História Demônio disfarçado - Capítulo 6


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Categorias Amor Doce
Visualizações 40
Palavras 3.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo seis


Fanfic / Fanfiction Demônio disfarçado - Capítulo 6 - Capítulo seis

 

Cami ACORDOU banhada pelos raios de sol que entravam por todos os lados do quarto. Aquilo lhe pareceu uma espécie de bênção, afastando quaisquer sombras remanescentes da longa noite anterior. Ela se esticou languidamente sobre o colchão macio e disse a si mesma que agora estava bem. Completamente recuperada.

Ela se levantou da cama e trocou de roupa lentamente, escolhendo algo adequado para o clima abafado. Acabou optando por uma calça solta de linho e uma blusa preta de alcinhas e prendeu o cabelo em um rabo de cavalo.

O resultado a pensou, franzindo a testa ao olhar para o próprio reflexo, fora o mais próximo que ela poderia chegar de algo tropical e ao mesmo tempo profissional. Calçou ainda um par de chinelos de dedo e saiu. Lá fora, a tarde estava perfeita.

Cami piscou por causa da claridade e avaliou os arredores.

Havia outro píer, um pouco mais afastado do seu bangalô, com pequenas embarcações atracadas na praia próxima. A água se estendia em todas as direções, naquele deslumbrante tom de turquesa, sob o seu bangalô, junto àquela que devia ser a mais famosa lagoa de Bora Bora.

Ela decidiu voltar ao casarão para comer alguma coisa e foi novamente tomada pela beleza daquilo que só havia registrado parcialmente na noite anterior.

Quando terminou de tomar o seu chá com torradas em um dos muitos terraços que davam para a água, ela ficou inquieta. Castiel não podia estar esperando que ela corresse para o trabalho depois de um vôo longo como aquele, a menos que o tivesse dito explicitamente, de modo que ela não se sentiu nem um pouco obrigada a procurá-lo imediatamente. Em vez disso, foi até o passadiço e seguiu por ele até chegar a um lugar cercado de palmeiras que se agitavam acima dela e flores de cores vibrantes que floresciam gloriosamente de cada um dos lados do calçadão.

Ela ouviu os passarinhos cantando e as ondas batendo na praia. Não era de admirar que Dominic tivesse desejado que aquele fosse o local de seu descanso final.

O sol aquecia o seu rosto e a brisa acariciava a sua pele. Ela estava serena. Em paz.

Tudo que você precisava era de uma boa noite de sono, disse Cami a si mesma, com firmeza.

Assim que o casarão voltou a entrar no seu campo de visão, ela percebeu que havia toda uma região que ainda não tinha explorado. Foi só quando se deteve para vê-lo mais de perto que se deu conta de que aquilo que parecia uma ala em separado era, de fato, a suíte máster de Castiel.

As paredes vazadas permitiram que ela entrasse facilmente. O espaço era arejado, com toques masculinos, cores escuras e linhas clean, mas a peça central era a cama enorme que dominava o quarto. Castiel dormiu aqui na noite passada, sussurrou uma voz dentro dela. Ou talvez mais recentemente, já que a colcha branca estava afastada e os travesseiros, amassados.

Subitamente, Cami ficou toda quente. E então, novamente fria. Quase como se estivesse com febre.

Ela estendeu a mão e traçou o contorno do travesseiro mais próximo com a ponta de seu dedo, imaginando o seu corpo moreno nu contra os lençóis alvos. Cami sentiu seu corpo amolecer, enquanto as imagens corriam em sua mente...

Cami se deteve na porta do escritório todo equipado, vendo-o franzir a testa com a atenção voltada para seu laptop e o celular junto à orelha, como de costume. Seu cabelo estava despenteado, como se tivesse ficado horas passando os dedos pelos fios e ele não havia feito a barba. Aquilo fazia com que Castiel parecesse ainda mais intenso e sexy que o habitual. Imprevisível, irascível.

– Você não compreendeu – dizia ele num francês frio. – Não é uma questão de abrirmos ou não uma fábrica em Singapura. Suspeito, porém, que isso seja de grande importância para você. Talvez queira repensar a sua tática?

Ele brilhava sob a luz dourada do sol que raiava por trás dele. Parecia terrível e maravilhoso como os antigos deuses, perigosos e poderosos. A tempestade dentro dela voltou novamente à vida.

Castiel ergueu a cabeça e seus olhares se cruzaram. Ela sentiu um frio na barriga e parou de enganar a si mesma quanto à serenidade e uma boa noite de sono. Era como se ele estivesse dentro dela, provocando-a.

Ele a olhou como se ela estivesse nua e debaixo dele, e Cami não pôde deixar de desejar que aquilo fosse verdade, por mais que odiasse a si mesma por sua eterna fraqueza.

