História Delicada - Capítulo 94


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Hentai, Romance, Saga
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Palavras 4.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 94 - Uma dose para esquecer


Fanfic / Fanfiction Delicada - Capítulo 94 - Uma dose para esquecer

[...] me dê forças para aguentar a pressão de Celine e a saudade de Gabe.  [...]

                                                                                          Gabe

Eu entrei em meu escritório depois de duas horas em uma interminável reunião. Aquele povo não parava de debater a mesma coisa, e nem percebiam isso, o assunto era o mesmo, mas usado em palavras diferentes, que cansativo. Por sorte já estava quase na hora de ir, e eu poderia deitar na minha cama e dormir, sentia falta da minha pequena ruiva para abraçar, beijar e dormir sentindo seu cheiro doce. Estava acostumado a acordar com uma avalanche de cachos ruivos revoltados, eles davam vida a colcha da cama e escondiam o rosto da dona, eu os afastava e era como uma nova descoberta, todas as manhãs, como se eu estivesse vendo seu rosto pela primeira vez. Era tão linda, e me fazia tanta falta, como se um pedaço de mim estivesse faltando. Eu liguei meu computador e entrei na rede social, depois na da Anna, adorava ver em seu status “relacionamento sério com Gabe Scott”, podia ser uma besteira para alguns, mas significava muito para mim.  Ela postou algumas fotos dentro do avião, no aeroporto, no ônibus e no hotel. Estava sempre acompanhada de suas amigas e de Luke, cara grudento. Apareceu em minhas notificações que Anna foi marcada em algumas fotos, eu cliquei, queria ver mais. Eram do seu ensaio, de diversas maneiras, sozinha, com todos juntos e infelizmente, com Luke, a carregando, junto do seu corpo, girando... Arg! Estava tocando muito. Baixei a página e havia um vídeo, e aquele tom alaranjado não me passou despercebido, era ela. Cliquei, e a vi conversando alguma coisa com aquele idiota, e parecia estar bravo. Ele foi para um lado e ela para outro. O vídeo foi dividido em varias partes, e todos mostravam minha princesa dançando, e o plebeu agarrando-a. No último vídeo eles estavam evidentemente esgotados, de repente ela saltou e Luke a carregou, mas parece que perdeu as forças e os dois caíram um em cima do outro. Ela ergueu a cabeça tocando o rosto dele e parecia preocupada, depois se jogou para o lado e ficaram se olhando:
- Ah! Eu queria ser a Anna agora, cair em cima desse gato, eles vivem grudados – A garota no vídeo disse, e então ele se encerra. Eu não tinha notado que estava apertando minha mão com força ate sentir minha carne quase se rasgando.
Então é isso, eles estavam conversando o tempo todo, ou como a garota disse, vivem grudados. Eu não acredito, eu sabia que esse infeliz ia se aproveitar para ficar mais perto dela, já que não estou lá para impedir qualquer avanço, o caminho está livre. Maldito Luke, maldito crítico, maldita viagem. Agora os dois ficarão uma semana de conversinha, tempo suficiente para se conhecerem mais a fundo. Então um pensamento terrível cruzou minha mente, e se Anna perceber que gosta mais do Luke do que de mim? E se ela se apaixonar por ele? Quando voltar pode terminar comigo para ficar com ele. Não, não, não, isso não vai acontecer, ela me ama, só a mim e já provou isso, me afirmou que preferia que eu estivesse ali, que estivéssemos juntos, isso, Anna me ama e não vai dar bola para esse encosto. Ela não pode. Desliguei o computador, não aguentava ver mais nada. Peguei minhas coisas e saí da sala pisando duro.
Eu pedi mais um copo de whisky, era o terceiro e mesmo em plena segunda feira o bar estava cheio de gente. Eu queria telefonar para o Ryan, pedir que viesse aqui escutar minhas dores e depois me levar para casa, pois não pretendo sair daqui sóbrio. Aquele vídeo não parava de rodar na minha cabeça, eu queria mais que tudo esquecer, mas não conseguia por mais que tentasse. Anna jamais me trairia, isso eu tenho certeza.


