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História Demise Covenant - One Shot - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Aviso 1: Este é um One-Shot que serve como teste para saber se realmente vale a pena seguir em frente e publicar a história inteira. Por isso, o feedback de vocês, leitores, é ESSECIAL!!!

Aviso 2: Este é um One-Shot que trata de forma pesada o alcoolismo. Por isso, se você não tiver mais de 18 anos, leia por sua conta e risco.

Espero que eu possa contar com o feedback e o auxílio de vocês!!

Capítulo 1 - Demise Covenant - One Shot


Fanfic / Fanfiction Demise Covenant - One Shot - Capítulo 1 - Demise Covenant - One Shot

É meia noite. A lua estava cheia, e fazia 3 horas que eu vago pela esta extensa estrada. Enquanto eu reflito sobre as merdas que eu terei e vou ter que fazer, eu anoto todas as minhas reflexões em um caderno de anotações. O psicólogo me disse que é bom... Mas eu não contei a ele o contrato que eu fiz. Quer dizer, não foi eu que fiz, meio que eu fui obrigado. Mas quem se importa, agora eu tenho que matar 1.000. pessoas. E eu nunca vou contar para ele. Nem para ninguém. Eu serei julgado como um psicopata fascista... As vezes até eu acho que sou fascista. É uma questão que eu reflito constantemente, mas eu acho que não. Eu mato quem eu vejo pela frente e que seja fácil de esconder o cadáver. Então, isso não faz de mim um fascista... Já que eu mato todo mundo... Não é? Droga, eu odeio pensar nisso. Bom, vou esfriar minha cabeça e seguir em frente. Andei mais um pouco. Está realmente complicado seguir o caminho, o frio tá me dominando. Passando por cada veia do meu corpo... Eu realmente quero descansar. Estou cansado.
Guardei o caderno em meu bolso e olhei para frente; avistei um motel. Finalmente um local para descansar.
Segui até a entrada do motel e avistei uma moça, de pele negra e cabelos loiros.

-Olá, senhor. Como posso te ajudar? – A moça se referiu a mim, tirando o olhar do notebook em que ela estava escrevendo.

-Eu gostaria de arrumar um quarto, se não for incômodo.

-Olha, senhor, a pousada fechará daqui a 30 minutos. Já estamos fechando as coisas por aqui, estava aqui justamente para ver quantos quartos foram alugados. Há apenas 2 disponíveis, porém, a nossa política diz que não podemos aceitar novos moradores depois da meia noite. – O tom da voz dela me pareceu uma junção de medo e confiança. Notei que a minha cicatriz do olho esquerdo chamava a atenção dela. Será que isso é o motivo de seu medo? Não vou ser hipócrita, eu também não deixaria um maluco com uma cicatriz no olho e roupas de mendigo entrar no meu estabelecimento.

-Eu entendo.

A porta do motel se abriu quando eu proferi estas palavras. Será que é a polícia? Merda, eu não queria ter que matar um oficial da lei na frente de uma atendente.
Não, era só um contador bêbado mesmo.

-Ei, Kelly, tu sabe onde tá minhas chaves? -A voz dele parecia embasbacada. Aparentava ser um dos sintomas da bebedeira. Isto é um sinal de que ele pode ser uma boa vítima. Certo, ele perguntou sobre as chaves, não é? Significa que ele tem um quarto. Ok, vou pedir para me hospedar no quarto dele. Vou usar de uma voz fina e tristonha para que o seu afeto por mim seja criado. É um plano perfeito.

Me virei para ele e disse:
-Senhor, eu poderia me hospedar no seu quarto? Meus pais acabaram de morrer, e eu não tenho aonde morar. -Eu proferi de acordo com o plano.


-É... Mas quem diabos é você, fedelho? -Um tom curioso e de não compreensão; é agora.

-Senhor, eu sou só um adolescente que perdeu os pais. Eles morreram num acidente de carros. Eu andei desde a escola até aqui. Eu estou com fome, tô com frio... Por favor, deixe me hospedar no seu quarto. – O homem me encarou por um tempo, balançando o próprio corpo.

- Que que eu ganho com isso?

- Poxa, senhor, não tem dó dele? A criança não tem para onde ir e você quer se beneficiar a custa deles. Francamente... – Disse a tal Kelly. Eu esperava que ela teria comportamentos empáticos quanto a mim, também. Enquanto conversávamos, notei que ela tinha traços de sensibilidade. Ela pode ser uma peça útil para que ele possa me hospedar.

- Cala a tua boca, mulher. Num tô nem falando contigo. Então, moleque, que que eu ganho com isso?- Isso foi inesperado. Estou numa situação onde não posso oferecer muita coisa a ele. Então... Vou implorar até ele ficar cansado e me aceitar, demonstrando que sou uma criança mimada e ingênua. Ótimo.

-Por favor, moço! Eu não tenho aonde ficar! Me ajude, por favor!

-Porra, viu. Que porra. -Ele seguiu  para as escadas ao lado da mesa da recepção. Ainda não é hora de um plano B, irei insistir nisto. Segui ele com meus ombros caídos e andar mancado.

