História Deltaphone - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Ficção Cientifica, Futuro, Tecnologia
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Capítulo 07


Isaías, Júlio, Davi e Franco Martí estão reunidos para debater os rumos da tecnologia após a ação, além disso, estão preocupados com um possível processo legal devido à destruição dos equipamentos da Deltaphonics.

- O que você acha que acontecerá daqui para frente. [Indaga Júlio para Isaías]

- Devemos esperar, minhas perspectivas são positivas, mas o próprio momento exigirá de nós posicionamentos, esclarecimentos, devemos estar preparados para tal.

- Do que as notícias devem estar tratando agora? Você acha que estão no atacando?

- Só devemos nos preocupar com pressões vindas daqueles que defenderam a todo custo os planos da Deltaphonics, a imprensa sabe se posicionar, sabe reconhecer os avanços, tanto é que ela própria quando sente a necessidade deles, os promove.

- Admiro sua temperança, não consigo ser tão seguro.

- Bom, vamos dar uma olhada.

            Isaías liga um enorme monitor na parede da sala, que quase sempre está sintonizado em canais informativos, a primeira imagem é confusa, uma multidão está na frente do prédio do Parlamundi e alguns repórteres têm dificuldade de transmitir a notícia devido ao barulho feito pela multidão.

- O que será isso? [Pergunta Franco]

- A voz do povo meu caro. [Responde Isaías]

            A reportagem retorna ao estúdio.

- Como vimos, a sociedade indignada com as recentes revelações exige a saída de todos os parlamentares financiados pela Deltaphonics. As pesquisas demonstram uma queda vertiginosa do nível de aprovação da bancada à qual esses deputados pertencem, o que pode indicar uma derrota nas eleições que acontecerão esse ano. O líder do Parlamundi publicou nota em que pede aos líderes da campanha antideltista que entreguem todas as informações que coletaram acerca das atividades da Deltaphonics. Para garantir que esse processo ocorra, pela importância e utilidade pública dessas informações, a justiça garantiu a imunidade desses líderes, algumas horas após ter sido decretado o mandato de prisão de Lucian Gardner, ex-presidente da Deltaphonics e agora foragido da lei. A pergunta que fica é a seguinte: Onde estão nossos heróis? Porque não aparecem para o povo? Estamos ansiosos em vê-los.”

- A hora de nos posicionar é agora Isaías! [Exclama Franco]

- Realmente. Mas antes disso, temos uma dívida para com Júlio, não é hora de retribuir mostrando a ele como todo esse trabalho foi possível?

- Verdade! Eu já tinha esquecido.

            Júlio coça a cabeça, curioso.

- Do que vocês estão falando?

- Você sabe como o Deltaphone foi criado não é?

- Sim.

- Mas sabe como criamos nossa própria tecnologia?

- Pior que não…

- O Deltaphone só foi criado séculos depois que criamos a tecnologia, trabalhamos com ela há muito mais tempo, e por isso, a nossa está muito mais avançada, não copiamos nada deles, nem eles de nós. E o segredo de tudo isso está em uma empresa que fica a alguns quilômetros daqui.

- Então vamos logo que estou curioso!

            Eles saem, entram em um veículo que após ascender no ar toma uma enorme velocidade quebrando rapidamente a barreira do som. Minutos depois ele está desacelerando e pousando em um enorme estacionamento, no pátio de um dos maiores edifícios da cidade. Os rapazes saem e caminham em direção à porta de entrada.

- Essa aqui Júlio, foi a primeira empresa a reavivar o corpo de uma pessoa que foi congelada ainda em vida.

- Uau…

- Foi graças à tecnologia deles que você e tantas outras pessoas puderam voltar a viver. Mas a primeira pessoa que teve essa chance é quem nos interessa, e ela é a dona da empresa.

- É uma mulher?

- Sim, uma das grandes pioneiras da história.

            Eles chegam à recepção, Isaías se apresenta, mas antes que ele diga qualquer palavra a recepcionista fica emocionada.

- Estou tão feliz de conhecê-lo Isaías!

- Obrigado.

- E ele é o Júlio! Estou diante do Júlio! Ai meu Deus esse é o melhor dia da minha vida!

- Podemos ir até a administração?

- Claro!

            Os rapazes entram em um enorme corredor, caminhando por vários metros e passando diante de muitas portas até que chegam ao fim do corredor dando de encontro com uma gigantesca porta de madeira. Isaías abre a porta, em uma grande mesa elíptica, várias pessoas debatem, na cabeceira da mesa, uma moça se levanta gritando:

- Júlio!

- Rita? [Exclama Júlio surpreso]

            Rita corre na direção do rapaz e o abraça.

- Mas como? Não estou entendendo nada. Achei que nunca mais a veria.

- Lembra meu amor quando você disse que a química tinha crescido como nunca? Aquela frase ficou na minha cabeça depois que soube que você tinha sido soterrado no gelo, em primeiro lugar como uma doce lembrança de uma das suas cantadas sem graça, mas depois ela se tornou uma esperança, trabalhei tanto para que você pudesse voltar à vida, quando percebi que eu não viveria para ver isso, torci para que pudéssemos nos ver novamente, então me congelei.

- Você não tem jeito…

- Ah não tenho mesmo.

- Mas olha que maravilha você criou! Sua esperança se tornou um legado.

- E você ainda não viu tudo, hoje conseguimos reavivar até pessoas gravemente feridas, temos um departamento médico que desenvolve vários tipos de tratamentos, muitos oferecidos gratuitamente à população.

- Que orgulho.

- Mas eu deixei algo para você, que foi você que fez e não eu, preservei até que você voltasse.

- O quê?

- A sua tecnologia.

- Como?

