História Deltaphone - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Ficção Cientifica, Futuro, Tecnologia
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 02


Júlio está sentado no caixa da mercearia de seu Souza, sobre a bancada está sua pasta, aberta e repleta de papéis rabiscados, ele segura uma caneta com os dentes enquanto lê as anotações que escrevera, com uma das mãos folheia, com a outra segura uma lata de energético, ao retirar a caneta da boca, ele anota mais alguma coisa e toma um gole de energético, em seguida morde novamente a caneta e volta a segurar os papéis. Curioso, o patrão se põe ao lado do rapaz e tenta ler suas anotações.

- O que é tudo isso? [Pergunta seu Souza]

- Se eu te disser terei de matá-lo. [Responde o jovem]

- Estás falando sério?

- Claro que não seu Souza! O senhor não consegue nem entender uma brincadeira.

- Estou tentando entender o que é isso que está tirando sua atenção do trabalho. Aqui não é lugar para estudar. Você já tem a universidade para isso.

- Bem se vê que o senhor não fez universidade.

- Estás caçoando de mim rapaz?

- O senhor deveria saber que tenho muita coisa para fazer fora da faculdade.

- Não deveria não. Agora guarde tudo isso e preste atenção no trabalho. Olhe, lá vem um freguês.

- Aff… Ninguém merece isso.

            Após a interjeição de desagrado, Júlio coloca a pasta na prateleira embaixo do balcão e espera o cliente chegar com as compras no caixa. Em seguida entra na loja uma moça ruiva, de uns trinta e poucos anos de idade, provavelmente uns oito ou dez anos mais velha que Júlio, magra de curvas perfeitas, com um batom rosa na boca e o cabelo levemente bagunçado, dando-a um estilo próprio pelo qual o jovem ficou apaixonado. Ao vê-la, ele se levanta imediatamente.

- Oi Rita! Seja bem vinda ao meu humilde estabelecimento.

- Hum… Essa mercearia nem sua é. Ela e do seu Souza.

- Você prometeu me passar seu número lembra? Até hoje estou esperando.

- Não me lembro de ter prometido.

- Ah, mas eu me lembro muito bem, e nunca esqueço uma promessa que me fazem.

- Talvez eu tenha feito isso para encerrar uma de suas conversas chatas.

- Magoei.

- Você tem aspirina aí?

- Tenho sim.

            Júlio pega uma cartela de aspirinas na prateleira que fica pendurada na parede ao lado do caixa e entrega para Rita.

- Só isso?

- Só.

- Você sofre de enxaqueca? Já é a terceira vez que compra aspirinas?

- Está contando as coisas que eu compro Júlio?

- Não, claro que não.

- Sei…

- Porque você compra aqui se a farmácia fica mais perto da sua casa e ainda vende essas coisas com preço menor?

- Me entrega logo meu troco e cala a boca menino.

            Júlio pega o troco na caixa registradora e entrega para a jovem.

- Nos vemos na faculdade à noite. [Diz o rapaz]

- Fazer o que, não é? Toda vez que eu for terei de ver sua cara feia por lá.

            Rita sai da mercearia reunindo o dinheiro na mão, mas em poucos segundos retorna.

- Presta atenção Júlio! Você me deu dez reais a mais. Só devolvo porque você é meu amigo e não quero te complicar.

- Valeu.

            A jovem sai. Júlio começa a atender o outro cliente que já estava na fila. Alguns minutos depois, a mercearia esta vazia novamente.

- Júlio. Alguma coisa está acontecendo com você. [Indaga seu Souza]

- Por quê?

- Estás entregando troco a mais! Mandar-te-ei para a rua se não parar de ficar com esses teus estudos na cabeça durante o horário de trabalho.

- Ah, mas aquilo não foi por causo do estudo não.

- Então o que há?

- Quem não fica desnorteado perto de uma deusa como a Rita?

- Tu gostas dela?

- Eu sou louquinho por ela. Pena que ela só me esnoba, não me dá a mínima bola.

- Já percebeste que essa moça chega toda arrumada e perfumada no meio da tarde para comprar uma aspirina?

