1. Spirit Fanfics >
  2. Deixe-me te amar - Jikook >
  3. Capítulo Vinte e Sete

História Deixe-me te amar - Jikook - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Melhorei 5% e vim.

Queria avisar que a obra está se encaminhando para o final, mas que estou preparando uma surpresinha.

Aviso: Este capítulo é narrado pelo Jimin.

Boa leitura 💕

Capítulo 28 - Capítulo Vinte e Sete


Fanfic / Fanfiction Deixe-me te amar - Jikook - Capítulo 28 - Capítulo Vinte e Sete

Eu senti. Senti quando aquela bala me  perfurou e me atravessou. Senti quando eu não conseguia mais respirar. Senti aquela sensação esmagadora e toda a vida se esvaindo de mim. Não consegui ficar consciente, apesar de Hoseok pedir desesperadamente para que eu o fizesse. Mas, admito que gostei de me desligar e não ter que enfrentar o sentimento horrível que me tomou inteiro. Eu não me importaria de morrer naquele momento. 

E, depois disso, não senti mais nada.  



Acordei e estava na minha sala, mas não a do meu apartamento. Era a da minha antiga casa, em que minha mãe e eu morávamos. Observei os quadros nas paredes e suas orquídeas em pequenos vasos, próximo à televisão. Tudo parecia… certo? Eu me sentia feliz e leve, em um estranho estado de paz. Escutei risadas vindas da cozinha e caminhei, em passos receosos. Me assustei quando vi minha mãe, Jungkook e Baek conversando. 

— Pegou o álbum? — A mais velha perguntou, se aproximando e tirando de minhas mãos um álbum de fotos. 

— Vamos ver o bebê Jimin!

Jungkook comemorou, feliz, e me beijou, antes de parar ao lado da minha mãe. Baek se juntou a eles, os três observando aquele álbum e rindo histericamente do que minha mãe contava sobre mim. 

Pisquei os olhos e estava em meu quarto, com as paredes azuis e meus desenhos horríveis colados nelas. Havia um porta-retrato com uma foto minha e de Jungkook ao lado da cabeceira, que segurei firme com as duas mãos. Eu não conhecia aquela foto. 

— Você estava lindo nesse dia. — Jungkook disse de repente, com o queixo apoiado em meu ombro. Eu nem sabia que ele estava ali. — Fica lindo de qualquer jeito, mas foi a primeira vez que te vi com o cabelo natural. Meio que me apaixonei ainda mais, se possível.

Ele passou a mão por meus fios, que notei que estavam pretos naquele instante. Fiquei o olhando, com certo choque, sem entender como cheguei ali ou o que estava acontecendo. Eu morri? Ai, meu Deus, eu estou morto!

— Você tá muito quieto hoje, o que aconteceu, amor? — Ele me olhou preocupado e eu percebi a aliança dourada em sua mão esquerda. Havia outra igual na minha. 

— Nada… só tava pensando em um sonho ruim. — Expliquei, sem me dar conta, as palavras simplesmente saíram. 

— Sonhou com aquele paciente de novo? Amor… não foi sua culpa. A cirurgia tinha muitos riscos. — Me consolou, acariciando minhas costas. 

Parecia uma realidade diferente, onde minha mãe não havia morrido e eu tinha seguido a carreira de cirurgião, ao invés de mudar para psicologia. Mas, por que Jungkook estava ali? Se minha mãe estava viva, não teria como eu tê-lo conhecido. E cadê as outras pessoas? Por que apenas Baek, Jungkook, minha mãe e eu estamos aqui? Nós quatro morremos? 

— Pense pelo lado bom… você realizou um transplante de sucesso ontem. 

O olhei. Jungkook estava diferente, era mais feliz e não parecia estar quebrado por dentro. Nenhum de nós dois parecíamos, na verdade. 

— Tem razão… — Sorri para ele. 

— Vai me ver mais tarde? — Franzi as sobrancelhas, confuso. — Ah, o senhor esqueceu. — Vi o deboche estampado em seu rosto. 

— Não, claro que não. — Tentei me defender. — Eu nunca esqueceria do.. do seu… do… 

— Show, Jiminnie. — Ele riu, tão graciosamente que me encantou. — Vou me apresentar hoje, lembra? Casa cheia e vou cantar aquela música que compus pra você. — Balançou as sobrancelhas, divertido, e me beijou. Não contive um sorriso. 

— Fez uma música pra mim? — Ele riu. 

— Eu te mostrei, amor, semana passada. Cabecinha de vento. — Deitou-se na cama, apoiando a cabeça em meu colo. 

Semana passada?

— Desculpa, não sei o que houve. — Ri também, sem graça.

— Tudo bem. Deve ser por causa dos plantões. Vê se pega mais leve. — Me alertou.

