História Deixe-me Entrar - Capítulo 21


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Xerife Graham Humbert (Caçador)
Tags Emma Swan, Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Lgbt, Morrilla, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 919
Palavras 4.071
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, leitores! ❤️
Prometi à vocês que eu os compensaria da tristeza do capítulo passado, e aqui estou eu.
O capítulo de hoje é muito importante, pois não é coincidência que ele tenha o mesmo nome da fic.
Veremos um momento muito sensível e profundo entre as duas mulheres, e espero que gostem e prestem atenção aos detalhes.
Boa leitura e um bom resto de semana! 😘

Capítulo 21 - Deixe-me Entrar


Fanfic / Fanfiction Deixe-me Entrar - Capítulo 21 - Deixe-me Entrar

 Neal deu espaço para que Emma entrasse em seu quarto, mas a loira não se moveu. A expressão em seu rosto era séria e determinada, fazendo o homem entender que ela não estava para brincadeiras. Os dois permaneceram em pé na porta, pois Emma não entraria ali.

“Bom, eu queria te dizer que eu pensei muito sobre tudo isso com a ajuda de uma pessoa que vem fazendo muita diferença em minha vida… E eu concluí que eu não conseguirei te perdoar, Neal. Ainda é muito difícil lidar com todas as consequências do que você fez comigo, então espero que entenda que eu não pretendo ter nenhum tipo de relação com você.”

A expressão que se formou no rosto de Neal era de tristeza. Porém, ele não estava surpreso. A tristeza que ele sentiu foi pela confirmação daquilo que ele já esperava.

“Oh…”

“Eu ainda não acabei. Eu não consigo te perdoar, mas não quero ser injusta com você nem com meu filho. Por isso, eu posso te dar uma chance de conhecer o Henry. Mas, para isso, eu preciso saber se você concordará com a condição que eu te darei.”

“Claro. Qualquer coisa.”

Emma suspirou fundo antes de prosseguir.

“Eu irei conversar com ele antes, explicando por alto tudo o que aconteceu, e só assim você poderá encontrá-lo, na minha presença, é claro. Depois desse encontro, você irá embora para sempre. Você não voltará aqui nunca mais, nem nos procurará novamente. Se você realmente quer consertar o que você fez, é assim que você pode ajudar. Estamos tentando construir uma vida aqui, e eu preciso que você respeite isso… É o mínimo que você pode fazer por nós depois de tudo aquilo.”

Neal ouvia tudo atentamente enquanto engolia em seco. Aceitar isso era a melhor saída que ele tinha, senão não teria nada. Os olhos de Swan estavam apreensivos e sua expressão era séria, no aguardo da resposta daquele homem, até que ele suspirou e esboçou uma expressão de alívio.

“Emma, é o mínimo que posso fazer por ele. Quando posso encontrá-lo?”

“Hoje às 19h no Granny's. Depois disso, você vai embora da cidade. Eu posso confiar em você?”

 

                                                                  ***

                                                       Ponto de Vista de Regina

Após a sessão com Emma durante a tarde, fui ao Granny's tomar um café bem forte. Eu me senti frustrada diante de tudo o que havia conversado com Swan. Eu queria protegê-la de Neal e não deixar com que aquele homem a machucasse ainda mais, mas eu sabia que não tinha como. Minha vontade era de ligar para Emma para saber como as coisas estavam, mas eu não queria pressioná-la nem induzí-la a fazer qualquer tipo de escolha. Eu deveria apenas esperar e torcer para que tudo ocorresse bem.

Eu já deveria esperar que as coisas não fossem fáceis. Me fechei há tanto tempo ao amor que, quando eu finalmente senti que poderia respirar aliviada, a vida me puxou de volta para baixo e me fez engasgar no meu próprio sufoco. É por isso que eu não me permitia mais ser feliz: as coisas sempre são tomadas da minha mão. Meu medo sempre falava mais alto, mas agora eu percebo que sentir medo era uma forma de evitar com que eu fizesse as coisas, e assim, me proteger de sofrer.

Mas pela primeira vez na vida eu senti vontade de tentar. Sinto vontade de lutar, de correr atrás e não desistir. Emma Swan é uma pessoa diferente de todas as outras, que sempre me fez acreditar que era possível ser feliz novamente. Emma foi a primeira pessoa, em anos, que olhou nos meus olhos e enxergou coisas que ninguém nunca havia visto. Emma acreditou em mim, e eu não posso deixar que isso seja em vão. Deveria eu tentar? Eu estava me convencendo que sim, mas fui acordada de meus devaneios pela voz de Ruby que me chamava.

