História Deixe-me saber... - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Jikook, Namjin, Vhope, Vkook, Yoonmin
Visualizações 47
Palavras 2.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Lírica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei!!! Mds eu corri para postar ainda hj!

Gente do céu, hj tem Namjin S2

Boa leitura :3

Capítulo 8 - Uma completa confusão...


Fanfic / Fanfiction Deixe-me saber... - Capítulo 8 - Uma completa confusão...

12 de Janeiro de 2016:

As vozes das pessoas, os barulhos dos talheres chocando-se entre si, os tilintares produzidos pelas taças caras e os sermões de meu chefe, preenchiam a minha cabeça que chegava a latejar. Aquele era o meu terceiro dia no novo emprego e eu já estava louco, visto que meu chefe pegava firme e não me deixava tomar nenhum remédio para amenizar as dores que eu possuía no corpo.

— Está me ouvindo, Seokjin? Não quero mais nenhuma recaída... — falou pela quarta vez no dia.

A questão era que eu estava exausto, e eu sabia que meu corpo não aguentaria mais nenhum minuto sequer naquele lugar horrível.

— E isso quer dizer que eu não quero o ver se apoiando nas mesas enquanto finge estar passando mal! — disse se afastando de mim.

— Okay, senhor Whang. — realizei uma reverência e virei-me na direção das mesas.

Cansado era pouco, eu possuía quatro empregos e ainda ganhava um salário insuficiente para conseguir pagar o tratamento de minha mãe. Ah minha amada e querida mãe... Por que alguém tão boa como ela tem de sofrer? Alzheimer é uma doença horrível. Ela não se recorda de meu nome, de seu nome, de seus parentes e amigos. Ela se esqueceu até que um dia existiu nesse lugar, quem iria imaginar que algo assim acontecereia com ela? 

— Jin, está tudo bem? — escutei meu colega de trabalho perguntar pelo aparelho que eu utilizava.

Eu olhava para as mesas com um sorriso enorme repetindo internamente que eu estava ótimo, mas quem iria acreditar? Eu estava péssimo.

Meu corpo tremeu inteiro, senti uma dormência apoderar-se de minhas pernas e minha visão ficou escura. Eu estava prestes a desmaiar, mesmo assim, continuei com o maldito do sorriso em meu rosto. Eu conseguia sentir o suor escorrer e os olhares preocupados das pessoas, eu estava tão mal assim?

A dor em minha cabeça aumentou e escutei um barulho irritante, entretanto eu sabia que era devido à fraqueza.

— Chamem uma ambulância! — escutei o grito de uma mulher.

O grito parecia estar tão longe, e tão fraco, como um sussurro. As pessoas seguraram em meus braços, tentando fazer com que eu mantivesse-me com consciência. 

— Soltem-me! — juntei as minhas forças e debati-me. — Eu estou bem! 

Recordo-me de acertar minha mão em um cliente, sem a intenção, e tentar correr dali, mas minha visão estava comprometida e senti tudo desabar, o impacto de meu corpo no chão foi forte o suficiente para eu gemer de dor e fechar os olhos. A última coisa que lembro foi de escutar murmúrios, e o barulho distante da ambulância.

Como o cansaço havia me deixado desse jeito? Por que eu agi daquela forma? Por que eu simplesmente não aceitei a ajuda? Era tão difícil assim aceitar uma mão? 

Eu estava assustado quando acordei, o que resultou na enfermeira dando-me um acalmante e explicando que o estresse foi a causa para eu ter feito tudo aquilo. O engraçado era que naquele momento eu não me importei com o que a enfermeira explicava-me, pois eu estava com a cabeça em meu ex-emprego, provavelmente eu havia sido demitido após aquele ataque. Senti-me um pouco aliviado ao perceber que eu não estava no hospital em que eu trabalhava. 

— De qualquer forma, aconselho que descanse um pouco... Tem um homem alí fora querendo falar com você. Enquanto isso, irei falar com o doutor para pedir a sua alta. — fez uma breve reverência e saiu do local quando eu agradeci.

Ajeitei-me na maca quando escutei uma voz familiar no corredor conversando com a enfermeira, logo a porta abriu-se revelando... Ele?

— Namjoon? — perguntei confuso enquanto o observava sentar-se na poltrona ao lado de minha maca.

— Oi, Seokjin. — falou abrindo um sorriso.