— Vou tentar. — O olhei. — Jin vai ao show também? — Jungkook me encarou de um jeito estranho, parecia confuso.

— Quem é Jin? 

— Entrei, entreiespero que estejam vestidos. — Disse minha mãe, escancarando a porta, mas de olhos fechados. 

— Estamos vestidos, mãe. — Jungkook gargalhou.

— Graças a Deus. — Ela disse, nos olhando. — Sua irmã chegou, Kook. 

— Depois de um ano. — Ele riu, zombando, e se levantou. — Aposto que ela esqueceu o chocolate. — Minha mãe riu. 

— Estranho seria se ela lembrasse. 

A mais velha saiu rindo do quarto e, como permaneci sentado, Jungkook virou-se para mim. 

— Não vai vir? Vamos fazer biscoitos. De chocolate. — Sorriu, segurando no batente da porta. — Isso se Jennie tiver trazido. — Rolou os olhos. 

— Jennie?… mas… ela.. — Perguntei, completamente confuso. 

— Tá tudo bem? — Seu tom era de preocupação e suas sobrancelhas estavam franzidas. 

— Estou. — Assenti. — Só preciso de um minuto. 

— Certo. Estamos te esperando. — Ele ameaçou sair, mas voltou e me deu um beijo demorado. — Eu te amo. — Sorriu, antes de me deixar sozinho e fechar a porta

Eu respirei fundo. Olhei a aliança em minha mão. Olhei o quarto e seus detalhes. Escutei os quatro conversando ao longe. Olhei com atenção para as fotos penduradas nas paredes do cômodo: Jennie, Jungkook, Baek e minha mãe estavam nelas. Cadê a Hana? Cadê o Jin? E o Hobi? Coloquei a mão na cabeça, sentindo-a rodar. 

— Jimin! Vem! Vamos fazer a massa do biscoito! — Ouvi uma voz feminina e desconhecida gritar. — Anda, cunhadinho! 

Balancei a cabeça, negando. Eu estava perdidinho mas, eventualmente, iria descobrir o que estava acontecendo. Levantei da cama e segui até a porta, hesitando um pouco na maçaneta. Quando a abri, estava completamente escuro do outro lado. Fiquei parado, com medo de me afastar do quarto iluminado e seguro

— Vem, anjo! Estamos te esperando! Não tem nenhuma graça sem você. — Ouvi aquela voz masculina nauseante, que me dava pavor. 

— Não!! — Gritei com ódio e bati a porta do quarto, com força

Me afastei, olhando fixamente para aquela porta, com medo de que Sehun viesse atrás de mim. Conseguia escutar meu coração batendo rápido em meus ouvidos e os passos daquele homem se aproximando pelo corredor. De repente, um silêncio.  

— Já alimentei o peixinho cinco. — Ouvi a voz de Jungkook se romper atrás de mim. 

Virei-me na sua direção e, magicamente, o cômodo se transformou em meu quarto do apartamento. Meus olhos estavam cheios de lágrimas e ele me encarou preocupado, se aproximando. Coloquei a mão na testa, confuso e ainda assustado. Me sentia preso em um sonho esquisito. Ou pesadelo

— Por que tá chorando, Mochi? — Segurou minhas mãos. 

Seus dedos estavam gelados, sua pele pálida e seus olhos fundos. Não parecia o Jungkook feliz de minutos atrás. 

— E-ele… ele está aqui. — Olhei para trás. 

— Ele quem, Jimin? Do que você tá falando? Só tem a gente aqui. — Disse com calma. 

— Desculpa… — Jungkook me abraçou apertado e eu inspirei o perfume de seu pescoço. Nenhuma outra coisa me acalma da mesma forma

— Seja o que for, estou aqui. Somos mais fortes juntos. — Eu concordei com um murmúrio, de olhos fechados, sendo ninado por ele.

Escutamos um barulho alto vindo da sala e Jungkook me afastou, sutilmente

— Eu vou ver o que é. — Agarrei a mão dele, antes que fosse. 

— Não, não vai sozinho. Não me deixe aqui sozinho. De novo, não. — Implorei, sentindo o desespero tomar conta de mim. 

— Ei.. se acalma… Vamos juntos, então, ok? — Ele sorriu e entrelaçou nossos dedos com firmeza. 

Caminhamos para fora do quarto, cautelosamente. Haviam cortado a luz, algo que só percebi naquele segundo, chegamos na sala e não ouvimos nada. O lugar estava tão quieto que me assustava

— Oi, anjo. — Me assustei, ao ver Sehun sentado em minha poltrona. O medo me dominou dos pés à cabeça. — Não achou que fosse se livrar de mim tão facilmente, achou? 

— Jungkook… — Chamei, quase sem forças, mas ele não estava mais ao meu lado. 

