História Deltaphone - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Ficção Cientifica, Futuro, Tecnologia
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Capítulo 04


Júlio acorda, é segunda-feira, ele ainda está com sono, senta-se na cama, esfrega os olhos, pega o celular para conferir as horas, são sete e meia, precisa se apressar para trabalhar, a tela exibe uma mensagem de novo sms recebido, ele abre, após ler a curta frase do sms, abre um enorme sorriso:

“Bom dia meu bem.”

“Rita.”

            Ele responde a mensagem e se levanta para arrumar-se para o trabalho. Enquanto escova os dentes alguém chama à frente da casa, ele caminha para atender.

- Júlio?

- Sou eu.

- Sou Reginald, representante da Deltaphonics, conversamos com um amigo seu chamado Jonas, que aceitou uma proposta de estágio em nossa empresa, ele nos informou sobre um projeto em que você está trabalhando.

- Ele informou é…

- Sim. Queríamos te fazer uma proposta.

            Julio pega o celular, abre o aplicativo da câmera, liga a gravação e coloca-o no bolso da camisa com a câmera para fora.

- Que tipo de proposta?

- Conceda-nos cópias para analisarmos, podemos comprar sua tecnologia por um ótimo valor ou até mesmo fazer uma parceria, financiar seu projeto.

- Tirarei as cópias e entregarei pessoalmente.

- Se preferir apenas autorize o Jonas que nos entregue a que ele possui.

- Não estão atualizadas, fiz alterações posteriores na tecnologia.

- Então aguardaremos sua visita. Não demore.

- Fique tranquilo.

- Obrigado.

- Disponha.

            Assim que o homem sai, Júlio pega o telefone e liga para Jonas.

- Fala parceiro! [Diz Jonas]

- Parceiro porcaria nenhuma. Porque andou falando da minha tecnologia para esse pessoal?

- E não podia?

- Claro que não!

- Deveria ter me dito.

- Pensei que fosse óbvio. Você aceitou uma proposta deles não foi?

- Foi. E penso que você deveria fazer o mesmo.

- Cada vez mais penso que não deveria mesmo.

- Você que sabe. Quer os documentos?

- Quero, o mais rápido possível.

- Te entregarei em meia hora no seu trabalho.

- Não vou trabalhar hoje, venha até minha casa agora.

- Está bem… acalme-se cara.

            Júlio desliga, pega o celular, pára a gravação e coloca para reproduzir, ele escolhe um instante da gravação em que o rosto do homem foi focado mais nitidamente e tira um print. O jovem caminha até o quarto, liga o computador desplugando-o do rádio, conecta o celular com o cabo USB e abre a imagem do sujeito que o visitara há poucos instantes, ao pesquisar na internet, uma surpresa.

- Meu Deus! [Exclama Júlio assustado]

            A mãe do rapaz chega apressada ao quarto.

- O que foi Júlio?

- Uma coisa muito feia está acontecendo mãe.

- O quê?

- Sabe esse homem que veio aqui?

- Sim, ele veio te fazer outra proposta?

- Creio que não. Já vieram dois dizendo trabalharem para a Deltaphonics, no entanto, esse último, estou vendo aqui na internet que é um antigo funcionário da CIA.

- CIA? A dos filmes?

- É a CIA americana, uma agência de espionagem. Mas não entendo uma coisa… o que eles querem com minha tecnologia?

- Ela serve para espionagem? [Pergunta a mãe de Júlio]

            O jovem se cala por alguns instantes.

- Mãe! A senhora é brilhante!

- Por quê?

- Espera um pouco… Eles me mandaram ir até a Deltaphonics. O que significa que… Eu tenho que avisar a Rita!

            Júlio sai correndo, chega a esquecer o computador ligado com o celular no plugue. Em alguns minutos ele chega à casa da namorada.

- Rita!

            A jovem demora de atender.

- Rita! [Grita mais uma vez o rapaz]

            Ela sai.

- Que desespero é esse Júlio?

- Você falou com alguém da Deltaphonics hoje?

