História Demonic Angels - Capítulo 55


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Original, Romance, Terror, Yaoi
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 55 - Sollicitusque


Conrado ainda passou mais uma semana na casa dos gêmeos para manter as aparências. A polícia não veio mais procurar por ele. Nenhum vestígio de Sky estava sendo encontrado, e ao que ouviu, o caso estava indo para um beco sem saída. Era um peso Conrado saber a verdade e não poder fazer nada sobre. Ainda assim, ele seguiu o plano proposto por Cauís. Deixou algum dinheiro com os gêmeos como pagamento pela estádia. Pegou o carro e voltou para a casa dele, somente para a encontrar vazia.

Quando se deu conta de que ficaria sozinho de novo, quis voltar a ficar com os gêmeos. Ficar sozinho era muito ruim de todo modo. Mesmo assim, decidiu ignorar isto. Depois de ajeitar suas coisas, resolveu tomar um banho quente para relaxar. Cauís tinha uma banheira na casa, e como ele nunca havia entrado em uma, pensou que não seria uma má ideia tentar. Mesmo quando ficou com ele, preferiu o chuveiro. Com tudo o que aconteceu, meio que estava com medo de entrar na água e ser tragado para o desconhecido novamente.

Ainda bem que agora este medo sumiu.

Depois de separar suas roupas e algumas outras coisas, foi para o banheiro. Ligou a torneira de água quente e a de água fria para deixar a água morna. Enquanto esperava a banheira encher, despiu-se. A banheira encheu logo, fechou a torneira e entrou nu na banheira. A água morna teve efeito direto no seu corpo. Esticou o mesmo na banheira, fechando os olhos por alguns segundos. Mergulhou, deixando o nariz para fora. Ficou assim por pouco segundos até se sentar novamente com a cabeça para fora.

Banhou-se com um pano, limpando-se com sabonete líquido. Enquanto passava o pano pelo corpo, observou as marcas em seu peito. Passou as ignorar depois que se acostumou a estas. Foi mais fácil do que ele pensou, simplesmente passou a ignorar isto e deu mais certo do que pensou que poderia.

Se sentiu realmente preocupado quando Cauís explicou o problema que isto significaria, isto piorou quando ele percebeu a diferença quando sentiu o vazio tomando conta do seu interior. Ainda sentia, estava presente dentro dele de uma forma não poderia explicar, mas estava lá. E ele não se preocupava mais, e nem era tão importante assim, só era estranho.

Era como se uma parte dele faltasse, embora não soubesse dizer o que era, e nem se o incomodava tanto assim. Ele passa ligeiramente os dedos pela cicatriz. Era estranho sentir aquelas marcas relevantes em sua pele, especialmente quando não se importava tanto com isto agora como se importou algumas semanas estranhas.

Talvez tivesse alguma coisa a ver com o que Cauís explicara sobre a alma. Ele não entendia completamente, e era somente estranho. Mas não tão ruim quanto pensou que poderia ser quando agora sentia muito menos medo e era mais fácil pensar claramente, além de que o sentimento por Cauís aumentava e ele começava a se dar conta do quanto ele se tornara importante para a sua vida e não porque só salvara, mas também por o amar tanto.

A água quente o ajudou a relaxar, a modo que ele não se importou tanto quando fechou os olhos novamente e se deixou relaxar. Não adormeceu, mas ficou ali no centro da banheira aproveitando o calor até que a água esfriasse e sua pele enrugasse.

Saiu, enrolou o corpo envolta do roupão branco separado por ele anteriormente, esvaziou a banheira e foi para o quarto. Vestiu as roupas mais confortáveis que tinha, apagou as luzes, deixando somente que a luz da TV ligada ficasse, se enfiou debaixo das cobertas da cama de casal, se virou de lado, fechou os olhos e adormeceu pacificamente e tão profundamente que não acordou quando Midas surgiu no recinto. E mesmo que acordasse, não iria perceber a sua presença.

Midas fita o jovem Conrado por longos minutos humanos.