Castiel se recostou na cadeira, com os olhos fixos nos dela, ao terminar a ligação de maneira abrupta. Ele jogou o celular na mesa à sua frente e a olhou com os olhos verdes estreitados e astutos. Sua pele morena parecia ainda mais escura em contraste com a camisa solta que estava usando, fazendo com que fosse impossível não notar os seus braços musculosos e aquele peito perfeito. Os seios dela incharam e suas mãos ficaram úmidas.

Lá estava aquele desejo despertando para a vida em seu ventre.

– Henri ainda está lhe causando problemas? – perguntou ela, determinada a ignorar o que estava acontecendo com ela.

– Sim – respondeu Castiel, embora o modo como estivesse olhando para ela a fizesse supor que ele não estava pensando em Henri nem no projeto em Singapura. – Acho que ele já se convenceu de que eu não sou, de fato, o maior acionista no momento.

– Você já esperava por isso – lembrou Cami, passando o dedo pelo batente de madeira escura.

Sua textura levemente áspera fez com que ela ficasse ainda mais excitada, como se, na verdade, estivesse lhe tocando.

Castiel se inclinou sobre o braço da cadeira e apoiou o queixo na mão, olhando-a de um modo que a deixou ciente de que ele era um dos homens mais poderosos do mundo e ela era… Apenas a pessoa que havia tentado desafiá-lo.

– O que está achando de Bora Bora? Está correspondendo às suas expectativas?

Cami não estava conseguindo sustentar o olhar dele por mais de um segundo por vez, sem ter ideia do por que.

Era como se ele realmente a tivesse marcado na noite anterior, com aquele estranho e breve toque no escuro, e ela não soubesse mais como recuperar o equilíbrio. Não com ele à sua frente, como agora. Seus lábios formigaram com a lembrança.

– Eu não compreendo você – disse Cami.

– Isso não é exatamente novidade – respondeu ele, secamente. – Eu sou um homem simples, no fundo. Gosto do que gosto e pronto. – Sua boca dura havia se curvado e seus olhos dourados intensos brilhavam. – Quero o que quero.

Cami ignorou o modo como a voz dele baixou tão sugestivamente e as imagens que aquilo evocou na mente dela, fazendo as labaredas do desejo lamberem a sua pele.

– Você não vem aqui há anos. – Ela sabia que deveria se sentar junto a ele e fazer o seu trabalho adequadamente, mas não conseguia chegar tão perto assim. – Não desde que eu trabalho para você.

– A última vez foi há oito anos – concordou ele, emanando deliberadamente todo o seu poder na direção dela, enquanto aguardava –, quando comprei este lugar de um príncipe saudita.

Cami mordeu o lábio inferior. Parecia impossível ficar junto dele sem que toda aquela emoção se agitasse dentro dela.

– De que adianta possuir belas propriedades, se você nunca as visita? – Sua voz deveria ter soado casual e não tão… crua, ferida. – E agora que está aqui, pela primeira vez, depois de quase uma década, você está sentado em um escritório, trabalhando, movendo todo o seu poder e dinheiro como em um eterno jogo de xadrez.

Ele voltou a olhá-la com a mesma expressão da noite anterior, como se tivesse tomado uma decisão. Cami sentiu um arrepio lhe subir pelas costas quando Castiel se levantou e foi até ela.

Cami teve que lutar para permanecer quieta e não sair em disparada.

Ele se deteve a poucos centímetros dela e aquela sua boca cruel, brutalmente sensual e excessivamente perigosa se curvou levemente. Cami reagiu àquilo como se ele tivesse pressionado novamente a mão contra o seu rosto, como fizera em Milão, passando o polegar pela sua boca. Seu sangue se aqueceu nas veias e sua pele se retesou sobre o corpo, e quando ela estendeu a mão na direção do batente da porta, outra vez, foi para se apoiar, pois suas pernas já não pareciam mais capazes de mantê-la de pé.

– Agradeço a sua preocupação – disse Castiel, naquela voz maviosa que provocava reações intensas na pele ultra-sensível dela. – É uma pena que você insista em me deixar. Nós poderíamos jogar xadrez com as minhas propriedades juntos.

– A ideia é adorável – respondeu ela, sem fazer o menor esforço para esconder a sua insinceridade –, mas eu sou péssima no xadrez.

– Acho difícil acreditar nisso. – Cami teve a sensação de que ele estava quase sorrindo. – Você está sempre ao menos seis lances à frente do adversário.

