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História Delicada como Girassol - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Muito obrigada por ler!!
Desculpa qualquer erro ortográfico..

Capítulo 5 - 5- Preciso de você.


Fanfic / Fanfiction Delicada como Girassol - Capítulo 5 - 5- Preciso de você.


Como assim era Gigi? Ele nunca nem me ligou desse jeito, fiquei meio parada ali sem ter reação, aquilo tava super estranho, Leo se aproximou de mim e tirou o celular do meu ouvido e tentou falar com a pessoa do outro lado da linha, mas acredito que tenha desligado.

-Quem era? Por que ficou assim? - Ele se aproximou e fez carinho no meu cabelo, eu acredito que seja melhor fingir agora.

-Nada, era um trote idiota - Ele me olhou desconfiado e guardou o celular com ele, não sei pra que toda a proteção.

Ele foi pra cozinha e eu sentei no sofá e lembrei de antes de ouvir a voz do Gigi, eu e Leo estávamos nos beijando. Me senti bem e excitada ao lembrar e fiquei distraída olhando pra baixo mordendo a unha devagar.

-Oiii - Leo chaqualhava a mão na minha frente e riu, acho que fiquei naquilo bastante tempo, ele me deu um prato com um lanche caseiro e me deu um Toddynho.

-Desculpa -

-Realmente foi bom - 

Fiquei com uma vergonha infernal e comi um pedaço e olhei pro lado, espero que ele esteja pensando em outra coisa, não sei como agir com ele sobre.

Terminei de comer e beber e fui pra cozinha, peguei dois potes e coloquei sorvete de caramelo e levei pra ele e o entreguei, comecei a comer o meu tentando não olhar pra ele a cada segundo.

Ficamos em um silêncio constrangedor comendo, me sinto muito intimidada perto dele, com ele, eu não o conhecia bem mas queria roubar ele completamente pra mim.

-Você namora aquela menina da festa? - Aquilo tava na minha cabeça a meses e queria realmente saber.

-Não, ela acha que sim e fica no meu pé como se fosse minha dona - Eu tava olhando pra ele quando ele se aproximou muito do meu rosto e tirou um pouco de sorvete do canto da minha boca - Relaxa, você é minha dona -.

Eu obviamente fiquei bem envergonhada e me ajeitei no sofá, por algum motivo ele era o único garoto que me tranquilizava e me dava confiança sobre o meu trauma com relação a tudo.

Eu quero muito conhecer ele melhor , mas ele parece não querer esse tipo de aproximação. Meu celular tocou e era o mesmo número, será que era o Gigi? Será que ele ia falar algo de novo?

Peguei meu celular e fui pro banheiro do andar de baixo e atendi.

-Alo? - Aquele silêncio igual da última ligação, só que ficou por muito tempo. -Alooo??? -

-Minha querida, vem me ver, eu viajei de longe e você não quer me ver, vem - 

-Onde você tá? Eu nem sei como é seu rosto pra te identificar -

-Vou estar na sorveteria perto do parque de Sakura, apareça em 20 minutos -

Antes que eu falasse algo ele desligou, respirei fundo e sai do banheiro, percebi o Leo falando com alguém no telefone e resolvi ir me trocar rápido, apenas coloquei uma blusa confortável, uma calça preta, o tênis e amarrei o cabelo.

Abri a janela do meu quarto e pulei daquela altura, doeu bastante mas eu precisava ver Gigi, ele era o único que me apoiava o tempo todo por anos.

Fui andando rápido, até que recebi uma ligação do Leo e não sabia o que fazer, eu tava fazendo muita merda, eu sei, mas definitivamente vou ver o Gigi, e quem sabe o que pode acontecer?

-Alo? -

-VENUS caralho, onde você tá?? -

-Eu tô indo ver o Gigi na sorveteria perto do parque de Sakura, nada vai acontecer comigo -

-Vênus que caralhos, você nem conhece ele Dir... - Eu desliguei, sabia que ele ia acabar chegando até mim e me impedindo se continuasse na ligação. 

Cheguei e olhei me volta, estava com medo obviamente, procurei ao redor e percebi um cara me encarando muito, eu o conhecia, era um dos amigos mais novos do namorado da minha mãe, mas não podia ser ele o Gigi.

-Vênus? - Eu ouvi a voz vindo atrás de mim, assim que me virei me deparei com um cara com cabelo bagunçado e roupas meio largadas mas de gangue, ele tava meio machucado, tinha olhos bem escuros e um sorriso estranho.

-Gigi? -

-Meu deus você é realmente muito pequena - Ele disse e me abraçou forte, eu retribui o abraço, mesmo eu achando ele total oposto do que imaginava ele era, eu ainda gostava muito de como ele me tratava.

