cheio de ponche. Bebeu de forma rápida o líquido avermelhado, sentindo uma leve ardência pela garganta, fazendo careta enquanto bebia.

Terminou de beber e já estava pronto para sair dali, mas logo alguns de seus amigos chegaram, conversando amenidades, servindo mais bebida para si. Pensou em recusar, mas eles pareciam tão animados e não queria fazer essa desfeita. Acabou por beber mais alguns copos de ponche, já se sentindo um pouco estranho.

Era fraco para bebidas e não devia ter aceitado. Arrependeu-se de não ter negado e rapidamente procurou de se livrar “da galera” que estava consigo, andando de forma rápida por entre aquelas pessoas esquisitas até esbarrar em um louco ainda mais estranho.

– Desculpe... – Falou rapidamente ao esbarrar em alguém um pouco maior, levantando a cabeça para mirar a pessoa. Ficou estático ao ver que se tratava de Senju Tobirama.

O albino por sua vez o olhou com uma cara emburrada, mas logo sua expressão facial transformou-se, deixando desenhar um sorrisinho de canto em seus lábios. Izuna achou estranho, afinal, pelo o que conhecia do Senju mais novo era que ele estava sempre emburrado.

– Não se preocupe... Izuna. – Demorou a falar o nome do outro, talvez tentando se recordar do nome.

– Bem, eu... Preciso ir. – Tentou sair da frente do maior, falando de forma rápida e um pouco nervosa. Teve seu pulso segurado pelo albino, virando-se rapidamente para ele.

– Calma Izu... Sabe, era justamente você quem eu queria agora... – Sussurrou com a voz carregada de sensualidade rente ao ouvido esquerdo do Uchiha, fazendo-o estremecer repentinamente.

Izuna ficou estático por alguns segundos, e quando finalmente pensou em soltar-se e sair daquele local, teve seus lábios tomados por um beijo afoito. Ficou surpreso, abrindo mais os olhos, colocando suas mãos no peitoral largo do maior para empurra-lo, mas o teor alcoólico que havia ingerido, juntamente com a mistura de cores das luzes radiantes, e talvez até um pouco da sua vontade – algo que nunca saberia decifrar – Não o deixou empurra-lo, fazendo-o segurar firmemente a blusa do albino, passando as mãos pelo peitoral largo, ainda por cima da blusa, até chegar a suas costas, abraçando-o e correspondendo o ósculo que lhe foi roubado.

Não soube decifrar como tudo havia ocorrido daquela forma, apenas já se via em meio aos beijos com o Senju, andando em um corredor onde a música já não era mais tão alta. O maior abriu uma das portas, sem parar de beija-lo, entrando em um dos quartos com ele, logo tratando de fechar a porta.

Em um ímpeto já se viu sendo jogado na cama que havia ali, tendo o albino por cima de si, beijando seu pescoço, fazendo com que sua pele esquentasse a cada mordida e beijo que ele lhe dava naquele local tão sensível.

– Awm, espere... Espere Tobirama! – Tentou empurra-lo com a pouca força que lhe restava, mas o maior parecia estar sedento por aquilo, beijando-o cada vez mais enquanto abria sua blusa.

Sua pele era revelada aos poucos, e quando o outro finalmente chegou a seus mamilos, que já estavam rijos, lambeu um deles lentamente, fazendo o corpo sob o seu arfar de prazer. Sorriu de forma sacana e tratou de continuar o que fazia, rodeando o mamilo rosado com sua língua, sugando-o e mordendo levemente.

Izuna se contorcia cheio de prazeres, com aquelas sensações maravilhosas que a língua de Tobirama o fazia sentir. Estava ficando louco, uma parte de si falava para empurra-lo de cima de si e sair dali o mais depressa possível, mas a outra parte falava para aproveitar aquele momento deliciosamente excitante.

Suas mãos trêmulas agora vagavam pelas costas alvas do maior, passando as unhas diretamente na pele dele ao invadir sua blusa, deixando marcas. Tobirama parecia não se importar com aquilo, apenas sentia mais excitação. Ao finalmente desabotoar toda a blusa branca do Uchiha, parou a trilha que sua língua fazia naquele corpo tão perfeito ao chegar ao umbigo, mordendo-o e sentindo-o estremecer em seus braços.

As mãos grandes que alisavam ambas as pernas de Izuna subiram até chegar ao cós da calça dele, abrindo-a com pressa. O Uchiha mordeu o lábio inferior e apoiou-se nos cotovelos, olhando-o um pouco nervoso, porém, cheio de vontades luxuriosas.

