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História Délire - Capítulo 1


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Notas do Autor


espero que gostem ♡

Capítulo 1 - Nuit sombre et vin


Noite escura e vinho 


A fumaça do cigarro descansado no cinzeiro se espalhava em meio ao ar frio. Naquela noite, Baekhyun desfrutava da solidão e de um bom vinho tinto, que em sua humilde opinião, era muito melhor do que qualquer companhia. Seus resmungos baixos eram os únicos sons que se poderia ouvir. Gaspar - seu gato e companheiro de noites como aquela -, estava debruçado sobre o tapete felpudo, enquanto ronronava e assistia seu dono.

Os dedos longos, finos e delicados seguravam com bastante precisão o pincel. O mesmo dançava graciosamente, fazendo movimentos leves, enquanto a tinta ocupava espaço na tela. Tomando mais um gole e com a cabeça cheia, Byun se afastou frustrado do tripé e sentou-se em sua poltrona. Por que? Por que deixou-se afogar naquele mar de insegurança e medo? Já passara semanas que não terminava uma pintura e isso estava lhe dando um grande prejuízo, até porquê, contas não se pagam sozinhas. Bom, parece que a grande estrela havia encontrado pedras em seu caminho.

Por um momento, pensou em reconsiderar o que sua mãe havia dito quando resolveu sair de sua cidade natal: "Ninguém compra quadros, meu filho". Suspirou pesadamente e foi de encontro a sacada. Não deu a mínima para sua vestimenta - um robe de seda mal amarrado e por dentro apenas sua roupa íntima -. Ele acreditava que era o único acordado naquele momento. Apoiou-se nas grades brancas ainda com sua taça em mãos e passou a observar o céu estrelado. Ele era o que podemos chamar de "péssimo ser humano" mas não aceitava que o universo tinha destinado esse tipo castigo. Era agoniante ver todo seu esforço desmoronar diante de seus olhos e não poder fazer absolutamente nada. Todo seu esforço não parecia valer a pena. Preparava-se para entrar e embebedar-se tanto com o álcool e com suas lágrimas, mas notas de um violino o fizeram parar. Baekhyun não havia percebido que um homem assim como ele, estava no prédio ao lado, tocando despreocupadamente seu instrumento.

Apesar da expressão fechada, Chanyeol era um homem apaixonado. Amava a vida, amava como as luzes dos potes faziam um lindo contrate na escuridão e, acima de tudo, amava a música. Seu coração aquecia-se ao saber que poderia mudar vidas com algumas notas e por isso, dedicava-se a ela. Mas, os dois tinham uma coisa em comum: estavam acordados devido aos fracassos recentes, mas diferentemente de Baekhyun, Chanyeol não deixava-se abalar por alguns "nãos".

O pintor ao virar em direção a outra sacada, perdeu-se na beleza do homem. Alto, forte, trajando cores escuras e em seu próprio planeta. Byun havia encontrado a mais bela obra de arte já feita pelo homem. Os grossos dedos pareciam dançar pelas cordas mas não como os seus, que eram suaves e tentando a todo custo não errar em alguma coloração. Não. O homem pressionava com imensa vontade e satisfação. Habilidosos, os dígitos viajavam de uma corda para a outra. Olhos fechados apreciando o que o mesmo produzia e lábios entreabertos, respirando calmamente. Apoiando um de seus braços no para-peito, um de seus dedos rodeava onde colocara a boca na taça e deixou-se levar pela calmaria que o homem produzia. Não sabia quanto tempo ficaram ali e isso não importava para ambos. Baekhyun não o conhecia, não sabia sobre ele, mas queria muito descobrir o que aquelas mãos másculas eram capazes de fazer.

Quando a música acabou, Chanyeol finalmente percebeu a presença de outra pessoa. Quem era? Será que o ouviu e se ouviu, será que havia gostado?

Baekhyun endireitou sua postura e levantou o copo para cima como forma de saudação.

- Noite difícil?

- Digamos que sim - Dessa vez, foi Park quem apoiou-se com um dos braços.

- Entendo. A propósito, adorei a música e o senhor toca muito bem - Baekhyun era gentil quando queria.

- Muito obrigado, mas gostaria que me chamasse pelo meu nome. Chanyeol, Park Chanyeol. - "Galanteadorzinho barato" pensou Byun.

- Como quiser. Sou Byun Baekhyun, é um prazer conhece-lo. - um sorrisinho ladino cresceu em seus lábios, o que chamou atenção do mais alto. Baekhyun não poderia se importar menos com sua nudez. Já tinha percebido que o homem o encarava e isso o atiçava.

Não o entenda mal. O loiro estava a semanas sem uma boa transa, estresse o dominava e estava sendo comido pelos grandes olhos de um homem extremamente gostoso. Com Chanyeol não era diferente. Poderia sentir a tensão sexual pairando e isso o deixava cada vez mais interessado.

- Está com insônia, Park? - a voz aveludada se pronunciou novamente.

