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História Deixe Acontecer - Namjin - Capítulo 17


Escrita por: Meminger1

Notas do Autor


Oi gente, voltei:)

Fiquem com essa maravilha.

Capítulo 17 - Assumindo O Risco.


 

POV Jin

 

O resto do fim de semana foi como se eu estivesse num paraíso construído apenas para duas pessoas, não era por causa do lugar ser rústico e curiosamente não era pela comida deliciosa que serviam ali, mas era porque o meu namorado estava do meu lado, compartilhando momentos comigo, me enchendo de amor e cuidado, fazendo daquele momento especial para ambos.

 

Mas infelizmente o tempo para ficar ali tinha acabado e já era domingo de tarde e a gente tinha que voltar para casa. Lembro que Namjoon dormiu em minha casa naquela noite não querendo desgrudar de mim, e eu só fiz aproveitar a presença dele ali, óbvio (minha mãe teve que vir pedir para que a gente transasse mais baixo porque ela tinha vizinhos).

 

Quando chegou segunda, lá estávamos nós no colégio, porém, diferente dos outros dias, Namjoon e eu éramos o exemplo claro de como ficar grudado um no outro. Nossos amigos tiveram expressões fofas e divertidas quando nos avistaram, Jimin foi logo me puxando pro canto para que eu lhe relatasse como tinha sido aqueles últimos dias para mim, ele queria todos os detalhes e eu claramente não os censurei.

 

— Meu deeee! Jimin, – conchichei para ele com os olhos arregalados e feições divertidas – o meu namorado tem um pau enorme..!

 

— Hyung! – ele gritou sussurrando e me deu um tapa no braço, estava levemente corado. – informação demais... – se aproximou mais de mim. – Entre quinze à vinte ou vinte à vinte e cinco centímetros..? – cochichou curioso e nós caímos na gargalhada.

 

— Meninos. – Era Taehyung nos chamando. – venham ver, Namjoon está fazendo um comunicado na praça da escola! – ele avisou e saiu correndo em direção a praça. Jimin e eu nos olhamos não entendendo nada.

 

— O que será que esse doido está fazendo? – Perguntei, Jimin segurou no meu braço e me puxou até a praça.

 

— Vamos descobrir agora...

 

Quando chegamos lá, tinha dezenas de alunos ali e todos olhavam para Namjoon que tinha subido num mural e dava uma meia palestra sobre comunidade LGBT, cobri os olhos morrendo de vergonha e ri soprado.

 

— O seu cuzinho deve ser bem delicioso para deixar o macho hétero do colégio tão apaixonado até o ponto dele conscientizar pessoas, viu, Jinie.

 

Jimin comentou e deu uma risada anasalada enquanto a gente se aproxima de onde Namjoon estava. Assim que ele me viu, estendeu a mão que segurei e me ajudou a subir no pequeno mural me abraçando de lado pela cintura.

 

— Todos vocês aqui conhecem Jin e estão cientes da orientação sexual dele e estilo de vida que ele leva. – ele fez uma pausa de silêncio enquanto os adolescentes presente ali resmungavam acenando ou descordando, Namjoon continuou. – Não pedirei a vocês que passem a gostar disso ou tenham empatia, pois não é o meu direito obrigar vocês a fazer isso, porém tem coisas que eu irei cobrar. – ele estava olhando para mim agora. – quero que o aceitem assim como ele é e o respeitem, pois isso sim não passa mais de uma obrigação de todos. Ser humano. A vida é dele e ele tem direito de viver ela como quiser. – sorriu para mim e voltou a olhar para as pessoas ali. – e se caso alguém mexer com ele, com os amigos dele ou com outros garotos e garotas que se identificam com ele, o que aconteceu com Jongup é só um mero exemplo do que poderá vir a acontecer com esse pobre coitado. – tinha uma clara ameaça nas palavras passivas dele agora. – nós que antes lutávamos contra, agora lutamos a favor e avisamos que não mediremos esforço. – reparei no canto e vi Suga acenando rigidamente de braços dados com um Jimin que cobria o rosto chorando em silêncio, Yoongi o abraçou carinhosamente.

 

 

Aqueles garotos não deviam estar sabendo o bem que nos causava ao nos dar total apoio daquele jeito na frente de todo mundo, aquilo significava muito para nós. Eu lembrava muito bem que embora eu não dando bola, o quanto a gente sofria ali por ser o que a gente era, os colégios de Seul não eram os melhores lugares para você decidir sair do armário. Sorri impecável mostrando confiança quando Namjoon me abraçou e me beijou na frente de todos, sorri para todos quando estes aplaudiam contentes para nós e continuei sorrindo quando o diretor veio encerrar a pequena reunião ali no pátio nos mandando ir cada um para suas respectivas aulas. Eu realmente tinha o melhor namorado do mundo.

