História Demônio da Guarda - Capítulo 5


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Nalu
Visualizações 127
Palavras 2.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Quem é vivo sempre aparece, enfim!!!
boa leitura

Capítulo 5 - A princesa presa na torre.


Fanfic / Fanfiction Demônio da Guarda - Capítulo 5 - A princesa presa na torre.

"— Escute, Lucy. - começou. — Não perdoarei nenhum humano ou similar que encoste em você, eu matarei todos os seus inimigos sem nenhuma exceção, e em troca, você oferecerá a sua vida. É assim desde que firmamos o pacto que você aceitou por sua conta e risco. - ele soltou o meu queixo e passeou os dedos no meu rosto. — Você é minha."

[Continuando...]

 

Meu corpo arrepiou-se da cabeça aos pés, seus olhos penetrantes concentrados em mim me traziam sensação de ansiedade e me congelava no lugar. A brisa fresca que passeava por nós dois refrescava o mínimo dado a respiração extremamente quente colada ao meu rosto, a quentura se espalhava por todo o meu corpo seguida de um formigamento inexplicável.

— Você entende, não entende? - disse. 

Minha vida passou a pertencer a um demônio, eu sei muito bem pois foi por um bem maior. Mas ouvir isso em alto e bom som me lembrava que ainda preciso mastigar completamente a informação. Eu não conseguia encontrar nada decente para respondê-lo.

— Não lembro de ter te pedido para matar Sting... 

— Pelo jeito não entendeu, né? - respondeu. — Achei que tinha dito em bom som que mataria qualquer um que fosse seu inimigo.

— Mas... - seus dedos vieram imediatamente para os meus lábios, como em sinal de silêncio.

Arregalei os olhos com o movimento inesperado por sua parte.

— Shhhh. - sussurrou. — Pacto é pacto, garotinha.

Ele me encarou por mais alguns segundos com o seu olhar intenso que me prendia ao chão e tirou os dedos que há segundos atrás estavam pousados sob meus lábios, a falta da sua mão quente no local o esfriou pela brisa fresca rapidamente, trazendo a sensação de vazio. Eu não conseguia desviar o olhar dos seus nem que seja por um segundo, era como se eu enxergasse fogo no fundo dos seus olhos, e isso prenderia qualquer um.

Ele sorriu de canto e se virou de costas. O observei deixando o local tranquilamente, deixando-me plantada sob o chão, que ainda se mantinha no choque de realidade. Eu estava tão focada no meu próprio objetivo que há três dias atrás estes assuntos eram insignificantes desde que eu completasse o que queria. 

Uma hora ou outra as consequências viriam, isso é fato.

— Você tem direito a três mortes antes de eu levar a sua, Lucy. Não se esqueça.

— Não vou me esquecer. - sussurrei.



 

Arrastei a cadeira para sentar-me, o som agudo do ferro da cadeira se arrastando no chão se evidenciou, me fazendo apertar os olhos com a dor de cabeça que o som trazia, apesar de não ter sido alto o suficiente por ter saído abafado com a conversa e o tumulto da sala.

Olhei para a carteira de Levy logo a minha frente, ela estava concentrada lendo o livro que tinha pegado na biblioteca, provavelmente um romance. Ela tinha me dito que adorava ler romances e afins.

— Bom dia, Lucy! - Gray disse alegremente enquanto se aproximava da minha cadeira com uma caixa azul clara retangular em mãos, era feita de madeira polida. — Como você está?

— Bom dia, Gray. - sorri de volta, retribuindo a simpatia. — Sinceramente, não estou bem, tem algo que me incomoda desde que entrei na sala.

Algumas pessoas da sala direcionavam olhares desconfiados e sussurros em minha direção, provavelmente seguidos pelo boato mais recente de mim, que além de ter assassinado a minha própria mãe, também matei Sting Eucliffe sem nenhum remorso, dado por algumas pessoas irresponsáveis que disseram ter me visto com Sting atrás da escola.