- Falei. Um tal de Reginald.

- E o que você falou para ele?

- Eu aceitei a proposta do estágio.

- Não faça isso.

- Mas conversamos sobre valores, a proposta foi boa, e eu preciso começar a trabalhar, já estamos no final do curso. Temos de apresentar nossa tese nessa sexta-feira.

- Tem gente da CIA envolvida.

- Do que você está falando?

- Esse Reginald, eu tirei uma foto da cara dele e quando pesquisei descobri que nem brasileiro é, é um ex-funcionário da agência de inteligência americana.

- Talvez ele veio para o Brasil depois que saiu da agência e entrou para o setor de tecnologia.

- Ou foi promovido a investigador e firmaram a demissão por causa do sigilo da identidade.

- Pode ser. Mas pode não ser.

- E quanto a esse assédio sobre nossos estudos? Principalmente sobre meu projeto? Depois que viram que eu estava cauteloso começaram a assediar vocês, e conseguiram até extrair informações sobre meu trabalho com o Jonas.

- Não é apenas desconfiança sua?

- Claro que não! Quer dizer… pode até ser, mas as evidências são gritantes!

- Mas o que você quer que eu faça? Não posso recuar na minha decisão.

- Não. Eu não tenho esse direito, de te pedir que recuse o trabalho.

- Eu serei cautelosa com eles também, te garanto.

- Eu sei que será.

- E você? O que fará?

- Não sei ainda.

- Se precisar da minha ajuda…

- Eu sei que posso contar com você.

            Júlio retorna para sua casa.

- Porque você não levou o celular Júlio? [Indaga sua mãe]

- Ah eu nem pensei nisso…

- Eu tentei te ligar, o Jonas veio aqui.

- Cadê os documentos?

- Que documentos?

- Ele não te entregou nada?

- Não. Ele disse que tinha um assunto que só poderia tratar com você, esperou meia hora depois foi embora. Eu até achei estranho. Agora que você falou, eu lembrei que ele estava com uma pasta na mão.

- Mas que idiota!

            Júlio caminha até o quarto, pega o celular e liga para Jonas. Antes mesmo que seu amigo responda, ele já começa a falar.

- Cara. Porque você não deixou os documentos com minha mãe?

- Sei lá. Você disse que era tão importante, eu pensei que só deveria entregar em suas mãos.

- Mas é minha mãe! Como você é pateta…

- Estou sentindo que nossa amizade não está indo muito bem…

- Não é isso. Olha, me desculpa, estou sob muita pressão, não quero jogar tudo isso sobre você. Você não tem culpa.

- Ainda bem. Sabe que eu te considero muito né mano?

- Eu sei parceiro. Até mais.

- Quer que eu volte aí para te entregar seus papéis?

- Não, não. Não se preocupe com isso, qualquer hora que a gente se encontrar você faz isso. Pode ser à noite na faculdade.

- Está bem. Abraço aí mano.

- Outro.

            Assim que desliga, Júlio senta-se ao PC e começa a pesquisar, ele reúne várias informações a respeito do homem que o visitara, imprime cada uma delas, quanto mais ele pesquisa, mais páginas impressas se acumulam na impressora até faltar o papel. Ele se levanta, abre uma resma nova de papel A4 e coloca uma pequena quantidade na impressora, em seguida retorna ao PC. Dando uma breve analisada nas muitas páginas que permanecem abertas no navegador, ele percebe que ainda não conseguiu as informações mais importantes de que necessita, então decide voltar à sua prática preferida, hacker. Júlio entra em uma comunidade que costumava frequentar, de vários jovens muito habilidosos no trabalho do submundo da informática, alguns deles até engenheiros formados, ele conversa no fórum por mais de uma hora explicando seu caso e procurando se alguém consegue para ele as informações, até que depois de muito debate, um de seus amigos lhe passa um link de uma página oculta da internet com dados sobre a ligação da Deltaphonics com a inteligência do governo norte-americano. Júlio imprime as informações da página, desliga tudo, levanta-se, pega todos os papéis que compõem um farto dossiê e deita-se na cama para estudá-los.