“Regina”, a ruiva me chamava enquanto se debruçava no balcão. “Você está assim por conta do que aconteceu, não é?”

“Assim como?”, tentei desconversar. Parecer frágil e despertar compaixão eram as últimas coisas que eu queria nesse momento.

“Bem que a loirinha comentou que você é uma pessoa fechada...”, ela tentou esboçar um sorriso para me alegrar, mas não resolveu. “Poxa, Regina, estou tentando conversar com você. Eu sinto que preciso te dizer algumas coisas… Me dói o coração ver vocês duas assim tão para baixo.”

Ruby parecia mesmo preocupada. Tocar neste assunto era algo que eu queria evitar, porém, senti que a ruiva não desistiria. Assim, suspirei fundo e levantei meu olhar para encará-la. Ela sorriu e continuou.

“Escute… Quando conheci a Emma na época em que ela chegou na cidade, ela não tinha o brilho nos olhos que ela tem agora. Ela parecia perdida, triste e insegura, mas depois que ela te conheceu, as coisas mudaram. Ela está muito mais feliz, confiante e… Apaixonada. Pela vida, pelo trabalho, por você.”

Senti um frio na barriga com a última frase de Ruby e não pude deixar de esboçar um sorriso. A ruiva sorriu junto e continuou.

“Eu acredito na Emma. Ela quer ficar com você, Regina. Eu não acho que você deva se preocupar, pois ela só vai resolver essa situação e vai ficar tudo bem”, a ruiva disse enquanto deslizava sua mão até a minha e a apertava forte. “Eu sei que você não costuma se abrir e nem pedir ajuda, e sei também que não somos amigas... Mas eu estou aqui caso você precise conversar, tá bom? Não sinta as coisas sozinha.”

Escutar tais palavras de Ruby fez o meu coração se aquecer. Eu não a conhecia direito e conversamos poucas vezes, porém, ela se mostrou uma mulher realmente gentil. Além do mais, ela era a melhor amiga de Swan, o que significava que eu poderia confiar. Saber que eu poderia contar com ela me reconfortava, e eu precisava demonstrar minha gratidão. Assim, apertei ainda mais firme sua mão e meus lábios se curvaram em um sorriso tímido.

“Ruby… Obrigada por essas palavras. Realmente significa muito para mim. E você está certa, eu deveria confiar nas escolhas da Emma. Digo, ela já demonstrou que sente coisas reais por mim.”

“Escutei o nome da Emma?”, a voz de uma terceira pessoa se fez presente. Era Granny, que entrava por trás do balcão enquanto vestia um avental.

“Sim, vovó.”

“Eu a vi agora de tarde. Ela foi na pensão, acredita? Ela foi atrás de um cara… Nélio, Nilo, algo assim.”

Senti meu estômago revirar com essa informação, e observei a face de Ruby também ficar mais pálida. Engoli em seco e o mundo pareceu um pouco distante agora.

“Neal, vovó.”

“Sim, esse mesmo. E quando eu fui embora de lá agora, ela ainda não havia descido de volta”, Granny comentou, se debruçando até nós para cochichar algo como um segredo. “Será que eles são namorados?”

Esse foi o ápice para mim. Minha garganta já estava se fechando, como se existisse um nó que a apertava cada vez mais. Ruby olhava apreensiva para mim, preocupada com minha reação, até que não aguentei mais. Me levantei rapidamente do banco e mal consegui despedir das duas, saindo daquela lanchonete com rapidez. Imaginar Emma com aquele homem me causou náusea e fez meus olhos se marejarem. Seria possível? Não, Regina, eles deviam estar apenas conversando. Andei rápido até minha casa ao sentir a angústia tomar conta de mim, e me fechei em meu quarto. Eu precisava ficar sozinha ali, afinal, é esse o meu destino, não é?

                                                                 ***

                                               Ponto de Vista de Emma

Após resolver tudo com Neal, eu senti como se um peso tivesse sido tirado de minhas costas. Era um alívio ter a chance de descarregar cara a cara todas as mágoas que eu vinha guardando dele, e eu esperava que Henry ficaria feliz ao conhece-lo. Depois disso, ele iria embora e eu poderia seguir novamente com minha vida sem toda aquela confusão.