Suas covinhas apareceram, o que encantou-me, era a segunda vez que eu o via. A primeira foi no hospital em que eu trabalho, e agora em outro hospital, que ironia e que péssimo!

— Vejo que melhorou! Que ótimo porque a gente poderia sair... Quer dizer, andar por aí e comer alguma coisa. Não me leve a mal! — disse abanando as mãos no ar. — Eu só quero te acompanhar até sua casa para ter certeza de que você está bem. — sorriu sem jeito.

— Como soube que eu passei mal? — questionei olhando o movimento do hospital por uma grande janela de vidro em meu “quarto”.

— Você não soube? O gerente do restaurante foi processado e perdeu o emprego, todo mundo te defendeu! Apareceu até no noticiário, ele foi acusado de agressão física e psicológica... 

Namjoon falava, falava e falava. O moreno realmente amava conversar, e sentia-se interessado em qualquer coisa que eu dizia, parecia que ele adorava adquirir sempre mais conhecimento sobre determinados  assuntos. O interessante era que Namjoon não parecia ser um cara sério, ele me lembrava um adolescente. Isso era bom, pois parecia que o mesmo não possuía problemas pessoais. E se tivesse, sabia disfarçar muito bem.

— Estou lhe incomodando? Eu posso sair... — falou se levantando rapidamente.

— Não... Eu gosto de sua companhia... Além do mais eu estou sozinho neste lugar. — expliquei o observando sorrir fraco.

— Falando em hospitais... Você sabe se aquele garoto melhorou? — perguntou de forma repentina.

Aquele garoto... 

— Sim, ele saiu logo pela manhã.

— Que bom! O que ele tinha? — perguntou preocupado.

O que Yoongi tinha? Por que tanta preocupação por um garoto como o Min? 

— Eu não sei, o doutor Kim solicitou outro para trabalhar em meu lugar. — expliquei de forma compreensível.

A verdade era que o doutor havia visto que ficávamos incomodados com a presença um do outro. 

— Entendo... — falou colocando a mão em seu queixo. — Vocês se conheciam, certo? 

Aquela pergunta pegou-me desprevinido. Como Namjoon sabia? Estava tão na cara assim? 

Minha face surpresa foi ainda pior, acabei por “jogar as verdades na mesa”. Mas por que eu estava escondendo algo como isso?

— Como sabe? — perguntei indignado.

— Seus gestos... Sabe, eu sou psicólogo, antropólogo e sociólogo. É fácil reconhecer quando uma pessoa fica incomodada com tal assunto. Desculpe-me se isso te assuta, mas é que eu estudei o comportamento das pessoas e lido com elas. — explicou de forma rápida.

Eu estava machucado de certa forma, Yoongi sempre fora alguém difícil de se lidar, mas no fundo ele era especial e eu queria que ele não fosse tão egoísta a ponto de afastar todos da vida dele.

— Tivemos um... Desentendimento? Nem eu sei direito, Namjoon... — coloquei as mãos em meu rosto esperando esconder a tristeza.

— Fale, eu estou aqui para ouvir. — me completou com a voz calma. 

Eu respirei fundo enquanto olhava o teto branco do quarto de hospital, deixar as memórias que eu quis tanto esquecer adentrar a minha mente, para eu poder contar elas para um estranho, era aterrorizante.

(...)

Já faziam cinco minutos que eu encarava o moreno a minha frente, tentando buscar respostas para as minhas perguntas sem fim.

Eu sabia que nossa amizade acabaria algum dia... Nada dura... Eu estava consciente. Mas não sabia que acabaria daquele jeito.

Estávamos em meu apartamento jogando conversa fora, quando o mais novo resolveu contar que estava indo embora e deixaria tudo para trás.

— Por que você tem de ser assim, Yoongi? Vai mesmo abandonar seus pais sem nenhuma explicação? Vai me abandonar? Nós somos a sua única família! Vai mesmo largar tudo por causa de seu egoísmo? Você é um idiota mesmo!

Naquele momento, eu já derramava malditas lágrimas. O motivo? Eu não conhecia o Yoongi que estava sentado em meu sofá. Aquele não era o meu melhor amigo.

— Vai se fuder, Seokjin! Eu não vim aqui levar sermões! Eu sei cuidar da minha própria vida e de minhas decisões! Eu ainda fiz questão de te dizer adeus! Nem meus pais receberam essa merda de palavra vinda de mim! Eu nem deveria estar aqui porque você é um péssimo amigo! 

