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História Delegacia de Konoha. - Capítulo 58


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Notas do Autor


Desculpe a demora minna! Espero que gostem. No arco que vem agr, vou separá-lo em sete, um para cada dia da semana deles na cidade natal da Kazuya. Talvez demore, pq estou escrevendo nos meu momentos livres, quando não tenho que estudar e tals. Hehe. Amos vcs!!!!

Capítulo 58 - Último dia na Pousada


Fanfic / Fanfiction Delegacia de Konoha. - Capítulo 58 - Último dia na Pousada

*Narrador on*

 

 

-Que sorte!- Falou Gai, lindando a testa molhada.

-Acho que não foi sorte, e sim planejamento.- Kakashi comentou, olhando para a garota.

-É sempre bom dar uma averiguada na região que você vai viajar, nunca se sabe.- Kazuya deu de ombros, e todos riram.

-Nossa, super normal isso!- Kotetsu não conseguia para de rir.

-Essa garota me assusta...-Yumi falou bem baixo, para ninguém ouvir.

Kazuya adentrou um pouco mais a gruta, era grande, e tinham muitos gravetos e folhas espalhados para todos os lados. Como Kurenai estava bem protegida, não se importou de demorar um pouco para entregar todas as toalhas que havia trazido.

Ela deu uma rodada, e começou a chutar tudo que via pela frente. A chance de ter alguma cobra peçonhenta ali, era enorme. Iria se certificar de que estava tudo seguro para eles se sentarem. Tobirama ficou a olhando, mesmo com aquela cara de ressaca, o mal humor, e todo o resto, ela era perfeita. Estava mesmo apaixonado, quem diria!

Assim que ela terminou tudo, colocou a mochila na frente de seu corpo, e começou a tirar as toalhas de dentro dela. Deu uma para cada um, na hora de entregar para seu Capitão, nem olhou para sua cara. Ficou procurando as que faltavam, e apenas deu desleixadamente em sua mão.

-Obrigado.- O albino falou, secando os fios brancos.

-Kazuya-chan está sempre prevenida!- Hashirama fez carinho na cabeça da menor, como forma de agradecimento.

-As vezes fico pensando, o que nós seríamos sem a Kazuya.- Yamato comentou, dando uma risada nasalada.

-Vocês provavelmente estariam pegando uma baita de uma chuva agora, seus otários.- A garota disse, rindo da cara dele.

Foi a primeira coisa que falaram o dia todo. Tenzou ficou contente com aquilo, e Tsukki também. Ambos não queriam deixar de serem amigos, seria ruim e solitário. Com um graveto grande e qualquer, Kazuya fez um círculo no chão. Ela faria uma fogueira, e eles poderiam sentar atrás da linha, onde era seguro para não se queimarem.

-Tá fazendo o que?- Perguntou Aoba.

-Você acha que só uma toalha vai fazer vocês ficarem livres de ter hipotermia?- Ela perguntou, como se aquilo fosse óbvio.- Vou fazer uma fogueira, podem sentar atrás da linha. Usem as toalhas para não sujar o rabo.

-Seja mais delicada, Kazuya.- Ibiki lhe deu sermão.

-Tá, desculpa Capitão Ibiki. Bunda, usem para não sujar a bunda, melhor assim?- Kazuya olhou para ele, esperando uma resposta. Apenas recebeu um balançar leve de cabeça.

Em cinco minutinhos, a fogueira estava pronta, e todos se aqueciam, sentados. Anko colocou a cabeça que latejava, no ombro de Iruka. Quase vomitou umas duas vezes em cima do pobre homem, coitado. Ninguém falava nada, apenas escutavam o som da chuva, e os raios. Foi aí que Kazuya teve uma ideia, pegou seu Ipod, que tinha MP3 e MP4, e deixou umas músicas tocando no máximo.

O que tocava era, “Heather” de Conan Gray.

 

“I still remembre, third of december, me in your sweater

You said it looked better on me than it did you

Only if you knew, how much I liked you

But I watch your eyes as she walks by

What a sight for sore eyes,

Brighter than a blue sky

She’s got you mesmerized while I die”

 

A música se misturava com o barulho da chuva, era muito bom ficar escutando. Lembranças se passavam pela mente de Hiruzen, quando ele e o pai de Kazuya trabalhavam. Mugaro era uma pessoa incrível, sempre otimista, mesmo nas piores situações. Ah, como Hiruzen sentia falta de seu amigo. E a filha, ela sentia muito mais saudades, afinal de contas, era seu pai, e não uma pessoa qualquer.