Ela teve a mais estranha sensação de déjà vu por um momento e então compreendeu que ele a estava tratando como a uma pessoa e não como sua funcionária. A última vez em que havia feito aquilo, ele a provocara exatamente daquela maneira. Eles tinham sorrido, contado histórias um ao outro, compartilhado histórias ao longo de pequenas refeições e taças de vinho um pouco maiores. Ou ao menos, fora o que ela pensara. Assim havia sido o longo jantar em Cádiz, antes do fatídico caminho de volta, e Cami não pôde conter o seu coração traiçoeiro e o modo como se desmanchara por ele novamente, como se não soubesse exatamente aonde momentos como aquele conduziriam.

– Eu não vim aqui para jogar – disse ela, em voz baixa, torcendo para que ele não ouvisse a irregularidade em sua voz. – Estou aqui para ser a sua assistente pessoal. A única alternativa que você me ofereceu foi ser o seu cachorro em uma coleira. É isso o que prefere?

O olhar dele se aqueceu, a ponto de ela quase não conseguir sustentá-lo, embora não tivesse desviado o olhar. A boca dele se contorceu. Cami lembrou, tarde demais, que estava muito perto de sua potente masculinidade, engolindo em seco.

– Se quiser ser o meu cachorrinho, terá que ficar junto a mim, se sentar, se render – provocou ele.

E o pior foi que ela quase obedeceu.

– Agradeço a oferta – sussurrou Cami, assim que conseguiu voltar a falar, embora mal conseguisse ouvir a própria voz –, mas eu passo.

Ela deveria ter se afastado, mas em vez disso permaneceu lá, paralisada. Enquanto isso Castiel cruzava a distância entre eles e estendia o braço por sobre a sua cabeça, para se apoiar contra o batente da porta e olhar diretamente para o rosto dela.

Cami voltou a pensar nos antigos deuses, imprevisíveis, implacáveis e ferozes. Ele se inclinou, com os olhos escurecidos e aquele corpo de pecado, exalando poder.

Pior, ele olhou para ela como se a conhecesse pelo menos tão bem quanto ela o conhecia. Como se pudesse ler a sua mente tão facilmente quanto ela havia aprendido a ler a dele. A própria ideia era aterrorizante.

– Conte-me – disse ele, com uma voz ainda mais grave, e seus olhos claros com um verde tão quente que ela chegou a temer que pudessem consumi-la. – Do que você está se escondendo?

POR UM momento, pareceu ter sofrido um golpe na boca do estômago. Logo em seguida, porém, Cami piscou, e o rímel que Castiel havia passado a odiar borrou, e ela chegou até a produzir uma espécie de sorriso.

Aquilo poderia tê-lo irritado, mas ele já havia decidido que a teria independentemente dos jogos que ela lhe propusesse e estava disposto a lamber aquela parede até que ela caísse se fosse preciso.

– A única coisa de que estou me escondendo, no momento, é da nossa carga de trabalho – disse ela, com vivacidade. – Talvez devêssemos encarar isso.

– Esqueça o trabalho – rosnou ele, uma sentença que jamais havia saído de seus lábios antes. Ele não se permitiu avaliar as ramificações daquilo. Tudo em que parecia conseguir se concentrar era na mulher atordoante à sua frente, e no quanto ele a queria, apesar de todas as razões pelas quais aquilo não lhe parecia uma boa ideia. – Nós estamos em Bora Bora. O trabalho pode esperar.

– Como? – perguntou ela, parecendo horrorizada.

– De que adianta ser o chefe, se eu não posso decretar uma folga quando quero? – perguntou ele, lutando por alcançar um tom um pouco mais leve, e fracassando, a julgar pela expressão estampada no rosto dela. – Você não sugeriu a menos de cinco minutos que eu me divertisse no paraíso?

– E às favas com as conseqüências, é isso? – perguntou Cami, devolvendo-lhe a pergunta, e os olhos dela faiscaram como se estivesse zangada com ele.

Castiel não compreendia o que estava acontecendo com ele, e certamente não compreendia por que tudo o que dizia a deixava tão infeliz ou furiosa, ou ambos, de uma só vez. Por que ela havia saltado do iate para fugir dele, e então olhara para ele num terraço italiano, às escuras, com o mundo estampado em seus olhos e falara de punição, fazendo com que ele se sentisse pequeno, três anos depois.

Ele não sabia lidar com incertezas.

Tudo o que conhecia era paixão, sexo e desejo.

Ele sabia querer, e por mais que ela alegasse odiá-lo, por mais que atirasse palavras ou sapatos nele, Castiel sabia que ela o queria tanto quanto ele a queria. Ele podia ver isso. Sempre vira se fosse honesto consigo mesmo.

E estava cansado de lutar contra a única coisa que o fazia sentir aquilo tudo.

– As conseqüências são menores para os homens – disse Castiel.