                                                                                              Lauren

Graças a Deus eu estava saindo daquele escritório, eu nunca trabalhei tanto em toda a minha vida como hoje, eu precisava espairecer, nublar um pouco meus pensamentos e não pensar em nada. Ahh! Gabe na minha cama ia ser tão perfeito agora. Eu segui para um bar no centro, era um lugar legal que costumava frequentar, conhecia o dono e quem trabalhava lá. Assim que entrei eu vi que estava um pouco cheio, mesmo em plena segunda. Eu me aproximei do balcão que estava quase vazio, e mais adiante uma pessoa me chamou atenção. Não, não podia ser ele. Eu cheguei mais perto e constatei que se tratava de Gabe. Eu não podia acreditar, ele estava aqui, e bebendo, e pelo visto já estava um pouco bêbado, pois nem notou minha presença:
- Gabe?
Ele virou a cabeça e me olhou, mas não esboçou nenhum sorriso, só estranheza:
- Lauren, o que faz aqui?
- O mesmo que você – Apontei para o copo em sua mão.
- Você veio apenas beber, eu vim para fazer meus pensamentos sumirem
- Novamente, estou aqui pelo mesmo motivo. Por que não sentamos em uma mesa?
- Não, eu estou bem aqui, não quero confusão
- Ué. E não terá, só estou te chamando para sentar em um lugar mais confortável – Ver Gabe um pouco alterado me deu uma ideia, eu poderia muito bem induzi-lo a ir para a cama comigo, estando bêbado mal terá controle sobre seu corpo, e lembro que na faculdade transamos quando ele estava assim, e foi incrível, se soltou muito mais. Essa era a minha chance, eu precisava apenas faze-lo beber um pouco mais.
Segurei seu braço e o puxei para a mesa ao lado. Ele caiu no banco como uma pedra e eu pedi uma bebida para nós dois:
- Então, o que você está fazendo aqui?
- Bebendo para esquecer
- O que?
- Que aquele dançarino idiota está com a Anna em Paris
- Como é? – Eu não acredito, a sonsa não está na cidade, e pelo o que vejo os dois não estão mais juntos, que maravilha – Você e a Anna terminaram? Ela te trocou por outro?
- Não, de jeito nenhum, não terminamos e ela não me trocou. Um crítico infeliz a viu dançando na apresentação de O quebra nozes e pediu que todos da companhia fossem se apresentar por duas noites em Paris... – O garçom interrompeu para deixar nossas bebidas, e suspirei frustrada pelo fato de não terem terminado. – O parceiro dela se acidentou e justamente aquele desgraçado foi chamado para substituir.
- E quem é esse cara? Um ex namorado dela?
- Não, eles são amigos, mas ele já a beijou, e fez isso na minha frente para me causar ciúme.
- O que? Não acredito
Ele entornou seu copo só de uma vez. Isso, continue assim. Pedi mais uma rodada:
- Estávamos brigados na época..., mas sei que ele gosta dela, e vai aproveitar que vão passar esses dias juntos lá, que raiva. Se eu soubesse que ele iria, eu teria ido junto.
- Você acha que os dois podem ficar juntos?
- Não, jamais, Anna me ama e já me provou isso
- Tem certeza? Eles estão na cidade romântica, e estão dançando juntos e você mesmo disse que já se beijaram, talvez esse tempo sozinhos faça com que surja algo – Dei de ombros e agradeci pela nova bebida deixada na nossa mesa.
- Não, ele pode ate tentar, mas ela jamais cederá, eu confio na Anna
- Hmm! Acredito, mas ninguém resiste a um lugar romântico e uma boa companhia
- Não, nada vai acontecer, ela me prometeu
- Gabe você mudou muito desde que começou a namorar com ela, está diferente, eu não reconheço mais nada do velho Gabe
- Eu mudei por ela... Anna era uma flor intocada, eu não podia suja-la com meu passado... Eu mudei porque a queria tanto quanto queria respirar, ela é tudo para mim.
Revirei os olhos, que coisa mais melosa:
- Mas você está tendo tanta preocupação, talvez isso não valha tanto a pena – Entreguei meu copo a ele, e virou de uma vez, ele estava cada vez mais fora órbita. – Nunca cogitou terminar com a Anna?
- Terminar?... Nunca... Impossível
- Ah! Por que não? Você era bem mais feliz antes dela chegar... Lembra quando aprontávamos todas na faculdade? Das nossas noites quentes, escapadas das aulas chatas, era bem mais divertido.
- Há! Há! Há! Era bem legal mesmo, eu lembro de muita coisa
- Então? Termine e volte a ser o Gabe que era.
- Não, aquilo ficou para trás, eu amo a Anna, não sei viver sem ela... Acha mesmo que eu ficaria assim por qualquer mulher?
- Exatamente, você nunca foi de beber tanto, Anna te faz mal, não é boa para você, se estivesse em seu lugar eu terminaria tudo e voltaria a minha boa vida de antes.
- Não, eu não quero, minha vida é a Anna, eu a amo, é a mulher da minha vida, eu vou me casar com ela e teremos lindos filhos ruivos – Ele sorriu e seus olhos estavam praticamente fechados. Deus do céu, casamento e filhos definitivamente não combinavam com Gabe. Essa mulher enfeitiçou ele.