Os olhares me incomodavam, é completamente injusto me acusarem de algo grave baseado em fofocas e boatos triviais. É uma péssima moral. 

Esfreguei meus pulsos delicadamente uns aos outros com a lembrança, ainda ardiam levemente. Eu passei uma pomada artesanal que a minha mãe tinha me dado de presente, ela sempre gostou de criar loções, perfumes, remédios com ervas e flores, era um hobby dela. Quando eu me lembro de morar junto com ela na casa do meu pai, lembro do seu jardim enorme com diversos tipos de plantas, já não tenho conhecimento de como ele está hoje. 

De certa forma, a pomada havia resolvido muito bem prevenindo que o meu pulso ficasse roxo e aliviando a dor.

— Nossa... sério? - disse já entendendo do que se tratava. — Se você não foi a culpada, não tem o que se preocupar com essas coisas, e acredito que logo logo vão encontrar o assassino e isso vai acabar. Certo? - sorriu. — Aliás, eu trouxe um presente pra você, quero me desculpar por ter ido embora apressado e nem ter te levado para casa e tudo mais... nesse clima atual do jeito que tá, seria importante ter te deixado em casa em segurança. - abriu a caixa de madeira apontada em minha direção, revelando um pingente com um cristal branco brilhoso pendurado em um metal escuro juntamente com a corda feita em um pano preto aparentemente resistente. — É Drusa de Cristal. Bonito né?

— Parece algo valioso demais, mas é lindo. - aproximei com o rosto para observá-lo melhor, era realmente muito bonito. O cristal parecia acinzentado na parte próxima ao metal, enquanto na ponta estava completamente puro, a ponto de conseguir enxergar o outro lado pelo cristal. Como um vidro.

— Minha família tem uma reserva só com esses cristais, então não esquenta com isso. - ele disse. — É para você. - pousou o pingente na minha mão.

— Muito obrigada, você está sendo muito gentil comigo.

Muita gentileza pra quem fez um pacto com um demônio possessivo... - completei na minha mente

— Não há de quê, já existe maldade demais no mundo para eu espalhar mais energia negativa por aí também.

Novamente sorriu, fechou a caixa enfiando-a no bolso e se dirigiu à sua fileira. 

Observei o pingente por alguns segundos antes de enfiá-lo no bolso da blusa.

— Bom dia alunos. - o professor entra na sala, com sua voz em alto tom. As pessoas que sussurravam e olhavam em minha direção rapidamente se interromperam com a chegada dele. — Parece que temos um aluno novo hoje.

O professor acenou com a cabeça para o lado de fora da sala, e logo após um rosto que eu conhecia muito bem entrou na sala. Suas mãos estavam pousadas no bolso da calça e o seu sorriso pretensioso.

De imediato sussurros se espalharam por toda a sala.

— Ele é tão bonito! - uma voz feminina disse enquanto soltava suspiros de "amor".

— Será se é solteiro? - outra voz disse com as duas mãos no rosto enquanto o observava.

Se um demônio comprometido significa um demônio com um pacto em pé, não.

— Meu nome é Natsu, espero ter uma boa experiência com vocês. - sorriu de canto dando destaque aos seus caninos à mostra. Ele direcionou seu olhar convencido para mim, que apenas o encarei em resposta.

Levy antes concentrada no seu livro virou-se para trás maliciosa.

— É ele, né Lu? - disse em meio a risadas em tom baixo e malicioso. — Ele trás uma sensação tão... estranha, não acha? - indagou nas tentativas de encontrar a palavra certa e o dedo indicador no queixo. — Que sorte você encontrar um príncipe desses! - retirou o indicador do queixo e sorriu.

— Príncipe? Acho que o certo no caso dele seria o dragão que me sequestra e me prende na torre. - falei. — E eu sou o meu próprio príncipe, porque ninguém vai vir me salvar do meu próprio destino.

