História Degradê - Capítulo 14


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Categorias Antônio Fagundes, Del Rangel, Mara Carvalho, Regina Duarte, Renata Sorrah, Vale Tudo
Personagens Ivan Meireles, Raquel Accioli, Renata Sorrah
Tags Antonio, Regigundes, Regina, Valetudo
Visualizações 14
Palavras 3.803
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora para postar, eu ia upar o cap de manhã mas passei o dia inteiro fora de casa.

Capítulo 14 - Capítulo 14



Depois daquele beijo Antônio teve a certeza de que tinha agido com uma repugnância sem fim e se culpava por isso. A mão aventureira deslizava pelo corpo da atriz ora com delicadeza ora com firmeza tirando suspiros cada vez mais profundos de uma Regina que estava a ponto de fazer uma loucura, naquele momento nada mais do que foi ou que não foi dito importava. Só importava aquela redoma que os dois tinham se colocado e não desejavam sair, por mais que tivessem que sair.



— Antônio, por favor, olha aonde nós estamos... - ela tentou se afastar quando sentiu o dedo malandro deslizar pela auréola do seu seio de forma tão certeira que tirou dela um novo suspiro. — Olha o seu estado, por favor. 


— Que se foda como eu estou, eu quero você agora. 


— Não é assim que se fala. - ela conseguiu se afastar tentando não focar o olhar para onde estava tentada, a ereção já era notável por baixo das vestes hospitalares do ator. — Sua mãe está aqui, está todo mundo preocupado com você. 


— Por que você foge tanto? 


— Eu não estou fugindo porquê eu não quero mais fugir. - ela tornou a se aproximar colocando as mãos nos dois lado da face do ator. — Mas eu não quero ser responsável pelo retardo da sua recuperação. 


— Já não estou gostando disso, eu não gosto de perder uma discussão. - o ator voltou a deitar na cama de uma forma que a sua protuberância não ficasse a mostra. — Como estão as coisas no set? 


— Está tudo bem, as cenas que precisam ser feitas com você estão sendo adiadas e a morte do Rubinho está chegando. - Regina disse por detrás da porta do banheiro enquanto a água da pia caía em cima de seus pulsos com o propósito de abafar seu calor interno. — Ocasionalmente a ida a Búzios também. 


— Que bom, como está a Sorrah?


— Está bem. Preocupadíssima com você, mas bem. -  atriz saiu do banheiro e foi em direção a sua bolsa. 


— Renata é uma querida, eu a adoro. - ele olhou a bolsa de soro e soltou o ar de maneira impaciente. — Quando eu sair daqui vou estar tão hidratado que vou poder hidratar todo o mundo. 


— Não seja assim, Fagundes, parece uma criança birrenta quando não ganha o brinquedo favorito dos pais. - Regina riu se sentando no sofá do outro lado da sala cruzando as pernas e olhando a vista da janela quando escutou uma risada do ator. — O que foi? 


— Você está excitada, Regina? 


— Eu? Por que? - ela ajeitou a roupa e colocou a bolsa em cima das pernas.


— Porque você além de estar evitando me olhar, está com o bico do peito ereto. 


— Como você é indiscreto, sabia? Não precisava falar. - os dois riram juntos quando a porta se abriu com Dennis e Gilberto. — Bom, agora que você está com companhia eu já posso ir embora. 


— Que isso, Reginina, agora que eu cheguei? - Braga disse indo cumprimentar a atriz com dois beijos no rosto.


— Que nada, eu tenho que fazer umas coisas ainda hoje. - ela se levantou indo até Dennis cumprimenta-lo para em seguida chegar até a maca que Fagundes estava. — Espero que você se recupere rápido, o set sente a sua falta. 


— Se eu pudesse já estaria lá. - a atriz revirou os olhos e todos riram. — Agradeça a Gabriela pelas flores, são muito bonitas. 


— Pode deixar, até breve. - ela deu um breve aceno a todos e saiu fechando a porta.



Após a saída da atriz os três rapazes dialogaram sobre diversos assuntos entre eles a recuperação do ator convalescente e Fagundes só abaixou as pernas que até então estavam inclinadas quando percebeu que sua ereção já não era presente. Sua mãe chegou com o médico onde recebeu mais e mais recomendações e prescrições de como deveria agir nos dias posteriores a alta.