Eu continuei dando bebida a ele pela hora seguinte, e em pouco tempo ficou sem o controle do próprio corpo, ria sem parar, e só falava da Anna, em o quanto é perfeita, como sua vida melhorou com sua chegada. Deus do céu, não aguentava mais escutar o nome dela, pensei que por estar bravo com o tal dançarino ia acabar descontando nela também, falaria um monte de coisa e eu ajudaria, mas não, ele fez o contrário de desdenhar, a colocou em um pedestal. Mas tudo bem, a noite ainda não tinha acabado:
- Vamos Gabe, você já bebeu demais, eu vou te levar para casa
- Não, não, por quê? Aqui tá tão bom... Há! Há! Há! Eu to me sentindo um adolescente de novo... Há! há! Eu adorei esse lugar, tudo gira, me sinto o centro do universo
- Não, é só a sua cabeça que ta girando. Vem – Eu deixei o dinheiro na mesa e me levantei. Peguei seu braço e depois de cair duas vezes no banco, consegui levanta-lo. – Cadê a chave do seu carro?
- Eu não sei, no carro?
- Aff – Coloquei a mão em seu bolso e a peguei.
- Eu não quero ir, estou me sentindo bem... Minha mãe está lá e vai brigar comigo.
- Você já é bem grandinho para beber, esqueça sua mãe – Com dificuldade eu o tirei do bar – Cadê seu carro?
- Em algum lugar que não lembro – Deu de ombros e começou a rir de novo.
- Por Deus Gabe, você tá muito bêbado
- Xii! Não conte a ninguém, nem a Anna, ela vai ficar brava, não gosta quando bebo demais.
- A Anna só te estraga, só pensa nela e não em você, termine com ela.
- Não, ela é o meu amorzinho
- Encontre outro – Apertei o botão para destravar seu carro, e o farol piscou do outro lado da rua. Ainda bem, ele pesa muito. – Vamos, seu carro está logo ali. – Atravessamos a rua, fomos para o outro lado e com cuidado o coloquei no banco do passageiro.
Durante o trajeto eu vi que Gabe cochilou varias vezes, e mesmo assim continuava chamando o nome daquela água de salsicha, e amaldiçoava o dançarino. Desse jeito vai ser difícil fazer Gabe olhar para mim, não para de falar o nome daquela bruxa. Parei em frente ao seu prédio e pedi ao porteiro para me ajudar a leva-lo para cima, entreguei a chave do carro para o outro rapaz levar para a garagem:
- A senhorita tem a chave? – O rapaz perguntou quando paramos de frente para a porta.
- Não. Gabe onde está sua chave?
- No bolso – Respondeu entre um soluço. Procurei em cada bolso ate encontrar – Eu dei outra para Anna.
O que? A sonsa tinha a chave do apartamento dele? Mas como isso é possível? Gabe odeia pessoas estranhas em seu apartamento. Arg! Não acredito. Abri a porta e subimos direto para o quarto dele. O joguei na cama como um peso morto e pude finalmente endireitar minhas costas. Esse homem pesa pra caramba. Eu acompanhei o rapaz ate a porta, e antes que saísse eu o chamei:
- A Anna costuma vir muito aqui?
- Sim, a senhorita Anna vem quase todos os dias, o senhor Scott permitiu seu acesso sem interrupções, e como ele mesmo disse, deu a cópia da chave a ela.
- Oh! E nenhuma outra pessoa pode subir?
- Não, o senhor Scott só permite que a senhorita Anna suba sem sua autorização, ele foi bem claro, qualquer outra pessoa deve ser anunciada e esperar sua autorização.
- Qualquer outra, menos a Anna.
- Sim, é a namorada do senhor Scott, e é uma pessoa muito gentil.
- Acredito – Sorri falsamente – Obrigada – Agradeci e fechei a porta. Ok! Ela tem a chave e pode subir sem pedir permissão, que merda, Gabe realmente estava de quatro por essa garota. Mas hoje ele seria todo meu. Olhei para a escada e subi correndo. – Gabe? – Abri a porta e o vi esparramado na cama. Me aproximei e vi que estava dormindo. Cutuquei para acorda-lo, mas não adiantou, tentei com mais força, mas nada – Não acredito, ele dormiu. Gabe, acorda – Subi na cama e cheguei perto do seu ouvido – Acorda, vamos reviver os nossos momentos da faculdade.
- Hmm – Ele gemeu, mas não abriu os olhos.
- Acorda – Cutuquei de novo.
- Anna... Minha Anna, que saudade... Anna
- Não, não é a Anna, é a Lauren, a Anna está com outro, se divertindo com o dançarino.
- Anna, eu te amo... Anna... Anna... Eu só amo você... – Ele virou o rosto e caiu em um sono profundo.
- Não, acorda Gabe – Bati em seu peito, mas nada aconteceu – Fala sério, ele apagou, que ódio. – Saí da cama e o escutei novamente sussurrando o nome dela. Maldição, nem bêbado ele consegue ser infiel a ela. Bufei com raiva, e saí do quarto batendo o pé. Ok! Ela ganhou dessa vez, mas da próxima Gabe não me escapa. Fui embora de seu apartamento tentar fazer o meu resto de noite valer a pena, e tinha um cara super interessante que conheci tem pouco tempo e está de olho em mim. Acho que chegou a hora de dar uma chance a ele, já que quem eu quero não consegue se manter acordado.   


