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História Demon - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Almas.


Fanfic / Fanfiction Demon - Capítulo 2 - Almas.

ㅤㅤㅤ꒱࿐♡ ˚.*ೃ demon;; capítulo um, almas. . . ⇠♡՞
 

»Actuellement_ New house

»Monday_ 19:30 p.m.

 

Despedir-me de meus amigos de longa data foi uma das coisas mais complicadas para mim, ainda mais dar adeus a Min Yoongi, meu namorado, que apesar de ser um grosso, chorou em meus braços – não muito diferente de mim que chorei até soluçar. Alguns de meus amigos me ajudaram na mudança, como, Lisa e Hoseok.

Quando chegamos em nossa nova casa, fomos recebidos por uma vizinha de meia idade junto com mais algumas mulheres e outras velinhas, para nos dar boas-vindas. Elas passaram horas conversando com minha mãe dizendo o quanto o lugar é calmo e quieto, e que há poucos jovens da minha idade por aqui, era só o que me faltava. 

— Tchau! Boa noite querida. Tomem bastante cuidado! — uma das senhoras gritaram enquanto se afastavam todas reunidas. Minha mãe se virou para mim e riu. 

— Elas são tão gentis, parece que temos uma vizinhança um tanto animada, meu bem. — concordei com a cabeça. — Onde está seu pai? — apontei para o andar de cima onde meu pai se encontrava nas últimas longas horas, colocando as caixas. 

— O que conversavam? — comentei curioso.

— Acredita que elas me disseram que aqui há monstros? — minha mãe soltou uma risada, eu suspirei, além de velhas eram loucas.— Umas delas que parecia ser mais jovem entre elas, Kim Yoora, o nome. Ela acha que seu único filho vendeu a própria alma, na hora fiquei toda arrepiada. Dos pés a cabeça.  — minha mãe ficou séria, não pude deixar de rir. — Não ria, Jungkook! Isso parece ser muito sério! Ela até me amostrou uma foto de como ele era antes dele mudar de maneira repentina. Tão jovem, ele parecia até ser mais novo que você Jungkook. Mas agora ele estava com o cabelo de outra cor e tem tatuagens pelo corpo. Agora até parece mais velho que você, achei que ele ficou bonito. — cruzou os braços. — Mas tadinha dela, diz que ele só chega em casa pela madrugada. — arregalei os olhos.

— Nosso, em poucos horas a senhora descobriu tudo sobre o filho dela, que coisa mamãe. A senhora pode até trabalha no FBI, em? — ela rolou os olhos. — Mas vender a alma já e demais, isso deve ser baboseira igual e esse assunto de ter monstros por aí. — apenas me olhou por alguns segundos, indo direto para a cozinha sem antes me dá um beijo na bochecha.

Revirei os olhos e subi para onde seria meu novo quarto, onde passaria a maior parte de meu tempo trancafiado. Portanto,  poucas das minhas coisas estavam aqui e uma outra boa parte, ainda estavam na nossa antiga casa ou no andar de baixo. No quarto apenas se encontravam, meu colchão no chão com algumas cobertas, às malas com minhas roupas e o meu notebook em cima do travesseiro.

Caminhei até a janela e me sentei ali e fiquei. A casa não era tão pequena quanto eu imaginava, mas também não era aquela casa gigantesca, mas era ótima para três pessoas, apenas. Meu quarto é um tamanho bom para mim, apesar de ter uma cor  meia feminina – não e que eu ligue –, mas uma boa parte do quarto era rosa com alguns detalhes brancos de flores. Um quarto que parecia de uma menina ou um menino que gostava de rosa.

Porém, não ligo. 

Fiquei alguns pequenos minutos ali, olhando quase nada, até porque, era algumas árvores e matos e algumas casinhas e só. Nada que pudesse prender minha atenção por muito tempo.

— Jungkook, a comida está pronta. — meu pai abriu a porta, olhou um pouco em volta. —  Uau, muito rosa. — concordei. — Se quiser, amanhã pintamos ele. Talvez eu compre algumas tintas na volta. — assenti.

°°°

Conversa vai conversa vem, uma hora ou outra eu decidia abrir minha bendita boca para falar algo. Eu, Jeon Jungkook, poderia estar em uma baladinha com os meus amigos e com Yoongi, mas não, eu estou aqui nesta casa e neste lugar cercado de mata e árvores. 

