História Deku, o garoto que mudou de lado. - Capítulo 5


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Izuku Midoriya (Deku), Shouto Todoroki
Tags Bakushima, Bnha, Boku No Hero Academia, Ejiro Kirishima, Izuku Midoriya, Katsuki Bakugo, Kiribaku, Shoto Todoroki, Tododeku
Visualizações 116
Palavras 2.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O acontecimento desse capítulo ocorre no mesmo momento do acontecimento do capítulo anterior.

Capítulo 5 - Não queira ser a próxima.


 

Aquele lugar era chato, os heróis eram chatos, aquela ilha era chata, aquilo tudo era chato. A vida de Shoto estava um verdadeiro tédio nesses últimos 3 meses sem notícias de Izuku. O menor havia prometido ficar bem, mas isso não era suficiente, Shoto queria vê-lo, mas sabia que isso só seria possível se o esverdeado entrasse em contato consigo já que o bicolor não fazia ideia de onde o outro estava. Daria qualquer coisa para Izuku estar ali aquela ilha chata consigo.

Tenya – Todoroki, vamos! - Lida arrastava o bicolor pelo salão do evento cumprimentado os heróis que estavam ali naquela noite. Tenya, igualmente a Shoto, também havia conseguido ingressos para a convenção por fazer parte de uma família de heróis.

 

Orca - Jovem Todoroki! - Um homem bastante cortes os param. - Seu pai me disse que está se formando esse ano. - O bicolor revira os olhos com aquela afirmação. Seu pai, na tentativa de corrigir a imagem social do garoto após a imprensa divulgar seu envolvimento com Izuku, estava contando para todo mundo sobre ‘os maravilhosos feitos’ do filho. - Enjir disse que você vai trabalhar com ele na agência. Aproveite essa chance para aprender tudo com o herói número dois e provavelmente um dia será tão grande quanto ele.

 

Shoto – Credo. - O bicolor deixa escapar um resmungo após não conseguir mais revirar os olhos de tanto pavor do que ouvia.

 

Lida agradece o homem puxando Shoto para longe, mas não antes de dar-lhe um beliscão e um chamado pela atitude grosseira do bicolor.

 

Shoto – O Bakugo não ganhou o festival esportivo do último ano? Ele deve ter vindo a essa convenção com o Kirishima. - Shoto diz se lembrando do dia em que o loiro o atacou perguntando por Izuku. Depois daquele dia, Bakugo não tocou mais no assunto, porém ainda o encarava feio e por 5 vezes o bicolor jurou que estava sendo seguido pelo loiro que aparecia constantemente nos mesmos lugares que ele.

Tenya – E falando nele.... - Lida direciona seu olhar para a porta do salão lotado onde Kirishima acabava de adentrar correndo e aparentemente cansado. - Kirishima, está tudo bem? - Ambos se aproximam do ruivo.

 

Ejiro – E-eu pre-preciso de ajuda. - Tentava falar, mas a falta de ar era maior. - O Ba-bakugo e-ele.... está sendo atacado.

 

Ao passo de Kirishima conseguir finalizar a frase, as janelas e portas de todo salão foram lacradas e uma sirene começou a sonar pelo prédio.

 

“Caros convidados, a Ilha I está sobe ataque de alguns vilões. Por sorte, essa convenção abriga muitos heróis. Eu como diretor da Ilha estou dando carta branca para todos os heróis que encontrarem com vilões pela Ilha de atacá-los. O prédio está sendo fechado para que nenhum vilão possa escapar com alguma de nossas armas mortais que guardamos no cofre que acabou de ser explodido. Sem mais, peço para que mantenham a calma, o prédio já está sendo cercado e a situação está sobe controle.” - Uma voz no auto-falante tranquilizava os convidados – em sua maioria heróis – que ocupavam o salão.

 

Ejiro – N-não. Precisamos ajudar o Bakugo, ele está em perigo.