Gastei um bom tempo conversando com ele, definindo todas as coisas e deixando bem claro que eu não permitiria que ele voltasse para nossas vidas. Depois, decidi passar no Granny's para pegar um café antes de voltar ao trabalho na delegacia, mas algo estava diferente. No segundo em que entrei por aquela porta, me deparei com Ruby me olhando preocupada. Algo não estava certo.

“Ruby? Está tudo bem?”

“Emma, primeiramente, o que você fez com Neal?”

“Como assim? Eu apenas conversei com ele. Esclareci que ele não era bem vindo e a gente definiu algumas coisas quanto ao Henry. Por quê? O que aconteceu?”

“Ótimo, senão eu seria obrigada a matar você e ele juntos”, a ruiva suspirou de alívio, o que me faria rir se não fosse sua expressão ainda tensa que me fez preocupar. “Mas então houve um mal entendido, e você precisa ir atrás da Regina agora.”

“Regina? O que aconteceu com ela?”

“Apenas vá atrás dela, Emma.”

Senti meu coração bater mais forte agora enquanto dezenas de questionamentos invadiam minha cabeça. O que teria acontecido? Regina está bem? Eu apenas obedeci o meu corpo e quanto vi, eu já estava andando apressada pelas ruas de Storybrooke. Passei em seu consultório, esperançosa de que ela estivesse lá, mas a Belle me informou que ela ainda não havia voltado.

Droga, onde ela estava?

Ela poderia ter ido para casa, então eu fui correndo até lá. A grande distância até o local não parecia importar agora que meu corpo estava mergulhado em adrenalina e meus passos eram rápidos. Eu só precisava chegar lá e garantir que ela estava bem.

Não demorou muito e avistei a grande fachada branca de sua casa. Atravessei aquele jardim e alcancei a porta, imediatamente tocando o interfone. Toquei uma, duas, três vezes e ninguém atendeu, até que peguei na maçaneta e percebi que a porta estava aberta. Droga, ela havia esquecido de fechar a porta. Não tive outra alternativa senão entrar, e comecei a andar em passos lentos e cautelosos.

“Regina?”, tentei chamá-la, mas foi em vão.

Encontrei Lenny no meio da sala, miando agitado enquanto contornava as minhas pernas.

“Ei, garoto, onde está Regina?”

O gato, ainda agitado, começou a andar por todos os cantos da sala e minha esperança de que me guiasse foi em vão. Porém, repentinamente ele saiu correndo e subiu as escadas, o que fez meu coração disparar. Ele queria me mostrar alguma coisa, então subi correndo cada degrau até me deparar com Lenny miando de frente à porta do quarto da morena.

Definitivamente ela estava ali. Me aproximei com cuidado da porta e bati devagar, chamando pelo seu nome. Porém, não obtive retorno. Tentei girar a maçaneta e concluí que a porta estava trancada, o que significava que Regina estava lá dentro. Droga, por que ela se trancou?

“Regina! Me responda, por favor, eu preciso saber que você está bem.”

Regina não respondeu, mas eu não desisti. Ela estava lá dentro e eu precisava entrar. Tentei forçar a maçaneta mais uma vez, já pensando em outras possibilidades de conseguir entrar, até que fui surpreendida pela voz da morena seguida de um suspiro.

“Estou aqui, Emma.”

Neste momento eu pensei que meu coração fosse sair do peito de tão rápido que ele passou a bater.

“Droga, Regina, não me assuste assim!”

Aguardei alguns segundos na esperança que Regina abrisse a porta para mim, mas ela não abriu. Não escutei seus passos, e a porta permaneceu fechada.

“Regina, você está bem?”

E silêncio novamente.

Eu não podia desistir de vê-la e garantir que ela estava bem. Eu precisava entrar. Eu precisava que ela me deixasse entrar.

“Regina… Deixe-me entrar.”

“Por que quer entrar?”

“Porque eu preciso olhar nos seus olhos e enxergar aquele brilho que sempre aparece quando você me olha. Eu preciso entrar e saber que eu não te machuquei, e que você está bem. Eu preciso entrar para ter a certeza de que você não se fechou, e que eu ainda posso entrar no seu coração… Por favor, deixe-me entrar.”