                                                                                                             Anna

Naquele dia eu acordei com uma dor no peito, como se o pressentimento ruim que vivia sentindo resolvesse se transformar em pontadas de dor. Talvez eu estivesse assim por saber que hoje Sophia iria se despedir de Peter, e não estarei ao seu lado para consola-la, ou talvez porque estou morrendo de saudade de Gabe, cada pedacinho do meu ser está chamando por ele. Eu nunca pensei que pudesse sentir tanto a falta de alguém como sinto dele. Estou louca para voltar e correr para seus braços, ate lá o castigo terá sido suficiente, para ambos.
Estava para entrar no salão onde serviam o café da manhã quando Luke apareceu:
- Bom dia flor do dia – Falou esbanjando um radiante sorriso.
- Bom dia Luke. Dormiu bem?
- Sim, apesar das dores, tomei um banho gelado e melhorou.
- Eu fiz o contrário, tomei um belo banho quente. Foi relaxante –
Estiquei os braços para frente.
- Você diz que foi relaxante, mas estou vendo uma sombra de preocupação em seus olhos. Aconteceu alguma coisa? Você e Gabe brigaram de novo?
- Não, não, na verdade eu não sei o que aconteceu ou o que pode acontecer, só estou sentindo uma angustia terrível.
- Algum motivo em especial?
- Não sei dizer, pode ser por causa da Sophia, hoje o namorado dela vai embora, e mesmo tendo se preparado para isso, sei que vai sofrer.
- Oh! Eu entendo, mas por que ele vai embora?
- Conseguiu uma bolsa de estudos na Alemanha, era uma oportunidade única.
- Caramba, deve ter sido difícil para os dois
- Bastante. Eles concordaram em aproveitar os meses restantes, e no dia da partida encerrar o namoro, não iria adiantar ter um relacionamento a distância, não sobreviveria.
- Verdade, nenhuma relação, por mais bonita que seja, consegue resistir a distância, principalmente quando não tem a certeza de um possível retorno.  
- Exato –
Suspirei – Eu só queria estar com ela.
- Entendo, e sinto muito, parece que tudo resolveu acontecer de uma só vez.
- Nem me fale
- Anna, Luke –
Já íamos sentar em uma das mesas quando Celine nos chamou. Luke bufou e fechou a cara quando a viu, ele ainda não a perdoou por ontem, eu estava chateada, mas calma.
- O que? – Ele perguntou sem simpatia.
- Eu só queria me desculpar por ontem, tem razão, eu fiquei tão obcecada em fazer uma boa apresentação que acabei levando os dois ao extremo sem me importar. Eu me senti péssima e terrivelmente culpada, vocês estavam exaustos e tentaram me dizer isso, mas...
- Você ignorou –
Ele completou com irritação.
- Sim, e quero pedir desculpas e afirmar que isso não tornará a acontecer. Eu preciso dos meus dançarinos principais inteiros.
- Ainda bem que se deu conta disso – L
uke cruzou os braços, e eu toquei seu cotovelo.
- Nós aceitamos suas desculpas Celine, ficamos felizes por você ter se dado conta que agiu como uma tirana.
- Eu sei, e estou me sentindo péssima, prometo que hoje pegarei mais leve.

