História Delicate - Capítulo 1


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Categorias Harry Styles, One Direction
Tags Harry Styles, Liana Liberato, Naiosecret, One Direction
Visualizações 464
Palavras 2.127
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


✛ Olá morcegos, sejam bem-vindos para mais uma estória minha!
✛ Delicate é um projeto que eu sempre quis publicar: história um pouco mais clichêzinha e colegial. Mas calma, prometo que não vai ser aquela água com açúcar que estamos cansados de ler. Apenas o enredo central é focado nas duas características mencionadas.
✛ O enredo, personagens originais e personalidade dos não-originais, me pertencem. Lembre-se, plágio é crime, né mores.
✛ Obrigada pela linda da @_Rebuscada por ter betado a fanfic (te vejo nos próximos capítulos ;)). E pela Samira, do American Edits que também betou o prólogo.
✛ Darei introdução à apenas alguns personagens principais neste capítulo, no próximo listo todos os que não foram citados neste aqui. Espero veemente que gostem!

✣ Harry Styles como ele mesmo.
✣ Liana Liberato como Hannah Lawford.
✣ Willa Fitzgerald como Lucille Duval.
✣ Emeraude Toubia como Dandara Cortez.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Prólogo - Paradoxo


Fanfic / Fanfiction Delicate - Capítulo 1 - Prólogo - Paradoxo

Era uma vez, alguns erros atrás
Eu estava na sua mira, você pegou a mim, você me encontrou.
Acho que você não ligava, e acho que gostei disso


✘✘✘

Inspirou profundamente olhando para os lados quando adentrara a casa. Era um sábado à noite e os veteranos haviam dado uma festa de boas-vindas, convidando a todos da escola, principalmente ao pessoal do terceiro e último ano.

A morena olhou para os lados, arrependendo-se no minuto seguinte de se deixar levar pela convicção das melhores amigas. Estava completamente fora da sua zona de conforto e aquilo não era algo que gostava ou costumava lidar facilmente. Deveria ter ficado em casa com seu moletom, calça de pijamas, rabo de cavalo e meias, definitivamente.

Ela não era uma antissocial ao todo, mas preferia ficar na sua. Quase sempre a convidavam para festas como essas, ainda mais por ser considerada a melhor amiga de Lucille Duval, uma das líderes de torcida principais.

Ela e Lucille são vizinhas, cresceram, estudaram e sempre fizeram de tudo juntas. Tinham até um pacto de amizade. Porém, quando foram para o ensino médio, Lucille decidiu candidatar-se para o grupo de líderes de torcida e conseguiu de imediato sua vaga. Havia até convidado Hannah para fazer parte, sabendo que não iriam poder andar juntas frequentemente caso esta não participasse, mas a morena nunca fora chegada nessas coisas, optando por não participar.

Aquela noite, quem havia a convencido de ir até a festa havia sido Lucille e Dandara. Dandara Cortez era uma amiga em comum de ambas, conhecia Hannah pelo clube de literatura e Lucille porque ela fazia parte do time de corrida da Norfolk High, com isso, as duas amigas sempre eram chamadas pelas festas dadas pela turma, convidando Hannah, que sempre recusava.

Elas afirmavam veemente que Hannah deveria tentar ir em pelo menos uma festa dos estudantes de Norfolk, já que estavam no último ano, e caso não gostasse, poderia ir embora desde que fosse após ás uma da manhã e nunca mais voltar para uma. Hannah aceitou o desafio.

E ali estava ela.

— Não acredito que você realmente veio! — Ouviu a exclamação animada de Lucille, a abraçando extasiada. Com certeza já deveria ter bebido. Hannah riu, surpresa e um pouco sem reação, abraçando sem jeito Lucille, logo que não esperava a demonstração de afeto.

— É, eu vim — Hannah levantou as sobrancelhas em afirmação.