— Amanhã, você irá conhecer seu novo colégio… — minha mãe disse, concordei. — Não é tão longe, e apenas meia hora até lá, se quiser poder ir a pé ou na companhia do filho da Yoora. — eu a encarei incrédulo. Ir a pé tudo bem, mas ir com um garoto que nem conheço e que ela me disse que vendeu a alma, não vou com ele nem aqui e nem na china meus consagrados. 

— Como a senhora disse sobre esse garoto aí. Então, eu não vou com o filho do capeta, desculpe. — minha mãe fez uma cara feia para mim, apenas balancei os ombros e voltei a comer. — O que? Falei só verdades...

— Jungkook, por favor. — repreendeu meu pai e eu apenas suspirei, não tive outra escolha a não ser a ceder.

— Tá bom. Já terminei. — me levantei. — A louça é sua paizão! — bate em suas costas de leve sorrindo. — Irei conversar um pouco com Yoon, caso queiram algo, apenas me chamem… 

Já no andar de cima, fui no banheiro rápido e escovei meus dentes. Peguei meu notebook em cima do travesseiro, me sentei novamente na janela como havia feito antes.  liguei, e passei a mandar algumas mensagens para Yoongi, Lisa e Yugyeom, outro amigo. Não demorou muito para que eles me ligasse. Lisa e Yugyeom já chegaram me xingando, já Yoongi chegou sendo o Yoongi.

"Você é um filho de uma boa mãe! Só vem me da notícias agora, idiota! A minha vontade agora e de desligar na sua cara" — o azulado disse, Yugyeom e Lisa e eu morremos de rir

"Quanto drama Yoonie!" — Lisa disse entre as risadas.

"Não é drama Lisa, esse filha da puta nem me mandou mensagem!" 

— Que mentira Yoongi, eu sempre te ligo ou mando mensagens. Só não havia mandado hoje porque eu havia acabado de chegar, hyung! — falei vendo ele bufar, Yugyeom e Lisa apenas riam.

Em silêncio enquanto apenas os observavam, escutei um ruído baixinho vindo de alguma parte do quarto, mas não era nada, quando perguntei a eles ninguém havia escutado nada.

Acho que estou enlouquecendo, não é possível.

"Gostaram do meu pijama?" — Lalisa perguntou de repente. Então, comecei a á analisa-lá, seu pijama era de gatinho bem fofinho. Ela até se levantou e começou a rodar amostrando seu rabinho.

— Achei fofo! — respondi, escutei Yoongi bufar. — E você, fica lindo com ciúmes, amor… — quando eu ia completar a frase um arrepio me subiu pela a coluna, virei-me para rua, meus olhos se arregalaram e um medo se apossou-se de mim. 

Que porra era aquela? Parecia ser um homem, mas seus olhos eram diferentes, pretos e sem vida. O homem tinha os cabelos loiros e bagunçados, ele mantinha um pequeno sorriso quadrado e assustador. 

Uma sensação estranha passou a acontecer comigo, eu já não escutava mais a discussão de meus amigos e namorado, e uma enorme vontade de chorar me invadiu, assim uma vontade imensa de sair correndo dali, porém minha pernas não tinham movimento algum. Estavam travadas.

Meus os olhos se enchiam, por não conseguir falar ou me mover. Eu estava completamente assustado.

— A sua alma parece, maravilhosa… 

Um sussurro passou por meus ouvidos, uma voz rouca, calma e bastante amedrontadora. A voz era linda, mas no momento o que eu sinto é medo e uma vontade imensa de chorar. Não tinha tempo para elogios.

— A menina que morou aí era igual a você. Jovem, bonita, mais era tão frágil e tola ao ponto de vender sua miserável alma por nada mais e nada menos do que, atenção. Quem é o jovem que não anceia pela atenção e carinho de seus papais? 

Ele continuou, mas o rapaz que havia alguma tatuagens estranhas no pescoço que eu havia visto antes havia sumido, mas apenas sua voz ficava em minha cabeça.

— Tão idiota, mas sua alma foi á coisa mais maravilhosa em anos. A tristeza, ódio, a dor, rancor e o tão maravilhoso gosto de morte! 

Eu com certeza estavam pirando, mais aquela voz continuava, meu corpo continua imóvel e isso ainda me deixa desesperado. 