            As primeiras folhas não lhe revelam muita coisa, são informações sobre a vida do suposto representante da Deltaphonics, realmente ele já trabalhava no setor de telecomunicações antes de entrar para a CIA, algumas das folhas apenas contém notícias de jornais com eventos sociais que o homem frequentava, ligações dele com empresários. Várias folhas são descartadas automaticamente. Já se desanimando em suas investigações, Júlio atinge a metade do bloco de páginas e pega uma delas com uma imagem desfocada que parece ser a foto tirada de uma tela de computador com um celular bem antigo ou com uma câmera ruim, ele amplia a foto e percebe claramente o nome do sujeito, sua foto, e algo que parece ser uma lista de habilidades especiais para o serviço secreto, no rodapé da tela que aparece na foto, é possível ler um nome: blakcwater.

            Com aquela palavra incutida em sua cabeça, o jovem começa a folhear as páginas atrás de referências, sempre prestando atenção para não deixar passar nada importante, até que enfim ele chega às paginas que foram impressas do link que o hacker lhe passara, logo na primeira página, o título em negrito não deixa dúvidas: Operação BlackWater.

            Júlio lê impressionado tudo aquilo:

“Em entrevista ao jornalista, o agente especial das forças armadas dos Estados Unidos da América afirma claramente que não faz parte da Operação BlackWater, apesar de ter tido contato com vários agentes. Perguntado sobre a importância da operação para o governo norte-americano, ele diz que ela é a base de toda a força que os Estados Unidos possuem no mundo, lógico que não é a única, já que várias operações são feitas pela Inteligência norte-americana em vários setores. No que tange à telecomunicação, a Operação Blackwater propõe um controle dos avanços da tecnologia no mundo, utilizando-se de um lado, de boicote e interferências em empresas independentes, principalmente as públicas, mas também as privadas, impedindo que uma força maior no setor surja frustrando os interesses dos Estados Unidos. Por outro lado, a operação utiliza-se de espionagem, infiltração e até mesmo de alianças com algumas empresas afins em diversas partes do mundo que ofereçam livre acesso ao trabalho da inteligência americana, ampliando seu campo de ação e seu poder. Perguntado ainda sobre o que ele se refere quando diz ‘várias partes do mundo’ o agente respondeu que está claro que existe um conflito de interesses no mundo que se não for bem controlado pode ameaçar a hegemonia do governo americano em vários setores, e devido a isso a inteligência norte-americana possui operações que focam em áreas específicas, ele cita o que ouviu de um dos comandantes de operação sobre o oriente médio: ‘Temos que dar um jeito naquilo’. Se referindo a países não aliados no mundo árabe que não se dobram aos desígnios de Washington, ele disse ainda que há questões que carecem de uma atenção especial, citando como exemplo ele diz: ‘Temos uma operação especial só para a América Latina, precisamos estar de olho com o que acontece por lá, não é saudável para os interesses norte-americanos que os rumos econômicos e políticos daquela região escapem do que desejamos. Como vamos controlar tanta coisa sem operações tão importantes como a Blackwater?”

            Assim que termina de ler, Júlio pega todas as folhas, inclusive as que ele tinha amassado e jogado na lixeira, caminha para o quintal, reúne todas em um único bolo e toca fogo. Enquanto observa todos aqueles papéis queimando à sua frente, raciocina sobre o que está acontecendo e em quê terminou sendo envolvido. Começa a resmungar consigo mesmo:

- Como caí no meio de uma trama de dominação global? Na verdade, se eu não tomar cuidado, poderei abrir uma grande brecha para que essa dominação saia de um jogo de estratégias belicosas, políticas e econômicas e se torne um poder de controle total de cada uma das pessoas no mundo.

            O jovem percebe que Rita e Jonas também estão enredados no mesmo perigo e precisa alertá-los. Ele pega o telefone e liga.

- Que foi Júlio?

- Rita, eu acabei de encontrar algo muito preocupante.

