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História Demente - Capítulo 22


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Capítulo 22 - Memories - Part 2


Pov Demetria

Optamos por jantar no tal restaurante de comida árabe que Christina viu quando estava a caminho da casa na praia, depois seguimos para o parque de diversões que não ficava tão longe. Logo que chegamos, George correu e eu fui atrás para não o perder de vista, resultado? Estou no banco do passageiro do carrinho bate-bate, enquanto as pessoas batem na gente, ao passo que ele não sabe manusear direito o brinquedo e aquilo já estava me dando nos nervos.

- Oh filho da puta ele é só uma criança! – falei em alto e bom som para o adolescente que acabara de bater em nós, bem ao meu lado.

- Não importa moça, o jogo é de bater e se ele não bate, apanha – debochou, o encarei mortalmente.

- George pisa fundo e deixa o volante comigo – o garotinho assim fez, nosso carro acertou o do moleque insolente com tanta força que o fez arregalar os olhos – De novo filho – ele pisou e eu virei o volante batendo de novo no garoto, que passou o resto do tempo que tivemos no brinquedo fugindo de nós, ou melhor, tentando fugir.

- Mamãe podemos ir de novo? – perguntou todo empolgado descendo as escadas da plataforma onde ficava os carrinhos.

- De novo? – assentiu – Temos a noite toda para brincar, vamos nos outros brinquedos e depois se você ainda quiser, então voltamos, tá bom? – concordou e quando começou a falar sobre o próximo brinquedo que queria ir, uma voz o interrompeu.

- Olha se não é a mocinha brava – virei imediatamente dando de cara com o garoto insolente, apenas revirei os olhos e lhe dei as costas para voltar a caminhar com meu garotinho que já tinha ficado em alerta – O que tem de gostosa tem de brava hein – sua frase transbordou malicia.

Virei-me bem lentamente, me aproximei, o petulante me olhava com um sorriso debochado brincando em seus lábios, mas logo o desfez adotando um semblante de dor, à medida que lhe dei uma joelhada bem no meio das pernas. Após isso, o deixei caído ali no chão resmungando de dor enquanto voltava a caminhar com meu filho, que escolheu o carrossel como segundo brinquedo da noite.

- Moça o brinquedo é só para crianças – escutei o jovem monitor dizer, assim que coloquei meus pés na escada da plataforma.

- Se realmente existir alguém zelando por todos nós, por favor, dei-me paciência porque se me der uma arma eu mato e se me der força eu também mato, só que na porrada o indivíduo que está realmente achando que sentarei num daqueles trecos pendurados no meio de uma barra de pole dance – falei ameaçadora olhando para o céu, com um tom que o garoto que parecia também ser um adolescente pudesse escutar, este arregalou os olhos assustado e nada disse, então continuei meu caminho até o elefantinho azul escolhido por George e o ajudei a sentar-se, não demorou para o brinquedo começar a girar.

- Mamãe – chamou e lhe dei a minha atenção – Tio Mark me disse que não podemos chutar o pênis de outro homem, porque dói em nós.

- E? – incentivei que continuasse.

- Por que chutou o homem? – sua carinha era confusa.

- Porque ele mereceu – respondi simples – Todo e qualquer homem que se comporte como ele com alguma garota, merece levar um chute bem no meio das pernas – ele pareceu entender – Mas se isso te incomoda pelo fato de também ter um pênis, seja bem forte quando crescer para derrubá-lo com apenas um soco – vi um sorriso brotar em seus lábios.

- Mas você podia derrubá-lo com apenas um soco mamãe – me olhou levantando o indicador.

- Tem razão, eu podia, mas não o fiz porque alguém disse a ele que o fato dele ter um pênis lhe dá o direito de fazer e falar o quiser, mas não é assim que a coisas devem funcionar, entende? – assentiu atento – Dar um chute no pênis dele é uma forma de dizer a ele que aquilo não vale nada, então se não vale nada, não tem por que eu tomar cuidado para não machucar – seus olhos brilharam em entendimento – George o que te faz um bom homem, não é só o que você tem entre as pernas, e sim, o seu caráter, você não é melhor que nem uma mulher só por ter um pênis.

- Entendi mamãe, então quando eu crescer tenho que ser um homem que não mereça levar um chute entre as pernas? – meu garotinho era muito inteligente, Sonny sentiria orgulho dele.

- Isso – olhei para trás e vi um homem segurando seu órgão genital enquanto me olhava incrédulo, ele estava acompanho o que acho ser a sua filha, arqueei as sobrancelhas e ele pareceu voltar a si desviando o olhar.

- Mamãe – fui chamada novamente – Alguém além de mim, tia Lolo, tia Christina, tia Dalls, vovó Dianna e o tio Mark sabe que você tem um pênis? – fui pega de surpresa com a sua pergunta.

- Sim, algumas – tentei não pensar em todas as garotas com as quais me envolvi.

- Quantas? – por que sempre curioso? Fiz uma careta com o meu pensamento.

- Algumas George – me olhou semicerrando os olhos, o que me fez fazer o mesmo – Meus colegas de trabalho e é só isso que vou dizer – desfez o rosto que achava ser assustador – Eu hein, não faz essa cara pra mim de novo não, senão vai conhecer a cadeirinha do castigo – riu fazendo que sim com a cabeça e enquanto ele se concentrava nas luzes, lembranças me tomaram.

Flashback On

Selena e eu havíamos acabado de chegar em minha casa, por conta do meu atraso semana passada, estava lhe devendo uma refeição preparada por mim, portanto, me encarreguei logo de ir para a cozinha após deixar meus pertences sobre a mesa de centro na sala.