Dois dias depois ele saía caminhando da Clínica São Vicente de braços dados com dona Lídia Fagundes que estava mais do que feliz com a recuperação do amado filho. Chegando em casa a surpresa maior estava por vir: seus três filhos estavam lá junto de Clarisse e alguns poucos amigos. O pobre homem faltou chorar de felicidade! Tinha quase um mês que ele não via as crianças que correram para o braços do pai e o abraçaram com tanta força e carinho que faltou deixar o pobre ator sem ar. Clarisse foi ao encontro do ex marido e deu-lhe alguns tapas por deixa-la tão preocupada e em seguida se abraçaram como os grandes amigos que eram e uma separação não havia quebrado aquele elo tão bonito que eles tinham. Na emissora não foi diferente, o ator foi recebido com uma festa preparada por todo o elenco de Vale Tudo e Renata Sorrah que não teve tempo de ver o amigo no hospital praticamente pulou em seus braços caindo no choro por vê-lo bem e saudável. 



— Que cara é essa, Regina? - Lilia havia sido tão sorrateira que a atriz quase pulou de susto. — Tem quanto tempo que você não dá uma foda?


— Credo, Lilia! Tudo se resume a sexo pra você? 


— Não basicamente, mas você não está mais com aquele astral de sempre. 


— Não é pra menos, o Del não me toca desde que viu aquela cena. 


— Também pudera não é, Regininha? Todo mundo viu a forma que você e o galã desquitado estavam aquele dia... toda aquela tensão sexual... todo mundo percebeu. 


— É, todo mundo percebeu... - Cassia se apoiou em Lilia.


— Todo mundo mesmo. - Sorrah que chegou de surpresa sussurrou no ouvido da intérprete de Raquel. — Quer um conselho de boba? - Regina assentiu rápido, estava ficando aflita com todo aquele papo. — Dá um pouco de atenção para o teu homem, não troca o certo pelo duvidoso. 


— Foi justamente isso que eu falei pra ela! - Lilia quase gritou o que ocasionou um mundaréu de olhares para as quatro mulheres e só restou a atriz dar um aceno simpático fugindo do olhar de fulminante de uma Regina Furiosa Duarte.



Nessa hora Antônio que caçava a atriz com o olhar teve a retribuição que queria e deu uma piscadela discreta, a atriz deu um sorriso simples que não fugiu do olhar de Cassia Kiss.



— Vai ser a mesma coisa que pedir pra ela abrir as pernas pro cara, olha a cara de trouxa dela.


— Vai se foder, vai. - a atriz resmungou recebendo a risada das três amigas.


— TÁ TODO MUNDO FELIZ E ALIMENTADO? - Dennis falou no microfone da direção recebendo um uníssono “sim” de volta. — Então de volta ao trabalho que temos prazo a cumprir. - todos soltaram o típico barulho de tristeza e em seguida riram indo cada um para as suas posições.


                                                                                                                **********


Uma semana depois...


— Mãe, você vai viajar? 


— Vou. 


— Você vai viajar e não vai levar a gente? 


— Eu estou indo viajar a trabalho, vou ficar dois dias fora. 


— Me leva, mãe, prometo me comportar. 


— Não dá, meu amor, não dá mesmo. Mas a gente vai viajar nas férias, tá? - a atriz soltou uma piscadela.


— O que é isso? - a criança segurou um pacote.


— São absorventes. 


— Parecem as fraldas que eu usava quando era bebê. - a mãe riu achando graça do raciocínio do filho. — Por que você usas esses absorventes, mãe? 


— Porque as mocinhas precisam usar, João, quando você for mais velho eu explico melhor. - Regina foi a suíte de seu quarto para pegar alguns objetos de higiene pessoal e quando voltou viu seu caçula brincando com seu sutiã. — João tira isso da cabeça agora! Minhas roupas não são brinquedos. 


— Olha, mamãe, eu sou um alienígena. - a criança havia colocado o sutiã da mãe de uma forma que o bojo ficasse como duas antenas em sua cabeça e começou a pular na ampla cama em que ela dividia com Del. — Olha, mamãe eu estou igual aquele filme E.T. 


— João desce dessa cama agora! - a mulher faltou gritar.


— Vem me pegar então. 



O menino João pulou da cama de Regina para o corredor da casa com tanta rapidez que foi difícil para a atriz conseguir associar o que havia de fato ocorrido. Ela olhou para o alto e fez uma das expressões mais conhecidas de Porcina: a de franzir o nariz e a boca quando algo lhe desagradava e partiu pela casa a procura do filho que nessa altura já havia passado pela cozinha resultando em uma enorme zona com as empregadas, quase derrubado os materiais escolares de Gabriela que estudava na mesa da sala, passado por Del que fumava um charuto no quintal e parado na área da piscina. Coitada de Regina, a atriz estava pronta para sair, havia feito de tudo um pouco antes de partir para Búzios e agora tinha de dar uma de maratonista atrás do filho que resolveu brincar de pega.