- É mesmo. Mas ela sempre anda assim. Gosta de aparecer.

- Se você está dizendo… Só preste mais atenção no que faz.

- Vou tentar…

- Tentar não. Ou prestas atenção ou prestas as contas.

- Já terminou meu horário. Posso ir para casa?

- Vá.

            Júlio sai, caminha alguns quarteirões até que se lembra que esquecera a pasta embaixo do balcão, ele retorna para buscar, torcendo para que o patrão não tenha fechado o estabelecimento, ao chegar lá encontra-o lendo seus papéis. Atento, seu Souza sequer percebe a entrada do rapaz, que puxa a pasta bruscamente dando um susto no homem.

- Que é isso meu pai do céu! [Exclama seu Souza]

- Curioso hein…

- Só estava dando uma olhada.

- Ainda bem que não conseguiria entender.

- E porque não?

- Porque é burro!

- Vá… saia da minha loja que não está mais no seu horário!

            Júlio retorna para casa, ao chegar lá ele entra no quarto, joga a pasta sobre a cama e pega uma muda de roupa no guarda-roupas para ir tomar banho. Ao ver o aparelho, o rapaz se lembra que Lorenzo lhe pedira para não ir à faculdade naquele dia, mas ao se lembrar que é lá que ele reencontrará Rita, tem certeza que desobedecerá aquela ordem. O jovem ainda chega a pensar em religar o aparelho e conversar um pouco com os dois homens, motivado apenas pela curiosidade que a última experiência lhe propiciara, no entanto não quer se atrasar para a faculdade. Júlio fecha o quarto e caminha para o banheiro. Sua mãe que estava na cozinha preparando o jantar, segue para a sala e senta-se no sofá para esperar a comida cozinhar, um homem toca a campanhia, ela atende a porta.

- Pois não.

- O Júlio mora aqui?

- Sim. Ele está no banho. Seria apenas com ele?

- Eu trabalho na Deltaphonics e estou interessado nas pesquisas que seu filho tem feito. Entregue meu cartão para ele.

            O homem retira um cartão de visitas da carteira e entrega para a senhora, em seguida se despede com um aceno, entra em seu carro e parte. Aproximando-se do banheiro, a mãe de Júlio grita para avisá-lo.

- Júlio! Um homem da Deltaphonics veio aqui querendo falar com você!

            Em poucos segundos o rapaz abre a porta do banheiro apressado e sai enrolado na toalha.

- Tome seu banho direito garoto.

- Já terminei. O que ele queria?

- Não sei, ele me entregou esse cartão.

            Ela entrega o cartão para Júlio, que corre para o quarto, pega o celular e salva o número na agenda. Ele se arruma e sai, enquanto disca o número que salvou.

- Olá. [Diz o homem ao atender]

- Olá. Me chamo Júlio, o senhor veio na minha casa há poucos minutos.

- Sim.  Soube do projeto que você está desenvolvendo.

- Mas como o senhor soube?

- Conversei com alguns alunos da sua turma.

- Mas eu não falei nada para nenhum deles.

- Está interessado em vir até a empresa para conversarmos?

- Que dia?

- Quando desejar. Apenas avise com meia hora de antecedência no mínimo.

- Está bem.

- Obrigado. Venha mesmo.

- Não há de quê.

            Júlio começa a se animar, nunca soube que poderia encontrar sucesso tão rápido, no entanto uma dúvida paira em sua mente, já que ainda não revelara a ninguém no que estava trabalhando. Alguns passos a mais, e ele está chegando à universidade, ao cruzar o portão a primeira visão que tem, para a qual seus olhos são atraídos imediatamente, é Rita. No mesmo instante ele se aproxima dela.

- Olá, gata dos meus sonhos.

- Fala Júlio. Tem sonhado muito comigo é?

- Todos os dias.

- Olha, eu sou uma mulher independente, estou aqui para construir minha carreira, não atrás de conseguir um homem.

- Até nisso combinamos, porque também estou aqui para construir minha carreira. Mas que culpa eu tenho de ter me apaixonado?

- Você não tem jeito…

- Agora falando sério. Alguém falou de mim para o gerente da Deltaphonics. Você sabe quem foi?