Aquelas palavras cortavam-me ao meio, eu sentia-me horrível e incapaz de continuar a olhar o rapaz a minha frente.

Eu sentia nojo de Yoongi. 

— Tantos anos de amizade e eu ainda não te entendi, Yoongi você é tão complicado! Aposto que irá morrer sozinho porque ninguém irá ser capaz de amar alguém como você! — meu tom de voz era elevado.

Era estranho porque eu conseguia ver nos olhos do Min que ele não queria aquilo, mas a raiva dominava-me tanto que eu apenas “cuspia” as palavras na cara dele, este que não dizia nada e somente escutava com a cabeça baixa.

— Se eu soubesse... Eu nem teria me aproximado de alguém tão imbecil como você! Eu deveria ter escutado as pessoas. — suspirei alto. — E pensar que eu ainda cai no seu jogo e acreditei que você era especial, eu me enganei completamente! 

Minhas mãos tremiam devido o tamanho ódio que eu sentia naquela hora, o pior de tudo foi encarar o olhar de deboche do Min e seu sorriso   falso. Uma parte de mim acreditava que tudo não passava de um teatro.

— Tem razão, Jin! Eu sou um egoísta, idiota, imbecil e que vai morrer sozinho! Mas sabe o que é irônico nessa história toda? — riu fraco observando eu limpar minhas lágrimas derramadas pela raiva. — É que esse é o meu plano! 

O moreno levantou-se rapidamente e andou até a porta de meu apartamento, demorou alguns segundos até o mesmo a abrir e antes de ir, virou-se para mim com um olhar deprimido.

— E eu nunca pedi para ter um suposta “família”! — fez aspas com os dedos e fechou com força a estrutura de madeira.

Eu chorei. Chorei porque eu não conhecia aquele meu amigo, chorei porque lembrar de seu olhar deprimido fazia-me sentir culpado, já que eu sentia que tudo fazia parte de uma encenação e que Yoongi precisava de minha ajuda. Mas eu não iria atrás de alguém que me machucou tanto, eu não era tolo o suficiente para isso.

(...)

— Wow... Isso foi... Nossa! Como ele teve coragem de fazer isso? Digo, se você diz que acha que tudo foi uma encenação, a fim de esconder alguma verdade, você acha que alguém teria coragem de fazer o que ele fez? — perguntou.

Eu fitei meus dedos e depois olhei para Namjoon que aguardava uma resposta.

— Yoongi era um ótimo amigo, ele seria capaz de matar para proteger alguém que ama. — realizei uma pausa pensativo. — Sim, alguém como Yoongi teria coragem de fazer isso, nem que fosse para ele sofrer no final. — enfim respondi sua pergunta.

Namjoon levantou-se da poltrona e caminhou até ficar de frente a janela, acho que o clima havia ficado pesado já que ele cortou a conversa dizendo que o sol havia saído.

— Está tentando me convidar para dar uma volta por aí? — perguntei cruzando os braços e arqueando a sobrancelha.

O mais velho virou-se em minha direção com uma mão em sua nuca e assentiu levemente constrangido, ele era fofo, e esse pensamento ficou rodando e rodando em minha cabeça. 

— Eu sou entediante, Namjoon. Você não gostaria de ser amigo de um cara como eu, além do mais, eu preciso ir para casa. A minha mãe... — acabei por lembrar dela naquele momento.

As minhas preocupações vieram à toa e eu sentia minha cabeça latejar, minha mãe poderia estar mal, poderia estar precisando de minha ajuda e...

— Seokjin! Olhe para mim! — mãos gélidas abrigaram meu rosto, o acariciando de forma leve e cuidadosa. — Você vai ter uma queda novamente se continuar assim! — repreendeu-me.

Mãe...

Min Yoongi...

Kim Namjoon...

Alzheimer...

Amizade...

Medo...

Preocupações...

Estresse...

Ansiedade...

TOC...

Remédios...

Trabalhos...

Tratamento...

Dívidas...

Sim, minha cabeça era uma completa confusão. Nem mesmo o psiquiatra, que eu frequentava, entendia-me direito, eu não me entendia. Lembro-me de minha primeira sessão, esta que foi um tanto complicada, eu não queria estar lá e não queria falar com aquele homem, mas mesmo assim o fiz, pela minha mãe.

