História Deku, o garoto que mudou de lado. - Capítulo 4


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Izuku Midoriya (Deku), Shouto Todoroki
Tags Bakushima, Bnha, Boku No Hero Academia, Ejiro Kirishima, Izuku Midoriya, Katsuki Bakugo, Kiribaku, Shoto Todoroki, Tododeku
Visualizações 60
Palavras 2.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Um vilão qualquer.


 Virou-se de um lado e nada, virou-se para outro e nada também. Voltou a posição original, mas aquilo também não o agradava. Nada agradava Katsuki, na verdade. Não era deitado na cama de seu quarto que o garoto planejava passar aquela semana.

Bakugo não poderia mentir, estava ansioso para o próximo sábado. Como ganhador do festival da U.A do último ano, ele havia faturado duas entradas para a exposição de tecnologia da Ilha I. Não era a primeira vez que ia, afinal, ele fora no primeiro ano após vencer o festival, porém no segundo ano, Shoto acabou vencendo o festival e faturado as entradas e, após muito esforço próprio, Bakugo venceu novamente no terceiro ano e agora ele iria para a Ilha I com Kirishima.

Porém, sua ansiedade não devia-se apenas ao fato de estar indo para a convenção de tecnologia. Em cima da cômoda de seu quarto, a carta que recebeu de Izuku no dia em que teve o seu carro arranhado pelo esverdeado:

 

Olá Kacchan, eu voltei. Se lembra de mim?

Possivelmente, afinal de contas, você não conseguiu me esquecer um dia sequer durante esses 16 anos em que passamos juntos, não? Todo dia você fazia questão de lembrar-me de como minha vida era um inferno e eu apenas um nerd sem individualidade.

E como você já esperava, eu desisti. Tenho certeza que ver o meu rosto no noticiário ou ouvir o meu nome pelas fofocas da cidade como “Deku, o garoto que trocou de lado” não te impressionou em nada, afinal foi você mesmo quem me disse que o único jeito de me tornar herói era, em palavras mais bonitas, “nascendo de novo”. Você nunca colocou fé em mim.

Eu fiz isso, Kacchan. Eu nasci de novo, literalmente. Acontece que para conseguir isso, eu precisei desistir do meu sonho de ser herói, então não se preocupe que minha individualidade incrível não será perigo para seu sonho de se tornar o herói número um. Pelo contrário, aproveita para brilhar agora, porque eu não só voltei, como também cobrarei vingança de todos que me fizeram chegar até aqui.

 

Aquela carta o preocupava não por Bakugo ter medo de Izuku, afinal de contas seu ego não permitia que isso fosse possível, o loiro só não sabia como e quando essa vingança viria. Já fazia 3 meses desde que recebeu a carta e depois disso nada aconteceu. Apesar de já ter pensado que o esverdeado desistiu de sua vingança ou apenas estava brincando consigo, Katsuki sabe que os vilões adoram atacar em locais importantes e, com certeza, Izuku iria querer acabar com a honra de Bakugo e por isso ele deveria atacar em um local público.

O loiro pensava que deveria ser o primeiro a ser atacado e seria o que sofreria mais já que pode ter sido a pessoa que mais fez o menor sofrer, mas o que ele não sabia era que aquela lista de vingança era extensa e as vinganças do esverdeado já estava em curso há muito tempo.

 

 

*

 

Mitsuki – ..... não deixa ele te chatear. Se ele começar a surtar é só sentar um tapa na cara dele que ele aqueta. - A mulher ditava as últimas instruções a Kirishima que já estava com tudo pronto para entrar no avião junto a Katsuki que se mantinha parado ao seu lado apenas soltando rosnados enquanto a mãe falava.

Ejiro – O-ok. - O ruivo diz ainda sem jeito. Não era surpresa para ele que Mitsuki era violenta com o filho, afinal foi dela que o loiro herdou o comportamento agressivo.

Mitsuki – Fiquem bem. - Ela dá um abraço em Kirishima. - Comporte-se. - E apenas um tapa na cabeça de Bakugo.

 

Ambos se põem a andar para dentro do avião com as pupilas vermelhas carmim do loiro fitando agressivamente o ruivo.