-Essa música me lembra a época da escola.- Comentou Shizune, com um sorriso triste no rosto.

-Pior que é verdade.- Kurenai falou.

-Essa música me lembra o meu pai.- Kazuya disse, olhando para o teto.- Fico me perguntando, como será que seria, se ele estivesse vivo...

-Por mais triste que isso seja -Todos olharam para Hiruzen.- Mortos não voltam á vida, essa é a mais pura realidade.

-Verdade...-Raido olhou para Kazuya.

Eles se conheciam desde que o mais velho entrara na delegacia. Os momentos com Mugaro-san sempre foram divertidos e animados. Todos de sua antiga delegacia, o conheciam, todos sentiam muita saudade.

-Lembram da primeira vez que conhecemos a Kazuya?- Aoba perguntou.

-Nossa, sim! Aquele dia foi muito engraçado, ela chutou s bolas do Capitão Ibiki e saiu correndo!- Anko dava gargalhadas.

-Ela o que?!- Perguntaram o pessoal da Delegacia de Konoha em uníssono.

-Odiei ela desde o primeiro momento.- Ibiki olhava para a Tsukki com um olhar mortal.

-Também te amo Capitão!- Kazuya fez um coração com as mãos, e mandou um beijo pra ele.

-O mais engraçado de tudo, foi que ela ficou correndo para todos os lados, gritando, como era mesmo?- Kotetsu tentou se lembrar da frase.

Kazuya se levanta bruscamente, e grita:

-ME PAI É O MELHOR POLICIAL DE TODOS!  QUEM ACHAR O CONTRA´RIO, PODE VIR BRIGAR COMIGO!

Ela retomou o fôlego, e se sentou. Todos estavam rindo, aquilo era mesmo a cara da Tsukki. Ficaram contando um monte de histórias sobre ela e seu pai, a maioria terminava em caos ou com alguém com as bolas chutadas.

A música havia acabado, e outra começava. Mesmo tendo uma tempestade do lado de fora, ali dentro, eles se esqueciam totalmente disso. Era a primeira vez no dia, em que Kazuya ficara normal, rindo dos outros, e de si mesma. Pode esquecer por um tempo, aquela mulher que havia dormido com seu Capitão. Seria tão bom se as coisas tivessem continuado assim.

-Me lembro que o Mugaro-san nos levou para a sua casa, e sua mãe fez yakisoba para todos nós.- Anko adorou aquele Yakisoba.

-Verdade, ele ficou se gabando toda hora que sua esposa era a melhor cozinheira do mundo.- Raido disse.

-A Kazuya também ficou se gabando da comida da mãe.- Izumo mostrou a língua para a garota, que fez o mesmo.

-A comida da Kaya sempre foi boa.- Hiruzen disse, se lembrando de cheiro bom que a cozinha dos Tsukki tinha na época.

-Estou vendo que alguém é apaixonado pela mãe dessa garota aqui.- Tsunade falou, atraindo a atenção de todos.

O pior, é que era verdade. Mugaro e Hiruzen se apaixonaram pela mesma mulher quando mais jovens, mas só um deles conseguiu a conquistar.

-Bom, era de se esperar, já que os três se conhecem desde o ensino médio.- Kazuya falou, já havia escutado aquela história milhares de vezes.- Eles sempre brigavam para tentar conquistar minha mãe, só que, no final, o meu pai que conseguiu roubar o coração dela.

-Foi uma boa época.- Sarutobi fazia carinho na cabeça dela.

-Deveria ser mesmo.- Comenta Tobirama, cruzando os braços e olhando para os dois.

-Como seu pai morreu?- Ido fez aquela pergunta, só para piorar o clima, e fingir que tinha pena.

Todos se calaram de repente. Kazuya olhou para ela, e depois para fora da gruta, a chuva continuava caindo fortemente, assim como ela havia deduzido. Voltou a olhar novamente para a arroxeada, passou a mão na atadura que seu Capitão fez, e com um sorriso, respondeu.

-Ele foi assassinado pelo meu ex-namorado.

-Nossa, seu ex?!- Ela fingiu surpresa.

-Hm, isso aconteceu quando eu tinha apenas 15 anos. Na época, eu fiquei com muita raiva, e prometi para mim mesma que iria vingá-lo.- Ela fez uma pausa e suspirou.- Quando descobri que meu namorado fazia parte de uma organização desconhecida, e que ele foi o responsável. Simplesmente surtei, fiquei muito mal. Mas, quando finalmente me vinguei, não senti nada de diferente.

-Nem mesmo satisfação?- Ela perguntou.

