História Demigod Bastard - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Ação, Clã, Comedia, Lutas, Magia
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Palavras 2.314
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Luta, Magia
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O deus demônio, Ayato


Capítulo 2: O deus demônio, Ayato

 

Ayato estava com um olhar furioso “estampado” em seu rosto, ele olhava fixamente para Hayate enquanto ele estava com um olhar preocupado e perturbado. Após alguns instantes, Hayate estava tentando recuperar a sua compostura, enquanto sorria torto e suava frio, falou com uma voz gaga:

- “Não, não pode ser... Não tem chances de ser você... Ouvi dizer que Ayato Raijin estava morto... Que seu próprio irmão mais velho o matou...”

Hayate ficou um pouco mais calmo e voltou a si lentamente, Ayato por sua vez o respondeu com uma voz de fúria e intimidadora.

- “Quem eu sou ou quem eu deixei de ser, não importa mais. A única coisa que importa aqui é vocês deixarem essa cidade. Vocês têm duas escolhas, sair por bem e ninguém se machuca, ou vão sair por mal quase mortos.”

Hayate engoliu seco e começou a rir, repentinamente ele disse muito convicto:

- “Até parece que você venceria Testa! Ele é invencível!”

Ayato começou a caminhar lentamente na direção de Hayate e com uma voz firme disse:

- “Não existe nada nesse mundo que não se deteriore, não existe nada imortal, não existe nada do tipo como invencível. Nesse mundo certas coisas podem ser um pouco mais difíceis que as outras, mas algo como invencibilidade, não existe. Até deuses perdem as vezes.”

Hayate “fechou” rosto e muito irritado levantou as mãos. Em cima de Ayato começou a se formar vários círculos mágicos e gritando Hayate disse:

- “VOCÊ NÃO VAI SAIR DAQUI VIVO DEPOIS DE DIZER TAIS ASNEIRAS! KRISHNA É INVENCÍVEL SIM! STORM WIND!”

Nos círculos mágicos que foram formados em cima de Ayato, começaram a surgir várias “lâminas” de vento, as lâminas desceram em alta velocidade sob Ayato, assim, que elas entraram em contato com o chão, criaram uma grande nuvem de poeira impossibilitando a visão de Hayate e dos “espectadores”.

               Hayate estava bem confiante que os seus golpes acertarão Ayato, entretanto, com a poeira a visão na rua, ele ouve a voz de Ayato bem calma próximo a seu ouvido.

               - “Pouco me importa, só quero que vocês deixem essa cidade em paz... Esse povo não merece o que vocês estão fazendo e como eu disse, você tinha duas opções, infelizmente escolheu a errada. Escolheu enfrentar ‘O Deus demônio’ de uma outra era. Conviva com a sua medíocre decisão. Brain Collapse...”

               Ayato estva atrás de Hayate, ele estava com o braço direito flexionado e as pontas de seus dedos estavam na altura de seu ouvido esquerdo. Em volta da mão de Ayato, via-se vários “fagulho” de eletricidade correndo pela extensão de sua mão, Hayte olhou para trás e viu a situação a qual se encontrava e pensou:

               - “Impossível, como ele chegou até aqui? E ainda mais, porque ele não fez um círculo mágico e está emitindo tamanho poder mágico na forma de eletricidade?”

               Nesse meio tempo em que Hayato estava “paralisado” pensando, Ayato desferiu o golpe “Brain Collapse” na nuca de Hayate. Hayate ficou paralisado olhando de canto para Ayato.

- “Você parece estar se perguntando o que aconteceu... O Brain Collapse é um golpe que envia uma corrente elétrica para o corpo do inimigo, essa corrente elétrica viaja pelo sistema nervoso o que causa uma pane momentânea em quem recebe o ataque. Em suma, você não vai poder se movimentar por aproximadamente 70 segundos, e isso em um campo de batalha significa morte.”

Os espectadores da batalha entre Ayato e Hayate ficaram olhando para a cena abismados, eles não podiam acreditar em seus olhos, um membro da Família Tori Famelici se encontrava em uma situação muito delicada, alguns pensavam em voz alta com a voz muito perplexa: “Isso é sério?”; “A Famelici vai mesmo perder?”.

Hayate ainda paralisado por causa do Brain Collapse, ele pensava consigo mesmo:

- “Tsc, eu me superestimei de mais, deveria ter chamado reforços enquanto podia... Agora eu sei o porquê esse cara era considerado um demônio dentre os deuses, nem ao menos vi ele se aproximando de mim... Acho que não tem jeito, irei morrer aqui para esse cara...”

Com alguns segundos já passados, Hayate conseguia mover alguns músculos faciais, ele fechou os olhos e deu um sorriso de canto de boca. Ayato vendo aquilo se pronunciou.

- “Provocações não funcionam contra mim... De qualquer maneira, você vai ficar preso aqui até as autoridades chegar.”