-Senhor, eu não tenho aonde ficar! Por favor!-Insisti mais uma vez, porém, com a entonação da voz mais alta.

-Você vai ficar insistindo até que eu fale para você vir em casa, né?

Olhei para a direita com um olhar caído e tristonho. Mas é claro que eu ia insistir! Porém, não posso sair do meu papel de criança mimada que perdeu os pais e não sabe aonde ficar.

-Caralho viu, é foda... Me segue, fedelho.- Ele retirou seu olhar de mim e andou para as escadas, ainda cambaleando um pouco e com uma garrafa de vodka na mão. Neste exato momento, eu abri um sorriso de canto de boca. Não pensei que a minha próxima vítima seria tão fácil. Eu realmente sou um gênio! Vou entrar no apartamento dele, puxar uma arma branca e matar ele. Então, vou jogar ele na lata de lixo mais próxima e me retirar. Perfeito.


Seguimos pelas escadas. A cada passo, notava-se que a madeira que formava a escada estava caíndo aos pedaços. Isto pode ser um sinal de que esse motel está velho. Pode ser prejudicial pro decorrer do meu plano... Notando-se que possivelmente possa não ter um lixo ou outras segundas opções para eu esconder o corpo dele.

A saída da escada dava direto com um corretor com algumas barras de ferro que deixavam os passageiros seguros para que eles não caíssem na rua logo abaixo. E, falando nisto, dava para se ver a rua onde estava a entrada dali. Ao lado, vários apartamentos com portas brancas com as tintas desgastadas.

-Chega aí, é o 198.

-Tá bom..

Ouvindo minha resposta, ele jogou as chaves em minha direção. Eu peguei ela no ar.

-Abre a porta aí. Eu vou ali pegar mais uma bebida. -Ele se separou de mim e andou mais para frente, na direção de uma maquina de lanches que se localizava no final do corredor.

Fui até o apartamento 198 e destranquei a porta. Adentrei o quarto e observei ao redor. Gavetas. Preciso checar elas, para ver se vou ter alguma arma para tirar a vida dele.
No geral, era um quarto até que aceitável em comparação com a escadaria do hotel. A cama estava logo a minha frente, e havia uma mesa no canto direito com algumas gavetas. Me direcionei até lá e abri uma de cada vez. Não achei nada, apenas alguns recibos. Possivelmente de antigos moradores. Que merda! Vou ter que utilizar de outro método na execução desse cara. Observei pela janela ao lado da porta a vinda dele, logo, fechei as gavetas, mas não a tempo suficiente dele não reparar no meu movimento.

-No que que tu tá mexendo aí, moleque?

-Ah... Eu tava vendo se tinha algum lápis para eu desenhar... -Proferi com uma entonação triste na voz.

-Tanto faz. Quantos anos você tem?

-Eu tenho 18. -Tá ótimo. Ele nunca vai saber que eu tenho 22 anos. A minha face de moleque na Faculdade ajuda a me disfarçar.

-Então toma. Bebe isso aqui.-Ele me deu uma garrafa de Vodka. Não, não, não! Isso não é bom. Eu nunca bebi nenhuma bebida alcoolica na minha vida. É péssimo, o meu corpo não tem o preparo suficiente para que eu não fique bêbado e possa gerir a minha estratégia.

-T-Tá bom...-Droga, eu proferi de forma fora da minha personalidade de garoto mimado. Segurei a garrafa e me sentei na cama. Ele se sentou na cadeira da mesa.

-Então, fedelho, que que rolou com teus pais?-Ele deu um gole na própria bebida. Ele já estava bêbado desde que estava na recepção. Será que eu devo embebedar ele? Ok, pode ser uma boa opção.

-Ah, eles morreram num acidente de carro. Estavam discutindo e não viram o carro da frente...

-Parece ter sido bem merda ter visto tudo isso. Tu tava no carro?

-Não. A minha vô que me avisou...

-Ah, entendi.-A conversa entrou em silêncio por alguns minutos. Ele ficou analisando meu rosto por alguns segundos.

-E essa tua marca no olho, hein?-Seria difícil explicar para ele, mas vou aproveitar que já apresentei a ideia de que os meus pais são problemáticos quando disse que eles morreram discutindo e vou dizer a ele que o meu pai foi quem fez essa cicatriz. Eu não posso simplesmente dizer que uma caveira ambulante com 30% do poder do meu pacto me espancou quase até a morte em cima de um prédio.

-Foi o meu pai que fez isso... Ele tava bêbado e eu tinha brigado com ele.

-Entendi.. Tua vida deve ter sido bem difícil, né, garoto? -Garoto? Ele não estava se referindo a mim assim desde que eu contei a ele sobre isto. Será que ele tem alguma empatia por mim agora? Hmm, isto é bom. Vou deixar a narrativa mais triste para que ele fique com mais dó de mim. Então, xeque-mate.

-Sim... Eu sempre choro quando eu lembro da minha família.

-Entendi... Bom, afoga tuas lágrimas na bebida. É o que eu faço quando lembro da minha esposa.