- Sim. Acho que essa noite não está sendo muito feliz para mim. - sorriu ironicamente

Baekhyun deu o último gole na bebida. O vento gelado bagunçou seus fios claros e foi como se o mesmo tivesse levado todos seus pensamentos negativos e tristezas, deixando apenas a vontade de conhecer mais aquele rapaz que não conseguia tirar os olhos.

- Interessante. O que te faria feliz? - Como um felino, Byun movimentou-se pelo local a espera de uma resposta que não tardou a chegar.

- Um emprego, estabilidade financeira e relaxar.

- E o que seria relaxar pra você? - Baekhyun não controlava a língua e não seria agora que começaria. Havia pego o mais novo e sabia disso.

Chanyeol não era e nunca foi um santo. Seu rosto que, muitas vezes, demonstrava uma áurea angelical e simpática, estava bem longe de ser verdade. Sua mente era um verdadeiro caos, mas prefira exalar a bondade que ainda lhe restava. Muitas coisas foram tiradas de si, como seus pais, amigos, dignidade e até mesmo seu cacto preferido que fora esmagado na manhã daquele mesmo dia. A questão não é julga-los, e sim compreender seu passado. Eles tinham mais em comum do que poderiam imaginar.

- Tá' querendo disser algo? - Com o violino repousado na pequena cadeira no canto, o mais alto estava cara a cara com Baekhyun. E o citado, dera uma risada fraca, olhando para o lado contrário.

- Está tão na cara assim? - Voltando a olha-lo, os olhos brilhando em excitação, sua língua percorreu suavemente seus lábios, os umedecendo e tornando a ganhar atenção de Chanyeol.

A destra foi em direção aos fios loiros na intenção de arruma-los. Park sentindo a macieis, desceu a mão para o rosto do homem de estatura baixa. Baekhyun já sabia o que viria a seguir e, por isso, permitiu fechar os olhos e esperar. Chanyeol não conseguiria se conter. Ficando mais próximo, fez um breve caminho no pescoço alvo. Seu nariz inalou o aroma doce que Baekhyun exalava. A temperatura aumentava a cada suspiro que o Byun deixava escapar. Ainda de olhos fechados, ouviu um risada anasalada.

- Não sabia que se entregava tão facilmente e ainda por cima para estranhos, Byun - O hálito quente soprado diante ao rosto, agora corado, fez com que a imaginação de Baekhyun abrisse as portas dos pensamentos mais sujos e impuros que seus 26 anos de pura experiência lhe proporcionaram.

- Sempre há exceções, cher.

- Fico lisonjeado, mas infelizmente não poderei ser - Chanyeol afastou-se e pegou o violino com cuidado. Baekyun embasbacado e sem reação não conseguia que ele a via o deixado naquele estado, necessitado. Ninguém fizera isso com si, era ele que ditava as regras.

- O que? Achei que quisesse - Ainda de costas, Park o respondeu.

- Quero, mas é visível sua embragues. Você não se lembraria de quando eu fosse te foder e, provavelmente, me acusaria de ter invadido seu apartamento e de abuso. - Baekhyun tinha parado de dar ouvidos quando o mais novo falou sem pudor algum "te foder". Em uma risada irônica, Byun o impediu de adentrar o apartamento.

- E quem disse que você iria me comer? - A pergunta foi deixada no ar e em questão de segundos, Chanyeol rui.

- Talvez amanhã eu faça você enxergar e sentir o óbvio. - E com isso, Baekhyun foi deixado sozinho com frio, frustrado e exitado. Bufando de raiva, entrou com passos pesados para dentro. Puxou um cigarro da caixa e ascendeu as pressas enquanto se jogava no sofá.

"Quem ele pensa que é? É só uma criança brincando de ser músico", Baekhyun não conseguia para de pensar no episódio de minutos atrás e sabia que a noite seria a repetição do momentos, da conversa e dos toques. Antes mesmo que sua mente o prendesse nisso, Byun levantou afoito para a tela incompleta. Após colocar um nova no lugar, Baekyun não pensou muito, só deixou com que os pensamentos voassem alto e foi assim por algumas horas.

Terminado a pintura, afastou-se para poder apreciar mais sua obra. Não sabia o que sentir. Chanyeol não a via resolvido o problema no meio de suas pernas, mas sim, o problema em pagar suas contas. A tinta ainda estava um pouco seca, mas era possível ver um homem. Um homem que o pintor, horas atrás, ansiava em o tocar. Um miado foi produzido em seus pés e Byun tomou Gaspar em seus braços, o dando carinho.

- Ele acha que vai me fazer desistir. Mal sabe ele que entrou no caminho de Byun Baekhyun - murmurou junto ao ronronado do gato. Mais uma coisa em comum entre os dois, era que nunca desistiam do que queriam e, naquele momento, Baekhyun queria e faria Chanyeol gritar de prazer. 


Notas Finais


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