História Defy Them - Cophine - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Antoinette "Tony" Sawicki, Cosima Niehaus, Detetive Arthur "Art" Bell, Donnie Hendrix, Dr. Aldous Leekie, Dra. Delphine Cormier, Elizabeth "Beth" Childs, Felix "Fee" Dawkins, Helena, Kira Manning, Krystal Goderitch, Paul Dierden, Rachel Duncan, Sarah Manning, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Cophine, Cormier, Cosima, Cosima Niehaus, Delphine, Delphine Cormier, Duncan, Lésbica, Niehaus, Orphan Black, Rachel Duncan, Romance, Yuri
Visualizações 376
Palavras 3.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


boa noite...não é que apareci antes do que eu mesma esperava...
boa leitura a vcxs

Capítulo 34 - E eu serei para ti única no mundo...


 

Cosima era atrevida demais para seu pouco tamanho! Foi o que Delphine viu-se afirmando mentalmente por algumas vezes, após fechar a porta e deixar a jovem com uma de suas frases de duplo sentido que definitivamente a desconcertavam, bem mais do que ela gostaria de admitir. Ela começara a despir-se, sem ter previsto o quanto aquele ato seria difícil por si só. O tecido molhado de sua calça social era responsável pela primeira dificuldade enfrentada, pois havia um atrito gerado entre suas pernas esguias e bem torneadas e o tecido negro e rígido.

Para a jovem Cormier, aquela tarefa que deveria ser algo simples, estava sendo um desafio, pois além de lutar contra a roupa que se firmara em seu corpo como se a ele estivesse colada, também havia a instabilidade em seu tato, pois suas mãos tremiam e seus dedos falhavam. Agradeceu a si mesma por já ter desabotoado a camisa, pois aquela tarefa também exigiria muito tempo se fosse fazê-la naquele momento.

Sabia que se iludia ao associar o tremor em seu corpo, muito bem visível por suas mãos trêmulas,  ao frio do clima exterior aquele ambiente, pois Delphine não sentia frio, ela poderia detalhar cada um dos sentimentos e  sensações que ali estavam , mas frio era o mais engraçado de supor, pois tudo nela queimava.

Era como se houvesse brasas em cada parte de seu corpo, e era estranho até para ela mesma concluir que elas associavam-se facilmente ao vulcão que não fazia muito, houvera descoberto lhe habitar, e ele parecia estar prestes a eclodir, a qualquer momento o que ela sabia ser ainda mais fácil se a morena atrevida estivesse presente.

Delphine sempre se considerara uma mulher inocente, na arte da conquista, da sedução, nunca agia por impulso ou por desejo, e nunca baixara suas barreiras como estava fazendo ali, tudo devia-se ao atrevimento desmedido de Cosima Niehaus que a incitava a descobrir o que depois daquele vulcão. Ela tinha plena consciência que estava apenas enganando a si mesma tentando negar o que aquela mulher lhe causava, e que se iludia-se para justificar o tremor causado pela atração que sentia por ela, era por que o turbilhão/vulcão de emoções que a morena despertava havia fugido inteiramente do controle que até então julgava ter sobre si mesma.

Estava com raiva e decepcionada, e não era por Cosima, era por si mesma, por não controlar as próprias emoções, emoções que desconhecia e que evitaria, se pudesse. Se pudesse. Mas não podia evitar sentir ciúmes da tal ex-namorada de Cosima, não podia evitar a raiva que estava de Cosima por ter claramente evitado beijá-la, sabe se lá porque.

Após concluir com êxito a tarefa de tirar as próprias roupas Delphine desviou os olhos curiosos para a própria imagem, que refletia-se no espelho à frente.

A boa iluminação do pequeno banheiro além da iluminação de duas lâmpadas de LED que havia acima do espelho, envolto por um armário branco com portas bem detalhadas de ambos os lados, era a que precisava para ter a visão que Cosima tivera dela antes. Após uma rápida analise concluiu que não havia nada de anormal em sua imagem, a fazendo ficar ainda mais indignada sobre o porque de Cosima ter feito o que fizera?