Ayato levou a mão por dentro da sua burca e de lá retirou algumas correntes, as quais ele passou em volta das mãos e dos pés de Hayate. Ayato sussurrou:

- “Sealing...”

Após acorrentar Hayate, Ayato e o jogou pra cima de seu ombro esquerdo e saiu carregando Hayate como se fosse um saco de batatas, Ele caminhou com Hayate em seu ombro até chegar no bar o qual estava os “espectadores”. Chegando lá, Ayato colocou Hayate no chão disse:

- “Ele não fará mais nada contra vocês, por favor, olhem ele enquanto eu cuido da família Tori Famelici...”

As pessoas que estavam no bar o olharam meio receosas para Ayato, criando assim um grande silêncio, até que a voz doce de uma criança que estava no colo de sua mãe quebrou esse momento “pesado”. A criança aparentava ter por volta dos quatro anos de idade, tinhas os cabelos longos e azulados que batiam na altura de seus ombros, os seus olhos eram de uma tonalidade amarela bem puxada para o castanho, ela vestia uma blusa de frio com capuz branco e as mangas eram um tom de azul mais claro, ela com vários botões no meio. A sua calça era da mesma tonalidade de sua blusa de frio.

- “Senhor, você vai nos livrar dessas pessoas do mal?”

Ayato olhou para a garota e ficou em silencio por cinco longos segundos. Após isso, ele fechou os seus olhos, deu um grande sorriso, se aproximou da garota, colocou a mão no topo de sua cabeça e disse:

- “É claro, pessoas como vocês não devem ser repreendidos por pessoas como eles... Vou sempre ajudar aqueles que precisam de mim... Além do mais, tenho o dever de proteger esta cidade, ela é importante para alguém importante para mim.”

Naquele momento, Ayato parou de sorrir e logo virou em direção da saída do bar e de costas para o pessoal ele levantou a mão e disse:

- “Se não quiserem olhar ele por mim até que eu volte ou a ‘cavalaria’ chegue, olhe não só por esta criança ali, mas por todas as pessoas as qual são importantes para vocês.”

As pessoas que estavam no bar deixou a “desconfiança” em seus olhos se esvair e começaram a conversar entre si, até que uma voz no meio da “multidão” se destacou e ela dizia:

- “Ele está certo! Vamos tomar conta desse cara aqui por todos aqueles que são importantes para nós!”

Enquanto Ayato ia passando pela porta, ele pensou consigo mesmo, ele estava com um leve sorriso em seu rosto:

- “Se as coisas sempre tivesse sido assim... Se todos cooperassem... Aquilo certamente não teria acontecido...”

Ayato caminhava em direção do “castelo” da Tori Famelici que ficava localizado no subúrbio de Forli. A medida que ele ia avançando, ele ia se lembrando do seu passado...

 

FLASH BACK

 

[Ano de 548, Clã di Dei]

               Em um dos vários vastos campos abertos da vila, encontravam-se duas crianças treinando, uma das crianças, aparentava ser um menino de seis anos de idade, tinha cerca de um metro e dez, os cabelos eram bagunçados de cor prateada e os seus olhos eram azuis. A outra por sua vez aparentava ser uma menina por volta dos sete anos de idade, tinha cerca de um metro e vinte de altura, os seus cabelos eram pretos e em formato “tijelinha”, a cor de seus olhos eram violetas.

               O garoto estava muito desgastado devido ao treinamento, ele mal conseguia se manter em pé, e então decidiu se sentar. Ele cruzou as suas pernas de modo que as suas solas dos pés se encostassem, colocou ambos os braços para trás de seu corpo, apoiou suas mãos contra o chão, olhou para o céu, fechou os seus olhos e ficou sentindo o vento bater em seu rosto. A garota por sua vez, era incessante, mesmo toda acabada e cheia de escoriações pelo corpo, continuava a treinar. A sua habilidade com a espada era magnífica ela era: suave, precisa e veloz.

                  Após algum tempo, o garoto para de “curtir” o memento e começou a observar a garota, ele estava vislumbrado por sua técnica. E então, ele decidiu falar com a garota.

               - “Mei, eu sei que você tem o objetivo de se tornar a maga mais forte, mas o seu corpo merece um pouco de descanso também... Tudo em excesso é ruim.”

               Mei estava muito concentrada em seu treinamento e nem “reconhece” palavras do garoto, ela prosseguiu treinando. Em um súbito momento depois, ela o responde:

               - “Ayato, eu já lhe disse. Não tenho tempo a perder, tenho que ficar forte para poder proteger a ‘família’ real, a qual eu devo muito... Você também deveria treinar, ou gostaria de ser salvo por mim, vossa ‘majestade’?”

