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História Deixe-me no Escuro - Dramione - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Inicio


Hermione

Desde que resolvi sair de casa, minha vida estava um verdadeiro caos. Acabei por morar em Londres mesmo, em um pequeno apartamento no qual eu trabalhava para pagar o aluguel. De primeira meus pais não aceitaram a ideia de eu ir morar sozinha, meu argumento foi que eu já era adulta o suficiente para cuidar de mim mesma.

Grande erro.

Nunca se é adulto demais para sair de casa. Aluguel, água, luz, internet, comida, tudo isso se tornou um verdadeiro vampiro do meu dinheiro. Sentia falta de quando minha única preocupação era com as provas finais da escola, ou se meu cabelo estava controlado em meio a juba de cachos.

Agora minha vida estava relativamente calma. Era sábado e eu desatei a limpar o apartamento. Entre produtos de limpeza, e os fones de ouvido, comecei a organizar a bagunça da sala.

-Mione? - Ouvi Gina entrar pela porta. - Credo! Dia da faxina. Hermione!

-Estou aqui, sua histérica. - Gritei de volta.

-Não vi você. - Revirei os olhos. - Sua casa vive arrumada, e você pega um sábado para organizar o que já está organizado. Vai entender a cabeça de um ser desses.

-Organização nunca é demais. - Tirei os fones dos ouvidos.

-No seu caso estou começando a achar que você tem TOC. Ou está precisando de um namorado. De qualquer maneira, quer ajuda? - Gina se sentou nas cadeiras altas na frente da bancada da cozinha. - Trouxe um pedaço de bolo que mamãe preparou para você.

- Você foi vê-la? Como ela está? E seu pai?

Gina deu de ombros.

-Mamãe e papai estão bem. Nunca vi aquela mulher mais feliz pelos gêmeos terem saído de casa.

-Sabe que ela está fingindo que está tudo bem, Gina. Ela fala que é um alívio, mas conhecendo sua mãe, ela está toda preocupada.

-Eu sei. Mas acho que ela precisa de um tempo para ela. Sete filhos não é para toda mulher. Bem, eu não considero Percy um irmão.

-Ginevra! Não é como se ele tivesse roubado um banco. - A repreendi. Percy foi um babaca de mão cheia, isso era um fato verídico. Quem em sã consciência se mudava para outro país por simplesmente não querer admitir que vinha de uma família com baixa renda? Isso era o cúmulo do ridículo!

-Ele fez pior, Mione. E você sabe.

Percebi que o clima ficou pesado, por essa razão simplesmente inventei alguma coisa para puxar Gina de seus devaneios.

-E como vai o lance com Oliver? - Perguntei tirando uma enorme caixa de livros da Amazon que havia chego de manhã cedo.

-Nada demais. Fomos ao cinema ontem. Ele é incrível, mas não sinto nada por ele. É impossível um lance entre nós passar de beijos.

-Mas ele é, como você disse, incrivelmente gostoso.

-Mas ele é. - Gina colocou o rosto entre as mãos. - Não sei como não sinto nada por ele.

-Vai ver, não é por ele que você está destinada a ficar.- Falei, tentando ser o mais compreensiva possível.

-Só queria alguém que entendesse como essa vida é díficil.

-Não começa com esses seus breves surtos psicóticos. Pegue um pano e me ajude.- Gina bufou, e se levantou.

Algumas horas depois o apartamento estava perfeitamente organizado e limpo. Gina não ficou muito tempo, pois ia ajudar o Fred e George na nova loja que eles abriram.

-Bem, acabei. - Suspirei. Olhei para a bancada, e principalmente para a enorme lata de comida para gatos. Do outro lado da sala, Bichento estava dormindo em sua cama. - Acho que você não vai ligar se eu for tomar um banho.- Bichento suspirou de onde estava e trocou de posição, nem ligando para a minha existência.

Draco

Chegar em casa depois de uma longa viagem era tudo o que eu queria. Nos últimos dias fiquei perdido entre reuniões com o meu agente para discutirmos os detalhes do lançamento do nosso álbum.

Realmente o silver snakes estava tirando toda a minha energia.

Meus pais estavam em uma ilha na América, suas prolongadas férias iriam durar mais um mês. Por essa razão, resolvi subir para meu quarto. Não estava com fome, muito menos com sono.

Meu quarto ainda continuava o mesmo. As paredes cinzas, a enorme janela negra, a cama perfeitamente arrumada. Eu estava finalmente em casa. Inspirei, procurando um oxigênio limpo para filtrar meus pulmões, toda vez que respirava só o que conseguia achar era o cheiro de cigarro e bebida, tudo por conta das inúmeras viagens e das pessoas com quem convivi.

Com o tempo, parei de fumar. Nada que uns dias de abstinência não fazem, ainda sim toda vez que pensava em tragar um cigarro minha boca salivava sentindo falta da nicotina.

Nem me indignei a abrir minhas redes sociais, não havia nada de interessante na mídia. Milhares de pessoas achavam que eu era um simples garoto mimado de família rica que começou uma banda do dia para a noite. Toda vez que pensava nisso, um riso sarcástico saía de mim.

Nem tudo era tão simples. Por mais que meus pais tivessem todo o dinheiro do mundo, eu fui criado isolado de todo o mundo. Se um dia eu gostei dessa vida, eu não estava sabendo. Criar a banda junto de Blás e Theo foi o único jeito que eu encontrei de fugir de ser eu mesmo.

Me sentei na cama, olhando fixamente para o chão. Nem sabia o que eu iria fazer em casa, a ideia de poder fazer tudo não me alegrava nem um pouco. Ouvi meu celular tocar, e o tirei do bolso.

-Alô?

-Cara, você já está em casa? - Blás falou do outro lado da linha.

-Custava me mandar mensagem? - Perguntei.

-Você não iria responder. Pansy já te mandou umas mil mensagens.

-Não estou afim de responder a ninguém. Afinal, o que vocês querem?

-Pansy está com ansiedade novamente.

-A droga. - Me atirei na cama. - E como ela está?

-Bem na medida do possível. Estamos indo vê-la.

-Minha casa está livre, se quiserem traze-lá para cá. Caralho, os pais dela não dão um tempo para ela nunca.

-Ela passou mal no meio do ensaio para a capa de uma revista.

-Venham para cá. - Murmurei, e encerrei a ligação.

Fiquei fitando o teto do quarto por um tempo. Nada que eu fizesse iria mudar o saco que era ser eu. 



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