 

Ejiro – O que foi? - Pergunta incomodado e já temendo um surto de agressividade de Bakugo ali em público.

Katsuki – Você sabe que vai perder a mão se ousar levantá-la pra mim. - O loiro diz fazendo Kirishima parar no lugar e o encarar sério e de braços cruzados.

Ejiro – Deveria ter dito isso para a sua mãe, é ela quem te trata com agressividade desde que você nasceu, não eu. - Repreendeu-lhe com um olhar decepcionado. O comportamento de Mitsuki não era aprovado por Kirishima que por diversas vezes já tentou fazer com que o loiro a enfrentasse, sem sucesso claro. Não que Bakugo tivesse medo dela, apenas ainda era dependente financeiramente dela e ainda não podia mandar a mulher ir tomar no cu.

Ambos entram no avião e se sentam. O assento de Bakugo é da janela o que lhe dá o privilégio da vista maravilhosa da cidade e, mesmo apreciando a paisagem, o loiro se deixa levar em pensamentos.

O ano letivo acabara de terminar, o que significava que assim que voltassem a Tóquio teriam a formatura e logo já seriam heróis profissionais licenciados. Já tinha uma agência qual prometera ao loiro e ao ruivo, uma vaga, portanto dinheiro não seria mais problema. Finalmente poderia sair da casa de seus pais e morar sozinho, o que estava sendo um sonho realizado para Kirishima já que, segundo o ruivo, agora ambos poderiam expor sua relação e finalmente casar.

A ideia de casamento havia sido rejeitada pelo loiro, mas Ejiro contínua insistindo que eles deveriam morar juntos e terem uma família, coisa que Bakugo rejeita por se acharem muito jovens para tal compromisso. Essa ideia – considerada sem juízo pelo loiro – havia sido incitada por Kaminari que estava louco para ser cerimonialista do casamento. Bakugo até sugeriu – do seu modo casualmente agressivo – que o loiro menor se casasse com seu atual ficante, Hitoshi, e os deixassem em paz, mas a verdade era que Kaminari já havia proposto casamento para o arroxeado que também negou a ideia.

No momento, Denki estava tentando casar Sero e Mina que já haviam perdido a paciência com ele e a rosada até propôs matar ele com seu ácido, mas o namorado interviu apenas selando a boca do loiro com uma fita.

 

 

Ejiro – Ei! - A voz do ruivo chama a atenção de Bakugo. - Já chegamos. - Avisa fazendo o loiro sair do transe que estava e perceber que já haviam pousado na Ilha I e os passageiros já desciam do avião.

 

 

Ambos garotos caminhavam perdidos pelos corredores daquele enorme edifício. Bakugo gritava coisas desconexas com Kirishima que havia deixado o mapa no quarto. Aquela situação não era surpresa alguma para o loiro já que havia acontecido a mesma coisa no primeiro ano em que estiveram lá.

 

Katsuki – Eu tenho certeza que já passamos por aqui 3 vezes. - O loiro rosna indignado balançando a cabeça negativamente.

Ejiro – Espera, eu já disse que estou tentando me localizar.

Katsuki – Você disse isso há 7 minutos atrás. Nós vam.... - Bakugo interrompe sua fala ao direcionar seu olhar para uma das portas que tinha pelo grande corredor e ver alguns vultos passarem lá dentro.

Ejiro – Onde você vai? - Pergunta após ver o loiro caminhando para dentro da sala. - O caminho não é esse, Katsuki.

 

Bakugo não responde, apenas segue em silêncio até a sala escura. Procura um interruptor, mas não encontra. Dá uma boa olhada ao redor, porém é bastante difícil enxergar no escuro já que sua individualidade não é visão noturna.

Kirishima já estava pronto para arrastar o loiro para fora dali quando ambos escutaram um cochicho baixo:

 

“Apenas vá e faça!”

 

A voz vinha do outro canto da sala onde tinha uma janela que dava para o lado de fora do prédio. Em meio a escuridão, tudo que os garotos viram foi uma sombra pular para fora da janela e sumir na noite enquanto a outra continuou parada do lado de dentro os observando. Ao direcionarem seus olhares a sombra que estava parada em pé ao lado da janela os olhando, ambos perceberam que ela havia aberto um sorriso um tanto macabro enquanto os fitava com um olhar psicopata.