— Eita, que selvagem. - riu. — Mas você sabia que existe uma história alternativa onde o dragão termina com a princesa? - ela se virou para frente, sem me dar a chance de processar.

— Hein...? - sussurrei.

Antes que eu pudesse respondê-la, Natsu passou por mim enquanto ainda me encarava, mas desviou o olhar ao passar do meu lado. A medida que ele se aproximava, eu conseguia sentir ainda mais o seu cheiro indescritível.

— Saia, agora é o meu lugar. - disse autoritário para o aluno com a carteira logo atrás de mim. O aluno se levantou assustado sem questionar, catou os materiais e saiu.

Eu ainda conseguia sentir seu olhar preso em mim, por mais que eu esteja de costas para ele. Possui uma presença muito forte, afinal.

E além, apesar de ser um demônio, devo confessar que ele é muito atraente.

Olhei para trás, Gray o encarava com os olhos cerrados, o rosado o olhou por dois segundos e sentou-se na carteira despreocupado. Novamente virei para frente.

— C-com licença... - me levantei pressionada com o seu olhar nas minhas costas. Minhas bochechas queimavam, provavelmente coradas. — Eu irei tomar um pouco de ar...

Andei apressadamente até a porta ainda sentindo seu olhar intenso nas minhas costas. Meus passos se apressaram ainda mais a medida que eu chegava ao meu destino, que era o bebedouro. 

Meu corpo estava muito quente, como se todas as partes do meu corpo estivessem abafadas. Uma água gelada seria uma ótima solução no momento.

Liguei a torneira do bebedouro e dirigi minhas mãos a se preencherem com a água gelada. Era uma ótima sensação para o meu corpo antes em combustão.

Joguei toda aquela água da torneira no meu rosto, refrescando-me. Respirei fundo ao me acalmar a cautela que os pingos da água gelada desciam pelo meu pescoço e retiravam a sensação de abafamento.

— Ei, garota. - uma mão pousou sobre o meu ombro e me virou bruscamente em sua direção. Era a mesma albina de mais cedo que chorava no corredor. Ela estava séria e me olhava com desdém, suas sobrancelhas estavam cerradas. — O que você fez com o meu Sting?

Lá vem de novo...

— Eu não fiz nada com o “seu” Sting. - a respondi, devolvendo seu olhar de desdém e retirando sua mão do meu ombro.

Ela aproximou com o rosto próximo ao meu, me encarando com fúria.

— Sua mentirosa, sem caráter. - gritou com os olhos lacrimejados. Apertei as sobrancelhas, já estava começando a ficar de saco cheio das mesmas coisas todo santo dia. — Se você só confessasse tudo de uma vez... não entende que ficar enrolando e mentindo só vai piorar as coisas? - pousou as duas mãos nos meus ombros, o apertando com força.. — Não se contentou só com a morte da sua mãe, né? Se você disser a verdade de uma vez eu-

— Ei. - uma voz forte surgiu no meu ouvido a interrompendo, outrora que eu estava pronta para respondê-la, novamente fui puxada para trás, só que dessa vez dando de costas com um peitoral. Arrepiei-me ao ter certeza de quem era no mesmo instante. Sentia e ouvia sua respiração quente próxima ao meu ouvido, ele deslizou sua mão pela minha cintura. — Você tem algum problema com ela?

Corei.

Olhei rapidamente para cima para ter certeza de quem se tratava. Natsu a olhava com ímpeto, como os olhos de um falcão na sua presa. Suas madeixas rosadas caíam moderadamente nos seus olhos.

— H-hã? - ela resmungou confusa, perguntando-se quem era aquele homem.

— Não escutou? - disse pronto para aumentar o tom de voz. — Você tem algum problema com a minha contratante?

A albina arregalou os olhos.

— Não, é que...

— Se não tem, dá o fora logo. - ela arregalou ainda mais os olhos, ficou com a boca aberta desacreditada antes de se dar conta do que acabou de acontecer.  — Você está incomodando a gente.