- A que vocês estão usando, que o Isaías te mostrou, é o seu trabalho, entreguei à Campanha, quando soube do Isaías.

- Como você conseguiu isso Rita?

- Lembra quando você me ligou antes de fugir com sua mãe? Logo quando o Reginald te sequestrou?

- Lembro! [Responde Júlio todo animado, já adivinhado o que Rita dirá]

- Assim que me pediu para prestar atenção no que diria, pensei que estava me chamando de desatenta, mas pelo seu tom, compreendi bem o que queria. Você disse que estava na casa da sua tia em São Paulo, mas você nunca teve uma tia em São Paulo, na verdade você tinha uma tia chamada Vera que se mudou para o exterior, e um tio chamado Paulo que mora no Recife. Quando você disse: “fique tranquila que tudo ainda dará certo, confio em você”, eu entendi tudo! Seu tio trabalhava na mesma área que você, o que você estava querendo era que eu entrasse em contato com ele. Eu não tinha como contatá-lo, tive de viajar até lá e procurá-lo na empresa dele, assim que eu cheguei e me apresentei ele me disse: “O Júlio estava certo! Você é uma moça brilhante!” Ele me contou que antes de destruir seu projeto você enviou uma cópia por correio para ele, e que só dependia do meu conhecimento para desenvolver a liga e criar o Ray. Quando desenvolvemos o primeiro protótipo, quem aparece na tela? Franco e Lorenzo! Eles nos explicaram tudo.

            Júlio abraça Rita com força suspendendo-a no ar, os dois riem em voz alta, Davi, Franco e Isaías se emocionam com a cena. Assim que o momento de júbilo termina, Júlio faz uma cara de curiosidade.

- Desde que eu retornei, porque você não me procurou?

- Ah isso foi ideia do Isaías, ele queria te fazer uma surpresa.

            Isaías entra na conversa.

- Júlio. Temos que dar um pronunciamento. Estão nos esperando no parlamento.

            Júlio segura a mão de Rita.

- Você irá comigo. [Diz o jovem]

            A equipe caminha até o estacionamento, entra em um carro e seguem até a capital, chegando lá eles se dirigem até o parlamento onde são recebidos pelos seguranças e encaminhados até a assembléia, rapidamente várias equipes de reportagem surgem, transmissões internacionais começam a ser feitas. Júlio assume o microfone:

- Senhoras e senhores, decidimos nos apresentar, para obedecer a um anseio da população, anseio esse criado por nossas próprias ações ao decidir contra todas as adversidades enfrentar um grande poder econômico, político e de várias outras espécies. Esse anseio surgiu após revelarmos a verdade obscura da qual vocês apesar de não saberem, estavam profundamente influenciados por aquilo que ela escondia. Alcançamos nosso êxito, mas não descansaremos, por isso, hoje decidimos nos apresentar não mais como Campanha Antideltista, mas como Frente Povo no Poder, o que se refere ao fato de que a Deltaphonics exerceu um brutal poder sobre as pessoas, que hoje estão livres, podendo exercer seu próprio poder, escolher quem os representará, sem que interferências com objetivos escusos venham confundi-los, manipular sua opinião, ou promover golpes e desestabilizações[…]

            Júlio pára seu discurso após perceber um tumulto e uma gritaria entre as pessoas que assistem o evento dentro do salão, ele ainda percebe seguranças correndo em direção à multidão, e por fim um homem surge com uma metralhadora na mão, é alguém desconhecido, ele aponta na direção do púlpito e começa a disparar, sem nenhum barricada ou proteção, todos correm, o primeiro a cair é Júlio, em seguida Isaías, depois Rita e por fim, Davi e Martí, assim que as balas acabam, o homem tira um revólver do paletó e atira na própria cabeça, do púlpito muito sangue corre, a gritaria é enorme, como um estouro de boiada as pessoas tentam fugir do local se atropelando na porta de entrada, todas as transmissões são encerradas.

Faça uma pausa de quinze minutos na leitura.

 

            Júlio volta para o canal 11.2, onde como sempre, estão seus dois amigos Lorenzo e Franco Martí.

- Então Júlio. Você acabou de ver tudo o que acontecerá. Esperamos que você consiga evitar todos os erros e possa evitar que o futuro se desenrole da forma como está se lhe apresentando. [Diz Franco Martí]

- Pode deixar comigo. [Responde Júlio abalado]

- Não precisamos nos falar mais. Adeus filho.

- Adeus rapazes.

            Júlio desliga o PC, coloca todos os seus papéis na gaveta da escrivaninha, fecha o quarto, caminha em direção à porta de saída, sua mãe está sentada no sofá da sala, ele a abraça.

- Mãe! A senhora é a melhor mãe do mundo!

            O jovem sai correndo, caminha até uma floricultura, compra um enorme buquê de rosas vermelhas, pega um táxi, em dez minutos está chegando à casa de Rita, ele toca a campanhia. Em segundos a jovem atende.

- Júlio? O que é isso?

- Eu sempre soube que você gosta de mim. Então chega de cantadas sem graça da minha parte, e da sua, pare de fazer bico doce!

            O dizer isso, o rapaz se aproxima dela, coloca a mão em sua nuca, Rita começa a tremer de ansiedade, ele a beija. A jovem o envolve em seus braços.

- O que deu em você garoto? [Pergunta Rita tomando fôlego]

- Primeiro me diz se gostou.

- Claro! Como eu esperei por isso!

- Eu te amo, eu sempre te amei Rita.

            Júlio estende a mão entregando-a as rosas, ela pega e entra para guardá-las, retornando logo em seguida.

- Eu ainda estou confusa.

- Tenho uma coisa para te dizer.

- O quê?

- Temos muita coisa a fazer. Não podemos esperar o futuro.

 

 

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Notas Finais




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