História Definitely the man of my life. - WonHa - Capítulo 1


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Personagens Eunha, SinB, Sowon, Umji, Yerin, Yuju
Tags Dahmo, Nahyo, Satzu, Sinrin, Wonha, Yuji, Yumji
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Palavras 1.749
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Me perdoem se eu cometi algum erro ortográfico!

Capítulo 1 - Chapter One - Quando nasce um, acorda outro.


Eu era uma simples médica naquele hospital. Meu dia começou sereno, bem. Primeiro porque eu consegui concluir minha residência e agora vou poder ir para a pós-graduação. Segundo porque alguém que eu gosto muito conseguiu o emprego que queria e terceiro por quê... Porque sim. Eu costumo ser um pouco confusa e animada, mas logo você se acostuma. Eu tô aqui pra contar a vocês, a história de como eu conheci o meu marido. Bom, não nos conhecemos de uma forma muito romântica. Foi bem inusitada, na verdade. Eu havia acabo de voltar de férias e acabaram trocando alguns médicos de seu pacientes e eu acabei ficando com um em coma.

 

Pelo o que, me informaram, ele já estava em coma fazia sete anos. Disseram que eu tinha muita sorte, pois sabiam que esse homem nunca ia acordar. E o único motivo deles não terem desligado os aparelhos foi que, caso eles desligassem, seria crime. Porque, apesar do homem não acordar, os sinais vitais estavam estáveis e o cérebro funcionava normalmente. Ninguém sabia o motivo dele não acordar. Eu assumi o posto do antigo médico dele e consegui algumas informações básicas.

 

Tudo o que se sabe sobre ele é que se chama Kim Sojung. Deu entrada com vinte anos e agora tem vinte e sete. Quando entrou tinha 1,93 de altura e agora tem 1,96. Peso estimado entre setenta e/ou oitenta quilos. Não conseguimos puxar o histórico médico dele porque existem milhares (talvez milhões) de Kim Sojung na Coréia. Tanto homens quanto mulheres. Muitos médicos apenas davam o remédio, verificava o sangue e aplicava vacinas e nada mais. O último médico que saiu deixou bem claro que eu só iria perder meu tempo ali. Não dei muita bola, era um paciente afinal.

 

Vi a foto da identidade dele e quando entrei na sala para vê-lo quase não o reconheci. Os cabelos curtos e pretos, como estavam na foto, estavam longos (muito mais que o meu) e castanhos além da barba que dominava seu maxilar, queixo e a parte de baixo deu seu pescoço ou como nós chamamos, papada, que não deixa de ser o queixo, eu acho. Verifiquei seus sinais vitais e solicitei um exame de sangue, nada de diferente.

 

E quase todos os meus dias no hospital, se resumiram a isso. Assumi outros casos, claro, mas eram coisas simples como um braço quebrado ou consultas. Estava tudo calmo, felizmente. Meu auxiliar (e também melhor amigo) Yanan quem cuidava desses casos pequenos.  Eu ficava sem nada pra fazer. Apenas dava algumas receitas e fazia consultas rápidas. Claro que além de Yanan, eu tinha outros amigos, mas eu passei a fazer plantões e ficou quase impossível de vê-los.

 

– Eunha. – Estalou os dedos na minha frente e eu o olhei – Tava viajando legal ein.

 

Balbuciou Yanan.

 

– Desculpa. Cê tava falando algo? – Passei a mão no rosto.

 

– Sim. É sobre aquele cara, o Sojung. – Olhei-o atenta.

 

– Aconteceu algo? – Levantei de imediato.

 

– Não se preocupa. Relaxa. – Me fez sentar novamente – Ele tá bem. Quer dizer, ele tá em coma então não tá tão bem assim. – Sentou de frente pra mim.

 

– O que quer falar sobre ele?

 

Comprimiu os lábios e se ajeitou na cadeira.

 

– Ele tá em coma faz sete anos. Isso não é normal.  Ele já deveria ter acordado. Como isso possível? Eu já vi isso em filmes, livros, fanfics, mas nunca na vida real.

