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História Demon Slayer - Interativa - Capítulo 16


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Notas do Autor


Hello guys!

Pois é, bati o recorde de postar um capítulo em menos de uma semana, por enquanto as coisas nesse capítulo estão mornas, mas quando chegar o exame, vocês irão ver a porrada.

Capítulo 16 - As Forjas


— Narração —

Os três patetas andavam pelas entradas do campus.

— Muita coisa estranha tá acontecendo desde aquela missão — disse Drake andando com os braços atrás da cabeça.

— Concordo — disse Kouta.

— Nossa, o que por exemplo? — disse Akira.

— Eu perdi a capacidade de usar meus poderes de fogo, agora só consigo usar raios, e quando eu vou dormir, eu entro numa dimensão estranha onde tem um cara parecido comigo e ele fala que é minha parte Yogore-

— Tá bom! Ele só perguntou uma coisa! Jesus! — exclamou Drake.

— Onde ficam as Forjas? — perguntou o grisalho.

— É bem por ali — disse Akira.

Eles estavam num desvio com uma placa apontando para as duas estrada a frente.

< Arena / Forjas >

Eles foram pela esquerda como a placa apontava, e depois de atravessar uma descida, ele chegaram numa região da escola que era cercada por lagos, com diversas casas de tijolos com chaminés, algumas em terra e outras eram construídas em cima de pequenas planícies em cima do lago congelado, que se conectavam pelas pontes que levavam a elas.

E finalmente, havia uma enorme placa escrita em madeira e mal rabiscada.

FOrJAs da HaNGetsu: Local de Fabricação de Ten no Buki

— O de casa! O de casa! — chamou Akira.

O barulho de martelo dentro de uma das casas parou de soar e uma porta se abriu. De lá, saiu um homem pequeno, mas forte, com cabelos marrons cobertos com uma touca e uma enorme barba. Estava vestido um avental de ferreiro e estava um óculos de proteção, que ele logo retirou.

— ( Um anão ) — pensou Kouta impressionado.

— Olá, Toshio-san — cumprimentou Akira.

— Bom te ver, Akira-kun, do que precisam? Reparo? — disse o anão

— Gostaríamos de um reparo nas nossas Ten no Buki, mas o nosso amigo aqui precisa de uma nova — disse Drake.

Ele olhou para Kouta de cima pra baixo, e quando fez isso, ele parecia estar descobrindo cada detalhe.

— Poderia me mostrar sua mão, filho? — disse Toshio.

Kouta estendeu sua mão para ele, e o anão a segurou sutilmente.

— Como pensei, esses calos na sua mão são obra de um enorme treinamento na arte da espada, você é um Espadachim, não é, garoto — adivinhou o anão.

Kouta assentiu para ele.

— Haha! Esse anão aqui tem um dom para adivinhar o tipo de arma de seu cliente, se quer minha recomendação, uma Katana de 90 cm seria o ideal para você — disse Toshio confiante.

— Ficaria muito agradecido, mestre — agradeceu Kouta.

— E quanto a vocês dois? — perguntou o anão.

Akira mostrou o seu fuzil e Drake sua foice, os anão recebeu as duas nas mãos.

— Estão em boas condições, mas precisam de reparo e polimento, tem um buracos e peças faltando também, vou demorar umas duas horas, quando a sua rapaz, a entrega de Metal Sagrado chega só no final da tarde, mas até amanhã de manhã, sua Katana estará pronta — disse Toshio.

Os três reverenciaram o anão.

— Muito obrigado — disseram os três.

O anão os convidou a entrar dentro da casa. Lá era um ambiente iluminado apenas pela luz do sol e havia uma enorme quantidade de apetrechos de um ferreiro típico. Como uma bigorna, um martelo e um forno para fazer espadas. Várias peças de metal e formas com buracos para criação de armas e balas. Eles viam um verdadeiro arsenal dentro daquela casa.

E lá, eles também viram um velho conhecido. Um homem anormalmente alto, caolho e com cabelos curtos espetados.

— Aaron-san — disse Akira.

Ele levantou o braço levemente.

— Yo — disse ele vagamente.

— Você também veio reparar sua Ten no Buki? — disse Drake.

— Sim, na última missão, eu enfrentei um Oni com a pele mais dura que eu já vi — disse ele descontraído.

— E como foi? — perguntou Akira curioso.

— Bem, digamos que ele perdeu a cabeça depois de alguns golpes — disse ele fazendo as aspas com os dedos.