- O que vai cozinhar para mim? – sentou-se num dos bancos da ilha.

- Espero que goste de salmão, caso contrário, passará a gostar hoje – comentei confiante e abri a geladeira.

- Eu amo salmão! – revirou os olhos, uma expressão de prazer tomou seu rosto por segundos, mas foi o suficiente para me fazer imaginar como seria aquela expressão causada por mim, mas logo tratei de me livrar daqueles pensamentos.

- Ótimo – nada mais falei, terminei de pegar os ingredientes e me distrai ali, mesmo sobre o olhar atento da garotinha.

Os minutos se passaram, eu fazia a minha dança pela cozinha, bem, eu não estava de fato dançando, mas enfim, vocês entenderam. Por incrível que pareça, o clima estava confortável. Mesmo não tendo o costume de cozinhar em conjunto, pedi para Selena cortar os legumes que acompanhariam o salmão grelhado e como eu disse, estava tudo bem até que pela minha visão periférica vejo a mais nova dar um pequeno pulinho no banquinho e tentar reprimir um grito.

- Se cortou Gomez? – desliguei a frigideira em que estava o peixe pronto, fui até ela – Tem que prestar atenção, essa faca é perigosa, vem – ajudei ela descer de onde estava, a guiei até a pia e lavei o corte que não estava feio, foi só de raspão e como a faca é bem afiada cortou.

- Me desculpa – sussurrou.

- Acontece – mesmo a ajudando, meu tom era sério e firme – O corte não foi feio – sequei minhas mãos e entreguei o pano para que ela pudesse fazer o mesmo.

- Preciso dizer uma coisa – comentou e franzi o cenho, permaneci calada indicando que ela podia continuar – Semana passada, eu procurei você – ela estava envergonhada, gelei, não precisava de muitas palavras para entender o que ela estava querendo dizer.

- E você me encontrou? – bufei, foi muita irresponsabilidade fazer sexo com a Ally na escola.

- Sim – respondeu simples olhando para o chão.

- Viu muita coisa? – apertei minhas têmporas, merda.

- O suficiente para achar a Senhorita Brooke muito escandalosa – fez careta.

- Também acho – confessei sem perceber, Selena arregalou os olhos segurando o riso, limpei a garganta e fui até os legumes para terminar de cortá-los – Mais alguma coisa? – e sim, eu queria saber se ela tinha visto meu amigão.

- Você é grande – falou baixo, mas pude ouvir, olhei para ela sem expressão e a mesma estava corada, muito fofa por sinal.

- Não pedirei desculpas pelo que viu, mas assumo a irresponsabilidade da nossa parte – coloquei os legumes numa panela, levei até a pia enchendo de água, ligue o fogão e o deixei fazer seu trabalho.

- Fora a Senhorita Brooke e o escândalo dela, a vista não me incomodou nem um pouco – aquilo foi uma cantada? – Você é bonita Senhorita Lovato, tanto de rosto quanto de corpo e acredito que saiba disso sem que precisem te dizer – deu um meio sorriso e voltou a sentar-se.

- Tenho que agradecer? – arqueei as sobrancelhas e ela riu, uma risada bem gostosa de ouvir e eu não me incomodaria de ter que ouvi-la mais vezes.

- Não – foi se acalmando – Por que tão grossa? – perguntou com um brilho diferente nos olhos e um sorrisinho, encantado?

- Enquanto os legumes cozinham, vou colocar uma roupa mais confortável – mudei de assunto, saindo dali sem dar chance de resposta.

Flashback Off

Depois do carrossel fomos naquelas barraquinhas de tiro ao alvo, pescaria, argola na garrafa etc. George ganhou prêmios legais na pescaria e na da argola, agora na de tiro ao alvo era comigo e sem dúvida alguma ganhei o urso que ele tanto queria.

- Com a mamãe jogando é fácil ganhar – desdenhou, entreguei o urso pro meu filhote, peguei a arma que estava engatilhada já que não precisei usar todas a “balas” e atirei nele que gritou em um misto de dor e surpresa – Foi brincadeira senhora – choramingou alisando o local que a borracha acertou.

- É senhorita! – semicerrei os olhos atirando uma última vez, jogando a arma em cima do balcão com certa agressividade – Vamos George – peguei sua mãozinha e nos afastamos, virei apenas para dar o dedo do meio para o garoto que massageava tanto o peitoral quanto o braço direito.

- Mamãe eu quero algodão doce – senti meu peito doer, mesmo assim o levei para comprar o doce feito de açúcar.

- Onde vai querer brincar depois? – nos sentamos na grama, afastados de todos, para ver os fogos de artificio que começaram a iluminar o céu escuro, dei uma olhada no celular e marcava meia-noite, um novo dia acaba de começar.

- Quero ir em brinquedos mais radicais – informou – Que tal a montanha-russa?

- A que vira de ponta cabeça? – questionei em expectativa.

- Mamãe eu disse brinquedos radicais, não que nos matam do coração – me corrigiu de forma delicada enquanto comia o doce rosa.

- Então está se referindo a montanha-russa de lagarta? – fez que sim todo contente, na mesma hora murchei e ele riu da minha cara me fazendo revirar os olhos.

Aproveitei sua distração e peguei seu algodão doce comento o que faltava bem rapidão, o garotinho me olhou todo indignado e subiu em cima de mim, então bem ali na grama do parque de diversões, começamos a brincar de luta, obviamente eu tomando cuidado com ele, repito, EU tomando cuidado, ele estava me dando porrada mesmo.



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