Eu estava batendo em mim mesmo quando percebi que não estava bem e que eu poderia morrer se continuasse naquela escuridão sem fim, entretanto, eu estava ciente de que eu mesmo havia-me deixado naquele estado. Eu precisava de ajuda para então, conseguir ajudar a minha mãe.  O doutor perguntava o que eu sentia e eu respondia que não sabia, não sabia porque eu era uma confusão, um emaranhado de sentimentos. O doutor perguntava o porquê de eu continuar me maltratando com meus pensamento e eu respondi, novamente, que não sabia.

Eu estava confuso...

No final da tarde, Namjoon caminhava em silêncio comigo até a pequena casa de minha mãe, em que eu estava morando temporariamente até... A morte da mesma.

Eu não sei se o fato de encontrar-me com Yoongi novamente, fora o estopim para eu “afundar novamente no oceano”. Eu fiquei tão triste ao vê-lo, tão... Tão... Morto? Ele não me parecia vivo, eu quase consegui enxergar nele a tristeza que eu enxergava toda vez que eu olhava-me no espelho.

Será que o loiro havia também se perdido, assim como eu?

— Gostaria de conversar? Sabe, eu não irei dizer “Tenha força!” ou “Isso é só uma fase!” ou o clichê “Eu te entendo!”. Eu não irei mentir para você, Seokjin. — Namjoon segurou a minha mão fazendo-me parar no lugar. 

Eu sentia-me desprotegido, desamparado, frágil e deprimido naquele instante. Eu não queria chorar na frente de Namjoon, mas eu precisava tanto que minha garganta queimava e meus olhos enchiam-se de lágrimas. E então, eu chorei, não tentei segurar por muito tempo aquele sentimento e fingir que estava tudo bem.

— Namjoon... Por que eu tenho que ser tão fraco? — perguntei sentindo as lágrimas escorrendo por meu rosto.

Eu estava desesperado e queria buscar respostas para os meus problemas.

— Você não é fraco, só está passando por um momento turbulento e precisa de alguém para se apoiar! Eu posso te ajudar, prometo não julgar, eu estarei ao seu lado para te ouvir. — respondeu com um tom calmo.

Sua voz de certa forma tranquilizava-me, eu acho que estava precisando de um amigo, e seria nele que eu me apoiaria. Porque eu sentia que daquela vez, eu não me machucaria no final. Eu apenas sentia, não tinha certeza. Naquele dia, eu prometi que iria escutar meus sentimentos novamente, e iria confiar neles outra vez, ssim como eu havia feito com Yoongi.

Ele era um aluno quieto e sozinho quando eu comecei a aproximar-me e tornar-me amigo dele, no fundo, eu sabia que o mais novo precisava de alguém. Eu sentia que às vezes ele estava mal, mesmo disfarçando-se de “garoto frio”. Na verdade, o Min foi o garoto mais acolhedor que eu havia conhecido naquela época de colegial.

— O mundo é cruel, o caminho para a felicidade será cheio de obstáculos e estes machucar-te-ão! E muito! Mas saiba que nesta caminhada você não estará sozinho e no final, você poderá olhar para trás com orgulho! Não irei te iludir dizendo que será rápido esse processo, porque não vai! E... Saiba que poderá contar comigo quando sentir que suas pernas não aguentarão mais caminhar, pois eu posso ser elas e carregar-te nas costas. Eu sou seu amigo agora, e é isso que amigos devem fazer! Tenho certeza que você, um dia, carregou Yoongi, e que ele também te carregou!

Eu não sabia o que dizer, eu apenas sorri fraco e o abracei. Minhas lágrimas já não machavam meu rosto, minhas mãos não tremiam em medo e por um momento, eu esqueci daquele sentimento de querer desaparecer, visto que agora eu tinha um amigo, e eu também deveria ser o apoio dele.

O Kim iria me ajudar a mudar para melhor, e iria me apoiar nessa caminhada, ele estaria sempre ao meu lado para servir de apoio. Ele estava ali por mim, e eu estava alí por ele.

Yoongi podia ter trazido junto com sua aparição, uma preocupação a mais em minha vida. Contudo, sua aparição me trouxe um amigo especial chamado Kim Namjoon.


Notas Finais


Nada a declarar...

Obg por ter chegado até aqui!!!


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