— Isso não vai ficar assim, Lucy. - disse furiosa enquanto saía batendo os pés. — Eu vou tirar isso a limpo. - ela olhou para trás novamente antes de sair por inteiro do local.

— Natsu. - disse ao sentir suas mãos se afastarem da minha cintura. — Você não vai atrás dela, não é?

— É o que você quer que eu faça? - riu passeando a mão pelo lado esquerdo das madeixas rosadas. — Eu sou o…

— Natsu Dragneel, o demônio da ira, sei sei. - completei. — Não preciso de mais gente morrendo, é só mais problema para mim. - falei observando o lado de fora da janela. — Daqui a alguns instantes até a polícia vem me procurar a ponto de tirar a limpo que eu realmente matei alguém.

— Eu posso me livrar deles também. - respondeu ementes que olhava para mim.

— É só o que você sabe fazer? Matar? - de maneira evidente, já escutei tanto sobre morte e assassinatos que minha cabeça está prestes a explodir.

— Sim…? - respondeu confuso. — É para isso que você me invocou, por vingança.

— Eu te invoquei porque eu quero ver a minha mãe de novo.

— E eu te respondi: “Você está procurando a pessoa errada”. - cruzou os braços e inclinou levemente o rosto para o lado. 

— Mas, sem dúvida eu consigo ressuscitar a minha mãe, não é assim? - perguntei.

Ele me encarou por alguns segundos pensativo.

— Hmmm, talvez. Mas eu não me envolvo com gente dessa laia.

— Então, como você vai ser útil para o pacto se não cumpre o seu propósito?

— Pela vigésima vez, Lucy… não me faça repetir de novo.  - suspirou. — Não vai conseguir encontrar o que você quer sozinha, e se engana ao achar que vai encontrar o que quer sem se esforçar um bocado. Eu não sou nenhum experiente em magia limpa, mas sei o quão complicado é um feitiço desse. — pausou. — E mudando de assunto, o que é isso no seu bolso da blusa?

O olhei surpresa por ter descoberto o pingente recém ganhado. Sem a minha permissão introduziu a mão no bolso próximo aos meus seios e puxou o pingente de drusa de cristal.

— Hmm… quem te daria um cristal de proteção contramagia negra? - observou o cristal próximo aos olhos, o cristal se preencheu totalmente no cinza que de antemão só era presente na parte próxima ao metal, e que agora a parte da ponta antes totalmente pura não existia mais e estava opaca. — Não que esse cristal fajuto surja efeito em mim. - completou ao perceber o cristal se manchar de cinza.

— Um cristal de proteção? - perguntei confusa. Ele girou o cordão do pingente sobre os dedos e o enfiou no bolso da calça. — Isso é meu, enfiou ele no bolso porquê?

— Você não precisa de proteção de um colar vagabundo desses. - respondeu. — Além de já ser minha protegida até pagar o que me deve.

— E quem vai me proteger de você? - ousei desafiar.

Ele me encarou sorrindo de canto por alguns segundos, logo após sorriu sapeca.

— Vejamos… - soltou risadas enquanto dava as costas para mim e voltava para a sala, me deixando novamente plantada ali como mais cedo, só que dessa vez ainda mais confusa que antes. 

E não deu o trabalho nem de completar a frase. Me deixa ainda mais ansiosa, que demônio canalha.

Encostei com o ombro na parede e passei-me a observar a janela. O céu havia ficado nublado de uma hora para outra, pingos de chuva começavam a cair por todo o campus aos poucos.

— Parece que vai chover muito hoje… - sussurrei ao observar ao longe nuvens completamente escuras.


Notas Finais


Eu pretendo editar ainda mais fotos de capa assim, é algo interessante e confesso ser a tarefa que eu mais gosto ao fazer a fic.
Acabei perdendo as fontes originais pois eu perdi o meu computador com as imagens, o logo e etc. portanto pretendo refazer a capa da fanfic e talvez a sinopse.
obrigada por ler e até a próxima <3


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