- Você está aqui pelo chocolate quente! – afirmou a jovem Cormier sem desviar os olhos do seu reflexo no espelho. Sua aparência não estava tão ruim como Delphine imaginara que estaria depois da chuva constante, os fios de seus  cabelos tinham perdido um pouco do volume devido a água e tocava-lhe os ombros, o que geralmente só acontecia quando os usava liso, o que ainda deixou a jovem conformada já que seus esforços em mantê-los em ordem teriam servido.

A maquiagem leve que passara ao sair de casa não estava comprometida, mas ainda assim precisava removê-la, e dentre todos os detalhes que ela pode notar naquele pequeno espelho o que mais preocupou Delphine, foi confirmar que as insinuações da jovem Niehaus estavam corretas e seus lábios haviam evoluído de um lilás para um roxo escuro, o que ainda não justificava Cosima ter ignorado beijá-la, porque era óbvio que se ela o tivesse feito eles provavelmente teriam esquentado subitamente.

Era pelo chocolate quente. Delphine repetia a si mesma enquanto removia a maquiagem com alguns produtos que encontrara na primeira porta que abrira ao lado do espelho. Ela repetia a sentença como um mantra, talvez para convencer-se de que aquela era a sua verdade, e que nenhuma frase pretenciosa de Cosima Niehaus mudaria aquilo. Não era pelo toque suave das mãos de Cosima que corria por seu corpo como se o conhecesse desde sempre, nem por seu beijo úmido, envolvente, e excitante que deixava seus sentidos desnorteados. Era pelo chocolate quente. Não era pela conversa que fluía de maneira fácil e a fazia revelar uma parte de si que não confiara em nenhuma outra pessoa antes para dizer, nem pelo sorriso maroto, atrevido, e quente que derretia suas barreiras como se fossem feitas de gelo, de manteiga. Era pelo chocolate quente.

Cormier não lembrava quando tinha sido a última vez que deixara a chuva atingi-la, mas sabia que fazia mais tempo que sua mente lembraria naquele momento, e se não fosse Cosima Niehaus surpreendê-la, concluía que aquele transtorno em ficar tão exposta e vulnerável a  morena teria sido evitado. Foi então que lembrou que poderia simplesmente ter dito não quando ela fizera o convite para ali estar.

A quem Cormier queria enganar? Viu-se perguntando, ela sabia que se Cosima no ápice de todo seu atrevimento houvesse dito com antecedência, e com todas as letras que a agarraria como se fosse dela e a beijaria, não teria evitado, teria apenas contado os segundos para que ela o fizesse.

Assim como sabia que, se em algum lugar recôndito de sua sanidade, decidisse impedi-la daquele beijo com um tapa bem dado naquela cara linda que ela tinha, possivelmente seu orgulho seria sufocado por aquele desejo incontrolável que nutria por ela, e que a desestruturava apenas por cogitar ter os lábios nos dela de novo. O pensamento de beijá-la era o que a movia desde o momento em que reencontrara Niehaus, como a concretização de seus desejos mais profundos. Sua razão não tinha forças para contrapor aquilo.

Boa parte daquela atração era física, e por mais que não quisesse arriscar naquela relação não definida que tinha com a jovem mulher, sabia que o restante era um território desconhecido que precisava desbravar, o físico não lhe bastaria e era aquilo que a fazia querer descobrir o que Cosima tinha, embora aquilo fosse o máximo que poderia definir com seu conhecimento empírico.

Nem mesmo lera os sinais de que seria rejeitada de forma tão sútil, não esperava uma negativa, muito menos um recuo por parte de Cosima. Talvez  estivesse na hora de começar a ver que o atrevimento dela poderia ser apenas uma farsa, como aquelas pessoas muito falavam e nada faziam. Como dizia o ditado, cão que muito ladrava, não mordia, ou porque não fugia. Já que Niehaus gostava muito de usar aquela palavra.