Tenya – Não tem como sair daqui, está tudo lacrado.

Shoto – Ali. - O bicolor aponta para uma passagem de ar na parede que dava para o corredor. - Podemos sair por ali.

Tenya – Não podemos sair sem a devida permissão. - A verdade é que Lida não gostava de descumprir regulamentos e isso não era segredo ´para ninguém.

Ejiro – M-mas o Bakugo está em perigo. O Deku vai o matar!

 

Apenas aquele simples apelido foi o suficiente para o coração de ambos garotos acelerarem. A chama de esperança de poder rever o esverdeado se reacendeu dentro do bicolor, ao contrário do coração de Lida que acelerou de medo mesmo. Não que Tenya acreditasse que o esverdeado fosse mesmo um vilão, mas não o via a mais de um ano e agora Kirishima dizia que ele não só havia reaparecido como também queria matar o loiro? O pior é que Lida sabia que isso era bastante passível de ser verdade.

 

Shoto correu em disparada em direção a passagem de ar sendo seguido pelo ruivo. Sem muito o que fazer, Lida os seguem. O bicolor retira a tampa de proteção e os três garotos saem em disparada pelo corredor.

O problema era que o prédio estava realmente sendo atacado por vilões e não demorou nem 1 minuto para os garotos serem atingidos por um raio que foi atirado por um dos vilões.

 

Vilão – Não deveriam estar dormindo a essa hora, crianças? - O homem diz em tom de deboche fitando diretamente os três.

 

Shoto levanta-se de uma vez e prepara um ataque de gelo mandando-o na direção do vilão, mas, antes que pudesse alcançá-lo, um róbor entra na frente do homem o protegendo e o ataque de gelo do bicolor atinge o abdômen de metal da máquina e apenas causa um amassado. O róbor tinha uns 3 metros de altura e parecia demasiadamente forte.

 

Vilão – Eu não vou gastar meu tempo com vocês, crianças. - O homem diz dando as costas aos três. - Mate-os. - Ordenou e o róbor os encarou com o olhar vermelho.

 

Em poucos segundo a máquina entrou um processo de mutação se dividindo em três pedaços. O róbor de 3 metros se dividiu em três robôs de 1 metro cada que partiram para cima dos garotos.

Shoto lança um ataque congelando o chão na tentativa de parar um dos robôs que o atacou, mas as rodas da máquina deslizavam bem sobre o gelo. O objeto de metal o lançou uma chama por uma das armas das mãos e o bicolor teve que pular alto para não sofrer uma queimadura de quinto grau. Shoto lança outro ataque que congela a arma, porém o róbor libera outra chama que destrói o gelo.

 

Lida ajunta toda velocidade acionando seus motores e com um chute acerta a lataria de metal da máquina. O róbor voa longe e bate contra a parede do corredor. Tenya abre um sorriso de satisfação ao ver que seu chute poderoso havia dado resultados, mas logo desfaz o sorriso quando tem que correr para desviar de um raio vindo do meio dos entulhos onde o róbor estava.

 

Kirishima protege seu rosto com sua individualidade ao receber um golpe pesado da mão metálica da máquina que continua deferindo uma sequência de golpes. O ruivo que não podia revidar com as mãos, visto que estava a proteger seu rosto dos ataques, chuta o róbor com a perna dura fazendo-o afastar-se de si, porém o róbor possuí a capa de metal revertida fortemente o que diminui os impactos dos socos e chutes de Kirishima.

 

Ejiro – Isso é inútil. É como se eu estivesse lutando com uma cópia minha! - Grita se aproximando de Lida que também tentava derrotar o outro róbor.

 

Logo uma névoa tomou conta do corredor. Shoto havia lançado um de seus melhores ataques congelando os três robôs simultaneamente. Porém, o ataque parecia não ser suficiente já que o gelo logo começou a tremer e quebrar.