Das roupas, ele tira um caderno com anel dourado coberto por pedras verdes. Colocou o caderno antigo com capa de couro de vaca e o anel em cima do criado-mudo ao lado na cama. Ele ainda observou o jovem por mais longos minutos.

Ele estica a mão, toca o peito dele, desliza os dedos pelas marcas brancas no peito quente. Os olhos de Midas brilham, e ele pressiona de leve as cicatrizes, os olhos dele brilham ao mesmo que um luz fraca surge em sua mão.

-Me pergunto se soubesse a verdade, se seria capaz de fazer as mesmas escolhas. — Sussurra ele desaparecendo segundos depois.

Conrado se remexe na cama, mas não acorda. Seu sono continua profundo e pacifico, embora seus sonhos sejam cheios de visões estranhas uma vida que não era sua.

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Cauís caiu para trás quando a criatura inesperadamente o atacou com mais força, o jogando longe. Ele bate as costas em uma das enormes árvores da floresta escura e fechada. O punhal cai no chão. Usa seu poder para o pegar, o punhal flutua novamente para sua mão, mas a distração foi mais do que o bastante para ele ser atacado diretamente.

A criatura cinzenta passou as garras no peito de Cauís, lhe rasgando a pele e a camiseta que usava. Cauís se esquivou do golpe, mas não rápido o bastante. A ferida começou a doer na hora. O ser esquelético riu alto, avançando novamente com suas garras. Cauís segura com mais firmeza o punhal, mesmo com dor, ele consegue se esquivar do golpe saltando acima do demônio, caindo direto em cima dele, movendo a sua lâmina no ângulo de o golpear. 

Cauís cortou o ar com sua lâmina, a criatura cinzenta sumiu um grito silencioso em meio a chamas. Ele decaiu de joelhos no chão no meio da floresta obscura. Guarda o punhal. Apoia ambas as mãos no chão de terra, soltando um longo suspiro de cansaço. Fecha os olhos por um segundo, se sente tão fraco e cansado como se tivesse corrido dez maratonas apesar de ter somente derrotado um único ser. Realmente estava sendo difícil para ele continuar lutando quando sua força estava se esvaindo depressa.

Ter perdido parte da sua alma causou um forte dano em seus poderes, e no corpo que ele habita agora. Porém, não teria força e nem poder para procurar outro corpo. E nem queria. Não irai querer a própria regra somente por uma fraqueza. Não se deixar sucumbir, não era o seu dever. Seu dever era continuar sendo forte.

Apoia os joelhos no chão, toca o próprio peito ferido. Com algum esforço, usa de toda a sua força sobre as feridas em seu peito. Apesar de não sangrarem, mas doíam muito. As feridas cicatrizam rapidamente, a sua camiseta continuou rasgada, no entanto. Apoia a mão direita no joelho e se levanta.

-Está ficando cada vez mais fraco. — Comenta uma voz feminina desconhecida para Cauís, porém com um toque reconhecível.

Se vira.

Seryes estava atrás dele, a alguns metros com a aparência de uma mulher jovial, baixa e com olhos cinzas como perolas brilhantes. Cauís ficou extremamente surpreso. Nunca havia visto Seryes colocar os pés na terra. Nunca deixara o seu lugar, nem mesmo nos tempos mais obscuros de guerra entre os deuses e os anjos.

-O que faz aqui? Não pode vir a terra!

Seryes levanta a mão, ordenando que o escute.

-Venho sob ordens especiais. — Diz. —  Houve um conselho e uma grande decisão foi tomada, você precisa prestar atenção.

-Diga. — Cauís estica bem o corpo, guardando a fraqueza física para si mesmo.

-Ouça-atentamente. — Instrui esta com o semblante sério. — A cúpula dos Deuses, Anjos e Demônios se reuniram e chegaram a uma decisão. Não há da vontade dos céus e nem do inferno intervir novamente no mundo dos humanos. Da última vez, como bem se lembra, este mundo foi quase destruído. Bilhões de vidas perdidas. Para evitar isto, chegaram uma decisão.

-Que decisão?