Olhei para o chão, vendo-o caído ali, desacordado. Droga. Meu coração se acelerou por estar sozinho. Era apenas ele e eu. 

— Gostei da sua roupa… Jungkook é.. ou melhor, era um cara de sorte. — Sehun disse com desdém, se levantando e caminhando até mim. 

Instantaneamente, comecei a chorar, amedrontado com o que ele poderia fazer comigo e com as lembranças terríveis, que me doíam inteiroOuvi o som de uma porta se abrindo atrás de mim e segui o barulho com os olhos, enxergando o Jungkook feliz, minha mãe, Baek e Jennie, todos sorrindo e me encarando. 

— Você não precisa ficar aqui. — Do nada, Jungkook estava perto de mim, no caminho entre aquele homem horrível e eu. 

Fiquei confuso, pois seu corpo ainda estava esparramado e ensanguentado no chão. Este Jungkook, de pé na minha frente, parecia outra pessoa. Parecia vivo. 

— Vem com a gente… Você viu como é muito melhor do outro lado. Não precisa enfrentá-lo. Sehun não pode te fazer mal, se você vier comigo. Vem comigo, amor. Vem… 

Ele estava me puxando, rumo àquela porta cheia luz, onde estavam os outros três. Os outros três mortos. 

Quis tanto ir… Eu quase fui. Seria tão mais fácil, seria tão menos doloroso. Jungkook não iria embora, se eu fosse para o outro lado. E eu estaria seguro e feliz, com ele.

— Mochi… 

Uma voz grave e escassa me chamou. Era o outro Jungkook, aquele caído no chão. Aquele que foi destruído, que perdeu os pais, a irmã e o avô. Aquele que fugiu e que me magoou. 

— Não fuja… não.. não desista. — Ele se esforçou para erguer o rosto e eu o reconheci.

Era aquele o Jungkook quebrado, por quem eu me apaixonei

— A opção mais fácil não significa que é melhor, Mochi. Vai doer, mas não é pra sempre. Eu prometo. — Ele disse, como se tivesse lido meus pensamentos

Olhei agora para o que me segurava. As lágrimas saindo aos montes, mas eu sorri. Seu rosto sorridente não se desfez, ele permaneceu com sua expressão compreensiva e sua aura calma.

— Ele tem razão. — Falei. — Não posso fugir. Não posso ir com vocês… Sinto muito..

— Tudo bem. A gente te espera. 

Minha mão se libertou da dele e o Jungkook feliz desapareceu, em um passe de mágica, levando a luz e a minha mãe junto. 

Me agachei ao lado de Jungkook e segurei sua mão. Ele sorriu fracamente. 

— É bom te ver. — Sussurrou.

— Seu estúpido.

Apesar da situação, brinquei e sorri também. Meu sorriso se manteve, até eu sentir uma mão apertar meu ombro, me causando repulsa. Era Sehun. Mesmo sem vê-lo, eu sabia. Mas continuei olhando Jungkook, enquanto chorava, apavorado de enfrentar o que me aconteceu. 

— Respira, Mochi… respira.. — Ele disse, calmamente e sua voz se afastou aos poucos.



Foi como se eu estivesse me afogando. Havia alguma coisa me atrapalhando a respirar. Minha visão se embaçou e Jungkook sumiu. Comecei a tossir compulsivamente, caindo em um breu profundo, de onde despertei com uma luz incômoda batendo em meus olhos. 

Eu estava vivo


•°•°•°•  


Sentia-me como um boneco inanimado nas mãos daquela médica. Ela me olhava com orgulho, parecendo feliz por eu ter acordado, todos eles pareciam felizes, na verdade. Enquanto isso, a angústia crescia dentro do meu peito e eu tentava não fechar os olhos por muito tempo, para não aparecer naquele maldito porão. 

Eram tantas pessoas entrando e saindo daquele quarto, que me deixavam tonto. Meus avós vieram do interior e alguns tios de outras cidades, acompanhando meus amigos dentro do cômodo. Mas, sinceramente, eu queria apenas ficar sozinho e não responder à tantas perguntas.

Havia um buraco enorme em meu peito, algo se quebrou dentro de mim e eu me sentia a escória da humanidade. Queria não sentir vontade de desistir ou até mesmo de gritar com todos eles para que saíssem e me deixassem sozinho. Meu desejo era gritar e chorar até que toda aquela angústia e dor passassem. Meus visitantes diziam palavras de conforto, que ricocheteavam em meus ouvidos e não surtiam efeito. Na verdade, eu sequer compreendia o que eles estavam falando. Eu quis vomitar; quis socar a parede; quis berrar; quis tomar um banho de quinhentas horas; quis deitar no chão e chorar até desidratar. Enquanto todos eles repetiam que eu iria superar. Eles, menos Jungkook, porque ele não deu as caras ali. Jin disse que ele estava bem, mas onde? Não conseguia parar de pensar que ele morreu e que estavam escondendo isso de mim. 