Meu pedido saiu quase como uma súplica. Deixei meu coração falar por mim como se minha vida dependesse disso, e tenho certeza que o coração de Regina escutou o meu. Sei disso, porque alguns segundos se passaram e eu escutei o barulho da chave rodando na maçaneta, indicando que ela estava abrindo a porta para mim e me deixando entrar.

                                                          - - - - -

Regina abriu a porta e, ainda em silêncio, ficou olhando Emma. O olhar da loira mostrava a ansiedade e o desespero que a consumiu nos últimos minutos, enquanto o olhar da morena transparecia o medo que a dominava. As duas mulheres se olhavam em um misto de alívio e conforto, como se aquele momento fosse a resposta para todos os seus problemas. Emma estava alí, pedindo para entrar mais do que no quarto, mas no coração de Regina.

Emma entrou devagar naquele ambiente, sentindo o aroma doce do perfume da morena invadir o seu olfato. Aquele cheiro parecia fazer parte de todas as roupas, lençóis e objetos de Regina, o que fez Swan sorrir com tantas lembranças. Em seguida, ela andou até a mais velha e pegou em suas mãos de modo com que as segurasse firme.

As mãos de Regina estavam geladas. Emma começou a percorrer seus dedos sobre a pele da morena para esquentá-la, ao mesmo tempo em que a acalmava. Em seguida, puxou a morena lentamente até a cama e as duas sentaram alí, uma de frente para a outra.

“Você está bem?”, Emma arriscou. Sua voz era suave e baixa, como se aquele momento fosse frágil demais para suportar um tom de voz maior.

“Estou bem. Mas eu senti medo, Emma.”

“Do que sentiu medo?”

Regina emitiu um longo e pesado suspiro antes de responder.

“Eu senti medo de que você fosse me deixar. Medo de que eu me machucasse depois de finalmente estar conseguindo me abrir novamente. Medo de precisar lidar com uma vida sozinha agora que estou me acostumando a partilhá-la com você e Henry.”

Emma riu, e Regina imediatamente mudou a sua expressão para séria.

“Do que está rindo?”

“Estou rindo pelo fato de você achar que eu realmente fosse te deixar. Regina, você tem ideia do quanto eu gosto de você?”, Swan perguntou, fazendo o coração da morena bombear um pouco mais forte agora. “Eu falo sério. Cada vez mais eu me surpreendo com o quanto você é incrível… É como se eu gostasse de você um pouco mais a cada vez que a gente se encontra. Regina, você mostrou à mim e à Henry que podemos ser uma família feliz, da forma que somos. Você me mostrou que o amor chega sorrateiramente, nos pequenos detalhes, e nos surpreende quando sentimos ele bater no nosso peito. Você me deu também o melhor sexo que eu já tive na vida, se é que isso conta”, Emma falou, arrancando uma risada de Regina.

Os olhos da morena estavam marejados enquanto ela ouvia atentamente cada palavra que Swan dizia. Com seus dedos entrelaçados, mergulhadas nesse momento tão íntimo e tão verdadeiro, as duas mulheres esqueciam do mundo lá fora. Somente os seus corações falavam e seus olhares sorriam, e elas não precisavam de mais nada.

“Sabe, Emma… Por muito tempo, me fechar foi sinônimo de não permitir que eu me machucasse, pois assim eu conservaria o meu coração. Porém, me fechar também significa não sentir alegria e o amor, mesmo que ele às vezes tenha seus momentos difíceis. E eu não quero ter que me fechar de novo.”

“E eu não quero que você se feche, Regina… Quero que você se permita sentir todas essas coisas, da alegria intensa aos mínimos detalhes. Quero que me deixe te conhecer cada vez mais, e quero que você conheça cada vez mais de mim também.”

“E eu estou adorando sentir tudo isso ao seu lado, Emma. Você é uma mulher incrível, e vem fazendo por mim mais do que qualquer um já fez antes. Você me faz descobrir coisas maravilhosas e ver um lado feliz da vida que até então eu desconhecia...”

“Se eu te proporciono essas coisas, é porque você também me faz sentir tudo isso. Você me faz sentir mais viva.”

As duas mulheres se encaravam emocionadas, com seus olhares presos um no outro. Regina então não resistiu e levou sua mão até o rosto da loira, acariciando sua pele macia e transmitindo todo o carinho que sentia naquele instante.