— Venha, vou pegar uma bebida para você — balançou a mão, a chamando para segui-la. Todos por ali estavam com um copo colorido de plástico nas mãos. Contida, Hannah seguiu Lucille e uma amiga da mesma, outra líder de torcida, até o que julgou ser a cozinha.

— Onde está Dandara? — Hannah gritou por cima da música. Duval arrancou um copo vermelho da pilha e pegou a mangueira do barril de cerveja, girando a chave para abri-la.

— Está com Vicente — Lucille começou a encher o copo e virou rapidamente o rosto para Hannah, lhe lançando um olhar de segundas intenções. Hannah sorriu, balançando a cabeça para os lados. Luci fechou a chave e largou a mangueira, virando-se para Hannah.  — Como eu sou esquecida! — Bateu com a mão desocupada na própria testa. — Hannah, essa é Isobel, Isobel, esta é Hannah — movimento sua mão uma para a outra, conforme falava. Ambas sorriram em cumprimento. — Aqui está — estendeu o copo para Hannah, que pegou receosa dando um rápido sorriso em agradecimento.

Hannah olhou para os lados, percebendo alguns de seus colegas de classe, líderes de torcida e atletas. Todos ali estavam em um grupo de amigos, bebendo, dançando, rindo ou conversando.

Lucille e Isobel convidaram a morena para participar da roda de amigos que estavam fazendo com que a mesma, sem escapatória, aceitasse e as acompanhasse.

Hannah Lawford não havia inimizades, mas também não era próxima de todo mundo. Mais contida, todos a conheciam como a linda puritana geek da turma, era o sonho de muitos garotos por seu grande conhecimento na área fictícia, especializada em super-heróis, formada em quadrinhos, séries e filmes. Hannah não era antissocial, apenas apreciava mais a companhia de sua Netflix do que festas como aquela.

Lawford havia uma beleza excepcional. A morena havia rosto redondo, olhos pequenos azuis e cabelos lisos castanhos com algumas iluminações douradas, onde muitos confundiam, achando que era loira. Suas bochechas salientes lhe davam um ar juvenil e tinha a boca pequena, porém levemente carnuda. Era baixa, magra de cintura fina, seios pequenos e coxas grossas.

Ao se aproximar, pôde enxergar Dandara ao lado de Vicente. Ela olhava extremamente apaixonada pelo mesmo, seus olhos até brilhavam pelo capitão do time de futebol americano. Vicente Fitzgerald era um sonho para Dara que caía de amores pelo mesmo, porém, o Vicente era mulherengo, nunca assumindo nada sério com a mesma, apenas a fazendo sofrer por si.

Dandara parecia uma mulher latina. Cabelos negros ondulados extremamente longos que batiam em sua cintura fina, coxas grossas, seios grandes e era mais alta que Lucille e Hannah. Seus olhos eram grandes e castanhos e seus lábios carnudos. Hannah não se conformava, Dara havia uma beleza exorbitante, podendo ficar com quem que ela quisesse, mas ainda escolhia Fitzgerald no final do dia.

Lucille também era a personificação perfeita de líder de torcida. Loira, de olhos verdes, cabelos loiros ondulados médios e covinhas. Era magra, de seios pequenos e suas coxas não eram nem finas, nem grossas e de traseiro grande.

— Hannah Lawford em uma festa da Norfolk? — Vicente arqueou uma sobrancelha. Hannah revirou os olhos. Não que ele a desagradasse, até se simpatizava com o moreno, mas já estava esperando algum tipo de comentário daqueles e não estava a fim de debater.

— Fico feliz que tenha vindo — Dara sorriu levemente.

Haviam mais pessoas na roda, mas a verdade é que Hannah não estava muito a fim de ficar distribuindo sorrisos para todo mundo, não era como se todos fossem tratá-la igual Luce e Dara.

Hannah sorriu sem mostrar os dentes em resposta. Todos voltaram a conversar entre si e Dandara apoiou seu braço no ombro de Vicente enquanto ambos conversavam com seus amigos.