E de repente, um ser estranho pelado com características humanas, mas não possuindo órgãos genitais, apareceu ao lado de Aaron. Tinha cabelos e olhos azuis, e era muito pequeno, tendo apenas 15 cm, e possuía asinhas e orelhas pontudas.

— Na verdade, ele arrancou os dois braços, as duas pernas, e só depois arrancou a cabeça dele, foi horrível! Mas incrível também, porque ele venceu! — disse a criatura.

— Uma fada? — disse Drake.

— Que isso? Não tá vendo que eu sou a porra do Fado? — disse o " fado " irritado.

Drake deu uma risada alta.

— Fado?! Sério isso? Ah não véi — disse ele rindo que nem uma hiena.

— Ei! — disse Toshio.

— E o outro ainda! — disse o ruivo rindo ainda mais.

Aaron apenas suspirou.

— Esse aí é o Sigf, um carrego que me segue onde quer que eu vá — disse o homem apontando para o " Fado ".

— Que cruel! Eu sou seu familiar! — exclamou o Fado.

— Você também vai fazer o Exame Chubi? — perguntou Kouta.

— No meu caso, é Exame Majin Hunter, mal posso esperar para chegar no posto mais alto — disse o homem.

— Então, pra cada nível, o nome do Exame é diferente — disse Kouta.

Aaron assentiu.

— Quando você fez o Exame Chubi como era a prova — disse Akira curioso.

A pergunta fez Aaron sorrir de canto, como se aquilo lhe despertasse uma memória boa.

— Foi empolgante — disse ele com firmeza.

Aquilo deixou os garotos ainda mais curiosos.

— Depois —

Os garotos passaram a tarde dentro das Forjas conversando com Aaron, apesar deste ser um homem de poucas palavras.

— É isso aí! Tudo que ele sabe, fui eu que ensinei — disse Sigf para Jibanyan.

— Nyão acredito — disse o gato incrédulo.

— Pois é pra acreditar — disse o Fado.

— Aqui estão suas armas garotos — disse Toshio chegando.

O anão de fato havia feito um bom trabalho. Qualquer lasca, buraco, ferrugem, arranhão, ou qualquer coisa que prejudicasse o uso das armas, havia sido apagado.

Eles também pareciam levemente modificadas, com a lâmina da foice de Drake estando mais afiada e brilhante, e o fuzil de Akira estando com mais carregamento de energia, assim, podendo atirar mais balas.

Como a espada de Kouta só estaria pronta no dia seguinte, porém, uma coisa na casa do anão lhe chamou atenção.

Havia uma moldura em forma horizontal presa no alto da casa, era a foto de uma lança de metal puro, a ponta sendo mediana com um haste de madeira e algumas coisas escritas em kanji, não podendo ser lidas devido a definição da foto.

Instantaneamente, uma sensação familiar começou a correr pelo corpo de Kouta, era como se fosse um zumbido no seu ouvido. Ele de alguma forma sentiu que já viu aquele lança uma vez, mas não conseguia se lembrar aonde. Ele sentia como se tivesse uma conexão com aquela lança.

— Senhor, com licença, mas que arma é aquela? — perguntou o grisalho apontando para a moldura.

O anão olhou para onde Kouta e ficou curioso com a pergunta.

— Aquela arma? Você não sabe qual é? — perguntou o anão.

— Infelizmente não — disse o grisalho.

— Aquela é a Lança da Fera, uma arma lendária e uma das poucas que foi capaz de ferir Hakuman no Mono, ela foi forjada na China por um ferreiro misterioso através de magia negra, e ao longo da guerra contra Hakuman, ela passou pelas mãos de muitos usuários, e todos encontraram seu fim pela sua maldição — explicou o anão.

— Mas… que tipo de maldição é essa? — perguntou o grisalho.

— Quando uma pessoa porta a Lança, ela confere a seu usuário força, velocidade e durabilidade a níveis alarmantes, além de ser capaz de atravessar as defesas de qualquer oponente, já que ela absorve o que a fortalece, mesmo que o ser atingido seja imortal. Mas obviamente, em troca de todo esse poder, há um preço a se pagar: sua alma — disse o anão sombriamente.

— A lança devora a alma de seu portador? — disse Kouta surpreso.

— E quando o processo termina, o antigo usuário se torna um Azafuse, uma criatura que se torna um nada, perde completamente a consciência e esquece de quem foi — disse o anão.

Kouta engoliu em seco.

— Um usuário que chega a esse ponto perde, temporariamente, o controle de si e parte em busca do Hakuman no Mono, matando qualquer ser vivo que esteja em seu caminho. Como ninguém sabe onde Hakuman está, o ex-usuário vaga sem rumo até se tornar um monstro sem memória, alguns eventualmente se tornam poderosos e sanguinários, enquanto outros somem e desaparecem, o efeito depende de como o seu antigo usuário a usou — disse o anão sombrio.