— Espero que sua alma seja maravilhosa. Eu sei qual é seu maior desejo, criança tola, e também sei que faria de tudo para alcança-lo. Um desejo tão inútil! Mas para alguém tão talentoso, o que falta é a motivação. Mas parece que seus pais não aceitam, assim como eles não aceitam por completo seu relacionamento com aquele leite azedo de seu namorado. 

Meu sangue ferveu, quem era ele para falar de Yoongi desta forma?

— Não fique com raivinha, babe. Ele faz tantas coisas que você nem imagina, tolinho. Espero que goste da notícia quando saber, querida. Até mais.

°°°

No dia anterior acordei com minha cabeça latejando, meus olhos ardiam, mas não me recordava o porque. Meu notebook se encontrava ao lado do colchão,  e havia várias mensagens de Yoongi, Lisa e Yugyeom perguntando se eu estava melhor ou algo do tipo, porém eu não lembrava de nada do que havia acontecido.

Ele lembra de uma voz estranha e só, mas nada. Mas ás mensagens deles parecia dizer ao contrário, até porque, Lalisa havia dito algo estranho.

"Jungkook, parecia que você havia ficado fora do ar. Parecia aqueles filmes de terror, você chorava mas mesmo a gente chamando você várias vezes parecia que você não nos escutava. Oppa que loucura!! Seus olhos pareciam que transmitiam medo!"

 

— Uau… — foi apenas o que eu disse, estava um pouco assustado mais continuei lendo suas mensagens.

 

"Em algumas horas você gemia, como se estivesse sentindo dor. Que loucura!!! Mas o que me assustou foi quando eu vi um rapaz do seu lado, diria até que bonitinho, mas assustador. Ele ficou próximo ao seu ouvido, falando alguma coisa mas não dava para escutar. Quando ele se afastou, um sorriso enorme tava na cara dele, parece que Yoongi não havia gostado até porque o cara do nada beijou você e as câmeras desligaram, e eu não vi mais nada"

 

Engoli em seco, me levantei às pressas, escovei meus dentes e vesti uma roupa diferente. Desci as escadas e fui para a cozinha, encontrando minha mãe arrumando algumas de suas louças. 

— Mamãe, a senhora escutou alguma coisa ontem? — perguntei de pressa meio assustado. Ela negou.

— Por que meu amor? — retrucou ela.

— Por nada, a senhora viu meu celular? — ela apontou para uma caixinha em cima da mesa e eu saí correndo para a pegá-la. Logo peguei o aparelho e o liguei. — Irei dá uma volta pela rua, preciso esfriar a cabeça, por que alguma coisa aconteceu e eu não me lembro.

Ele não disse nada, apenas concordou e mandou eu apenas comer alguma coisa antes de sair.

°°°

— Yoongi, pela'mor me perdoe! Eu não lembro de nada do que aconteceu... — escutei alguns barulhos e em seguida um grito. — Lisa me explicou tudo, mas o que ela me contou, também me deixou assustado. Mas me perdoa,,, — Ele suspirou do outro lado, me deixando nervoso. — Yoonie hyung.

"Mais tarde conversamos… Preciso ir."— desligou sem ao menos despedir-se de mim, suspirei entristecido. Levantei-me do banco da pequena pracinha e coloquei o celular em meu bolso.

Minha cabeça ainda doía e ela doía mais ainda em lembrar da assustadora história contada por minha amiga. Mas se Yoongi está bravo comigo, aquilo realmente aconteceu e isso me assusta, bastante!

Caminhei até o centro, onde era um pouco mais cheio de pessoas, mais ainda sim cercado de árvores e alguns pássaros, que cantarolavam sem se cansar.

— Olá… — uma sensação estranha e familiar passou por mim, aquela voz rouca e calma. Balancei a cabeça rapidamente tentando afastar os meus pensamentos confusos. — Deve ser Jeon Jungkook, o menino novo. Não?

Me virei para trás encontrando um rapaz um pouquinho mais alto que eu, seu olhar era de um rapaz mais velho. Cabelos loiros, pele bronzeada e algumas tatuagens estranhas em seu pescoço – ele parecia ter mais, mas por conta da jaqueta preta, não dava para ver –, tudo nele era me familiar.

— Sou Kim Taehyung. — estendeu sua mão em minha direção, demorei uma pouco para racionar, ele era muito lindo. Meio apreensivo apertei sua mão.