 

Ejiro – Você é um vilão? - O ruivo teve que perguntar após processar o que a sombra disse. - Se acha que vai estragar a convenção, está muito enganado.

Izuku – Convenção? - Aquela voz que o ruivo não conseguiu reconhecer, atingiu o loiro como uma facada. Era ele. - Ah não, meu querido. Meu motivo para estar aqui é outro. - Os olhos da sombra se transferiram de Ejiro para Katsuki que o encarava enraivecido. - Olá Kacchan!

 

Katsuki – Deku, seu nerd imbecil, eu vou te matar. - O suor acumulado nas mãos do garoto já formava miniexplosões.

 

Ejiro – M-midoriya? - O ruivo gela ao perceber que se tratava do esverdeado a quem os noticiários tanto falavam sobre.

 

Izuku – Oi Ejiro. - Deu enfase. - Eu sugiro que saia, minha vingança não te incluí. - O garoto caminha alguns passos mais a frente deixando finalmente seu corpo sobre o flash de luz que vinha do corredor e adentrava um pedaço da sala em que estavam.

 

Bakugo e Kirishima se assustaram ao perceber o estado corporal do garoto. Midoriya tinha alguns arranhões e hematomas pelo corpo que se deviam a algumas lutas quaisquer com outros vilões por ai. Havia uma cicatriz bem marcada no ombro direito que formava um símbolo que deveria ser de alguma gangue. Possuía um olhar bastante caído e possivelmente cansado. Suas pupilas verde-mar já não brilhavam mais tanto assim e, na sua mão esquerda, um canivete brincava entre seus dedos. Com certeza aquele não era o mesmo Izuku de 15 meses atrás.

 

Ejiro – Eu não vou a lugar algum. - O ruivo ativa sua individualidade enrijecendo seu corpo.

 

Izuku – Tudo bem. - Deu de ombros. - Fica. Provavelmente o Kacchan vai mesmo precisar da sua ajuda.

 

Acontece que o ego do loiro explosivo era igual ao ego do herói número 2, Bakugo não permitia ser chamado de fraco e Izuku sabia muito bem disso, o esverdeado havia arquitetado cada passo daquele plano.

 

Katsuki – Sai daqui Ejiro! - Gritou. Queria fazer aquilo sozinho e provar que não precisava da ajuda de ninguém.

Ejiro – M-mas....

Katsuki – Agora! - O loiro grita novamente, mas o ruivo permanece parado o encarando. - KIRISHIMA, SAIA DAQUI AGORA! - Bakugo grita já bastante alterado.

 

Percebendo o estado emocional do outro, o ruivo apenas corre dali a fim de chamar a segurança do local e pedir por ajuda de alguém.

 

Izuku observa a cena com um sorriso diabólico. Estava tudo saindo como planejado.

 

Katsuki – Eu vou fazer o que já deveria ter feito há muito tempo: te matar, seu desgraçado. Talvez se eu tivesse te matado antes, você não causasse esse tanto de problema atualmente.

 

Izuku – Se você se acha capaz disso. - O garoto guarda o canivete no bolço. - Então deixarei você dar o primeiro golpe.

 

E gritando seu famoso “SHINE”, o loiro se atira com tudo pra cima do esverdeado com uma explosão que acerta em cheio o chão já que, em menos de alguns milésimos, Izuku já havia desviado do loiro. Bakugo não o dá tempo para raciocinar e já parte para cima do esverdeado novamente com outra explosão que passa perto, porém também não atinge Izuku.

Izuku – Achei que depois de 3 anos de treinamento, você estaria mais preparado. - O menor o provoca.

Katsuki – Não é como se eu não esperasse por esses seus movimentos rápidos, afinal você não me desafiaria se não houvesse se preparado. - O loiro pula com um chute para cima do esverdeado que novamente desvia atingindo apenas umas caixas. - Porém, eu já sou quase um herói profissional, também me preparei por 3 anos para enfrentar vilões. - Ele para e lança um olhar desafiador para Izuku. - E é isso que estou fazendo agora, enfrentando um vilão, porque é apenas isso que você é, a merda de um vilão qualquer.