Tobirama notou estar sendo observado e levantou o olhar para o menor, levando os lábios mais uma vez até os lábios do Uchiha, perdendo-se naquela boca incrivelmente deliciosa. Izuna sentia a língua do outro dominar o beijo de forma afoita e sensual ao mesmo tempo, sentindo o gosto da bebida e do álcool em meio ao ósculo, que estranhamente o fazia sentir-se mais excitado.

O osculo parou subitamente quando o Senju levou os lábios ao pescoço alvo de Izuna mais uma vez, sugando-o, mordendo-o e beijando-o. O menor apenas sentia o corpo esquentar mais e mais. Deixou a cabeça pender para o lado, deixando a região de seu pescoço mais exposta para os lábios famintos do maior, enquanto ele tratava de livra-lo do restante de suas vestimentas.

Rapidamente já se viu totalmente exposto ao albino quando ele o livrou de sua calça jeans e da Box azul-escuro que usava. Mordeu o lábio mais uma vez, sentindo-se envergonhado, mas a luxúria o dominava naquele momento. Sabia que estava ficando louco, mas agora que a loucura tinha dominado seus atos e entregou-se de vez naquilo.

As mãos trêmulas do menor desceram das costas, passando ambas as mãos nas nádegas do Senju, apertando-as, fazendo o maior alargar o sorriso sensual. Mas logo as mãos de Izuna já se encontravam no cós da calça de Tobirama, querendo livra-lo daquela roupa e deixa-lo igualmente exposto.

O maior o ajudou a se livrar daquela maldita peça de roupa, logo em seguida da Box preta que usava, jogando-as em qualquer parte do quarto. Izuna não pôde deixar de admirar o corpo másculo e perfeito do outro, mordendo mais os lábios, de forma discreta e levando a mão ao peitoral definido quando o outro também tirou a blusa, arranhando aquela pele branca.

O albino passou os dedos pela coxa do alvo, parando em sua entrada apertada, penetrando-o com um dígito, de forma lenta, fazendo o outro gemer abafado. A sensação era de um leve desconforto, mas os beijos de Tobirama em seu pescoço estavam deixando o momento mais deleitoso.

– awwmm... T-Tobirama, i-isso... É uma loucura... – Falou em meio aos sussurros de prazer, recebendo outro dígito em si, o sentindo movimenta-los em seu interior, enquanto suas próprias mãos apertavam os ombros largos do outro.

– Não é bom...? – Sussurrou, movendo os dedos ainda mais rápidos no interior apertado, desejando ardentemente estar ali dentro.

– aahh... S-Sim...

Lambeu os lábios ao ver o Uchiha daquela forma, sentindo-se em seu limite. Precisava urgentemente estar dentro dele, seu corpo exigia isso. Retirou os dedos e posicionou-se melhor entre as pernas do menor, roçando seu membro na intimidade apertada e desejosa do outro, o fazendo se contorcer mais em meio ao prazer alucinador e desesperador que tomava conta de seu corpo.

Um gemido mais alto saiu dos lábios finos de Izuna quando se sentiu penetrado pelo membro do outro. Não conseguiu mais ficar apoiado nos cotovelos, passando a ficar totalmente deitado, apertando as cobertas com força, enquanto ele entrava em si. Não era a sua primeira vez, mas tinha que admitir, Tobirama era realmente ‘grande’.

O maior gemia de prazer, jogando a cabeça para trás, enquanto penetrava o outro, não muito rápido, mas não muito devagar, sentindo seu falo rijo ser envolvido pelo interior quente e estreito do menor. Ele parecia uma perdição...

Logo os movimentos mais bruscos começaram, iniciando uma série de investidas rápidas, saciando o desejo ardente que tomava conta dos corpos abrasadores. Izuna sentia dor em meio ao prazer ao ser acertado sempre de forma intensa em sua próstata, deixando gritos de deleite escapar dos lábios finos e avermelhados, tendo deliciosas sensações passando por todo o corpo, abrindo mais as pernas como um pedido para senti-lo mais e mais.

Tobirama saia quase por completo de dentro do outro, voltando a penetra-lo com força e rapidez, fazendo o corpo menor ser impulsionado para frente e trazendo-o para si a cada estocada nova. Ele era apertado, delicioso, luxurioso... Precisava mais daquele corpo, precisava ouvir mais aqueles gemidos incrivelmente delirantes, que o fazia delirar também. Parou as investidas para colocar uma perna do menor em seu ombro, deixando-o parcialmente de lado, olhando melhor o rosto avermelhado dele.