— João, em nome de tudo que é mais sagrado me devolve esse sutiã. - a mulher tinha chegado do outro lado da piscina e toda a casa havia sido atraída pelo caos causado pela criança de quase sete anos. — Eu tenho que ir trabalhar, João, por favor. 


— Você sempre tem que ir trabalhar, mãe. - E foi ali que o barulho feito pelos cacos do coração sendo espatifado no chão pode ser escutado nos quatro cantos do Brasil. — Eu fiquei te esperando ir me colocar pra dormir anteontem mas você não foi porque estava trabalhando...  - o menino se sentou na ponta da espreguiçadeira e tirou o sutiã da mãe da cabeça.



Os olhos de Regina encheram-se de lágrimas com tanta rapidez quando quando pôde notar as lágrimas já banhavam sua face da mesma forma que banhava a face do pequeno João Gomez, a atriz se aproximou e se ajoelhou na frente do filho beijando todas as partes que podia daquele pequenino corpo que era tão seu quanto um dia se tornaria do mundo. Ele secou as lágrimas da mãe e beijou a ponta de seu nariz para depois ela fazer o mesmo com ele. Os dois sorriram. Ele pulou nos braços da mãe enquanto ela o pegava no colo e se encaminhava para dentro da casa quando Del a chamou e foi a distração perfeita que André precisava para empurrar os dois na piscina. João se esbaldava enquanto Regina só percebeu que toda sua roupa tinha ido para as cucuias quando voltou a superfície e deu de cara com a expressão travessa dos dois filhos mais velhos e do marido que ajudava o filho mais novo da atriz a sair da piscina. A mulher deu umas braçadas até a escada e subiu recebendo a toalha de André que recebeu um olhar fulminante da mãe.



— Vocês me pagam! - ela prendeu a toalha no cabelo. — Eu ia sair com essa roupa. 


— Ia, dona Regina... ia. - todos eles, inclusive as empregadas que pararam seus afazeres riram da expressão frustrada impagável de Regina.



Após aquele momento de distração a atriz voltou para seu quarto tirando toda a roupa e se entregando a uma chuveirada que ela pensou ser breve que só notou o quanto demorava quando percebeu que era olhada da porta do banheiro. Ela abaixou a cabeça já cansada da possível discussão que poderia surgir quando o homem começou a despir-se para se juntar a ela dentro do box. Eles se olharam de cima a baixo como se estivessem se conhecendo novamente quando o queixo da mulher foi tocado para fazer com que ela olhasse nos olhos do marido e foi impossível não lembrar das vezes que foi tocada dessa mesma forma pelo colega de elenco e ela fechou os olhos sentindo o coração bater tão descompassado que parecia que sairia pela boca a qualquer momento. Del sorriu quando as unhas curtas da mulher apertaram-lhe os braços quando os corpos foram colados e beijou a testa da esposa. Regina pensou em se afastar do toque e recusar a aproximação do marido, porém, uma voz conhecida praticamente berrou em sua cabeça.


“Dá um pouco de atenção para o teu homem.” 


Ela sustentou o olhar e se lembrou porque tinha aceitado e se permitido envolver-se com Del Rangel: ele sabia a hora certa de agir e como deveria fazer. Regina apoiou as mãos no ombro do marido e ergueu-se cruzando as pernas em sua cintura, eles se beijavam ardentemente acendendo dentro dos corações de cada um a certeza que se adoravam.


                        *************


Na central Globo de Produções todos aguardavam a chegada de Regina para partirem rumo a Búzios. Ela não estava atrasada, porém, poderia se atrasar se demorasse mais dez minutos. Fagundes estava a conversar com Natália Timberg próximo as vans que se encarregariam de levar os atores a base do Santos Dumont quando a atriz passou tão depressa pelos dois que uma leve rusga de preocupação surgiu na testa do galã. Muito astuta a atriz veterana seguiu o olhar do ator e soltou uma breve risada tentando conter com a mão sobre a boca banhada em uma infinita delicadeza.



— Oh, então era isso? - Timberg enlaçou os braços de Fagundes.


— O que, minha querida? 