— Ei… Trouxe um suco de maracujá para você. — Meu melhor amigo disse, se sentando no leito e acariciando suavemente minhas costas. 

O olhei por cima do ombro, por um segundo, e depois permaneci na mesma posição, olhando através da janela. Vários carros passavam lá fora, sob o céu azul e cintilante. A vida continua. Eu tomei uma rasteira e caí com tudo no chão, mas a vida continua. Ela sempre continua, a gente querendo ou não. E eu não sabia o que fazer com esse trem à alta velocidade em uma linha ferroviária eterna. 

— Eu preciso muito que você tome esse copo de suco. — Disse, com calma. — Se não comer, vai ficar pior. 

— Ok. — Suspirei.

Me sentei corretamente, arrumando as cânulas em meu nariz, e peguei o copo com as duas mãos. Tomei um gole e saboreei o líquido. Era a melhor coisa que me acontecia há dias, ao menos foi o que me disseram, que estive inconsciente por quase quatro dias, mas para mim, pareceram horas. As piores horas infinitas, torturantes e confusas que passei dentro da minha própria mente. 

— Quer conversar? — Jin perguntou com cuidado, talvez temendo que eu surtasse e o mandasse à merda. Sinceramente, eu adoraria mandar algumas pessoas à merda, mas não ele. — Vou entender se não quiser, mas… estou aqui, certo? 

— Eu sei. — Ele colocou a mão sobre minha perna e eu apenas continuei a beber o suco. 

— Jungkook estava no quarto da UTI, hoje mais cedo, antes de você acordar. Ele chorou todos os dias e… 

— Não. — O interrompi. — Não fala dele, ok? — Minha língua se enrolou. — Ele não deveria tá aqui? E ele tá aqui? Tá?! Não! Porque ele só sabe fugir!!

Em um ato de fúria, atirei o copo contra a parede, com toda a força momentânea que consegui. Foi instantâneo. O golpe de raiva puxou o choro, que saiu sofridamente da minha garganta e eu comecei a gritar. Estava doendo. Doía tanto que eu não conseguia parar de chorar e nem enxergar mais nada na minha frente, pois meus olhos estavam cheios de lágrimas. 

— Sai! Por favor, sai de dentro de mim! Sai! Tá doendo, tá doendo muito! — Gritei, desesperado, me sentindo triste, com raiva e despedaçado. 

Apertei o tecido da roupa de hospital sobre meu peito, frustrado, querendo arrancar o que me machucava, mas não conseguia. Senti alguém me abraçar forte, respirando em meu pescoço e fazendo carinho em meus braços. Aquele perfume me invadiu e eu reconheci seus toques. Era ele. Jungkook voltou! Ele não me abandonou!

— Eu pensei… pensei que você… você tá aqui. — Chorei, agora em seu ombro, o apertando contra mim. 

— Eu estava ali fora, não consegui entrar antes… desculpa. — Jungkook sussurrou em meu ouvido, sem me soltar um segundo sequer. — Estou aqui. Desculpa, Mochi, desculpa.

Me afastei dele, enxugando as lágrimas, e mordi o lábio inferior para tentar conter o choro. Fiquei olhando para baixo, por simplesmente não conseguir encará-lo, apesar de não entender o porquê disso. Nesse momento, percebi que estávamos sozinhos dentro do quarto e o olhei. Era aquele mesmo Jungkook apagado e destruído que apareceu em meu "sonho", mas seus olhos, definitivamente, eram iguais aos do Jungkook feliz.

— Não faço ideia do que dizer pra você, Jimin. — Ele começou a falar. — Eu sei que a culpa é minha, eu sei disso. Mas não estou aqui por culpa, tô aqui porque amo você. E vou estar aqui até que você me chute e diga que não podemos mais ficar juntos, por causa dessa coisa imperdoável que eu fiz. 

Jungkook finalmente estava chorando. Eu sabia que tudo o que aconteceu não havia sido proposital e ele também, mas, de certa forma, as ações dele tinham o péssimo costume de me machucar. Nós dois chorávamos, por razões diferentes, porém chorávamos um pelo o outro também. Ele segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos e eu observei aquele gesto de carinho. 

— Eu tô aqui.. — Repetiu, já que permaneci em silêncio.

— Eu sei. — O encarei, acenando suavemente com a cabeça. — Eu sei. 


Notas Finais


Sei que o Jungkook vacilou, mas, né, como ele poderia saber que Jimin iria se machucar assim?
Lembrando também que os dois sofreram abuso.
Enfim...
Até a próxima 💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...