Distraída, a morena olhou para o copo vermelho em suas mãos e o balançou, vendo a bebida amarelada balançar de um lado para o outro, a espuma quase sumindo. Levou o copo até o nariz e fez uma careta ao sentir o cheiro. Definitivamente não iria ingerir aquilo.

— Pessoal — disse após um suspiro. — Preciso ir ao banheiro, já volto — anunciou.

Sem esperar qualquer resposta, virou as costas e saiu dali, andando pela casa desconhecida. Provavelmente era a casa de Adam Boe, um dos integrantes do time, ele havia cedido o ambiente para comemorarem o retorno das aulas que havia começado naquela quinta-feira.

Deixou o copo vermelho em cima de uma mesa que continha alguns vasos, mas também servia de porta-copos para os adolescentes frenéticos, e enxergou uma porta de vidro e madeira pintada de branca que dava acesso a um provável jardim.

A fechadura estava destrancada, então com as duas mãos, empurrou a porta para fora, forçando-a se abrir.

Haviam alguns copos por ali, mas parece que os que ocupavam aquela área da casa não permaneceram, deixando a área abandonada. Não era o jardim de fora da casa, mais como um quintal.

Aquela casa era enorme. Os cômodos frequentemente usados era a sala de estar que dava as portas para a área de lazer – que estava concentrada a maior parte de pessoas com piscina, DJ com sua caixa de som, garotas dançando de biquínis, atletas sem camisa, barris de cerveja e, provavelmente, drogas –, cozinha e, lógico, banheiro.

O quintal que se encontrava estava para uma parte mais a fundo da casa, onde muitos jovens não se preocupavam em ir, logo que o fluxo não passava nem perto dali. Andou pela grama esverdeada, olhando para as trepadeiras e flores. Aquilo estava bem decorado e arquitetado, realmente era tudo muito lindo.

Andando mais para frente, encontrou um coreto pequeno todo branco com rosas em volta de si. Havia uma pessoa ali dentro, apoiada sobre um dos suportes que sustentavam a estrutura, parecendo inerte aos seus próprios pensamentos, com uma pequena garrafinha de cerveja e olhando para a fonte que estava mais à frente.

Hannah adentrou ao coreto calmamente, pigarreando e atraindo a atenção do rapaz. Já que a pessoa estava completamente sozinha e agora havia companhia, achara certo alertar.

O mesmo virou-se a olhando. Ah, era mais um atleta. Seu nome era Harry Styles, havia sido seu parceiro durante um trabalho na aula de química uma vez. Ele tinha toda uma fama e pose de mulherengo e, com toda certeza, conseguiria conquistar o coração de qualquer uma que quisesse.

— Desculpe, não queria atrapalhar — Hannah deu um sorriso culposo e parou no meio do coreto.

Harry olhou-a pelo canto do olho e deu de ombros, levando a garrafinha aos lábios e voltando-se para a fonte novamente. Hannah caminhou e parou ao seu lado, colocando as mãos em uma base que parecia um parapeito.

— Por que não está com os outros? — Questionou, contemplando a fonte.

— Precisava de um tempo sozinho — respondeu com a voz rouca, talvez porque havia ficado muito tempo sem se comunicar verbalmente.

Harry Styles aparentava ser um príncipe encantado, mas também era uma espécie de garoto problema. Ele era atleta, mulherengo, bebia e fumava cigarro, nunca havia se relacionado assumidamente com ninguém e sempre se metia em brigas com o capitão do time de Norfolk High. Ele e Vicente não se davam bem.

— Entendo — murmurou.

— Eu te conheço? — Ele virou-se para ela franzindo o cenho e apoiou a garrafinha quase vazia em cima do parapeito.

— Deveria? — Arqueou uma sobrancelha virando-se para ele também. Harry juntou as sobrancelhas e reprimiu os lábios, encolhendo os ombros.

— Foi apenas uma pergunta.