-Dado ao seu histórico, e alguma influência da minha parte, decidiram por lhe dar mais uma chance. Somente uma última e preciosa chance. Seu poder de interagir nesta terra e entre as almas humanas e demoníacas é interessante. Pelo tempo em que você fez bem seu trabalho, apesar dos seus crimes passados e recentes, foi decidido que você terá uma chance de se redimir de seus crimes.

Cauís ouviu atentamente, algo em seu âmago o fazia tremer.

-Você terá sua posição e seus poderes restaurados, porém ainda continuará preso a terra, só tendo permissão de descer ao inferno, se assim for necessário. Todas as almas e ceifeiros que quiser estarão ao seu dispor.

-E em troca?

-Você terá seis meses humanos para neutralizar a ameaça que Pyrtos significa a todos nós. Se for bem-sucedido, sua situação poderá ser reavaliada. Se não cumprir sua tarefa, a vida do humano que você preza será sacrificada, você será queimado e eles irão intervir a modo que tudo será destruído, inclusive todos os que te ajudaram. É um risco alto, porém sua única chance.

-Creio que não posso recusar. — Falou, embora soubesse já a resposta.

-Não. E tem mais... este é o preço para salvar este humano e para você corrigir seus erros. Para obter sua liberdade novamente, eles exigem outro preço, um mais alto.

-Qual?

-Quando tudo acabar, se ainda quiser escapar de sua punição, deve ceifar a alma do humano que ama, corrigindo o que está errado. Se o fizer, poderá voltar a sua posição anterior e seus pecados, todos serão perdoados.

-E se eu me recusar? — Pergunta com ar de desafio. Ele sabe desde do princípio que nada seria fácil, que nada é realmente fácil, e eles nunca serão realmente benevolentes com ele. Nunca foram antes e não seriam agora.

Seryes avança, está diante dele em segundos, perto o bastante para o tocar. Cauís se afasta um pouco. Sempre achou Seryes muito travesso e sabia o quão perigoso ele podia ser quando queria.

-Você será destruído e espalhado no universo. O resto de sua essência queimará em agonia por toda a eternidade. Seu posto será tomado por outro merecedor. Esta escolha você poderá fazer e deverá fazer quando chegar a hora certa. Mas da batalha, não poderá fugir.

Seryes avança nele antes que Cauís possa reagir.

Com enorme força e poder, o outro o empurra contra o chão, o prendendo neste com seu poder. Da mão direita tinha um punhal dourado com o qual perfura aonde fica o coração de Cauís, murmurando palavras baixas o punhal é cravado no peito de Cauís que grita em agonia. Uma enorme ferida se abre, sangue escorre pelos lados. Seryes empurra a lâmina mais fundo até tocar o coração, a lâmina se transforma em luz dourada que penetra e preenche todo o corpo de Cauís como uma luz que vem de dentro.

Em uma explosão de dor e luz, Cauís grita e então tudo escure por um segundo. Quando abre os olhos novamente, sente de novo a força sombria dentro dele. A cor de seu corpo voltou, embora ainda permaneça muito pálido, o roxo em seus olhos se torna tão brilhoso como uma luz neon e seu corpo se torna plenamente revigorado novamente. Seryes se levanta. Cauís faz o mesmo. Ele puxa o punhal guardado em sua cintura, o objeto brilha em sua mão reconhecendo o seu dono.

-Faça a escolha certa, ou faremos por você. — Avisa Seryes desaparecendo no ar em segundos.

Cauís olha para as próprias mãos, mal acreditando que o corpo que possuí agora é capaz de conter todo seu poder. Passou-se tanto tempo que ele se esqueceu de como era a sensação de habitar um corpo com todo o seu poder. Somente uma vez experimentara tal sensação, e foi a tanto séculos atrás, quando fizera as escolhas que o trouxeram para este momento.

O corpo humano que ele possuiu está forte e seu poder restabelecido, não sente mais o incômodo da fraqueza e nem o peso de ser contido, por outro lado, o peso em seu coração aumentou em milhões de vezes. A dor dele mesmo e a dor das almas perdidas no mundo está visível novamente aos seus olhos como a profundidade da sua própria escuridão e dor interna que incrivelmente, ainda que ele não fosse humano, era tão forte e mais angustiante do que a externa.



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