- Só pode ter sido o Jonas, ele é que tem intimidade com você, e conhece esse segredo no qual você vem trabalhando.

- É verdade. Você estuda com ele, pode perguntar, por mim?

- Posso. Mas porque você não pergunta.

- É que eu não vou ficar hoje, tenho que voltar, só queria mesmo saber de alguém quem foi que a Deltaphonics contatou para chegar até mim.

- Eles te fizeram uma proposta?

- Ainda não, mas me pediram para ir até lá conversar.

- Está com sorte. Eu deveria ter escolhido outro curso.

- Que nada, a química também tem crescido como nunca. Principalmente entre nós dois.

- Nossa que cantada fraca! [Exclama a jovem caindo na gargalhada]

- Mas eu estou certo. Admita.

- Só se for a sua química, a minha é só no meu curso mesmo.

- Você não está nem um pouco interessada em mim, não é?

- Ah você é meu amigo, claro que me interesso.

- Então quando vai aceitar sair comigo?

- Eu não tenho tempo Júlio! Eu sou ocupada.

- Eu também.

            A jovem pega a mochila, retira o caderno e uma caneta.

- Olha. Só por causa da sua insistência eu vou fazer uma coisa.

            Ela rasga um pedaço da folha do caderno e entrega para Júlio.

- É meu número.

- Ganhei o dia! [Grita Júlio com um enorme sorriso no rosto]

- Fala baixo garoto!

- Desculpa.

- Não vá criando esperanças ingênuas tá? Sei que você é só um garoto.

- Olha só… falou a tiazinha!

- Até mais Júlio. Vou entrar.

- Até. Não se esqueça de conferir para mim o que te pedi.

- Prometo.

            Júlio retorna para casa, ele está decidido a prosseguir com seu projeto para resolver qualquer problema que possa ter, antes de marcar uma reunião com a Deltaphonics. Assim que chega em casa, a primeira coisa que faz é se trancar mais uma vez no quarto e ligar seu equipamento. Assim que o monitor acende, surgem mais uma vez, Lorenzo e Franco Martí.

- Vocês ficaram aí esse tempo todo? [Indaga Júlio]

- Se formos explicar, você não entenderá. Temos mais possibilidades do que você tem aí. [Responde Franco]

- Recebi uma visita de um representante da Deltaphonics interessado em meu trabalho.

- Júlio, não tome nenhuma decisão antes de receber todas as informações que você ainda não possui, mas que podemos dá-las.

- Vocês falam como se fosse algo muito sério.

- Você não faz ideia.

- Então, o que é esse Deltaphone?

- Perguntas Júlio, perguntas não resolvem tudo. Sintonize seu aparelho no canal 85.4.

- Fala sério, só sintoniza, sintoniza…

            Mesmo resmungando, ele faz o que Franco lhe pediu, e logo surge um comercial de TV.

Deltaphone Sétima Geração, agora com conexão instantânea, bateria de longa duração que consegue uma autonomia de até cinco meses sem precisar recarregar. Ele está menor e mais leve e com uma quantidade enorme de novas funcionalidades, além do aprimoramento das já existentes, vejamos algumas novidades:

Converse com até cinco amigos ao mesmo tempo, tudo através de ondas mentais, sem precisar apertar um só botão;

Participe de reuniões virtuais com todos os seus amigos sem limite de duração;

Nova função Look-In, veja o que seu amigo está vendo, você pode enxergar pelos olhos dele e ouvir pelos ouvidos dele, assim que o acesso é liberado;

Capacidade de armazenamento agora de 20 Zetapsis;

Crie mundos virtuais infinitos e compartilhe com todos os seus amigos;

Pague suas compras em qualquer lugar do mundo com o poder do pensamento;

Assista a filmes e ouça músicas, direto em sua mente, agora com duração de até oito horas seguidas;

Baixe livros para seu subconsciente, aprenda em uma fração de segundo, nada de gastar tempo na tela de um aparelho para estudar.

O Antivírus agora impede acesso não autorizado ao seu subconsciente, e impede que sua mente seja hackeada.