Aquelas palavras atingiram o menor como uma faca. Doeram mais do que se tivesse sido atacado com uma explosão. Izuku havia sonhado a vida inteira em se tornar um herói, em ser como o seu antigo ídolo, All Might. O garoto havia até herdado seu poder, o All For One, e agora olhando a situação em que havia chegado, percebeu que Bakugo estava certo, ele não passava de um vilão. Não era essa a intenção inicial do esverdeado, Izuku nunca quis de fato se tornar um vilão, só queria se livrar de toda dor que sentia, de todos que não se importavam o suficiente com ele, mas a vilania era como uma pista de mão única e voltar atrás era contra as leis de trânsito.

 

Em um segundo de distração, o menor sentiu uma das explosões do loiro o acertar com tanta força que o atirou do outro lado do corredor. Sua cabeça latejou ao perceber que perdeu o foco por alguns segundos e percebeu apenas o vulto do loiro se aproximando já preparado para outro ataque. Bakugo estava determinado em o matar, mas Izuku não havia esperado 15 meses por aquele momento, para morrer tão facilmente.

Levantou rapidamente do chão fazendo com que a explosão de Katsuki acertasse apenas uma parte de sua blusa de frio. Aproveitou o momento para entornar a perna no ar e descer um chute certeiro nas costelas do loiro que foi ao chão tentando recuperar o ar.

 

Izuku – Tudo bem, já chega de brincadeira. - O esverdeado, aproveitando os segundos que o maior gastava para se recuperar, retirou de sua cintura uma arma e do bolso direito um dardo que carregou na arma e mirou o loiro.

Bakugo sorriu em deboche ao perceber que o menor o apontava uma arma.

 

Katsuki – Se preparou por 15 meses pra me matar com um tiro? Precisou de um ano inteiro para aprender a atirar? - Bakugo caçoava do esverdeado que apenas franzia o cenho com cada palavra de deboche do outro.

Porém, Izuku logo se recompôs não deixando que o loiro manipulasse seu psicológico novamente, não poderia perder o foco de novo, aquela era sua única bala e ele não podia se dar ao luxo de errar.

 

Izuku – Você achou que eu iria lutar com você? Aah Kacchan, por favor tenha classe. Eu não gastei 15 meses planejando seu assassinato, afinal eu não quero matar você.... - O esverdeado para sua fala abrindo um sorriso macabro e o loiro resolve que não iria aguardar que ele a concluísse.

 

Bakugo ativa novamente sua individualidade se jogando para cima do menor que não espera ser atingido novamente pelo outro e apenas aperta o gatilho.

0,17 milésimos foi o tempo que o dardo gastou para sair do cano da arma e atingir o pescoço do loiro que só teve a reação de colocar a mão sobre a região onde o dardo atingiu antes de cair no chão. E apesar de ainda estar consciente, seu corpo não respondia mais seus comandos mentais.

 

O esverdeado se aproxima do corpo caído de Bakugo e o encara nos olhos. Possivelmente, Katsuki estaria fazendo uma cara de quem queria explodir o mundo inteiro de raiva, mas seu rosto também não respondia seus comandos mentais.

 

Izuku – Se aguardasse eu terminar saberia que minha intenção não era te matar. - Midoriya se agacha levando sua mão até o pescoço do maior e puxando o dardo de volta. - Vou pegar isso de volta. Talvez eu consiga recarregá-lo. - Diz logo em sequência ouvindo passos vindo correndo em sua direção e se lembrando de Ejiro que havia ido buscar ajuda. - Eu não vou ter balas para todos.

 

O menor se levanta e põe-se a andar em direção a janela, mas para assim que escuta alguns resmungos que Bakugo ainda conseguia emitir mesmo estando com o corpo paralisado.

 

Izuku – Não se preocupe Kacchan, vai saber o estrago que esse dardo é capaz de fazer em menos de 5 horas.

 

Bakugo não consegue vê-lo, mas sabe que ele se foi ao escutar apenas sua risada macabra se distanciando e sumindo janela afora, enquanto heróis chegam ao local para ajudá-lo. 



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