 

Shoto – Vão! Eu seguro eles. - O bicolor ordenou enquanto esticava a mão esquerda. - Eu tenho um ataque que vai fritar eles, mas você precisam sair daqui, é muito forte. Eu os alcanço logo.

 

Antes que Lida pudesse retrucar, Kirishima o puxa pelo corredor afora. Enquanto isso, Shoto ativa a sua individualidade esquerda esquecendo de retirar seu terno e camisa.

 

“Merda” - Pensou após ver que a sua veste superior havia queimado por inteira revelando seu abdômen. Aquilo sempre aconteciam quando o bicolor usava o lado do fogo.

 

Esperou alguns segundo até que os robôs se liberassem completamente do gelo e lançou suas chamas sem dar-lhes tempo de contra-atacar.

 

Acontece que nestes 3 anos de treinamento, Shoto havia aprimorado não somente o lado direito, mas o esquerdo também, embora não o utilizasse com a mesma frequência. O bicolor gostava de usar o fogo para ataques surpresa como aquele que acabara de fazer que queimou os robôs quase que completamente – apenas quase.

 

Seus pensamentos logo voltaram para Izuku e ele se pôs a correr em direção a onde Kirishima havia ido com Lida. Porém, em menos de 20 passos, um disco acertou sua cabeça o fazendo ir ao chão. Ao levantar o olhar, percebeu ser um dos robôs que não foi destruído completamente pelo fogo.

A máquina levanta sua mão que na verdade era uma arma que também lançava fogo e mira no bicolor, mas antes que pudesse atirar, uma placa de metal a atinge fazendo com que o róbor voe longe em pedaços.

Direcionando seu olhar um pouco mais para o lado, Shoto enxerga Momo que o encarava com uma cara que ele não conseguiu decifrar.

 

Momo – Quer ajuda? - Ela estende a mão e o ajuda a levantar.

Shoto – Momo? - Pergunta ainda massageando o local onde o róbor o atingiu. - O que está fazendo aqui?

Momo – Meus pais são heróis. Eu venho todo ano.

Shoto – Não. O que está fazendo aqui fora?

Momo – Aaah... eu vi vocês saindo do salão, hesitei um pouco, mas resolvi segui-los. O Kirishima parecia bastante afobado.

 

Shoto não queria que a garota seguisse com ele. Se ela visse Izuku, com certeza chamaria outros heróis ou a polícia e aquilo não seria nada bom.

Mas antes que o garoto pudesse falar algo, outra barra de metal os atingiu na cabeça fazendo ambos desmaiarem.

 

 

 

 

Vilão – Você destruiu o meu róbor e isso não foi legal.

 

Shoto acorda com uma voz estridente em seu ouvido. Sua visão ainda turva tenta identificar o local, sem sucesso. A única coisa que o bicolor conseguiu perceber era que estava amarrado ao lado de Momo que ainda estava desmaiada.

 

Shoto – Momo, acorde! - Ele tenta utilizar uma das mãos que estava amarrada perto da cabeça da garota para acordá-la.

Vilão – Desista. Ela ainda ficará desacordada por no mínimo mais 5 minutos.

 

O bicolor viu que as correntes que amarravam suas mãos não eram tão fortes para aguentar o seu ataque de fogo, porém se fizesse aquele ataque ali, machucaria Momo. Suspirou pesado ao ver que teria que tentar destruir as correntes com chamas pequenas e controladas, aquilo demoraria muito e provavelmente o vilão perceberia..... Bom, isso se ele não houvesse começado a falar freneticamente achando que o bicolor estava prestando atenção no que dizia.

 

Vilão – Eu demorei um ano para criar aquele róbor e você o destruiu em minutos. Cada uma das minhas máquinas são uma obra-prima cada uma mais maravilhosa que a outra e você não tem o direito de as destruir dessa maneira. Claro que eu não esperava menos de um Todoroki, um herói ignorante da sua linhagem, com certeza, não deve saber como é nascer sem individualidade e ter que vencer na vida com o esforço próprio sem ajuda de nenhum poderzinho... - A fala do homem foi interrompida quando uma cascata de gelo o prendeu contra a parede.