 

 

Depois das aulas, saímos para comemorar na lanchonete próxima ao colégio. Era para ter sido uma coisa só entre os meus amigos e os amigos do Nam, mas do nada, mais pessoas que gostavam e se simpatizavam com a gente foram surgindo e então a gente sugeriu que juntassemos as mesas criando assim uma mesa bem longa no canto da lanchonete. 

 

Batidos, bebidas e gelados foram pedidos, bolos, doces e salgados foram servidos, K-pop explodia das caixas de som daquele lugar e os jovens ali estavam animados falando alto e comemorando. 

 

 

— Tomara que toda Seul nos oiçam mesmo. Precisam respeitar a nossa comunidade. – Namjoon se pronunciou e nós concordamos.

 

— Eles vão ouvir, o repórter que contratamos para noticiar a reviravolta no nosso colégio vai se encarregar disso. — esse foi Hoseok garantindo e todos nós rimos aliviados.

 

— Mas eu confesso que ainda tenho medo.. E se acontecer algo com a gente por essa ousadia...? – Jimin falou baixinho receando e eu segurei a mão dele.

 

— Está tudo bem, amor. O que importa é que estaremos juntos. – Yoongi sorriu para ele e todo mundo exclamou um "ownt" pela fofura dos dois. 

 

 

— Incrível como todos vocês, exceto Hoseok, viraram boiolas assim que começaram a namorar. – Taehyung abanou a cabeça fingindo estar bravo. – estão todos fracos.

 

 

— Pois é. – respondi roubando um beijinho do meu namorado do meu lado. – viramos moços de família. – Apontei pro Hoseok. – E você vai ser o titio da família se não arrumar alguém também.

 

— Não tenho como. Eu já estou apaixonado, porém, a pessoa é inalcançável. – falou fazendo drama e todos nós rimos dele.

 

— quanto a mim estou apaixonado e feliz. – levantei balançando a raba. – a minha bunda que está sendo muito bem comida, agradece. – falei afoito e Namjoon me puxou para voltar a sentar no seu colo e todo mundo riu daquela cena.

 

 

Depois dali, os meus amigos e eu passamos a tarde toda numa rua qualquer andando de skate e se divertindo. Hoseok estava ensinando Tae a  pixar uma parede ali perto, Namjoon e eu compartilhavamos um cigarro rindo do Suga tentando ensinar Jimin a andar de bicicleta, Yoongi realmente era um cara bastante paciente para coisas ou pessoas que ele amava de verdade.

 

Depois disso, subimos um prédio até o terraço, sentamos na borda do terraço formando uma fileira e ficamos vendo o pôr do sol em silêncio. "Se esta não ser a definição de felicidade, então não a quero conhecer" pensei naquele momento junto das pessoas que eu amava. Aqueles eram momentos que eu queria guardar para sempre na minha memória.

 

 

Os dias foram se passando preguiçosamente, meu pai, que tinha que voltar para casa há alguns dias, não tinha vindo ainda para minha felicidade. Lembro de ter brigado com a minha mãe quando ela tinha me dito que ele estava voltando, eu não queria meu pai lá, mas omma me dissera que tinha achado que eu estava mesmo morrendo naquela cama de hospital e que era meu pai e que era importante ele estar lá e bla bla bla. Em partes, eu até poderia entender minha mãe, mas meu pai era um homem rígido e antiquado demais e isso poderia me causar problemas, porém, decidi deixar aquiloo de lado por enquanto e me preparar para o jantar especial na casa do Namjoon. 

 

Era uma data comemorativa na Coreia, feriado nacional onde tudo e todos paravam seus afazeres para celebrar o dia e a família do Namjoon gostava de comemorar aquela data com toda tradição exigida. 

 

Namjoon tinha me dito que não era necessário que eu fosse por causa de sua mãe e o que já tinha acontecido entre ela e eu, mas eu estava disposto a ir e enfrenta-la quantas vezes puder até que ela me aceitasse como o namorado do filho dela. Mesmo que ela ainda relutasse em olhar pra meu rosto e se esquivasse de mim sempre que eu tentava interagir com ela, como agora quando eu estava na cozinha dela preparando a sopa de arroz e outros pratos junto com alguns tios e primos do Namjoon.