Após separar os produtos de higiene que precisaria para o para o banho, Cormier abriu a pesada porta de vidro do box, girando o registro algumas vezes até que viu a água do chuveiro surgir. Realmente precisava de um banho, concluiu levando uma das mãos até sentir a água que escorria, a temperatura era morna, e agradável, o que não ajudaria em nada a aplacar aquele calor que ainda sentia exalar de seu corpo. Um banho gelado parecia bem mais convidativo e muito mais efetivo para acalmar aquela inquietação, embora Delphine prontamente houvesse abstraído o pensamento, aquilo provavelmente a deixaria doente e não poderia nem cogitar aquela hipótese visto a semana que esperava por ela.

Ocupou vagarosamente o lugar abaixo do chuveiro, sentindo as gotas de água tocar-lhe a pele incessantemente, assim como tocou-lhe os cabelos, sabia que era demais esperar que o calor trazido pela água acalmasse o calor que era latente em seu interior.

Estranhava-se, já que nunca fora movida por hormônios daquela forma, os conhecia por estudos, e nem mesmo na adolescência quando haviam aflorado os sentira daquela forma para com alguém. Por mais que a sensação fosse única e a preenchesse Cormier não gostava de não ter o controle sob si mesma, de sentir os hormônios tomando o controle de seus atos.

Alguns minutos no banho, nos quais sentiu a sensação térmica normalizando  e os pensamentos, que tanto quisera esvair mais calmos, Delphine viu-se obrigada a finalizar o banho e voltar à realidade que a esperava, uma realidade que se colocara. Seria muito mais fácil fugir, mas aquela não era uma opção válida, não ali, não naquele momento.

Após enxugar-se e secar os cabelos com cuidado, penteou-os  e enquanto o fazia olhou para a roupa que Cosima separara com muito custo e esperava que ela vestisse. A regata preta em algodão que ela repara parecia curta demais. Talvez dali para frente fosse uma constante aquela utilização do vestuário alheio, concluiu analisando a roupa que deixara sob o balcão de mármore escuro, ao lado da pia, e se talvez não houvesse escutado a jovem ao telefone com o tom de voz baixo houvesse terminado de vestir a camiseta que começara a desdobrar, mas a curiosidade de Delphine em descobrir com quem a morena falava falou mais alto.

Abriu a porta lentamente e ao ver Cosima distraída pegou-se analisando qual seria a reação dela, se aparecesse inocentemente apenas com a toalha para contestá-la.  E talvez pela curiosidade em saber se Cosima a evitaria de novo, ou apenas pela necessidade de dizer a ela que a camiseta ficaria muito curta, e mostrando a barriga, o que não gostava. Enrolou-se na toalha e caminhou até ela que pareceu sem reação. Objetivo de surpreendê-la concluído com sucesso.

A face de Cosima era impagável e por aquele motivo Delphine continuou caminhando até ela como se nada quisesse. Os cabelos úmidos estavam soltos e com uma das mãos ela segurava o tecido da toalha e após muito pensar no que diria, achou melhor quebrar o silêncio, pois pela face incrédula de Cosima, ela parecia não ter nada a declarar.

- Eu usei seu shampoo – declarou Delphine a poucos metros da morena. – Espero que não se importe, meu cabelo estava irreconhecível.

- Eu tenho outras coisas para me preocupar – respondeu Cosima em baixo tom, como se o que dissesse para si mesma. Sem em momento algum desviar a atenção dela.  Ao concluir que se desfizesse a aproximação, com dois passos para trás estaria aos pés da cama provavelmente sentando sob o móvel muito antes que desse o terceiro passo, optou por ficar onde estava,  sem saber como dizer ao próprio corpo que não deveria ceder aquela tentação que era olhar para aquele mulher, porque quem deveria estar no comando da sedução ali, era ela.