Ao direcionar seu olhar para o bicolor, viu que Shoto não havia apenas se soltado como também soltou Momo que ainda estava desmaiada no chão.

 

Shoto – Ai! - O bicolor se aproxima do homem que o encarava enraivecido, porém com medo. - Nunca mais me compare com o meu pai.

 

O homem não responde, apenas solta um grito estridente que Shoto não entendeu o que era, mas logo entendeu o porquê, visto que mais cinco robôs se ativaram só com a fala do vilão. Eram iguais aos de antes e mesmo que o bicolor conseguisse destruí-los, aquilo não seria estratégico com Momo desacordada e vulnerável.

A primeira coisa que Shoto fez foi correr até a garota e – com muita dificuldade visto o tamanho e peso dela – a pegar no colo. Certamente não daria para lutar e proteger ela. Correu dali sendo seguido pelos robôs.

Entretanto, Momo era pesada e o bicolor não aguentou correr por muito tempo com a garota nos braços.

Após uma boa olhada em volta, concluiu que poderia a deixar em um canto – escondida – enquanto lutava com os robôs que vinham logo atrás. Colocou a garota atrás de três jarros de flores sintéticas que decoravam o local e posicionou-se a espera dos robôs.

Quatro robôs adentraram a sala e, apesar de não terem sentimentos, apenas assustaram com a presença do bicolor quando ele os surpreenderam por trás congelando-os ao chão e sem dar tempo para que se soltassem, lançou um ataque de fogo que os derreteram inteiramente.

Shoto se aproximou das máquinas e, por três vezes, contou-as notando que tinha apenas quatro robôs ali.

 

Momo – Nãaao! - O grito da garota fez o bicolor levar seu olhar até os jarros de flores e achar o róbor que faltava. A máquina aproveitou que Momo estava desacordada para tentar matá-la, mas a garota acordou enquanto a serra que saia da mão do róbor se aproximava de seu pescoço.

Um chute certeiro de Shoto fez a lata de metal voar longe. Ainda não convencido, o bicolor aproveita à distância de Momo para lançar suas chamas e derreter a lataria do róbor.

 

Shoto – Você está bem?

Momo – V-você me salvou. - A garota parecia assustada com o ato heroico do bicolor.

Shoto – Sim. - Respondeu um tanto confuso com a cara de susto de Momo.

Momo – Eu sempre soube que os boatos sobre você eram mentira. - Se levanta limpando sua roupa.

Shoto – Como? - Agora o bicolor que estava assustado.

Momo – Algumas pessoas do colégio diziam que você estava trabalhando com o Midoriya e que eram vilões infiltrados. Mas eu sempre soube que estavam errados, afinal você é o aluno mais forte, esperto e sábio da 3A. - A garota diz deixando Shoto boquiaberto mesmo que o mesmo ainda mantinha sua inexpressividade.

O bicolor não sabia se surtava de ódio dos colegas da escola por estarem espalhando aquele tipo de boato sobre ele e Izuku ou se corava pelo elogio que Momo o fez de forma tão simplória. Porém, não teve tempo de fazer nada já que a garota apenas o abraçou subitamente.

 

Momo – Obrigada!

 

E assim o bicolor assistiu Momo sumir pelo corredor, após uma voz informar que os vilões haviam sido capturados com sucesso e o prédio estava sendo reaberto.

 

 

E um pouco mais ao longe, de cima de uma das lajes de sustentação do teto do corredor, outra pessoa observava o bicolor. Outra pessoa observava toda aquela cena.

 

 

 

 

 

Izuku – Momo Yaoyorozu, não queira ser a próxima a entrar para a minha lista.



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