Uma arma que era capaz de derrotar o mais forte dos Yo-kais, mas condenava seu usuário a um destino terrível, aquilo não podia ser mais apavorante.

— E onde ela está agora? — perguntou Kouta.

— Ninguém sabe, desapareceu a séculos — disse o anão.

— Vamos, Kouta! — chamou Akira.

— Sua katana está pronta logo pela manhã, mas pode vir no horário que você quiser — disse o anão voltando a sua fala descontraída.

Kouta voltou a realidade.

— Tudo bem... — disse ele ainda confuso.

Ele seguiu seus amigos, enquanto Aaron recebeu sua Dragon Slayer.

— Depois —

Com o pôr do sol chegando, os três entraram no dormitório e depositaram seus casacos de frio no pendurador.

— Ufa! Com esse frio não dá! — disse Drake.

— Bem, é Natal, então já era de se esperar — disse Akira esfregando os braços ainda com frio.

— Mestre! — disse uma voz.

Musashi veio correndo e pulou em cima de Kouta, abraçando ele pelo pescoço, pra não dizer enforcando ele pelo pescoço.

— O que deu em você em sair me avisar?! Eu fiquei preocupada! — exclamava ela chorando comicamente.

— Musashi... Eu não... Consigo respirar — era só o que ele conseguia.

De repente, dois alunos segurando uma caixa enorme pararam na frente dos dois.

— Ei! Podem nos dar licença? — disse um deles.

Os três só havia percebido agora que o dormitório estava uma bagunça, os alunos estavam decorando o salão com enfeites de Natal, ao mesmo tempo que montavam barraquinhas e mudavam o tapete pra cor vermelha.

— Ei! Onde vocês estavam? — disse outra voz.

Angela apareceu com um papel na mão. Ela estava vestindo um agasalho rosa e usava um chapéu de Papai Noel.

— Fomos pras Forjas, o que está acontecendo aqui? — perguntou Akira maravilhado com a decoração.

— O Festival Hangetsu vai ser por toda escola e eu fui encarregada de cuidar do prédio do dormitório, eu precisava de vocês, algum de vocês sabe cantar? — ela parecia muito frenética.

Até que ela parou e olhou para Musashi, que ainda segurava Kouta e olhou para ela de volta, e as duas apertaram os olhos uma pra outra.

— Olha, eu não sei cantar muito bem, mas eu sei dançar — disse Akira.

— Hmpf, eu sou um exímio Bboy — disse Drake se exibindo.

— Ah é, mostra aí? — disse Akira cético.

Drake deu um mortal e se segurou no chão com um braço só, em seguida, ele girou no chão trocando de braço em intervalos, e por último, ele se encolheu como uma tartaruga e girou de costas pro chão, parando fazendo pose segurando a cabeça com o braço.

A única reação de Akira foi dar um assovio.

Angela teve que encarar de encarar Musashi para olhar Drake.

— Isso foi incrível, então, vão ter apresentações aqui, e eu estava pensando em vocês e mais alguns cuidarem dos números — disse a loira.

— Claro — disseram Akira e Drake.

— Ei — interviu Kouta.

— Ah vai, pode ser legal — disse Angela.

— É que o mestre… bem… ele nunca teve uma festa na vida dele — disse Musashi.

Os três arregalaram os olhos.

— Nunca?! — exclamaram ao mesmo tempo.

— Bem… é — disse o grisalho.

— Então… então... Eu te darei a primeira festa da sua vida! — exclamou Angela.

— Ok — disse o grisalho sem saber o que falar.

— E vocês dois! Tratem de achar outros membros para o serviço! Primeiro vai ser o festival para vocês se divertirem, mas quando chegar o torneio, o bicho vai pegar! — disse Angela como um general.

— Sim, senhora! — disseram os dois com a mão na frente da testa.

E eles saíram dali em busca dos requisitados, nisso, Angela segurou a mão de Kouta, ela sabia que podia fazer isso pois sabia que o grisalho não ia ligar.

— E você, venha comigo, eu quero mostrar o que eu e os outros estamos preparando — disse Angela.

— Ei! Eu vou também! — disse Musashi seguindo eles.

— ( O que está errado com as meninas, hein? ) — se perguntava o grisalho com uma gota na cabeça.

E eles seguiram para o terraço da escola, que pelo cheiro de fumaça e óleo, deveria ser algo grande.


Notas Finais


Até o próximo capítulo


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