“Emma… Você despertou tantas coisas em mim que me assusta sentir tudo isso por alguém. É tudo tão forte, tão gostoso e intenso. É como se você me fizesse perder o controle da minha vida e das minhas decisões.”

“Então eu fiz a controladora Regina Mills perder o controle? Olha que isso não é para qualquer um, hein.”

“Não se acostume, senhorita Swan, senão eu paro agora mesmo de te elogiar.”

“Eu até brigaria com você pelo fato de ainda me chamar de Senhorita Swan, mas eu acho tão charmoso o jeito que você diz.”

Regina sorriu de lado e resolveu provocar, aproximando seu rosto da face de Emma de forma com que seus lábios roçassem suavemente.

“Ah, é, senhorita Swan?”

Emma sorriu ao sentir o hálito quente da morena sobre a sua boca, enquanto os lábios de Regina se curvavam em um sorriso malicioso. As sensações que a mais velha causava sobre o seu corpo iam da emoção ao tesão em poucos instantes, e isso a deixava louca.

“Está vendo? É isso aí o que você faz.”

“O que eu faço?”, Regina depositou seus lábios sobre os de Swan, iniciando um beijo tímido e doce.

Suas bocas se encontraram e se abriram em consonância. As duas mulheres se beijavam sem pressa, selando todas as emoções que vivenciaram naquele quarto. Regina se permitia sentir com calma o gosto doce da boca da loira enquanto suas línguas se esbarravam, tornando inevitável que um sorriso se formasse em seus lábios.

Emma segurava a cintura de Regina enquanto os dedos da morena mergulhavam nos cabelos dourados da mais nova. O beijo confirmava todos os sentimentos que elas haviam se declarado anteriormente, fazendo os seus corações se aquecerem. Aquele sentimento de amor que vinha crescendo cada vez mais entre as duas mulheres agora havia se fortalecido, garantindo que elas poderiam passar juntas por qualquer dificuldade que tudo daria certo. Emma e Regina compartilhavam um amor puro e intenso, e nada disso seria em vão.

“Obrigada por me deixar entrar”, Emma sussurrou no meio daquele beijo, de forma suave e verdadeira.

                                                     ***

Após se provarem e aproveitarem através de um beijo longo naquele quarto, Emma explicou à Regina tudo o que havia conversado com Neal. Ela contou sobre não conseguir perdoá-lo e também sobre a sua decisão de permitir com que ele conhecesse Henry. Regina ouviu tudo com compreensão e suspirou aliviada ao ver o quanto Swan estava se sentindo mais leve com tudo aquilo, a fazendo se sentir mais leve também.

“Fico feliz que tenha decidido apresentá-los, Emma. Acredito que Henry se sentirá feliz.”

“Eu também acredito… Mas tem uma coisa. Eu gostaria que você fosse conosco.”

“O quê? Mas-”

“Eu quero a sua presença lá comigo, Regina. Estamos juntas, e acredito que seja justo você estar presente no momento em que Henry for conhecer Neal.”

Regina não soube o que responder de imediato, mas sentiu-se feliz por ser incluída daquela forma. O que Emma estava fazendo era uma atitude muito digna e sábia, e a morena apreciou isso. Assim, acabou concordando, e as duas se direcionaram ao colégio de Henry para buscá-lo.

“Mamãe! Tia Gina!”, ele vibrou de alegria ao ver as duas mulheres o esperando do lado de fora do portão do colégio, e as abraçou forte.

“Ei Henry, que saudade!”

“Ei, garoto. Hoje a Regina está aqui porque precisamos conversar uma coisa com você”, Emma explicou, pegando na mão do garoto e o direcionando à um banquinho onde os três pudessem sentar.

Henry se acomodou no meio de Emma e Regina, alternando seus olhinhos confusos e curiosos entre as duas mulheres em busca de resposta. A morena achou graça daquilo e sorriu, e Swan respirou fundo antes de iniciar a conversa.

“Bom, Henry, antes de tudo, eu queria te lembrar que eu e você somos uma família porque temos amor e somos felizes. Além disso, família também é formada por pessoas de fora que amamos e escolhemos para se juntar à nós.”

“Como a Tia Gina?”, ele perguntou inocentemente, fazendo Regina e Emma trocarem um olhar cúmplice.