— Uau, você deve ser o filho da Senhora Yoora, Taehyung não é? — ele revirou os olhos e sorriu para mim, outra coisa familiar. O sorriso.

— Minha mãe e suas manias de contar sobre nossa vida para os outros… — soltou uma risada, eu apenas sorri sem graça. — Estava indo ver o colégio?

— Oh, não, não! Eu apenas queria esfriar a cabeça, só… Algo aconteceu mas eu não lembro de nada, apenas meus amigos e meu namorado… — suspirei só de lembrar em Yoongi.

— Namorado? — ele parecia um pouco curioso. — Hm, que coisa… — engoli em seco esperando algum comentário maldoso, mas ele apenas concordou. — Quer ir ao colégio, levo-te lá… — concordei.

 O caminho foi silencioso e apavorante, para alguém que vendeu a alma ele e bem mais interessante e bonito do que eu imaginava. O caminho todo se passou por eu estar o observando a cada coisa que ele fazia ou comentava, era estranho.

— E aqui aonde estudamos, não é tão bom. — deu de ombros. — A várias atividades legais e tals, mas o que eu gosto de fazer e ficar na ponte. Esse colégio não vai me levar a porra nenhuma.

— Como assim, Taehyung… — ele me olhou, me analisou mais e mais.

— Você merecia mais… — murmurou para mim.

°°°

Ele havia me amostrado exatamente tudo, o colégio, a pequena "cidadezinha" e mais algumas coisas. Apresentou-me também a seus amigos, Namjoon, Jin – estes dois que namoram entre si, ou algo parecido – e Jimin. Todos tatuados, menos Jimin que me disse que acha bonito, mas não faz, mesmo com tanta insistência.

Eles pareciam ser pessoas legais, mesmo tendo famas não muito boas. O mais estranho é que todos eram igual a Taehyung em todos os aspectos. Como senhora Yoora disse a minha mãe, que contou sobre o filho. Antes todos eram, certinhos, quietos e mais amigáveis. 

— Seus amigos são legais… — murmurei enquanto voltávamos para minha casa, ele concordou sorrindo. — Posso te fazer uma pergunta e que agora me veio em mente. Estranho, mas eu quero saber.

— Diga babe… — meu estômago embrulhou quando ele disse "babe", era como se eu já estivesse ouvido antes.

— Você conhecia quem morou lá, antes da minha família se mudar? — ele pensou.

— Jeon Somin, uma menina bem bonita, mas tão tola. — ele disse com um sorriso assustador, mas quando viu meu olhar ele ficou sério e encostou no meu ombro. — Não fique com medo. Somin era um pouco mais velho que eu quando a conheci, tinha um ou dois amigos. Ela era muito quieta, e não saía muito. Mesmo podendo sair para qualquer lugar sem precisar da permissão dos pais, que babaca né?

Eu não liguei para seu comentário e fiz uma outra pergunta.

— Como assim ela podia ir para qualquer lugar?

— Os pais pareciam não gostar dela, davam mais atenção ao trabalho e às coisas materiais do que nela. Em alguns meses até achávamos que eles gostaram dela porque de um dia para o outro, Somin saía por aí com eles. — continuamos andando. — Mas um mês depois, Somin foi encontrada morta na sala da casa com uma carta na mão e um copo vazio ao lado. — Deu de ombros.

Engoli em seco, agora minha casa é o único lugar que eu não quero ficar sozinho.

— Algumas pessoas dizem que ela vendeu a alma, e como o prazo acabou, há hora dela havia chego. — eu podia jurar que ele havia dado um sorriso, mas resolvi ignorar aquilo.

— Parece que chegamos… — digo e ele concorda. — Até mais, Taehyung… — me afasto dele com um aceno, e ele faz o mesmo.

°°°

Fazia algumas horas, eu estava no meu quarto deitado relendo todas as minhas mensagens mandadas para Yoongi. Eu acho um trouxa de primeira. Apesar de pensar no Yoongi, meus pensamentos estavam na história contada por Taehyung que eu o conhecia de alguma forma. Isso está me assustando.

Eu nunca pensei que fosse dizer isso na vida, mas… que Deus me livre dessas coisas. Eu sei é baboseira, mas chega se assustador quando se ver muito gente falar. 



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