História Deliciosa Diversão - Capítulo 1


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Categorias Uma Rosa com Amor
Visualizações 38
Palavras 960
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo 1


   Muito agitado, sentado em sua cadeira de rodas, Claude Antoine Geraldy, atravessou o corredor de tacos de madeira e tocou a campainha do porteiro.
   – Se aparecer alguém mais para ser entrevistado hoje, diga que contraí malária, tudo bem? Estou cansado de lidar com mulheres bajuladoras, convencidas de que podem resolver os meus problemas num toque de mágica, como se fossem a fada madrinha da Cinderela. E também estou cansado dessas que me olham como se eu fosse um valioso presente de Natal!
   – Mas… sr. Geraldy, a próxima candidata já chegou… O senhor realmente acha que contraiu malária? Se for verdade, não deveria estar no hospital?
   O porteiro do prédio de Claude, um francês com os pés no chão chamado Jean, parecia compreensivelmente perturbado. Deixando escapar um suspiro de frustração, Claude passou os dedos pelo cabelo liso, que estava precisando de um bom corte, e murmurou um xingamento.
   – Claro que não estou com malária.
   Eu acabei de voltar de Aspen, no Colorado, não da Amazônia! 
   – Ele voltou a si, perguntando: 
   – Como assim a próxima candidata já chegou?
   Impaciente, folheando um caderno que tinha no colo, ele não conseguiu evitar um novo xingamento ao saber que a agência enviara outra pessoa para vê-lo.
   Uma mulher chamada Serafina Rosa Petroni.
   Que Deus o livrasse de mais uma louca desamparada em busca de uma chance de ser sua “cuidadora”, com a possibilidade de ganhar um dinheiro extra escrevendo um livro sobre a experiência quando ele voltasse a caminhar.
   – Ela chegou cedo e está esperando pelo senhor.
   – Diga à srta. Pedras, ou seja lá como se chame, que estou muito cansado para receber candidatas hoje. Peça que volte amanhã.
   – Se possível, eu gostaria de conversar com o senhor agora. Foi isso o que combinamos. Além do mais, eu não poderia voltar amanhã.
   Claude foi pego de surpresa por aquela voz feminina, com tom decidido.
   – E por que não poderia? – grunhiu ele. 
   – Você está procurando um emprego ou não?
O mau humor de Claude era cada vez mais agudo. Aquela mulher não o levara a sério quando ele disse estar muito cansado.
   – Eu não teria procurado a agência caso não estivesse em busca de um emprego, sr. Geraldy. Aliás, o meu nome é Petroni.
   – Mas por que você não pode voltar amanhã?
   Ao dizer tais palavras, os pelos da nuca de Claude ficaram eriçados.
   Ele não estava gostando daquela mulher, e nem a vira ainda.
   – Eu tenho outra entrevista, em Barcelona. Viajarei para a Espanha amanhã. É por isso que gostaria de fazer a nossa entrevista ainda hoje.
   Aquela resposta franca o deixou ligeiramente sem reação. Claude não gostou nada de saber que ela marcara outra entrevista sem sequer vê-lo antes. Com quem ela pensava estar brincando? Sem dúvida, a agência deveria ter avisado que era… ou melhor, que sob tais circunstâncias ele deveria ser considerado uma prioridade.
   – O que você vai fazer na Espanha? – perguntou Claude sem pensar duas vezes ou preocupar-se com o tom rude e nada razoável.
   Seguiu-se uma breve pausa, mas ela logo respondeu, mantendo o tom decidido:
   – Eu sempre corro atrás de trabalhos, sr. Geraldy. Nós não atuamos só em Paris. A agência nos envia por toda a Europa. E então, vamos conversar ou não?
Sentindo-se em combate, principalmente pela dor pulsante em sua perna, Claude respondeu:
   – Temos dez minutos, sra. Petroni. Dez minutos são o tempo necessário para que eu decida se você é ou não a pessoa adequada ao posto.
Quando terminarem os dez minutos, você saberá se deve ou não viajar a Barcelona. Pode subir.
   – Obrigada. Agradeço a sua consideração. Mas saiba, sr. Geraldy, que eu costumo decidir bem rápido se quero ou não trabalhar para uma pessoa.
   Tudo bem… tenho certeza que chegaremos rapidamente a uma conclusão.
   Ela não deixava a bola cair, mantendo a conversa no mesmo nível que ele. Para Claude, era como se ela tomasse o controle da situação, e não ele. E isso não seria nada bom para a entrevista.
   Maldito acidente! Ele mal acreditava que aceitara o convite para participar daquele estúpido torneio de esqui com Beto, seu ex-sócio. Se não tivesse sido guiado pelo orgulho, não estaria naquela intolerável posição… recuperando-se de uma dura operação de reconstrução do fêmur, que fora terrivelmente atingido no acidente.
   Se não estivesse sentindo tanta dor quando os paramédicos o puseram na maca, teria dado uma olhada para ver se o que Beto gritara, parecendo preocupado, na frente de todo mundo ali reunido, era verdadeiro. Claude duvidava, e muito, que fosse verdade. Ele poderia imaginar o homem que sempre fora seu rival descrevendo a cena aos amigos e comentando: Quando um dos grandes tropeça…
   De uma coisa, ele não duvidava: não passaria o resto de sua vida sofrendo por conta de um maldito acidente.
   Sentindo muita dor, ele digitou a senha que abria a porta da sua casa, depois mudou a cadeira de direção, deixando que a irritante srta. Petroni, entrasse no apartamento para ser entrevistada. A verdade é que ele estava decidido a odiá-la.
   Ao ver aquele cabelo castanho glorioso, que chegava à altura do traseiro, ele não ficou surpreso. Os morenos costumam ser irascíveis e teimosos. E aquela morena, em particular, tinha todo o jeito de uma princesinha mimada. Claude já percebera que se tratava de uma mulher decidida, que sabia o que queria e que não tinha medo de dizer a verdade. Tal impressão foi acentuada por conta do vestido verde de lã e do casaco quase militar que ela vestia. Aquela mulher devia escolher as roupas por questões de praticidade, não por ditaduras da moda. O vestido poderia ter sido comprado numa loja de segunda mão.
   No entanto, a meia calça cor de cereja,que ela combinara muito bem com uns sapatos baixos marrons, eram intrigantes, e obrigaram Claude a repensar tudo aquilo.



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