“Sim, garoto, como a Regina. Mas tem uma outra coisa… Às vezes, pessoas da família se distanciam e ficam anos sem dar notícias, como o seu pai. Já conversamos muitas vezes sobre ele, não é?”, ela o questionou, e o garoto fez que sim com a cabeça. “Pois então. Você gostaria de conhecê-lo caso ele voltasse a dar notícias?”

“Papai voltou?”

“Sim, Henry. Ele está aqui, e ele gostaria de te conhecer caso você concorde. O que me diz?”

“Eu não sei. Não vai ter espaço para ele em nossa casa.”

As duas mulheres precisaram se segurar para não rir e morrer de fofura com a maior preocupação que Henry tinha naquele momento. A inocência daquele garoto estava alí, o que preenchia o coração das duas de paz.

“Ele não poderá ficar por muito tempo na cidade, garoto, pois ele vai embora logo. Mas ele gostaria de te ver rapidamente hoje no Granny's. Você quer?”

Henry inicialmente sentiu-se muito feliz, porém, de repente, a expressão em sua face tornou-se neutra. O garoto olhava atentamente para os olhos de sua mãe enquanto pensava em algo, preocupado. Assim, após alguns segundos pensativo, ele desviou seu olhar para o chão e seu rosto se entristeceu.

“Mas ele não é família. Você me disse que família é onde tem amor.”

Emma sentiu seu coração se apertar com a observação de Henry. O garoto tinha apenas cinco anos, mas ele parecia conseguir captar e compreender as coisas de um jeito muito profundo. Ele não sabia da história completa e nem dos detalhes do abandono de Neal, mas, de alguma forma ele entendia e sentia tudo aquilo. Isso encantava e preocupava Emma.

“Você está certo, garoto. Mas eu também sempre te digo que todas as pessoas merecem uma segunda chance, não é?”

Henry a ouviu com atenção e meneou afirmativamente com a cabeça. Por fim, ele acabou concordando e se levantou. O garoto deu a mão para as duas mulheres e assim os três caminharam em direção ao Granny's, como uma família unida.

E como foi o encontro dos três com Neal? Foi, na medida do possível, proveitoso. O homem tentou puxar alguns assuntos com o garoto, no qual descobriram grandes coisas em comum. Regina e Emma frequentemente se entreolhavam e sorriam juntas ao verem Henry se soltar cada vez mais. A morena também segurava na mão de Emma algumas vezes, transmitindo o seu apoio e companhia naquele momento tão importante em sua vida de forma a não permitir com que a loira se sentisse insegura em hora alguma. Os quatro também aproveitaram para comer batata-frita com refrigerante, mesmo Regina sendo resistente com a ideia e por fim sendo vencida pela insistência de Swan.

E assim as horas se passaram. Neal decidiu não se estender muito para que a despedida fosse mais fácil, e depositou um terno e caloroso abraço em Henry. Foi inevitável para o homem não sentir-se triste, e isso era facilmente percebido através do olhar que ele direcionava à Emma. Porém, ele havia compreendido que não havia lugar para ele alí, e que ele deveria encarar as consequências das suas más escolhas. Assim, ele agradeceu Swan pela chance de ter ao menos o escutado, e recebeu dela um olhar compreensível. E, por fim, Neal direcionou-se à Regina para agradecê-la por estar cuidando de Henry e Emma.

E assim ele foi embora, enquanto os três ficaram por mais um tempo na lanchonete comendo e conversando. Swan não pôde deixar de sentir um grande alívio tomar conta de seu coração por ter conseguido, por fim, deixar seu passado para trás. Ela havia colocado um ponto final em um fantasma que ainda a perseguia, e agora ela sentia como se finalmente pudesse seguir com sua vida ao lado de pessoas que a faziam feliz. A loira observava Henry e Regina ao seu lado, desfrutando daquele momento juntos, e sentiu em seu peito uma alegria sem igual: a confirmação do que uma família verdadeiramente significava; e era o que Henry e Regina representavam para si.

 


Notas Finais


Ai! :') O que acharam?
Esse foi o meu objetivo em trazer Neal de volta à história por alguns capítulos: mostrar que o laço sanguíneo muitas vezes não significa nada perto dos laços que são construídos com pessoas que escolhemos. Família é onde há amor, independente de padrões. Lembrem-se sempre disso ❤️


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