               Dizendo isso, Mei para de treinar por alguns instantes e olha para Ayato. Ayato estava de pé e com a cara “emburrada”, ele estava olhando para Mei com olhos que transmitiam raiva. Irritado com as palavras de Mei, Ayato respondeu:

               - “Eu não preciso que ninguém me proteja, quem dirá uma ‘garotinha’ feito você! Eu posso me virar sozinho!”

               Mei deu um sorriso e falou com uma voz provocativa e irônica para Ayato:

               - “Você é um bebe chorão, isso sim! Você não consegue vencer nem as outras crianças que não possuem magia...”

               Ayato estava mais irritado do que nunca com Mei, retrucou aos gritos.

               - “EU NÃO PRECISO DERROTAR OUTRAS CRIANÇAS QUE NÃO POSSUEM PODERES MÁGICOS! EU SÓ PRECISO DERROTAR AQUELES QUE MERECEREM ISSO!”

               Mei olhou para Ayato, deu um leve sorriso, deixou o seu olhar se “perder” e pensou...

               - “Gostaria que tudo na vida fosse assim, Ayato... Há casos que ‘sacrifícios’ são necessários para um bem maior...”

               Ayato olhou para Mei que estava com o olhar perdido e se “espantou” por um breve momento, logo após ele voltou a retrucar com uma voz “bêbada”.

               - “O que foi?! Está zombando de mim? Acha que não sou capaz?”

               Mei voltou a si com as palavras de Ayato, por um breve momento pareceu “assustada”, mas rapidamente recuperou o seu olhar frio e disse com um sorriso no rosto, já “destacando” a sua espada da bainha.

               - “Muito bem, me prove que estou errada e paro de te encher, paro de falar que você é um fracote e blá, blá, bá...”

               Ayato olhou um pouco surpreso para Mei, mas logo depois ele olhou com determinação em seus olhos. Mei flexionou as suas pernas assim abaixando a sua postura e leva a mão a empunhadura de sua espada, ficando assim, preparada para atacar ou se defender. Ayato por sua vez, deu um sorriso e as suas mãos se encobriram por raios, logo após ele disse:

               - “Certamente irei fazer você me reconhecer. Após esta luta, tudo será diferente...”

               Mei dá um belo sorriso, retira a sua espada de sua bainha e entra na posição de luta no estilo Kendo.

               - “Vem pra cima com tudo o que tem, ‘majestade’...”

               Ayato, olhou fixamente nos olhos de Mei, correu em sua direção e começou a desferir vários socos na altura do rosto de Mei. Mei por sua vez desviava e recuava sem muitos problemas, ela analisava os golpes, as posturas e o jeito de Ayato lutar. Após algum tempo da batalha, Mei percebeu várias coisas a respeito do modo de batalha de Ayato, e então, ela deu um longo pulo para trás e falou com um olhar firme para Ayato.

- “Ayato, você luta muito mal, se continuar assim, você vai morrer no primeiro combate que tiver, você deixa muitas aberturas em sua guarda e seus golpes são muito ineficazes, você deveria treinar um pouco mais seriamente, aprender a manejar a sua magia de forma mais efetiva...”

Ayato estava quase sem folego, ele olhou para Mei e disse com uma voz extremamente cansada:

- “Você diz isso, mas não me acertou uma única vez... Na verdade, você não fez nada! Só ficou correndo de medo.”

Mei olhou com um olhar firme e determinado para Ayato e em um piscar de olhos obliterou a distância entre os dois. Ayato se viu com uma espada em seu pescoço, ele respirou fundo, engoliu seco e ouviu as palavras de Mei...

- “Eu não estava ‘fugindo‘/‘correndo’, eu estava apenas analisando a sua técnica. Se isso fosse um combate real, você estaria morto.”

Mei retirou a sua espada e a guardou dentro de sua bainha, Ayato caiu de joelhos no chão e ficou olhando para baixo muito desanimado, com uma voz ranheta ele resmungou:

- “Porque eu sou tão fraco? Não sou digno nem de você usar o lado com lâmina de sua katana? Nem de sua magia?!”

Mei olhou para Ayato e suspirou fundo.

- “Você não é fraco, apenas não se dedica bastante nos seus treinamentos...”

               Por um momento, tudo ficou em silêncio e as únicas coisas que podiam se ouvir era os pássaros cantando no fundo. Mei suspirou, colocou ambas as mãos sob os quadris e olhou para o céu...

               - “Acho que o que te falta é motivação... A minha motivação é proteger você e a minha cidade natal, Forli... Mas pra isso, eu preciso me tornar a maga mais forte dessa era...”

 

FIM DO FLASH BACK

 

               Ayato agora se encontrava em frente do “castelo” da Tori Famelice, ele estava lançando um olhar furioso para cima do castelo, nuvens negras se formavam no céu que eram seguidos por alguns trovões.

- “Se você não pode proteger Forli, Mei. Eu protegerei para você!”

 

[Capítulo 3: Invadindo a “castelo” da Tori Famelici]



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