— Era ela quem estava lhe trazendo dores de cabeça no início das gravações não era? - Fagundes somente soltou um sorriso ladeado confirmando as suspeitas de Natália. — Você tem certeza do que está fazendo?


— Sinceramente? - a veterana assentiu. — Não, não sei.



Enquanto isso...



— Boa tarde, meninas! 


— Sagrado seja! - Cassia se levantou a abraçou a amiga que estava completamente aleatória a tudo. — Finalmente! 


— O que foi? Não tô entendendo. 


— Ela está assim porquê você transou. - Lilia disse enquanto passava uma lixa nas unhas sentada na cadeira da sala de caracterização. — Ninguém mais aguentava aquele mal humor do cão.


— Eu acho que estou entrando na menopausa, sabia? 


— Acho que não. Você tem o quê, quarenta e um? - Regina assentiu. — A menopausa só começa a dar sinais por volta dos quarenta e sete.. por aí. 


— Aé? Desde quando você é ginecologista? - Regina cruzou o braços recebendo um dedo do meio em troca. — Mas sim, Cassia, eu transei.


— Graças a Deus. - a intérprete de Leila ergueu as mãos as céus e foi em direção a porta mas não sem antes sussurrar no ouvido da amiga. — Se comporte em Búzios, viu mocinha?


Regina só pôde rir.

                            **********


Búzios, 18/04/1988 


Faziam dois dias que o elenco estava reunido na Ilha Rasa afim de agendar gravar os capítulos 21, 22 e 23 da novela porém o mal tempo dificultava cada vez mais com que as externas ficassem do jeito que Gilberto, Aguinaldo e Leonor esperavam. O elenco gravava o que podia, alguns cenários foram remanejados com o propósito de fazer com que os atores não ficassem completamente sem o que fazer. Regina estava sentada na beira da piscina quando Glória Pires foi até ela.



— Regina, eu estou com medo de gravar essa cena, e se não der certo? 


— Que isso, Glorinha, você não está segura do texto? 


— Tô, eu tô segura, mas é que... 


— Minha linda, você é incrível. - Glória sorriu colocando o cabelo chanel para trás. — Não importa se sou eu ou a Grace Kelly que vai contracenar com você, no final o que vai falar mais alto é o seu talento, e isso, você tem de sobra. 


— Eu te amo, Regina, você é dez! - a jovem atriz beijou-lhe a bochecha e saiu andando rumo aos bangalôs. 



A noite caiu assim como o clima que esfriou fazendo uma leve garoa despencar dos céus estragando os planos que o elenco tinha de fazer breve comemoração do aniversário de Fagundes na piscina. Daniel Filho percebendo que amiga estava cada vez mais reclusa e foi falar com ela sendo recebido com poucas palavras vindas da atriz que não demorou muito a se ausentar para o bangalô que estava hospedada. Lá ela tomou um longo banho de banheira enquanto refletia como estava levando sua vida nos últimos meses. Ela não chorou e se nem permitiu ficar entristecida, ela só estava altamente reflexiva e temerosa com que a sua vida poderia se tornar enquanto penteava os cabelos na frente do espelho do banheiro em completo silêncio e só era escutado o barulho do ar condicionado. 


Três batidas na porta tiraram a mulher de seu estado enquanto ela amarrava o roupão azul em seu corpo falando um “já vai” tão baixo que se ela estivesse escutado era muito. Ao abrir a surpresa: Fagundes estava encostado na parede soleira da porta com os braços cruzados. Regina arregalou os olhos a deu espaço para que o homem entrasse e foi andando até a varanda do bangalô se sentando em uma cadeira de balanço a tirando do bolso do roupão um cigarro. Ela deu o primeiro trago sobre o olhar atento do ator que estava estranhando todo o silêncio de Regina.



— O que aconteceu para você não ir na comemoração? Estava todo mundo lá. 


— Eu estive um pouco indisposta, nada demais. - ela olhava o mar agitado pelo mal tempo.


— Olha pra mim enquanto eu falo com você, Regina. - ele foi até a mureta de madeira e jogou fora a bituca do seu cigarro. — Você se arrependeu se ter me beijado? 


— Não exatamente, me arrependi de ter beijado você enquanto casada. - ela deu mais um trago em seu cigarro descansando-o no cinzeiro na mesa ao lado de onde estava sentada.


— Então por quê você aceitou meu beijo e meus toques? - não houve resposta além do profundo respirar e da chuva que começava a cair. — Você não vai responder, não é? Pois bem, boa noite.