-Vem, vou comprar sorvete pra gente - Ele foi e pediu e pagou, a gente sentou e começou a conversar e eu me sentia calma perto dele, comecei a me sentir lerda, e lerda e eu apaguei.

               Quebra de tempo.    

Eu acordei dentro de um carro, eu só ouvia vozes de fundo, minha visão ainda tava embaçada, dor de cabeça estava forte demais, eu fui colocar a mão na minha cabeça e percebi, eu tô amarrada.

Olhei em volta e percebi estar de noite, eu estava no meio de duas pessoas que ficavam se mechendo muito, até então lembrei que eu tinha me encontrada com Gigi e tinha aquele muleque estranho lá.. foi o Gigi que fez isso comigo?

Minha visão foi normalizando e percebi que Gigi estava do meu lado, quando o olhei ele sorriu pra mim e me puxou e deitou minha cabeça em seu peito, o que tá acontecendo? Por que tô amarrada?

-Gigi? O que tá acontecendo? Onde estamos? - Foi aí que notei o muleque da sorveteira do meu outro lado, minha mãe do lado do motorista, que era o namorado dela.

Puta merda, ela conseguiu o que queria, e o Gigi fez parte disso o tempo todo, por isso ele me apoiou esse tempo todo, pra conseguir minha confiança, babaca.

Eu comecei a chorar e Gigi riu e passou a mão na minha cabeça, eu mordi seu braço com força e ele ficou com raiva e então, eu senti um tapa muito forte no meu rosto, doia muito e ardia.

-Sua vadia de merda, essa merda vai ficar marca, sua vaca - Gigi não era assim, ele pegou um pano e tapou minha boca com força, eu só conseguia chorar e pensar no Leo, eu só pensava nele e em como eu gostava dele em tão pouco tempo.

-Agora você vai se comportar direitinho se não tu vai apanhar igual uma bandida - Ouvi minha mãe rir, sádica de merda.

O que eu faço? Leo nem deve saber onde eu estou, nem eu sei, aqui parece deserto. O carro foi entrando em uma estrada de terra no meio de muitas árvores, reparei um espantalho com alguns girassóis em volta dele, aquilo era um ponto de referência que eu não podia esquecer.

Até que chegamos em uma casa bem velha onde tinha mais alguns caras fumando sentados do lado de fora, parou o carro do lado de 2 motos roxas, o Gigi saiu e me pegou pelo braço e foi me puxando, parou na frente dos dois caras como se estivesse me exibindo.

-Essa é minha filha rapazes, gostosa como a mãe - Minha mãe disse parando do meu lado e me fez rodar como se mostrasse meu corpo a eles. Eu só quero que meu pai prenda eles e dêem sentença de morte pra esses bostas.

Gigi me puxou de novo pelo braço e foi me levando, entramos na casa e era simples e bagunçado, tinha garrafa de cerveja pra todo lado, ele foi subindo as escadas me segurando forte, chegamos no sótão da casa, ele abriu tirou o pano da minha boca e desamorrou meu braço, eu ia virar pra tentar fugir mas ele fechou a porta e do lado de dentro não tinha nem maçaneta.

Quando virei de novo percebi que tinha uma menina, criança, acredito que tinha 9 anos me olhando assustada, eu sentei no chão e me encolhi, eu estava vivendo um pesadelo.

Pov on: Leonardo 

-Me desculpa Jorge, ela saiu pela janela sem avisar na hora em que estava falando contigo pelo telefone, já procurei em todos os cantos. - Eu vacilei muito e agora ela tá a horas desaparecida, eu não consegui fazer o mínimo.

-Caralho, a gente precisa achar ela, antes que a mãe dela ache ou faça algo com ela - Ele estava nitidamente nervoso.

Eu e ele andava pra lá e pra cá, até que a equipe dele chamou ele pra procurar a filha dele, eu não iria ficar parado, eu fui culpado de não ter cuidado o suficiente dela.

Fui até André que estava na casa de Lua e não sabia de nada e acabei contando tudo, ele quase me bateu e Lua começou a fazer escândalo, eu os entendia muito bem, queria muito socar algo naquele momento mas preciso achar ela antes.

Resolvi ir na sorveteria de novo e quando cheguei o pai dela tava lá olhando as câmeras e me chamou, vimos ela com um cara que parecia de gangue e ela apagando e ele e um muleque ajudando ele a levar pra um carro preto.

Não dava pra ver a placa mas eu ia achar aquele carro o mais rápido possível, eu quero ela, preciso dela.

Até que Lua chegou na gente desesperada chorando, e nos mostrou uma foto que recebeu de um número desconhecido que parecia ser do tal Gigi.

