História Delirium - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Pain...


Fanfic / Fanfiction Delirium - Capítulo 3 - Pain...

Mais um dia começa.

Para muitos, seria apenas mais um dia inútil e patético de aula mas para ela não, não é apenas isso.

Olhares

Ela sente que sempre alguém olha para si com um olhar reprovador nas quais ela praticamente implora mentalmente "por favor, parem de me olhar assim, não sou um monstro". Cochichos já foram ouvidos.

"Ela tinha que ter vindo mesmo?"

Céus como foi doloroso ouvir isso! Mas claro, por fora ela fingiu não ouvir mas essa frase se repete em sua mente entristecida. O que ela não daria para se sentir normal, se sentir querida por alguém...

O que ela não daria?

Ninguém a conhece embora tenham cerca de trinta pessoas junto a ela, nenhuma nunca a olhou em seus olhos e disse um simples "bom dia" ou "oi". Nunca mas a garota sempre vê essas pessoas conversando entre si.

Será que ela é o problema? Por isso que ninguém gosta dela? Por que ela é esquisita? Uma doença? Não adianta fazer perguntas se não vai ter respostas para responde-las...

Alunos que ignoram sua presença, professores que não a notam... Seria pedir muito ser notada? A garota adoraria conversar com pessoas, se apresentar como qualquer um, fazer amizades, ir em festas estúpidas em que os adolescentes normais vão... Queria apenas ser normal.

Cada minuto parece ser uma hora e cada hora parece uma eternidade. É estranho, quando estamos entretidos o tempo passa rápido mas quando queremos que o tempo passe logo, ele demora mais ainda.

Querer não é poder não é mesmo?

O sinal toca e isso é o toque que a lembra que ela aguentou mais um dia, mais um dia sendo esquecida, mais um dia sendo invisível.

As coisas a partir deste momento poderiam ser boas mas não é. A mulher mais velha da casa chega depois de algumas horas, horas essas em que a garota "aproveita" sozinha, a garota pode sair de casa e isso nunca foi proibido mas de que adianta sair sozinha e sem ter aonde ir?

~*~

-Se você é tão infeliz assim, se mate.

Ouvir essa frase doeu muito mais do que qualquer outra dor que ela já sentiu na vida. Ela foi injustiçada, ouviu coisas por algo que ela não fez e nem mesmo teve a chance de se defender. Tudo o que ela pôde fazer foi abaixar a cabeça e dizer "Você ta certa, eu vou mudar".

A mulher que disse tal coisa pediu desculpas algum tempo depois porém não adiantou de nada. A mesma frase foi repetida algum tempo depois e bem, a garota tem um "lema" sobre isso.

'"Pedir desculpas não muda nada. Não vai te fazer voltar no tempo e arrumar as coisas então não tem porquê pedir"

Em resposta a essa frase, disseram "Não muda mas é um sinal de arrependimento" e a resposta da garota foi:

"É um sinal de arrependimento mas continua não mudando nada porque não muda. Você aprende a não fazer a mesma merda mas não apaga a já feita"

~*~

Mais um dia. Mais dia para ela aguentar.

-Pegue sua depressão e enfia no cu! Você já não é mais criança, você é uma mulher!

-Eu sei, você tem razão

Isso foi tudo o que ela foi capaz de dizer. Ela não quer chorar e faz todo o possível para não o fazer mas... Dói, dói demais ouvir isso porque... Ela não escolheu ser depressiva. Ela não se olhou no espelho de manhã e disse "hoje é um lindo dia para se sentir um lixo e ouvir um monte de merda!". Ela não pediu para ser estranha. Ela não... Ela pergunta aos céus por que ela não pode ser normal.

Lágrimas

Uma da manhã, ela deveria estar dormindo mas sua mente não deixa. Momentos tristes a assombram e ela simplesmente não tem a menor ideia do que fazer.

Falha

Sua respiração esta um tanto acelerada, lágrimas não param de sair de seus olhos. Ela esta encolhida na cama pedindo para que sua mente pare com isso.

"Ela tinha que vir mesmo?"

"Se mate, ninguém vai sentir sua falta"

"Se é tão infeliz assim, se mate"

"Peque o facão e corte bem fundo seu pulso até parar de jorrar sangue"

"Por favor florzinha, pare de chorar"

Essa voz... De tantas na sua cabeça, apenas uma a chama de "florzinha" ou "querida" e normalmente ela implora a garota que pare de chorar mas parece que quanto mais ela pede, mais a garota chora.

Tem uma pessoa que pode ajudar a garota mas a mesma não quer incomodar, sua mente diz tanta coisa que fica até difícil não acreditar.

"Ela tem seus próprios problemas para lidar"

"Ela tem mais o que fazer além de lidar com uma fracassada como você"

"Ela já esta se cansando de você e suas crises ridículas"

Essa pessoa... É simplesmente a pessoa que a traz de volta a realidade quando ela alucina mas tem um porém, a garota tem medo. Medo dessa pessoa se cansar, medo de incomodar, medo de aborrecer... Medo de perder essa pessoa tão importante porque se ela perder...

Quem diria, para todos a sua volta, ela é a garota fria, calada e até mesmo nojenta a ponto de terem certeza de que a garota se acha superior mas... Mas a verdade é totalmente oposta, ela se sente menos que os outros, bem menos, ela tem vergonha de falar com pessoas e tem medo de começar uma conversa. Mas ninguém vê isso.

Ela se sente um lixo, sente que é inútil para todos e já chegou a pensar que seria melhor se ela morresse de uma vez.

As aparências enganam mesmo, aquelas pessoas que são mais quietas, talvez só precisem de um "bom dia" para sorrirem e mostrarem o seu "verdadeiro eu" mas como são vistos como "solitários" e "depressivos", supostamente não vale a pena conversar. Pelo menos foi isso que a garota entendeu com as pessoas.



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