- O quê?

- O Reginald realmente é um agente, ele foi recrutado por uma operação chamada Blackwater, e que envolve o setor de comunicações, pelo que li, a própria Deltaphonics pode estar envolvida.

- Você tem certeza disso?

- Tenho, eu conversei com os meninos.

- Está falando com os criminosos?

- Eles não são criminosos.

- Quem faz coisas ilegais é o quê?

- Vamos deixar essa briga de lado, você sabe que eles têm acesso a muita coisa, e me passaram os documentos, e eu vi com meus próprios olhos, o sujeito foi recrutado por uma das operações, é no que ele está trabalhando atualmente. Ele está interessado no meu projeto, e como depende do Jonas, de você e de todo mundo que desenvolveu o composto químico da liga metálica, ele está recrutando todos.

- Está dizendo que eu fui recrutada?

- Mais ou menos.

- Por favor, Júlio…

- Faça o seguinte, não recuse a vaga, permaneça lá.

- Oxe! Pensei que estivesse tentando me convencer do contrário.

- Não, eu pensei melhor. Fique lá para conseguir mais informações, mas em hipótese alguma entregue seu projeto de mão beijada, nem a troco de qualquer investimento.

- Mas eu nunca pretendi isso! Trabalharei no que me mandarem, mas o que eu desenvolvo na universidade é nosso, jamais entregaria ao setor privado.

- Essa é minha garota!

- Mesmo assim estou preocupada com esse agente.

- Não ligue para ele, ele irá sondar, lançar ideias, os investigará, mas não tem poder para fazer nada contra. Eu torço para que o Jonas pense igual você, e eu não tenha dificuldade de convencê-lo.

- Você não conhece mesmo seu amigo, Júlio. Ninguém compra o Jonas tão fácil assim.

- E se tentarem comprar de forma difícil?

- Você me entendeu…

- Só estou sendo cuidadoso.

- Eu sei meu bem. Pelo menos confie em mim, eu seguro as rédeas.

- Isso eu sei que você faz muito bem.

- Então fique tranquilo.

            Aliviado, Júlio decide investigar o outro lado da história mais uma vez. Ele reconecta seu equipamento ao PC e sintoniza no canal 11.2.

- O que houve Júlio? [Diz Franco Martí]

- Eu tive que pensar muito, fiquei em dúvida se deveria desistir de ir adiante.

- Já esperávamos por isso.

- Acabei de receber uma proposta da Deltaphonics, eles querem comprar meu projeto.

- Mas você já sabe como tudo isso terminará não é?

- Sim sei, por isso quero uma última opinião de vocês para poder tomar minha decisão.

- Há algo mais que houve e que queira nos dizer?

- Não há. Eu estou assimilando tudo e tirando minhas conclusões. Mas você diz isso por pressentimento?

- Está com um semblante meio perturbado.

- Minha cara é de perturbado mesmo.

            Todos riem, Lorenzo prossegue.

- Então faça o seguinte, sintonize mais uma vez no canal 8.7, depois disso, se for da sua vontade volte para falar conosco.

            Júlio sintoniza, aparece novamente o hacker de touca preta.

- Senhoras e senhores, hoje vamos ouvir um pronunciamento do líder da nossa campanha, o senhor Isaías.

- Senhoras e Senhores, meu nome é Isaías, sou líder da Campanha Antideltista, não somos subversivos como dizem, não somos propagadores de teorias conspiratórias como dizem, não somos nem mesmo violentos como alguns chegam a afirmar. Somos donos de um projeto sério, de uma empresa renomada e somos ainda apoiadores de diversas ONGs e institutos de pesquisa que lutam contra os abusos praticados pela tecnologia Deltaphonic. Peço que não vos assustem com as denúncias que fizemos, nem deixem turbarem-se vossos pensamentos e emoções, mas que prestem atenção e raciocinem bastante, convertam vossa revolta em impulso, e canalizem vossa rebeldia pelo raciocínio. Usem o máximo que puderem sua capacidade de raciocinar enquanto vocês ainda a tem.

