História Deméter: Voando para o desconhecido. - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 3
Palavras 1.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Prólogo


 

Cá estou eu, na diretoria, não sei o que exatamente estou fazendo aqui, mas deve ser algo importante, já que eu nunca vim aqui, muito menos por mau comportamento. Eu estou esperando o diretor chamar desde ás 13:09, já são 13:30. As únicas pessoas na sala são eu e uma secretária de maquiagem exagerada, aquelas que usam pra ir pra balada no meio da noite, sabe ? Parece que ela quer ser notada até de dia, não notar ela é meio impossível, já que é bem parecida com um polvo de anéis azuis com essa maquiagem.
13:38 uma mulher bem arrumada e perfumada sai da sala, eu não quero nem imaginar o que aconteceu naquela sala nesses últimos 31 minutos. A secretária de maquiagem exagerada levanta a cabeça e gesticula, como um "sua vez" ou "pode ir." 
Entro na sala do diretor, ela parece ter sido aromatizada recentemente, a sala tem cheiro de rosas. Sento na cadeira em frente à mesa do diretor e espero ele dizer algo, quando ele tira o foco dos papéis na mesa, olha pra mim, e diz:

- Você foi convidado para guiar pessoas em uma expedição nas montanhas - Ele vai direto ao ponto. - M-mas oque ? - Me levanto e coloco as mãos sobre a mesa.

- Você não quer ? Escolhi você porque tem as melhores notas desde o ano passado, então achei que não precisasse esperar até o ano que vem.

- Quem vai fazer parte ? - Tiro minhas mãos da mesa lembrando o que supostamente pode ter acontecido ali.

- São do terceiro ano, você não conhece. Começa dia 18 de agosto, e dura dois dias, já fomos lá outras vezes, mas nunca encontramos nada - Ele diz pegando um dos papéis de sua mesa amaçando e jogando para longe.

- Eu poderia levar meu amigo ? Oliver Armier, ele tem boas notas também.

- Vou pensar sobre isso.. - Ele coloca as pernas sobre a mesa.

- Okay, mais alguma coisa que eu deva saber? - Ele não responde - Alguma dica ? 

- Leve água. Ah, e por favor, avise Eliza que eu vou sair mais cedo hoje.

Saio da sala e olho pra secretária de maquiagem exagerada, na mesa dela tem uma plaquinha escrito "Eliza Grizier."

- O diretor pediu pra avisar que ele vai sair mais cedo hoje.

- Eu queria muito saber o que eu tenho a ver com isso.. - Ela continua mexendo no celular.

Desço as escadas pra cantina e passo pelo campus, onde encontro meu melhor amigo gay, Oliver, sentado.

- E aí ? - Comprimento ele com um soco nas costas - O que é isso ? 

- Tô bem. É um documentário de uma garota do primeiro ano - Ele para de ler e olha pra mim

- Que feio brincar com os sentimentos dos outros, ainda mais você Oliver, o cara mais gay que conheço.

- Ah, ela não perguntou, eu não ia jogar na cara dela do nada "eu curto homens" seria como um "vaza daqui, garota." - Ele gesticula e se levanta.

- Você devia falar pra ela. Onde vai ? 

- Na cantina, o sinal já vai bater, não comemos nada ainda - Ele estende a mão pra me ajudar a me levantar - Onde você esteve nesses 40 minutos ? 

- Diretoria, o diretor me convidou pra guiar uma expedição nas montanhas, e eu, como um bom amigo que sou, perguntei se você podia ir junto, e ele disse "Vou pensar" mas isso é quase um.. - Entro na frente dele - .."Sim."

- Não Noah, as pessoas dizem que vão pensar quando elas não querem dizer um "não." 

- Você só não quer se iludir, hehe. Mas fique tranquilo Oliver, aquilo foi um "sim", tenho certeza.

* * *
18/08

Acordo 07:00 muito atrasado, me visto o mais rápido o possível e vou pra garagem do térreo, onde o diretor disse pra nos encontrarmos. Quando chego lá, encontro Oliver me esperando em frente a um ônibus azul escuro, ele faz um sinal de relógio apontando pro pulso e eu mostro o dedo médio pra ele. Entramos no ônibus e ele senta ao meu lado, e isso quer dizer que ele vai ser minha dupla na expedição. Passamos duas horas dentro do ônibus calados, quando o ônibus para em frente a uma estrada de terra.

- Porque você parou ? - Digo me dirigindo ao motorista. 

- Aquele homem de cabelo grisalho disse pra mim parar aqui e esperar vocês.

- Bom, parece que agora vamos ter que andar - Eu estendo os braços e grito olhando pra trás, mas ninguém parece ter ligado, eles simplesmente descem do ônibus e começam a andar, como se aquilo não fosse novidade para eles.

* * *

- Vamos Oliver, seja homem, levante - Paramos no final do caminho com Oliver reclamando de dor, ele estava ajoelhado agarrando meus pés e implorando por água. Olho pro lado em direção a montanha vendo que todos esqueceram de mim e subiram o morro - Estamos quase terminando, eu preciso guiar eles, me solta - Eu digo tentando me puxar o mais forte que consigo, quando sem querer perco o equilíbrio e caio em uma fresta que tem entre a montanha e a estrada. - PORRA OLIVER, VOCÊ RASGOU MINHA CALÇA NOVA.

- O que tem aqui? Não acha melhor vermos? - Seus olhos iam além de mim. 

- É o que eu estava tentando fazer, mas você só sabe complicar - Me levanto e pego uma lanterna. 

- Vou deixar avisado que eu não vou, te espero aqui - Ele senta e cruza as pernas como um índio.

Ligo a lanterna e ando, cada vez mais profundo, me pergunto quantos metros aquela fresta tem. Ela começa a ficar mais larga, agora eu não preciso mais andar torto. Ando por mais três minutos, quando dou de cara com uma porta, ela se parecia com um dourado velho, eu a limpei com um lenço umedecido o que não ajudou muita coisa, mas aquilo se parecia muito com ouro.  
Eu saio dali quase correndo - Se não fosse pela fresta estreita - e ligo pro diretor, ele liga pra uma equipe que chega 35 minutos depois, eu estava ansioso, ia ser, talvez, a minha primeira descoberta arqueóloga. 


"Ficamos 25 minutos tentando abrir aquela porta, o lugar era muito estreito, o que não facilitava nada. Depois de muito esforço conseguimos abrir aquilo, que se tratava de uma tumba pra uma oferenda, mas peraí, uma tumba ? pra uma oferenda ? Caralho, não fazia o menor sentido, mas na hora da ansiedade eu aceitei. Nós levamos a tumba pra um laboratório de biologia, onde eles só conseguiram abrir dia 19 de agosto, e encontramos a múmia mais bem conservada de TODA a história, parecia que ela estava ali a dias, mas os biólogos dizem que é estimado que ela esteja ali há 200.000 anos" Isso foi o que eu disse aos jornalistas que me pararam na frente do prédio do laboratório, aquela múmia me tornou superfamoso, eu sabia que aquilo ia passar em questão de dias, mas eu não me importo. 



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