História Delirium - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Visualizações 14
Palavras 980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Fears...


Medo

Essa palavra define perfeitamente seu estado. Seu coração bate em ritmo descompensado e sua respiração esta tão acelerada que muitas vezes lhe falta ar para lhe preencher os pulmões que ardem pela falta de oxigênio.

Sua mente é traiçoeira em demasia, lhe engana com palavras de desespero para aumentar ainda mais seu pânico e terror.

Eles correm atrás dela sem parar, a garota não sabe em quantos estão mas sabe que são mais de cinco, talvez estejam em seis ou sete, ou até mesmo em mais porém não tem coragem de olhar para trás e contar porque sabe que se parar, eles vão pegar ela e o resultado é assustador aos seus olhos.

Corra

Ela não pode parar porém suas pernas estão cansadas e ameaçam a qualquer momento falhar com si, embora seu cérebro perturbado ainda lhe desse ordem de continuar sem parar.

Eles se aproximam

Com medo da aproximação, a garota se apressa ainda mais, mesmo com seu corpo lhe implorando por um descanso, nem que seja por um curto período de tempo mas ainda assim pede.

Eles se aproximam cada vez mais para o desespero da garota que se encontra com mais medo, se é que é possível tal fato, suas lágrimas se encontram presas em suas belas orbes castanhas, lágrimas essas que não demoraram mais em fugir e toca a pele macia de suas bochechas e manchar as mesmas.

Seu nariz congestionou por conta de seu choro, sua vista esta embaçada pelo líquido que sai de seus olhos.

O medo a domina ainda mais quando eles se aproximam, suas mãos tremem e sua respiração já não existe quase. Sua boca se abre numa tentativa fracassada de obter um pouco de ar mas isso é cortada quando ela chega numa rua na qual desconhece.

Rosnados

Seu corpo perde o resto de força e energia que tinha e desaba no chão. Ela sabe que se não continuar, ela irá sofrer ainda mais. Retirando de algum lugar desconhecido uma força até então oculta, ela se levanta e tenta correr mas o máximo que consegue é andar praticamente se arrastando. Seus pés doem demais assim como suas pernas mas isso é ignorado pela sua caminhada falha e arrastada.

Latidos

Ela se sente ridícula por ter um medo deste tipo porém é inevitável, até mesmo uma aproximação sem ser uma ameaça a assusta e bem, desta vez a presença amigável se fez perigosa.

-Por favor… - os seres se aproximam de si, eles rosnam e latem. Como cachorros de aparência fofa e inofensiva poderia ser algo tão assustador?

As aparências enganam

Seu tempo esta acabando, seu coração esta a ponto de estar sofrendo um infarto ou algo parecido com isso. Respiração? Ela nem mesmo saberia se ainda esta respirando se não fosse pelo vapor que sai de seus lábios, por conta das baixas temperaturas.

Os cachorros de grandes portes se aproximam tão lentamente quando as lágrimas deslizam por seu rosto delicado e assustado.

Um passo

Um passo para trás é dado porém é inútil. Os oito cachorros a encurralaram contra uma grade que ela poderia escalar mas para sua mais pura infelicidade, ela não sabe.

Mentalmente ela implora para que vão embora mas isso é em vão. Cães não são telepatas e não irão embora apenas porque ela pediu. A garota exala cheira de medo e é exatamente isso o que atiça os cachorros.

Seu medo irracional irá lhe custar a vida de uma forma que jamais imaginou. Um cachorro pula em sua direção e a derruba, os outros cães fazem o mesmo com a garota já caída no chão.

Gritos

Ela grita o máximo que pode, a dor é alucinante, cada mordida é um pedaço de si arrancado cruelmente. Lágrimas saem ainda mais e sua voz aos poucos vai morrendo, sua garganta esta rouca devido os gritos e sua sede por causa de sua corrida.

Ela deseja simplesmente a morte, ela quer ficar sem se mover para se deixar levar porém seu cérebro lhe condena, ela luta pela vida pois seu cérebro ainda possui o instinto de sobrevivência e isso a obriga a resistir o máximo que pode.

Ela sente seu sangue sair aos montes de seu corpo, não sabe o quanto foi mas sabe muito bem que é uma quantidade significativa. Um dos cachorros larga sua caixa torácica para avançar em seu pescoço.

A mordida é dolorosa e somente agora ela sente sua vida sair de si. Sua vista esta se tornando um borrão, a dor em seu corpo parece estar cada vez mais distante e os sons tão longe quanto a dor.

Assim que ela partiria? Com dor? Sofrimento? Agonia? Medo? Nunca tinha pensado em como morreria mas também nunca lhe passou pela sua mente que seria de forma tão dolorosa assim.

Seus olhos se fecham, lágrimas se cessam e a vida por fim sai de seu corpo, deixando apenas um corpo sem alma, um corpo ensanguentado no chão gelado. A neve que se instalou no chão agora esta vermelha com o líquido que um dia, quer dizer, até alguns minutos atrás estava no corpo.

Morte

Sua respiração teve fim. Seu coração que antes batia freneticamente, agora não se move em uma única batida sequer.

Adeus…

 

 

O barulho de um trovão a desperta para a realidade. O que ela teve não foi um sonho, ou menos essa é a única certeza que tem. Foi uma alucinação? Delírio? São probabilidades possíveis já que seu cérebro não funciona como deveria, vive a engando sem remorso algum.

A garota se encontra perdida em seu quarto escuro que é iluminado apenas pelos raios que se fazem presentes por meros segundos e logo tudo se torna sombrio novamente.

Sua mente cansada lhe pede por descanso e desta vez, apenas desta vez, é concedido. A garota se deita novamente em sua cama e não tarde em se desligar momentaneamente do mundo.

 

 

 

Por quanto tempo?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...