 

Aquela casa naquele dia estava cheia, tinha familiares do Namjoon por toda ela: alguns largados no sofá, outros no jardim de trás e algumas pestes, vulgo crianças, correndo pelas escadas. O ahjjushi do Nam estava fumando um charuto num canto da casa tranquilamente e quando meu namorado me puxou ate lá para que ele me pudesse apresentar como o namorado dele para o avô, o ancião Kim mostrou um sorriso desdentado e resmungou.

 

— Os tempos realmente mudam, vocês formam um belo casal.

 

Assim como o ahjjushi, a maioria dos familiares do Nam ficaram contentes por me conhecer, alguns deles preferiram ignorar e não ter nenhuma reação. Talvez fossem adeptos a vagabunda da senhora minha sogra, nunca saberia.

 

O resto do dia não deixou de ser agitado. Os cozinheiros do dia foram de maneira tal elogiados na hora da refeição e eu ainda ganhei elogios e mimos por ter acertado no ttokboki e ter feito um kimchi perfeito, até a mãe do Namjoon teve que concordar enquanto repetia a sopa de arroz.

 

— De fome o Namjoon nunca vai morrer. – uma prima do Nam comentou e o resto concordou com risadas. "O que mais precisa para se convencer que comigo o seu filho está em boas mãos, senhora minha sogra?" Pensei com um sorriso no rosto olhando com um canto de olho a Sra. Kim que estava de cabeça abaixada sem sorrir e sem olhar para ninguém. Uma hora ela teria que ceder.

 

Algum tempo depois, eu a cacei na varanda. Me aproximei com uma bandeja de bolinhos de arroz quentinhos.

 

— Acabei de os tirar do forno, eles estão deliciosos, os meninos disseram. – Chamei a atenção dela que estava de costas olhando para rua um tanto perdida, porém assim que ouviu minha voz, se virou balançando levemente a taça de vinho em suas mãos arqueando as sobrancelhas. Quando pensei que ela não falaria nada, a mulher disse.

 

— Tudo isso – apontou com a taça de vinho preguiçosamente em direção a minha bandeja. – a comida, o respeito exagerado como se fosse um moço educado e de boa família, tudo isso é para me impressionar? – ela levou a taça aos lábios e bebeu mas sem tirar os olhos de mim. Ajeitei meu avental.

 

— Não preciso impressionar a senhora, eu sou exatamente assim. Gosto de cuidar e estou aqui porque amo Namjoon de verdade... – ela me cortou com um riso um tanto amargo.

 

— Incrível como você enche a boca para falar do meu filho como se tivesse algum poder sobre ele. – Se aproximou de mim, ela estava bem perto agora de modo que só eu fosse capaz de ouvir. – mesmo que você viesse vestido como anjo eu ainda teria nojo de você. Isso de você e meu filho? É só uma fase que vai claramente passar e eu ainda irei ver meu filho casado com uma mulher de verdade. – ela pegou um dos bolinhos de arroz saiu me deixando um tanto artodoado.

 

— Jinie? Era minha mãe? – ouvi a voz do Namjoon por trás de mim algum tempo depois,  acenei sem o olhar, ele me abraçou por trás. – Ya! Não fique assim, um dia vocês ainda se entendem. Apenas esqueça ela, sim? – Ele levantou meu queixo me fazendo olhar para ele.

 

— Está tudo bem, amor. Eu tô bem. Sua mãe não aceitar a gente não muda absolutamente nada entre nós. – Ele acenou concordado.

 

— Eu te amo, Jinie.

 

— Eu sei que sim.

 

E depois a gente ficou mais um tempo abraçados naquela varanda. Quando a festa acabou, Namjoon foi me deixar em casa de carro dele, enquanto a gente se beijava no carro, o convenci a dormir na minha casa, ele quis relutar mas o prazer do momento o fez descer do carro e me acompanhar até a porta da minha casa, porém quando eu ia abrir a porta, minha mãe abriu primeiro e ela estava com uma cara nada boa.

 

— Boa noite, ommoni. – saudei tirando minhas botas. – Namjoon vai dormir comigo hoje.

 

— Eu acho melhor não. – ela foi um pouco ríspida o que me fez olhar para ela. – É melhor você ir, já está tarde. – ela praticamente expulsou o meu namorado?

 

Já que eu conhecia muito bem minha mãe, sabia que algo não estava bem. Então logo me despedi do Nam que não teve outra escolha a não ser anuir e voltar para casa dele. Assim que entrei na sala da casa, pude claramente perceber a mudança repentina de comportamento da minha mãe. O meu pai tinha voltado, estava sentado no sofá e me encarava como se eu fosse um completo delinquente.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo^^


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