Voltou a penetra-lo com intensidade, gemendo juntamente com ele, agora indo mais fundo. Seu corpo já estava próximo do limite, mas queria ver aquele rostinho corado chegar ao clímax antes de si. Envolveu o membro do menor com sua mão, passando a masturba-lo velozmente, quase no mesmo ritmo das investidas.

– Awmm, e-eu...hmmm...- O menor não aguentou mais, tentou a todo custo se conter, mas acabou por gozar na mão do outro, deixando os olhos parcialmente fechados e abrindo os lábios rubros, gritando em meio ao orgasmo arrebatador que domava seu corpo naquele momento.

Ao ter a certeza de que o rosto de Izuna era ainda mais excitante quando ele gozava, também chegou ao seu limite, inundando-o com seu prazer total, sentindo um prazer inimaginável, deixando aquela sensação tomar posse de seus sentidos enquanto jogava a cabeça para trás e gemia guturalmente.

Agora ambos tinham a respiração pesada e se olhavam fixamente, os olhos ônix no olhar castanho avermelhado. Tobirama saiu de dentro do menor, deitando-se ao seu lado, ainda sentindo o peito subir e descer enquanto olhava o teto. Izuna também fitava o teto, com os olhos parcialmente abertos, sonolento. Bocejou e olhou para o outro ao seu lado, vendo como ele estava igualmente suado e com os cabelos ainda mais desalinhados do que o de costume. Mordeu o lábio inferior e ficou um tempo em silêncio, mas logo o viu fechar os olhos.

Sorriu um pouco, mesmo se achando louco por ter transado com um Senju, mas sentia-se bem. Fechou os olhos em seguida, permanecendo virado para o outro, sorrindo minimamente. Cobriu ambos com o cobertor da cama, pelo menos da cintura para baixo, e voltou a se aconchegar melhor nos travesseiros.

– Boa noite, Tobirama... – Sussurrou timidamente, deixando sua mão pousar no peito largo do maior, esquecendo completamente que lá em baixo havia uma festa. Por sorte o outro havia trancado a porta.

– Hm... – Respondeu em meio a um resmungo, ainda de olhos fechados, mas com o corpo virado para o Uchiha, pousando sua mão sobre a face do menor.

E assim terminou a noite de ambos, que por meio de uma bebedeira, acabaram se entregando naquela calmaria.

Mas a calmaria logo parou quando o dia amanheceu invadindo com alguns raios de sol o quarto onde ambos dormiam tranquilamente, através da janela que tinha algumas venezianas abertas. Tobirama foi o primeiro a notar a claridade do dia, resmungando. Mexeu-se na cama, forçando os olhos a fecharem mais, mas parecia impossível. Abriu os olhos e sentou-se, pondo a mão direita nos cabelos, sentindo uma forte dor de cabeça.

– Merda, eu não devia ter bebido tanto... – Resmungou para si, bocejando. Notou que havia alguém dormindo ao seu lado, a pessoa estava quase totalmente coberta pelos lençóis.

Mirou bem a face alva que parecia dormir calmamente, abrindo mais os olhos em surpresa ao notar que era um Uchiha. Céus, havia transado com um Uchiha!? Levantou-se rapidamente, reclamando.

– Mas que porra é essa!? – Ralhou em um alto tom de voz, fazendo o menor acordar.

Izuna surpreendeu-se com o grito e acordou, bocejando e apoiando-se nos cotovelos. Levou uma mão até a cabeça, gemendo de dor.

– O que... ? – Perguntou em meio a um sussurro, tentando sentar-se, mas sentindo dor não somente na cabeça. – Itai...

O maior começou a catar suas roupas pelo quarto, vestindo-as de qualquer jeito, de forma rápida para que pudesse sair logo dali.

– Tobirama... ? – O Uchiha tentou chama-lo quando finalmente conseguiu se sentar, ainda sentindo-se dolorido.

– Droga, eu não acredito isso!? Que merda eu fiz ontem? Eu transei com um... Um Uchiha!? – Gritou com o outro, terminando de abotoar sua calça, ainda sentindo fortes dores de cabeça.

– Ontem nós... – Ficou com o rosto completamente avermelhado. – Você não lembra...?