- Que bom, já estava arrependido por ter vindo – Luke outra vez respondeu, e apertei seu braço.
- Obrigada por entender Celine – Tentei amenizar. Ela deu um sorriso envergonhado e seguiu para uma das mesas. – Luke...
- Ah! Ela mereceu, me senti como um dos soldados de Hitler
- Calma, ela já se desculpou e tudo vai ficar bem. Vem, vamos tomar café. –
Nos sentamos junto dos outros.

Na hora do almoço quando demos uma pausa, eu fui para uma área afastada do palco, onde ninguém pudesse me ouvir e liguei para Gabe, mas não me atendeu, o que era muito estranho, pois prometeu que ficaria sempre com o celular na mão, e das outras vezes que liguei, em questão de segundos atendia. Será que aconteceu alguma coisa? Talvez seja isso o motivo dessa angustia. Não, não, eu não quero pensar nisso, nada aconteceu com ele, ou então alguém já teria me avisado. Tornei a ligar e novamente não me atendeu. Ele pode está em uma reunião, todo dia participa de várias. É isso, ele está em reunião e não pode me atender, mas assim que se desocupar vai me retornar. Suspirei, entrei em minha galeria e abri uma foto nossa, estamos abraçados e sorrindo alegremente:
- Que saudade – Dei zoom em seu rosto e acariciei seu contorno sobre a tela. – Espero que esteja tudo bem.