[Surge na tela um aparelho na forma da letra Delta com um único botão circular no meio]

Adquira já o seu novo Deltaphone Sétima Geração, por um preço especial em nossa promoção relâmpago, não fique em dúvida, lembre-se sempre: PENSOU, COMPROU. Entregamos em sua residência em até duas horas, e o melhor, ele se adapta ao seu chip antigo, não precisa de cirurgia. PENSE JÁ!

            Terminando o comercial Júlio volta aos seus dois amigos.

- Mas isso é fantástico! [Exclama Júlio empolgado]

- Realmente é, Júlio.

- Então é isso que eu vi. Toda essa discussão de deltista e antideltista é por causa desse aparelho?

- Sim, esse aparelho chamado Deltaphone já existe há 150 anos e está na oitava geração, ele permite as pessoas se comunicarem mentalmente além de algumas outras funções como encontros virtuais que hoje simulam perfeitamente a realidade, e ainda algumas coisas bestas como download de filmes, músicas, livros direto na mente, assistir TV, ouvir rádio etc. Hoje não existe mais smartphone, nem smartTV, nem computador, nem rádio, tudo hoje é o Deltaphone, com ele você pode até dirigir carros e operar máquinas usando a mente. Esse aparelho fez antigas gigantes da internet, da mídia e da tecnologia falir em poucos meses.

- E esse negócio de chip?

- É que ele é como um celular da sua época, só que ao invés do chip conectar o celular com a operadora ele conecta o Deltaphone com a sua mente e a sua mente com a Grande Rede Delta, que é o Banco de Informações Virtuais Mundial, uma espécie de Mundo Informacional onde está tudo o que é virtual, desde compras, até jogos etc. Os primeiros modelos vinham com um fio ligado a uma faixa sintética de eletrodos que as pessoas precisavam usar na cabeça. Mas logo criaram o chip que você implanta diretamente no cérebro e que acessa o aparelho sem precisar de fios.

- Dá para entender. Mas tudo isso é magnífico! Sensacional! Dá vontade de poder ir para o futuro e viver tudo isso! Mas porque existem antideltistas, por que alguém pode se opor a algo tão útil?

- Porque toda criação tem sua contraparte perigosa, e o mesmo aconteceu com a tecnologia Deltaphonic, uma parte dos usuários passou a utilizá-la indevidamente, outra parte deslumbrada se entregou completamente sem pensar nos riscos, e algumas empresas passaram a utilizar isso como um instrumento de maximização de lucros lançando mão de qualquer tipo de estratégia, sem ética e sem medir consequências.

- Esse é o problema do nosso mundo. E parece que nunca mudará!

- Mudará sim. Nossa empresa, minha, do Lorenzo e de mais algumas pessoas está comprometida com essa mudança e trabalhando em conjunto com alguns grupos, mas precisamos de sua ajuda.

- Acho que estou começando a entender… E quanto aos antideltistas? Quais são as pautas deles?

- Você já vai saber. Sintonize no canal 8.7

            Júlio faz como Lorenzo pedira e aguarda até que a transmissão se inicie. Aparece então um homem com uma touca preta cobrindo o rosto, deixando para fora somente o nariz e os óculos escuros que cobrem os olhos. Ele está numa sala com um fundo preto e na parede um símbolo, a letra grega Delta dentro de um círculo com uma barra diagonal no meio, ou seja, um símbolo de proibido delta, ou antidelta, deixando bem claro o que o rapaz representa.

- Senhoras e senhores, venho por essa transmissão secreta, alertar-vos sobre o Delta, não lhe contaram tudo, e para provar que eu não sou um teórico de conspiração, vou primeiro lhes falar o que sou. Engenheiro de Telecomunicação. Ou pelo menos fui, perdi tudo por me opor a esse tal aparelho maligno ao descobrir para que ele estava servindo. Hoje eu trabalho nas sombras, sou um hacker, analiso o código da programação do Deltaphone deste a quinta geração, mas pasmem vocês, na oitava geração é impossível ter acesso ao código, tentamos o máximo possível, nada, não existe tecnologia nesse mundo que consiga obter o código do Deltaphone 8. Porque fizeram isso? Será porque ele vem com mais uma tática diabólica? Como vocês sabem já algum tempo, nós viemos revelando as vulnerabilidades do código dos Deltaphones anteriores ao oito. Vamos lembrar algumas delas.