– Ainda bem que eu não lembro! Eu tenho nojo de Uchihas, entendeu!? Nojo! Isso nunca aconteceu, seu bicha! – Ao terminar de gritar com o outro, vestiu sua blusa e saiu do quarto, possesso, sem acreditar no que havia feito. Como pôde deixar a bebida o dominar dessa forma, a ponto de passar a noite com um Uchiha!? UCHIHA! A família mais desprezível e detestável que pode existir!

O menor tentou responde-lo com sua ira também, mas havia ficado tão tenso que não conseguiu palavras para respondê-lo, e logo o viu saindo do quarto, ficando sozinho no cômodo, ainda surpreso com aquilo.

“Eu não acredito nisso... EU NÃO ACREDITO NISSO!” – Seus pensamentos o dominaram completamente agora. Levou ambas as mãos para os cabelos negros, apertando-os e baixando a cabeça, ainda sem acreditar no que aquela noite de bebedeira havia feito consigo.

Havia transado com um Senju! Além de não saber ao certo a sexualidade do outro, ele ainda era daquela família... A família que é a maior rival dos Uchihas em relação aos negócios!

Levantou-se da cama, vestindo-se apressadamente e logo saiu dali, sem falar com mais ninguém no meio do caminho, apenas querendo chegar logo em casa e dormir, para acordar e ver que tudo foi apenas um pesadelo.

Havia sido um louco em fazer isso! Um louco!

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– Eu não acredito Izuna! Você... – O mais velho levantou-se, totalmente irritado. Não sabia se estava mais irritado em saber que seu irmão mais novo era gay, ou se era porque ele havia transado com o Senju mais novo. – Céus, Izuna!!!

– Desculpe Mada... – As lágrimas voltaram a cair. – Desculpe, eu... Eu sou uma vergonha!

O maior suspirou pesadamente, olhando para o teto, andando pelo o quarto e tentando a todo custo manter sua calmaria. Mas estava difícil, o pior não era saber que seu irmão era homossexual, pois até ele mesmo havia tido outras experiências na época da adolescência. O pior era ver que aquele maldito Senju usou seu irmão como um puto qualquer e o descartou no dia seguinte, como quem joga um papel no lixo.

– Eu vou matar aquele desgraçado!

– Mada... – O menor parou de falar ao ver que o mais velho saia de seu quarto. – Madara! Espere, o que vai fazer!? – O segurou pelo pulso, tentando impedir o irmão de agir por impulso.

– Eu já disse Izuna! – Soltou-se do menor e saiu andando em passos largos, verificando que a carteira e as chaves de seu carro estavam no bolso.

O menor ainda o seguiu, tentando argumentar, manda-lo parar e não fazer nenhuma besteira, porém o mais velho estava determinado e parecia nem sequer ouvir, apenas entrou em seu carro e saiu em disparada em direção a um local onde conhecia muito bem: A casa dos Senju.

Pouco lhe importava as horas, se estava de manhã, apenas chegaria naquela maldita casa e mataria aquele maldito que usou seu irmão. Esqueceu completamente as leis de trânsito enquanto dirigia.

Ao chegar à casa dos Senju, estacionou o carro de qualquer jeito no outro lado da rua e andou até a grande casa, que apesar de grande, tinha um estilo bem rústico e simples. Logo foi atendido por uma das empregadas, dizendo impacientemente que queria falar com o dono da casa.

A mulher apenas acenou e saiu do local, deixando-o na sala com os demais empregados, indo até o quarto de seu patrão.

– Senhor Hashirama... Tem um homem querendo falar com o senhor. Ele disse que se chama Uchiha Madara e não vai sair daqui então não conseguir falar com o senhor... – A empregada falou após entrar no quarto do dono da casa, com seu jeito simples.

– ... Eu esperava que ele viesse. – Suspirou pesadamente. Após a conversa com Tobirama, imaginava que Madara viria até aqui. O conhecia há bastante tempo.

Saiu do quarto e andou em direção à sala de estar da sua casa, disposto a falar com o atual patriarca dos Uchihas, já esperando o que viria a seguir...

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(Continua...)


Notas Finais


PRETENDO POSTAR O CAPÍTULO SEGUINTE NA PRÓXIMA SEMANA.Mas tudo vai depender do retorno de vocês, leitores. Afinal, se não tiver pessoas lendo, não adianta manter a história aqui, né? E para eu saber que vocês existem, deixem seus comentários e favoritos! :D

O que acharam da atitude do Tobirama? Acham que o Izuna foi ingenuo demais? Como vai ser essa conversa entre Madara e Hashirama? Comentem!

Beijos e queijos
Pale Moon.


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