— Por mais que eu queira eu não consigo resistir a você, Antônio. - ela se levantou e a passos lentos foi atrás do homem que já estava com a mão na maçaneta da porta. — Eu luto contra como eu me sinto ao seu lado por mais de dez anos e quanto mais eu luto mais eu me sinto tentada a querer você. 



Ela respirou fundo e se sentou na ponta da cama vendo a chuva cair com cada vez mais intensidade enquanto o homem ficou parado por quase dois minutos. Cada um ali lutava com seus monstros internos, com todos os prós e contras de manterem qualquer tipo de relação extra conjugal. Ele se aproximou da cabeceira da cama vendo o corpo da mulher mexer a cada puxada de ar e se perguntou o porque de estar ali e ele sabia a resposta: se sentia também atraído por ela.


Respondendo ao desejo de seu corpo ele foi até ela e se ajoelhou entre as pernas expostas pela brecha do roupão, eles se olharam tão profundamente que ambos os corações erraram as batidas. Ela quebrou o contato virando para o lado fechando os olhos e comprimindo do lábios, ele tocou-lhe as pernas e tocou-a no queixo para fazer ela novamente olhar para ele enquanto o nó do roupão que ela usava era desfeito.



— Não, Antônio, por favor... 


— Diz que você não me quer e eu vou embora...


— Eu não posso dizer isso porque eu quero você.



As bocas se aproximaram e se alguém pedisse para eles para dizerem quem encostou os lábios primeiro não saberiam dizer. O beijo foi tomando mais urgência e Antônio teve a blusa tirada por uma Regina sedenta pelo corpo daquele homem, ele não ficava atrás já que nessa altura já estava beijar todo o colo da atriz até tomar os seios pela boca.


Um gemido rouco e intenso vindo de Regina rompeu o ar.


Antônio sorriu vitorioso enquanto prendia nos dentes o seio da mulher que agora segurava sua nuca implorando por mais contato. Agora os beijos desciam pela barriga, pelo ventre e quando as pernas dela foram abertas um outro sorriso vitorioso foi solto pelo galã. Ele cheirou as partes internas da coxa, beijou e mordeu antes de fazer o que os dois ansiavam.


Um trovão cortou o ar no mesmo momento que Fagundes passou a língua quente por toda a extensão do sexo de Regina e não aguentando o oceano de sensações que aquela língua passou a lhe causar deitou na cama e envolveu as coxas no pescoço do ator. Para ele era um deleite estar provando daquele gosto que em nenhum momento da vida tinha provado em nenhuma outra mulher. Ansiando para ter o homem dentro si ela o puxou para beijar os lábios já vermelhos ficando ainda mais excitada por sentir seu gosto na boca dele, os dois afundaram na cama de casal enquanto qualquer vestígio de roupa estava sendo espalhados ao redor do cômodo que servia de palco para testemunhar o sexo que faziam. O membro de Antônio foi engolido pela boca de Regina que o chupava como se estivesse degustando o melhor sorvete e como ela fez com ele instantes atrás teve a cabeça forçada o que claramente agradou a mulher que estava a se sentir completamente dominada por aquele homem que extraía de si a libertina que ela guardava com tanta força dentro de si mesma.


Ela ergueu o olhar ao homem que mordia o lábio inferior soltando uma piscadela nada decente que o ajudou a estar no limiar da insanidade. Ansiando por cada vez mais foi a vez dele a puxar para beija-la, ela sentou em seu colo e quando os dois sexos de encontraram um gemido involuntário saiu do boca dos dois amantes. Ele sentou na cama fazendo-a sentar em seu colo começando um cavalgar intenso vindo da atriz. Ela parecia uma amazona enquanto movimentava-se em cima dele, sua pele brilhava com as gotas de suor o que deixava o ator cada vez mais maravilhado, ele puxou seus cabelos para trás e beijou o pescoço alvo enquanto a outra mão se encarregava de estimular o clitóris mais e mais molhado. Os dois gemeram juntos uma vez, mais uma vez e outra vez mais. Eles sorriam quando se beijavam e Regina chegando mais e mais perto do seu ponto máximo de excitação arranhou profundamente as costas de um Fagundes cada vez mais descontrolado. 



— Diz que você é minha. - ele puxou os cabelos molhados com mais força.


— Eu sou sua até quando você não me quiser mais.


E em meio a aquele mar de desejos, gemidos e rangeres da cama os dois gozaram juntos.


Notas Finais


Qualquer coisa estou no twitter: @IndioOta


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