A tecnologia Deltaphonic está chegando a um limite assombroso com a criação da oitava geração. Está extinguindo o amor nesse mundo, tudo hoje se resume em controle, controle de mentes, controle de corpos, controle de decisões, de desejos, de ações, de ideias. Não existe mais amor, só existe ambição, vaidade. Essa ambição está nos levando ao fundo do poço. Essa nova geração de aparelhos terá capacidades que vocês jamais imaginariam, e todas essas capacidades podem ser usadas contra o público pelos próprios representantes da empresa e por seus aliados, para fins políticos, militares, econômicos e de diversas outras formas. Pensem bem o que eles podem fazer, e reflitam se é isso que vocês querem. Agora, eu quero falar de um dos muitos pontos preocupantes. A geração 8 do Deltaphone não vem apenas como um novo modelo, ela irá tomar o lugar de todos os outros, os modelos antigos não serão inativados porque eles ainda vão querer controlar quem os possui, e vocês sabem que eles controlam, mas os modelos mais antigos logo não poderão mais fazer compras, não poderão mais ser identificados por leitores de dados pessoais, simplesmente quem não possuir o modelo 8 irá morrer de fome, não comprará nem venderá nada, não terá acesso a locais públicos nem a serviços sociais, porque não valerá como identificação, quem não possuir o modelo 8 não será ninguém nesse mundo, isso significa que milhões de pessoas que hoje só conseguem comprar os primeiros modelos por serem extremamente baratos, irão sofrer, essa nova política irá suprimir por completo a pouca liberdade que os mais fracos ainda possuem. Eu vos suplico encarecidamente que não compactuem com isso. Compadeçam-se com seus semelhantes, boicotem o Deltaphone, lutem contra ele com todas as suas forças, evitem ir aos mundos virtuais criados por eles para publicidade, evitem deixar esses aparelhos conectados com sua mente 24 horas por dia, façam o que puderem.

Quando a política de eliminação dos fracos começar a agir, eles não serão só vítimas por não poderem ter acesso a serviços e a compras, eles serão usados como massa de manobra em estratégias políticas e econômicas, eles serão usados como um exército, a revolta deles será usada como justificativa para os donos da Deltaphonics começar a eliminar seus inimigos e os inimigos de seus aliados. Unam-se e sejam firmes em sua luta. Porque não sabemos o que será do dia de amanhã.

            Júlio desliga o aparelho, como sempre, ele não volta para falar com Lorenzo e Martí. Ele retorna às suas atividades normais enquanto digere tudo o que já sabe. Nele não se passam mais emoções, nem ideias, apenas um único pensamento: precisa tomar uma posição.

            O restante da semana, tanto ele quanto Jonas e Rita trabalham em suas teses, mal têm tempo para se ver ou conversar. As teses de Rita e de Jonas propõem novas perspectivas no campo da química, mas por enquanto eles não incluíram o trabalho com a nova liga metálica, que pretendem continuar desenvolvendo-o com o maior cuidado. No que tange à tese de Júlio, que seria a respeito do uso de novas ondas de radiofreqüência no setor de comunicações, nem aos seus colegas, nem à sua namorada ele revelou, talvez para mantê-los protegidos. Chegando a sexta-feira, é a hora de apresentar seu TCC para a banca examinadora, seja o que for que ele tenha feito, vamos descobrir.

            O reitor da faculdade abre o evento com um discurso bem curto, e por fim chega a vez da apresentação.

- Agora é a vez de um dos nossos melhores alunos que está com um projeto que poderá modernizar como nunca o setor das telecomunicações em todo o mundo. Diga para nós Júlio, do que se trata sua tese?

- Senhoras e senhores, fico muito orgulhoso de ter a oportunidade de compartilhar meus estudos e pesquisas com todos vocês. Minha tese é sobre… sobre…

- Diga Júlio, não se envergonhe de sua genialidade!

            Todos riem.

- Sobre os perigos que certas radiofrequências oferecem a saúde psíquica do ser humano.



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