A foto era a Vênus amarrada e amordaçada, ela estava chorando e parecia machucada no rosto e a roupa estava quase toda rasgada como se ela tivesse lutado com alguém.

Os policiais logo pegou o celular da Lua, pra tentarem rastrearem e achar evidências na foto que desse pista onde ela estava.

Eu saí dali e fiquei olhando em volta, percebi dois caras me encarando, eles estavam do lado de motos roxas, eles estavam estranhos então resolvi tirar foto escondido por precaução.

Até que recebi uma mensagem e era do celular da Vênus :

'Vee' : Preciso de você.

Puta merda era ela, como vou achar ela? Resolvi seguir aqueles caras, fui até o meu pai que estava com Jorge e peguei a chave da moto e sai atrás dos caras da moto roxa.

Mas eles me despistaram, eu realmente não sabia o que fazer eu precisava dela urgente, ela precisa estar bem.

Pov of:

Depois te ter conseguido mandar a mensagem pro Leo eu acabei derrubando ele no vaso e estragou, minha única chance, sai do banheiro e me levaram pro sótão e me tacaram no chão.

Fui pra um canto que tinha cobertor e me cobri e deitei, aquilo era frio, era muito solitário, tudo doía, era minha mãe, ela não precisava ser assim comigo.

Eu apenas peguei e tentei dormir, fiquei chorando o tempo todo.

                Quebra de tempo.    

Acordei com o muleque fechando a porta com força, ele tinha deixado um lanche pra mim e um pra garota com copos d'água, pelo menos comida eles davam, eu peguei e me ajeitei.

A menina sentou do meu lado e comeu devagar, fiquei a observando e ela parecia estar ali a muito tempo pelo Estado das roupas e pela sujeito do chão empoeirado nela.

-Você tá aqui a muito tempo? -

-Sim...- Ela falou com a voz trêmula, ela definitivamente precisa da minha ajuda e eu vou proteger ela.

-Eu estava em um parque, com minhas amigas, então me pegaram, eles falam que só não fizeram nada comigo ainda porque a chefe surgiu e mudou os plano - 

Aquilo me fez pensar, então provavelmente eram eles que estavam por trás dos desaparecimentos, e a chefe é minha mãe, que recentemente saiu da prisão.

O plano seria eu? Será que vão fazer algo tão horrível assim comigo? Espero que isso acabe logo.

             Quebra de tempo.    

Já havia se passado 4 dias desde que cheguei, as situações sempre são terríveis, mas pelo menos tenho a Ana pra conversar e me abraçar quando choro demais.

O Gigi entrou no quarto e foi até a Ana e falou algumas coisas que eu não conseguia ouvir, ele pegou ela pelo pulso e estava levando ela pra algum lugar enquanto ela relutava. Peguei ela e puxei, eu vou protegê-la.

-Ela não sai daqui - 

-Que foi? A vadia quer ir no lugar dela? -

-Sim - Eu obviamente ia me arrepender disso amargamente, mas ela tem muito pra viver e eu não vou permitir que eles estraguem a vida de mais uma menina.

Gigi riu e me pegou pelo braço muito forte, bateu a porta do sótão e trancou, foi me levando, descemos as escadas e entramos em um quarto onde eu acreditava ser o quarto dele.

Fedia a cigarro aquele lugar, ele me tacou na cama e foi tirando sua calça, eu já sabia sua intenção, eu fui pro canto e olhei pro lado, tinha uma garrafa de bebida ali, ele vacilou.

Quando ele ia me puxar eu peguei a garrafa e a quebrei na cabeça dele, ele caiu e riu, um dos caras entrou no quarto e me pegou pelos dois braços me prendendo, eu tentei chutar ele por trás mas nada dava certo.

-Sua vadia suja - Gigi levantou e pegou uma faca do seu bolso e levantou a minha camisa.

-Eu vou deixar minha marca agora - Eu fiquei balançando e ele se irritou e o cara me segurou enforcando, ele pegou e segurou uma parte da minha barriga e começou a tal da marca.

Ele fez um sinal de W e doeu pra caralho, ele riu quando terminou e me pegou, foi me levando pro sótão mas eu não conseguia andar, doía demais, eu sangrava muito e não tinha mais forcas.

Chegou no sótão ele me tacou no chão, e eu fiquei ali agonizando de dor, chorando e sangrando, Ana pegou o cobertor e me cubriu e pegou um dos pedaços de pano que tinha ali e me deu que deixei em cima do machucado pressionando.

Foi então que comecei a ouvir eles gritarem uns com os outros, ouvi barulho de tiros, ouvi sirene de fundo e estava quase desmaiando, foi quando vi a luz da porta sendo aberto e vi Leo. Acho que morri e fui pro céu, então eu apaguei.



Notas Finais


🌻💙


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