— Não quis parecer grossa — repuxou os lábios em um sorriso esquisito. Ele deu de ombros, agora parecendo desinteressado na sua resposta. Hannah suspirou. — Fomos parceiros na aula de química uma vez. Você não ajudou em nada no trabalho, mas eu coloquei seu nome — olhou novamente para a fonte e sentiu o olhar de Styles em cima de si.

— Não precisava ter colocado — ele olhava para ela com um olhar de desculpa. A mesma deu de ombros novamente e o fitou de volta.

— Você me deve uma então — disse. Ele sorriu, capturando novamente a garrafinha e a virando nos lábios com um sorriso. Hannah sorriu de volta. — Meu nome é Hannah. Hannah Lawford.

— Harry Styles.

— Eu conheço você — desdenhou, o olhando de soslaio. Ele sorriu novamente.

— Então temos uma admiradora por aqui — arqueou as sobrancelhas convencido.

— Saí dessa — Hannah riu, balançando a cabeça.

Ambos voltaram a observar a fonte. Um silêncio instalando-se de repente no ar, entretanto, não era incômodo, o barulho da água caindo preenchia o ambiente.

Hannah pensou nas amigas. Será que Lucille e Dandara estariam procurando por si? Provavelmente não. Lucille deveria estar com algum outro cara qualquer ou do time de basquete ou de futebol, flertando demasiadamente, era o que mais gostava de fazer.

Além disso, precisava atentar-se no horário. Assim que batesse uma hora da manhã, partiria diretamente para sua casa para deitar-se em sua cama e envolver-se com seu cobertor quentinho.

— Mesmo que eu saiba do significado de privacidade, gostaria de compartilhar o porquê de ter se isolado? — Hannah colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha, o analisando calmamente.

Harry estalou a língua, balançando a cabeça negativamente. Não é como se houvesse um motivo que pudesse ser explícito em palavras. Quer dizer, ele tinha consciência de toda a superficialidade do ambiente em que vivia e, sempre que possível, procurava distância desse mundo.

— Uma vez eu ouvi um paradoxo — começou. Hannah franziu o cenho, estranhando o rumo da conversa. — Quando você tenta chegar de um ponto A até o ponto B, você pensa que irá percorrer apenas este caminho. Mas se você andar até a metade entre esses dois pontos, logo você estará na metade da metade, e por aí sucessivamente — começou a gesticular enquanto falava. Hannah parecia pensativa. Por mais que fizesse sentido o paradoxo, não fazia sentido ele tê-lo mencionado naquela conversa. — Eu gosto de argumentar contra paradoxos — ele sorriu, olhando para baixo. — Qual sua opinião contrária sobre isso? — A fitou.

Que Hannah era inteligente, aquilo não restava dúvidas, mas o problema seria começar a argumentar. Se tornaria um debate inacabável porque é exatamente esse efeito que paradoxos causam.

Com um suspiro, respondeu:

— Se você enxergar por outro lado, talvez o caminho percorrido de um ponto A até o ponto B será apenas o começo do trajeto que terá que fazer. Se você precisar chegar a um ponto E, por exemplo, precisará passar pelo A, B, C e D. Então fica sobre sua escolha se enxerga o trajeto A e B pela metade ou como o começo — deu de ombros. Styles sorriu.

— Gostei de você, Lawford.


Notas Finais


✛ Teaser feito por mim: https://www.youtube.com/watch?v=UdSf9ab3AYs
Estou atrás de alguém que possa fazer algum melhor em breve. Caso conheçam alguém, por favor, me informem!

✣ Vocês podem me encontrar aqui também: https://www.spiritfanfiction.com/historia/mon-espoir-10061868

✛ Preciso que me digam, o que acharam da fanfic, gostaram? Sejam bem-vindos!
✛ Caso queiram entrar em contato comigo, podem me procurar por MP ou nas menções, adorarei conversar com todos vocês.
✛ Não tenham medo de comentar as opiniões de vocês, isso me incentiva e muito. É um privilégio poder estar ciente da opinião de vocês!


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