 

– O que te faz pensar que eu sei a resposta? – Murmurei decepcionada – Nem eu sei!

 

Abriu levemente a boca surpreso.

 

– Mas você se formou em medicina. – Balbuciou e eu concordei.

 

– Os professores já falaram sobre isso. E segundo eles é praticamente impossível alguém se manter vivo assim. Ele está em coma, simples.

 

Ambos suspiramos.

 

– Por que você não sai um pouco? Você tá quase morando aqui. – Disse – Deveria descansar um pouco.

 

– Eu já dormi hoje. – Ele negou com a cabeça.

 

– Relaxar mesmo. Esquecer um pouco do trabalho. Já pensou em ir num massagista? – Neguei. – Eu tenho um amigo massagista. Se quiser eu falo com ele.

 

– Não precisa Yanan. – O chinês assentiu.

 

– Eu fiquei sabendo que sua irmã está grávida. É verdade? – Neguei.

 

– Quem está grávida é a esposa dela. Daqui alguns dias o bebê nasce.

 

Pensava eu. Meu celular começou a tocar no mesmo instante e a foto de Yerin junto a sua esposa, Eunbi, brilhava na tela. Suspirei cansada e peguei o celular, atendendo em seguida.

 

– Aconteceu algo com a SinB? Qual o desejo da vez?

 

O desejo agora é do bebê. Desejo de nascer!

 

– Omo! Mas já?

 

Sim! SinB tá quase me matando pela demora. Quanto tempo acha demora pra eu chegar aí?

 

– Não sei. Uns trintas minutos?

 

EU NÃO VOU ESPERAR TRINTA MINUTOS NESSA PORRA! – Disse SinB alterada.

 

– Yerin! Acalma ela! Se não vai ser pior!

 

Tapei o microfone do celular e me virei pra Yanan que tava com uma interrogação enorme na cara.

 

– Yanan, manda preparar uma sala de parto e deixe enfermeiros prontos. Meu sobrinho vai nascer.

 

– Claro. – E saiu.

 

Voltei a ligação.

 

– Acalmou ela?

 

Você sabe como Eunbi é. Nem em mil anos... (Anda logo porra!) Eu não disse?

 

– Você tá tão calma que eu até tô estranhando.

 

EUNHA PELO AMOR DE DEUS ME AJUDA! EU NÃO SEI O QUE FAZER! EU TÔ DESESPERADA! – Eu conheço Yerin como a palma da minha mão.

 

– Unnie, calma. Já estão no carro? – Respondeu um breve sim – Ótimo. Acelera o mais rápido possível até aqui. Já estão preparando uma sala.

 

Você vai fazer o parto?

 

– Acha mesmo que eu ia deixar alguém, que não seja eu, fazer o parto do meu primeiro sobrinho?

 

Melhor assim. SinB com certeza vai xingar a mim, você e todos. (Para de conversar caralho! Acelera essa porra!) Como ouviu, eu tenho que desligar. Tô chegando aí.

 

– Tô esperando.

 

 

(...)

 

 

Como Yerin disse, SinB xingou Deus e o mundo. Foi um parto simples, não teve complicações graças a Deus. Era um menino, muito forte e muito calmo, calmo mesmo. Nasceu calado e nesse momento meu coração quase parou. Quando bebês nascem calados, geralmente, estão mortos. E só de pensar em dizer isso pra minha irmã, meu coração apertou. E como diz o regulamento dei um tapa, não muito forte, no bebê que começou a chorar, fazendo os pulmões começarem a trabalhar e o aperto do meu coração desaparecer.

 

Limpei a testa suja de suor de SinB e beijei sua testa. Fiz o mesmo com Yerin que chorava tanto que até dava dó. E um pensamento me surgiu na cabeça: será que um dia eu também vou sentir esse sentimento?

 

Fiz questão de acompanhar as enfermeiras e ficar monitorando tudo enquanto elas faziam o necessário pelo menino. Algumas (muitas) horas depois, pude finalmente pegar o menino e levá-lo pessoalmente ao quarto das mamães mais choronas da Coréia do Sul. Não pude evitar sentir um afeto a mais por esse recém-nascido até porque ele é meu sobrinho. Ele tinha o nariz da SinB, como eu sei? O nariz da SinB é algo que eu apelidei de tromba. Fino e grande. E que ela não saiba disso.