-Você é divorciado? 

-É... Ela me traiu com um viadinho da academia. Por isso eu odeio aquela vadia. Eu peguei os dois naquele trepa-trepa de merda... Foi horrível.

-Parece ter sido bem triste...-Nisso, eu dei um gole na bebida. Eu nunca tinha sentido nada como aquilo antes. Automaticamente, minhas pupilas se relataram e uma sensação de ânsia tomou minha garganta. Eu quase botei todo o meu café da manhã no chão em forma de vômito. Involuntariamente, locomovi meu pescoço em direção ao chão.

-Ei, porra. Não vai botar as tripa no meu apartamento não, porra. Tu nunca bebeu na vida, né, filho?

-N-Nunca.-A ânsia diminuiu. Realmente acho que tô bêbado.

-Tendi... Bem, se tu quer vomitar, vou te levar em um local especial. Chega aí.-Ele se levantou da cadeira e parou na frente da entrada. Eu o segui, e acho que a minha visão tá ficando um pouco bagunçada. Ele esticou e juntou as duas mãos e direcionou elas até a região do tronco inferior.

-Sobe aí, eu te ajudo. -Ele se referiu ao telhado do apartamento. Eu sobi nas mãos dele e quase tombei. Cara, eu não tô bem. Escalando o telhado, eu me agachei e olhei para ele. A figura de óculos estava começando a se duplicar.

-Agora me ajuda, porra.-Ele esticou as duas mãos para mim, na intenção de que eu o levanta-se. Usei o pouco do meu físico e o levantei na dureza.

-Vem cá.-Ele andou até a beirada, onde podia se ver um posto de gasolina muito próximo do edifício do hotel.

-Eu curto ficar aqui enquanto fico bêbado. Filho, já aconteceu muita merda aqui.

-Imagino...-Ele bebeu mais uma tose. E eu também. Eu entrei numa brisa muito boa. Olhei para ele, e os óculos dele estavam girando. Sem parar, girando...


-Aí, topa um desafio?-Ele falou espontaneamente.

-Claro.-Respondi impulsivamente.

-Nós dois vamos pular lá no posto de gasolina. Quem pousar lá, ganha um prêmio. Quem não conseguir pousar lá... Morre.

-F-Fechado.-Eu respondi. Mas porque eu disse isso! Porra, que merda! Eu nunca mais toco nessa merda de Whisky de novo.


-Quer começar?

-Com prazer.-Eu me levantei e olhei para o telhado do posto de gasolina. Eu tenho que pular naquela merda e sobreviver. Eu não posso desistir agora, falta pouco para que eu possa voltar ao normal! E nem muito menos morrer!

Então, eu olhei para o chão. Vi aquela grande avenida se mexendo para a direita, a esquerda... E assim vai. Várias coisas estavam passando pela minha cabeça. Alcool, meus amigos da Faculdade, o meu destino... E aquele velho desgraçado que teve que selar um pacto comigo. Eu prometi que vou matar ele. E quando eu prometo algo, eu cumpro.

Me afastei um pouco da beirada e respirei profundamente. Quer saber agora? Foda-se o que for acontecer, eu faço essa merda... Não, pera aí. Eu não quero fazer isso, nem fodendo. Eu vou morrer. Não! Foda-se! Eu vou pular mesmo!
Respirei mais uma vez e corri cambaleando. Então, eu pulei.



Abri meus olhos. E olhei ao redor. O meu joelho direito estava sangrando.... Percebi que estava em cima de alguma coisa. Espera... Eu consegui? Isso significa que... Eu tô vivo? Me arrastei pelo local onde estava. Sim! Eu consegui! Estou no telhado do posto de gasolina. Ótimo.. Ele já pulou? Olhei para o telhado e não avistei ninguém. Quando olhei aos lados, também não avistei ele, então será que....

É... Ele não conseguiu pular até o posto. Me arrastei até a beirada do posto e consegui ver o corpo dele... Coberto de sangue! Não, não, não! Ele não pode morrer antes que eu confirme a morte! Com muito esforço muscular, consegui me agarrar na beirada e cair perante o solo. Caí de costas; não consegui me equilibrar.

-Não, não, não!!-Gritei perante a possível morte dele. Não havia o que fazer. Não tinha nenhuma arma branca para cortar ele, nenhuma arma de fogo para atirar nele. O único jeito... É espancar ele até a morte. Locomovi as minhas mãos e comecei a dar socos consecutivos verticais em sua cabeça, alternando entre a mão direita e a esquerda. Mas não acontecia nada; a cada soco, o sangue espirrava em minha face. Parei de socar ele e olhei no meu pulso. Não mudou nada; continuava com a quantia de “659”.

-Merda!!!!


Notas Finais


Opa! Espero que vocês tenham gostado deste one-shot!!
Deixe o seu feedback aí em baixo!!
Ah, e todas as imagens usadas para este Spin-Off são da HQ americana "Deadly Class".
Todos os direitos de imagem vão para a obra, e eu não ganhei nenhum centavo com o uso da imagem.


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