É possível acessar memórias de uma pessoa como senhas, números de cartão de crédito, números de documentos pessoais e até segredos que as pessoas guardam temendo que sejam revelados.

É possível infiltrar informações na sua mente, sem que você perceba, e por incrível que pareça até no seu subconsciente, nas suas opiniões e ideais, sem que o antivírus acuse nada.

É possível o criminoso fazer você obedecer a uma ordem, um comando. Isso mesmo, lhe fazer obedecê-lo. E vamos provar isso. No dia oito de agosto, um grande número de pessoas no mundo acordou com uma vontade incontrolável de tomar a cerveja Perfect. Vocês que acordaram com essa vontade naquele dia sabem do que estou falando, e não foi coincidência, mas vocês vão dizer, "– Não, mas era realmente o que eu queria, eu não estava obedecendo ordem nenhuma." Exato! Essa é a forma que a ordem digital é percebida pela pessoa, como se fosse ela mesma que queria aquilo! Porque essa é a forma como a ordem é programada! Vamos analisar se eram vocês mesmos que queriam beber a cerveja Perfect. Quando hackeamos o sistema da Deltaphonics SA, fabricante do Deltaphone, encontramos um depósito bancário no valor de dois bilhões de euros no nome de Orlando D. Vamberth, sobrinho do vice diretor da Perfect Beer SA! Ah mas é só coincidência! Talvez seja, só que eu digo que se você não tem um Deltaphone com final 9 você não acordou no dia 8 de Agosto com cede de beber cerveja de uma marca específica!

Temos uma lista que viemos preparando já faz alguns meses. Se no dia 5 de Julho você não comprou Biscoitos Bigcookies por volta das três da tarde, com certeza você não tem um Deltaphone de final 6. Se no dia 3 de Abril você não fez compras na rede de shoppings Smartcenter, certamente você não tem um Deltaphone de final 0. Vocês querem ver a lista completa? Baixem ela para a mente de vocês em nosso canal, enquanto ele ainda está no ar. Mas agora imaginem isso: Se é possível fazer alguém comprar uma coisa, será que é possível fazer alguém largar a esposa e se casar com outra, como aconteceu com o deputado independente mais bem votado no Parlamundi, que largou sua mulher antideltista e se casou com uma deltista? E quem sabe fazer alguém matar outra pessoa? Desde que estamos nessa luta, três líderes da nossa campanha já foram mortos por pessoas comuns que hoje estão cumprindo pena sem poderem ter qualquer contato com a mídia mental. Pensem nisso. Agradecemos que muitas pessoas têm ido às nossas reuniões virtuais na Trincheira Antideltista, só peçamos que aqueles que forem às reuniões virtuais não dêem ouvidos aos deltistas que vão até lá ficar atacando a campanha. Muitos são os deltistas nos mundos virtuais que criamos, e infelizmente eles terminam convencendo um ou outro. Vocês que acreditam em nós, continuem firmes em seus ideais.

            A transmissão termina, e Júlio impressionado com o que ouvira, não retorna à frequência onde estão seus amigos. Ele desliga tudo e passa um tempo tentando compreender a situação.

- Será que no futuro existirá um aparelho escravizador de seres humanos? O que posso fazer quanto a isso? Nada! Será mesmo que devo acreditar nesses dois caras, eles até que me parecem sinceros, mas escolher entre dois lados que se confrontam não parece algo simples. Apesar de que até agora eles me expuseram a diversas opiniões, tanto de um lado quanto do outro. Estou confuso. Não mexerei com isso por enquanto.

            Para esvaziar um pouco sua mente e acalmar seus pensamentos, Júlio vai até a cozinha comer, quando abre a geladeira olha para umas latas de cerveja e se lembra da história, ele pega uma das latas e bebe, enquanto diz em seu pensamento: “Sou eu que estou fazendo isso por minha própria vontade”.



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