 

Eu poderia dizer que ele é uma cópia fiel da SinB, mas algo me chamou atenção. Claro que ele ainda estava de olhos fechados, mas parecia que estava sorrindo e com esse parecer, percebi que ele tem os olhinhos meia-lua da Yerin. Não evitei e soltei um “daebak” ali mesmo. Me apressei e cheguei no quarto onde elas estavam. Bati na parto e entrei em seguida.

 

Yerin estava jogada no sofá e SinB estava deitada. Não sei se estava dormindo, mas estava de olhos fechados. Assim que entrei Yerin levantou do sofá e quase pulou em cima de mim.

 

– O que foi Yerin? – Murmurou SinB e virou o rosto – É o meu filho? – Perguntou surpresa.

 

– É sim. – Sorri e olhei o pequeno – Quer segurar?

 

– É óbvio Eunha! – Respondeu Yerin, ansiosa.

 

Ignorei-a e fui direto até SinB. A mesma sentou devagar e eu coloquei o pequeno em seus braços.

 

– É tão leve. – Comentou SinB em um meio sorriso – Meu Deus eu tenho um filho.

 

Ri de seu espanto.

 

– Ele precisa comer, mamãe Eunbi. – Disse e ela me olhou assustada – O que foi?

 

– Como eu vou dar de mamar a ele? – Franzi o cenho.

 

– Você não tem leite?

 

– Tenho, mas eu não sei como faz.

 

– Eu tô aqui exatamente pra isso. Vou ensinar a você e a ele como fazer a pegada. – Suspirou em alívio e ninou o menino em seu colo – Afinal, qual o nome dele?

 

Se entre olharam cúmplices.

 

– Estávamos pensando em um nome. – Começou Yerin – O que acha que Hwang Eun Hyun?

 

– Cês tão de brincadeira com a minha cara. – Negaram – Poxa. Não sei se fico ofendida ou honrada.

 

– Melhor honrada. – Respondeu SinB.

 

Eun Hyun era o meu nome. Bom, deveria ser. Meus pais queriam que eu fosse um menino e logo decidiram o nome de Eun Hyun, mas quando descobriram que eu era uma menina, não quiseram abandonar o “Eun” e me deram o nome de Eun Bi.

 

– Agora sim. Família Hwang! – Comentei e cruzei os braços.

 

Yerin decidiu ficar com o sobrenome de SinB porque se a SinB ficasse com o nosso sobrenome, Jung, iríamos ter o mesmo nome e sobrenome. Então melhor não.

 

– Olha só. Apertou o meu dedo. – Yerin comentou boba.

 

– Ele está com fome. Então vamos logo com isso.

 

Depois de todo aquele processo de ensinar SinB a segurar o EunHyun, e também tem a parte difícil que é fazer o menino segurar o seio, eu fui dormir. Era o que eu pretendia. Eu até ofereci uma cama pra Yerin, mas ela preferiu ficar com a esposa e o filho.

 

Enquanto eu afofava os travesseiros, aquele mesmo pensamento voltou: será que eu vou ter filhos? Yerin teve o primeiro com vinte e seis e eu ainda tenho vinte e quatro. Eu acho que não irei encontrar ninguém dentro de dois anos com que eu case e/ou tenha uma família comigo. Terminei de afofar os travesseiros e me deite pra dormir. Mas quem disse que deixaram? Quando eu menos espero, ouço um barulho lá fora.

 

Meu cu já trincou. Primeiro: só tem a mim aqui essa noite. Segundo: Ninguém desce aqui senão o Yanan, mas ele já foi pra casa e terceiro: De onde essa pessoa surgiu? O barulho continuou e eu começando a suar frio. Levantei aos passos de gato da cama e me escorei na porta. Tomei fôlego e coragem e abri a porta. Quase gritei ao ver a figura, mas evitei o grito ao reconhecer a pessoa.

 

– Kim Sojung...?


Notas Finais


<3


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