                                                                                         Gabe

Eu andava de um lado para o outro na sala de Ryan, e podia ver seu olhar pesando em mim, principalmente quando meu telefone tocou outra vez e o nome da Anna apareceu na tela, mas deixei cair na caixa postal:
- Gabe, isso é ridículo, você devia atender.
- Não posso, porque não sei o que dizer a ela
- Diz que você bebeu ate ficar bêbado e foi para casa
- Se esse fosse o único problema
- O que aconteceu? – Ele me olhou com inquisição. Eu havia dito a ele que tinha ido a um bar e fiquei completamente fora de mim, mas não disse que Lauren apareceu e me levou para casa. Não adiantaria esconder, ele vai tentar me arrancar a verdade, e seria mais fácil entregar de bandeja, seu conselho pode ser útil.
- Quando eu estava no bar, já tinha tomado algumas doses e então a Lauren apareceu
- Ah! Não acredito – Ele se jogou contra a cadeira – Só podia ser ela. Essa mulher te persegue.
- Eu não sei, mas ela apareceu e começamos a conversar, e confesso que não lembro nem da metade do que conversamos.
- Fala sério Gabe. Encher a cara só porque viu um vídeo da sua namorada caindo em cima de outro cara, que foi obviamente um acidente, foi uma atitude infantil.
- Pode ate ser, mas eu precisava espairecer
- E foi fazer isso justamente com a Lauren
- Eu não chamei a Lauren, nem sabia que a encontraria lá, se por um momento soubesse eu não teria ido.
- Hunf! E o que aconteceu depois?
- Soube pelo porteiro do meu prédio que ela me levou para o apartamento e me colocou na cama – Ele notou meu desconforto.
- Ah! Não, não, não, por favor, me diz que vocês não transaram, você não seria tão estúpido de fazer isso.
- Não, não transamos, eu acordei com a mesma roupa que estava usando ontem
- Graças a Deus – Ele respirou aliviado.
- Eu só lembro de algumas coisas, falamos muito sobre a Anna, e em o quanto eu mudei, também me falou varias vezes que eu deveria terminar com ela, que eu era mais feliz antes.
- Eu não acredito, é uma cobra mesmo, se aproveitou da sua vulnerabilidade.
- É, eu não concordei com nada do que dizia, mas só lembro disso
- E na sua casa? Não lembra se ela tentou algo?
- Não, nada. Acordei com uma baita dor de cabeça e uma ressaca.
- Imagino. Você devia ter me chamado, eu teria ido buscar você, teria te livrado daquela louca.
- Eu não quis te incomodar, sei que não gosta daqueles lugares
- Mas eu teria ido se tivesse me dito do que se tratava, você é meu amigo, e quero que conte comigo, eu já disse, mantenha a Lauren longe.
- Eu já falei, não sabia que ela estaria lá
- E agora te causou mais um problema, está evitando a Anna por isso.
- Eu só não sei o que dizer
- Olha, eu odeio mentiras, mas dessa vez é melhor você omitir esse pedaço, diga que você bebeu e alguém te levou para casa, pode dizer que fui eu, se ela me perguntar eu confirmo sua versão.
- Eu não sei...
- É melhor do que dizer a verdade e brigarem outra vez. Lauren está se metendo muito na relação dos dois.
- Tudo bem, você está certo, não direi que ela me levou para casa.
- Ótimo, vamos evitar essa confusão, pelo menos você não fez nada de mais e não há nada de sério que precise se preocupar.
- Hunf! – Sentei na cadeira em frente a sua mesa – Eu fiquei com tanto ciúme quando vi os dois no chão um em cima do outro, que não pensei direito, só queria esquecer.
- Gabe, foi um acidente, Luke se desequilibrou e os dois foram para o chão.
- Sim, sim, Anna me ligou ontem e disse que a professora pegou pesado, que estava dolorida.
- Viu só
- Mas ela não me disse sobre isso
- Pelo mesmo motivo que você não dirá sobre a Lauren, para não te chatear e ficar com ciúme por uma besteira.
Eu odiava quando Ryan acertava em cheio no cerne da questão, principalmente quando se tratava de mim. Esfreguei a mão em minha nuca e soltei um suspiro exasperado:
- Fique calmo, as coisas vão se resolver, apenas esqueça sobre ontem, nada aconteceu.
- Sim, só espero que a minha omissão funcione
- Vai funcionar
- Não vejo a hora de saber que ela está dentro do avião e voltando.
- Falta pouco tempo agora, aguente a saudade um pouco mais.
Mais fácil falar do que fazer, eu estava morrendo de saudade dela e me sentia um covarde por não atender suas ligações, mas não sabia o que dizer, eu queria contar que saí para beber, mas sei o quanto ela desaprova que eu vá beber sozinho, e perguntaria quem me levou para casa, e não queria dizer que foi a Lauren, havia prometido que ficaria o mais distante possível dela, e com certeza também não queria que soubesse disso tão longe, seria bem pior, se for para a dizer a verdade, então direi quando estiver aqui, em meus braços, será mais fácil contornar a situação. Mas Ryan estava certo, nada de mais aconteceu, nós bebemos e como uma boa amiga ela me levou para casa e depois foi embora. Só que Anna não compreenderia, então o melhor era deixar essa parte de fora. Qualquer coisa para deixar meu relacionamento estável, já tivemos muitas brigas, estava na hora de dar um jeito nisso.  

 

Continua...


Notas Finais


Hahahaha é tudo por hoje meus amores... E eu realmente nem sei o que comentar, só que a coisa ta começando a esquentar.
Deixarei o comentário para vocês!!! Podem esculachar ou defender, tá valendo!

Até o próximo capítulo! Bjss


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