- Você estava falando com Felix? – indagou Delphine, insistindo em um diálogo, visto que Cosima parecia não muito interessada em conversar. Até porque Cormier queria deixar claro que ouvira uma parte da ligação, mesmo a parte sendo possivelmente o final, já que depois a morena desligara o celular.

- Sim, alguns assuntos de trabalho. – informou Cosima e pensou um  pouco antes de complementar - E sobre você. – revelou por fim, suspeitando que a loura já soubesse daquele detalhe em particular, sabia que ela havia ouvido a conversa e estava mencionado o assunto por querer mais detalhes.

- Sobre mim?! Posso saber o que? – indagou um tanto curiosa, a loura arqueara uma das sobrancelhas e os olhos mantinham-se atentos.

- Nada demais – desdenhou ao presumir que Delphine não sabia tanto da conversa quanto pensara, e por sentir que a proximidade começava a afetá-la demais, deu dois passos para o lado procurando algo que desviasse a atenção de Delphine, mas nada foi o bastante – Ele disse que estava preocupado por que você não atendia as ligações dele, e a última vez que teve noticias suas foi quando saiu do escritório de sua tia.

- Disse a ele que eu estou aqui? – perguntou voltando-se para ela. Delphine estava divertindo-se por ver Cosima enrubescida e sem palavras. Estava sendo um momento único para ela.Ter aquela reação da morena.

- Ele parecia muito preocupado, por isso achei melhor dizer!

- Sem problemas!  - garantiu a loura - Não tem nada de mais, não é? Já que somos amigas. – o sorriso que Delphine exibia a satisfação por estabelecer aquele vínculo entre elas, mesmo que fosse apenas na teoria.  

- Acho que ele ficou mais preocupado quando soube que estava comigo, do que antes, quando não sabia onde você estava. – brincou Cosima notando a satisfação no sorriso de Cormier, e concluindo que estava errada até então sobre Delphine ser inocente. De inocente ela não tinha nada. Ela estava provocando-a. Provavelmente queria que ela provasse do próprio veneno. Se pudesse filmaria aquilo para usar em sua defesa posteriormente, caso contrário ninguém acreditaria em suas palavras.

- E eu devo me preocupar também? – indagou Cormier encarando-a, para poder observar algo que fugisse a resposta.

- Talvez. – respondeu Cosima dando de ombros e esquivando-se mais um passo o lado - Desde que te conheci Delphine. O que menos tenho são respostas! – para a jovem Niehaus aquela não deixava de ser uma verdade, dentre as muitas que estar com aquela mulher estabelecia.

- E esse é seu plano? – perguntou Delphine em meio a um riso afetado.

- Meu plano? – questionou também, sem saber ao que exatamente a loura estava referindo-se.

- Você sabia que banhos são ótimos para cantarolar? – perguntou Delphine mudando de assunto - E para nos fazer pensar sobre as coisas que nos acontecem! – afirmou respondendo a pergunta que ela mesma fizera – Quando eu estava no banho, pensei no que aconteceu aqui, antes. E cheguei à conclusão de que você está sim me seduzindo, ou tentando, mas como você mesma disse, não vai me dizer. – Delphine via-se na obrigação de reduzir a distância imposta por Cosima, não podia dar a morena muito a analisar antes de lhe responder, tinha que ser de imediato - Fazer com que minha cabeça volte sempre ao mesmo ponto, e eu fique, me perguntando, de novo, de novo, e de novo. O por quê se deu ao trabalho de me trazer ao seu apartamento, me excitar, me instigar, para no fim me deixar sem nada e nem ao menos aproveitar-se de mim. É um plano? Um jogo? O que é isso? – perguntou encarando-a - Você nem ao menos deixou que eu te beijasse, muito menos me beijou. Então eu te pergunto Cosima, esse é seu plano? Me fazer implorar por algo mais? Deixar você me mostrar que quem manda aqui é você?

- Delphine, você está errada!  - limitou-se a responder acompanhado de um movimento negativo com a cabeça. Estava sem palavras pela atitude dela. Pela reação, ficara mais que claro que ela não havia gostado de sua interrupção à investida do quase beijo.