-Não, nada disso. Me senti mais mal ainda, pelo simples fato de que, os mortos, não voltam á vida.- Assim que ela terminou a frase, pode-se ouvir um trovão.

-Que susto!- Kotetsu se agarrou a Izumo, e os dois ficaram tremendo.

-Eh, que pena.- Um sorriso triste estava estampado em seus lábios, mas não era real. Ido pouco se lixava para a situação dos outros.

-Fazer o que né?- Kazuya coçou a cabeça.

Ficaram conversando por um bom tempo. Kazuya decidiu que voltaria a falar com Yamato, não queria perder a amizade dele. O ignorou quase o dia todo, pelo simples fato de estar pensando na sua situação amorosa.

Ela finalmente decidiu, que não se importava, não mesmo. Se Tobirama ficasse com outra pessoa, tudo bem. O mesmo aconteceu com Hiruzen no passado, e ele seguiu em frente, ela também deveria fazer o mesmo. Ficava feliz pelo fato de Tobirama estar feliz, isso já era prova de amor suficiente para ela.

Só que o albino não estava muito contente com isso. Ficar vendo aqueles dois conversando alegremente, e ter que aturar aquela chata, era a gota d’água. Queria contar para ela que não dormiram juntos, não fizeram nada juntos. Seu coração era apenas propriedade de Kazuya. Contaria assim que ficassem á sós.

-Será que ainda vai demorar muito?- Shizune estava cansada de esperar.

-Mais alguns minutos.- Disse a garota de olhos verdes e cabelos pretos.

-QUE SACO!- A corretora não aguentava mais.

-Hey.- Ido chamou o albino, enquanto os outros conversavam.- Falaram que ela é uma garota prodígio, um gênio. Isso é verdade? Porque não vi nada de impressionante até agora.

-Se quer mesmo saber, pergunte para ela.- Respondeu curto e grosso.

-Está bem então.- Ela sorriu travesso.

Seu plano era fazer a pequena tomar o maior mico possível, e depois, rir da cara dela. Yumi pensou que isso seria uma coisa fácil, mas ela estava totalmente enganada. Pobre coitada...

-Kazuya-chan!- Chamou a pequena de uma forma super fofa, e todos olharam para a arroxeada.

-Sim?

-Me falaram que você é um tipo de gênio, verdade?- Perguntou “curiosa”.

-Não querendo me gabar, mas sou sim.- Kazuya tinha um sorriso mínimo no rosto.

-Interessante, mas...- Ela olhou em volta, e depois olhou para a pequena novamente.- Você tem uma atitude tão boba, chega a ser até mesmo, idiota.

-...

-Não fale assim da Kazuya-chan, Ido!- Hashirama deu uma bronca.

-Mas é verdade, ué!

-A Kazuya-chan não é idiota...

-Tudo bem Hashirama-sama, não precisa me defender.

-Kazuya...

-Então você é mesmo idiota?- A lenha ia sendo posta cada vez mais na fogueira. Mas uma coisa que Ido havia esquecido era que, quanto mais perto do fogo, mas as chances de se queimar.

-Defina idiota para mim.- Tsukki colocou a mão no queixo e pensou.- I-DI-O-TA, pessoa tola, ignorante, estúpida, que carece de inteligência. Essa é a definição de idiota.

-Correto!- Ido bateu palmas.

-Exemplificando, é uma pessoa igualzinha a você.

-O que disse?- Ela perguntou, parando de bater palmas e com um pouco de raiva no olhar.

A policial se levantou, e ficou andando de um lado para o outro, sendo observada por todos. Pensou um pouco, e decidiu falar tudo que queria, tudo que havia descoberto desde que se olharam pela primeira vez.

-Você é uma pessoa idiota. Era uma modelo bela e bonita, mas não muito esperta. Parece que pouco se importava com as notas na escola, apenas com sua beleza e reputação.- Tsukki deu uma olhada para ela, era hilário!- Mas por conta de algum acidente, teve que desistir da carreira. Assim, sendo obrigada a recuperar todos os anos que havia perdido. Por conta do dinheiro que havia ganhado, conseguiu entrar para uma faculdade. Mas as decepções continuaram.