- Se eu estou ou não errada, pouco me importa. Só não me trate como essas garotinhas deslumbradas por você. - pediu sem deixar que ela fugisse a proximidade e ao contato visual imposto.

- Eu sei que você não é como elas! É gritante a diferença! E só eu sei o quanto eu fiquei feliz por te encontrar de novo, nessa cidade enorme. O quanto eu esperei um sinal de que você estava na minha, e mesmo se não houvesse sinal algum, eu tinha que te ter em minha vida, te ver de novo, por um instante mais que fosse. Admirar sua beleza e ser feliz por te conhecer mesmo que fosse por poucos minutos – a voz pausada e o tom sonhador usado por Cosima envolvia Cormier, como em uma armadilha e a proximidade a favorecia - Nunca ninguém, em tão pouco tempo me fez sentir isso Delphine – a morena abriu um sorriso largo - Eu só preciso te dizer, que não precisava ter se dado ao trabalho de enrolar-se em uma toalha para eu visse que não é como elas, eu veria, até mesmo se você dispensasse a toalha. – e pela calma que Delphine apresentou e por sentir que aquela era sua chance de consertar o erro anterior, elevou a mão direita em uma caricia terna acariciando lhe o pescoço e o maxilar rígido com a ponta dos dedos - Não são elas que eu quero. É você! Só você! - murmurou buscando uma resposta nas reações de Cormier.

- Pois não pareceu! – declarou Delphine com a voz firme afastando a mão dela de seu rosto - Qual a parte, de seus joguinhos não vão funcionar comigo que você ainda não entendeu!? – indagou chateada consigo mesma por quase ter sido dobrada pelas palavras convincentes dela e por seu sorriso charmoso.

- Para quem fica a cada dois segundos se auto-afirmando não lésbica, você está muito preocupada em deixar-se seduzir por mim, e isso é surpreendente! – ironizou, já esperando a reposta evasiva dela.  

- O engraçado é que eu não posso dizer o mesmo de você! – rebateu de imediato - Você quase me enganou com aquele beijo debaixo de chuva! Agora se me dá licença, preciso me trocar! – finalizou dando-lhe as costas.

- Qual a parte de que quem tem a última palavra aqui sou eu, você ainda não entendeu!? – indagou Cosima prendendo-a pelo pulso, antes que Delphine desse algum passo à frente. O toque da mão dela evitou qualquer gesto que a loura já houvesse cogitado para seguir e dentre as muitas respostas que ocorreu, Cormier ficou parada não entendendo a alteração no tom de voz dela já que suas declarações tinham fundamentos, ao contrário das dela. Nada preparara a loura para ser tocada daquela forma, delicada.  

Esperava raiva. Esperava violência, mas não aquela calma.

Sentindo a hesitação dela Cosima acariciou as costas da mão, e sabendo estar no controle do que prosseguiria subia a outra mão buscando o ombro nu dela. Deslizou os dedos contornando o pescoço nu afastando os fios claros ainda úmidos, ali presentes expondo-a.

De forma lânguida Delphine inclinou o pescoço para a esquerda esperando a Cosima cheia de atitude que a surpreendera da forma mais romântica que um dia almejara de um beijo em público, debaixo de uma chuva torrencial e com muito desejo envolvido.

- É você que eu quero. Só você! – murmurou em um fio de voz, pondo-se nas pontas dos pés para poder aproximar-se o máximo do ouvido dela ao pronunciar a sentença. E antes mesmo que Delphine associasse as palavras dela ao que respondera e o que acreditava que deveria responder, sentiu os lábios gelados de Cosima pousarem sob sua pele que ainda queimava. – Se quer me provocar, tudo bem, eu não te julgo por isso, mas esclareço que se sua intenção não foi me provocar, agora é tarde demais para voltar atrás.

 


Notas Finais


#prometovoltarlogo
o feedback de vocês é sempre bem vindo xoxo


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