-Como vo-

- Seus pais se separaram, você perdeu o apoio dos seus “amigos”. Teve que se virar sozinha, o que acabou resultando em muitas desilusões amorosas por aí. Essas desilusões, te ferraram cada vez mais e mais, e você ganhou o apelido de “presa fácil” na faculdade.- Kazuya recuperou um pouco do fôlego, chegou perto da fogueira, e ficou andando ao redor dela, com os braços estendidos.- Pulando todo o resto, chegamos na simples conclusão de que, você é uma fracassada. Vive ao redor de pessoas populares, para não ser esquecida, fingi ter status, sabendo que está na merda. Usa uma máscara, e por baixo desse seu rostinho lindo de porcelana, existe um mostro, feio e fedido.- Ela para na frente de Ido, que a olhava com uma cara assustada.- Essa é a sua verdadeira essência. Então, não venha me chamar de “idiota”, sua idiota. Batalhei muito para chegar aqui, matei muita gente, então acho melhor você não mexer comigo. Com qualquer um de nós, porque, diferente de você, podemos parecer idiotas, mas na verdade, não precisamos nos esconder atrás de status nem nada disso.

-...

Todos ficaram calados, tentando conter os risos, mas não foi possível. Assim que um começou a gargalhar alto, os outros foram levados pelo embalo. Yumi estava completamente vermelha de raiva e vergonha. Quando Kazuya desviou o olhar do dela, e acabou olhando para Tobirama, percebeu que ele estava sorrindo, sorrindo muito. Aquilo fez seus olhos brilharem, e seu coração errar uma batida.

Ela desviou o olhar para fora da gruta, e percebeu que a chuva havia parado, e o sol parecei por de trás das nuvens.

-Olha, já podemos sair desse lugar. Vamos voltar?- Perguntou tomando a frente, com um sorriso triunfante no rosto.

 

 

*

 

 

Já estava de noite, todos bebiam e comemoravam, aproveitando as últimas horas na pousada. Yumi, depois de chegar na pousada, sumiu de vista. Simplesmente evaporou do nada, e isso deixou todos muito contentes.

Hashirama estava conversando com Kazuya e Madara. Eles falavam sobre a cidade natal da garota, perto das montanhas. Mal sabiam aqueles dois, que o Senju mais velho bolava um plano em sua cabeça, e o pior de tudo, foi que a ideia fora elaborada por sua esposa, Mito Uzumaki.

A ruiva era daquelas pessoas que não se consegue esconder absolutamente nada. E com Hashirama como marido, um fofoqueiro profissional, se tornava um pouco impossível. O plano dos dois, era descobrir exatamente que trem a pequena pegaria, quando e para onde. Tendo essas informações, eles poderiam botar seu plano em ação.

O moreno se levantou, tomando o resto de sua cerveja.

-Onde vai?- Perguntaram Madara e Kazuya em uníssono.

-Vou falar com o meu irmão, não quero deixá-lo sozinho.- Ele deu um sorriso, e foi a procura do mais novo.

Ficou procurando por alguns minutos, até finalmente achá-lo no deque, olhando para as montanhas. Parou ao seu lado, em silêncio. Era bom passar esse tempo junto dele, por muitos anos foram apenas só eles dois, e agora, pessoas se juntavam a eles. Pessoas importantes, que viraram família.

-Está um pouco frio.- Hashiram tentou fechar mais seu haori.

-Está mesmo.

-Para onde vai amanhã?

-Ainda não sei, talvez alguma cidade no interior que eu não conheça.- Coçou a cabeça.

-Posso te recomendar um lugar?

-Se não for me mandar para um lugar que eu possa morrer, pode.

-Vou fingir que não disse isso.- Tobirama deu uma risada nasalada. – Ouvi dizer, que tem um vilarejo perto das montanhas, aposto que ainda não foi para lá.- O moreno colocou a mão na cabeça do irmão, começando a fazer carinho.

-Qual o nome, e onde fica?

-Se chama Kanegasaki, no sul do país.

-Não fui muito para essa região.- Tobirama estava prestando bastante atenção.

-Tem uma história bem interessante, várias trilhas, essas coisas que gostamos.- Hashirama tinha um sorriso maroto no rosto.

-Parece ser um lugar legal. Vou dar uma pesquisada antes de ir dormir.

-Promete que vai para lá?- Apertou um pouco os fios brancos, e Tobirama sentiu isso.

-Prometo que vou dar uma olhada, pode ser?- Ele tirou a mão do irmão de sua cabeça, e o encarou.

-Vou confiar em você. Vamos entrar? Está frio demais aqui!- Como o moreno era friorento!

-Seu molenga.- Provocou o mais velho.

-Ei!

Tobirama ficou feliz por tirar um pouco o irmão do sério. Eles entraram e foram para onde os outros estavam. Daria uma olhada mesmo na cidade, parecia meio suspeito, mas nada que uma aventura de vez em quando.

 

*Narrador off*

 

Continua...



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