Ele já havia se decidido. Quando a deixara na noite anterior, apesar do modo como ansiara por tomá-la para si, quando se vira tratando sozinho da necessidade brutal que tinha dela, no chuveiro, ele soubera que já havia se decidido.

Ela iria deixá-lo de qualquer jeito. Por que, então, estava negando aquilo a si mesmo? Ele não era o tipo de homem que se abstinha do que queria.

Cami piscou diante da arrogância dele, mas aquilo era bem melhor que as lágrimas dela, ou pior, aquela neutralidade forjada por ela.

Ele queria calor. Queria aquele fogo outra vez.

– Venha – disse ele. Era uma ordem. Ele não fingiu o contrário. – Beije-me.

Camille arregalou os olhos e levou uma das mãos ao pescoço. Ele imaginou que poderia sentir o pulso dela, imaginando a sua própria mão ali, em vez da dela.

Ele quis pressionar a sua boca contra a pele de Cami e saborear a excitação dela.

– O que você disse? – perguntou Cami, com uma voz que era pouco mais que um suspiro.

– Você me ouviu.

– Eu não vou beijá-lo – disse ela, indignada.

Por trás daquilo, porém misturado àquilo, havia aquele calor que o consumia tanto quanto a ela. Cami já era sua. Era apenas uma questão de tempo.

– Vai, sim, Camille – prometeu ele. – Pode acreditar.

Cami NÃO sabia por que estava fugindo dele. Seu coração batia com tanta força que fazia com que ela quase desmaiasse, e ainda assim, ela permaneceu ali, parada, olhando para ele, enquanto a incerteza e o desejo se concentravam entre as pernas dela, em um pulsar quente de desejo.

– Não me chame assim – disse ela, em vez de todas as outras coisas que poderia... deveria ter dito.

Qual era o problema dela? Por que não conseguia reunir força suficiente para se proteger como deveria?

– Pelo seu nome?

Ele estava tão perto, tão arrogante e seguro, que ficava cada vez mais difícil se lembrar de todas as razões pelas quais ela não deveria se permitir cair naquele precipício.

– Minha mãe era a única pessoa que me chamava assim – ela se viu contando, enquanto o seu corpo clamava por coisas que temia avaliar mais proximamente, e muito mais ainda de fazer. Ou de não fazer. – E eu não ponho os olhos nessa mulher há pelo menos dez anos.

– Cami, então – disse ele, fazendo o nome de Cami escorrer como mel de sua boca e deslizar por todo o corpo dela, ateando fogo a partes que ela mal sabia que existiam.

Cami sabia que não deveria confiar em si mesma quando estava perto daquele homem. Haja visto o que acontecera por conta de um único beijo!

– Acho que você quer que eu a prenda em uma coleira, afinal, não é?

Não havia como negar a sensualidade daquela pergunta nem o efeito que tivera sobre ela.

Naquele momento, tudo o que havia no mundo era Castiel, roubando o seu fôlego e fazendo os seus olhos brilharem.

Ela deveria ter dito alguma coisa. Qualquer coisa.

Os olhos dele escureceram ao vê-la olhando para ele, lutando para recuperar o fôlego, incapaz de falar.

– Então venha. – Mais uma ordem que deveria tê-la deixado arrasada. A boca de Castiel se curvou com ironia... E incrível sensualidade, e aquelas sobrancelhas diabólicas se arquearam em desafio. – Na ponta dos pés.

Ela sentiu as palavras dele chamuscarem-na e soube, em uma explosão de clareza, que só havia um modo de dar fim àquilo. Ela o conhecia. Se realmente quisesse deixá-lo, se realmente quisesse se libertar do domínio dele, aquele seria o único modo de fazê-lo. Aquela era uma via de mão única. Não havia como dar meia-volta.

Por mais que aquilo lhe custasse.

– Bem? – perguntou ele, suavemente, provocando-a.

Cami engoliu em seco. Ela sustentou o olhar dele por um longo momento, compreendendo que aquela era uma linha que jamais poderia ultrapassar. Havia passado três anos se recuperando de um único beijo e não podia imaginar o que aquilo poderia fazer com ela.

Mas aquilo não importava naquele momento. Castiel olhou-lhe com aquela autoconfiança masculina e a promessa de prazeres carnais, e ela soube que não queria mais fugir. Não depois de ter passado tanto tempo imaginando, fantasiando a respeito, ansiando por aquilo com todas as suas forças.

Quem se importa em como você o terá, contanto que o tenha? Perguntou uma voz dentro dela. Aquilo era uma estratégia, não uma rendição.

Cami cruzou a distância que os separava, vendo a luz naqueles olhos fascinantes arder cada vez mais, à medida que se aproximava. Deslizou, então, as mãos sobre o peito dele, deleitando-se em seu calor e sua força.

Não havia como voltar atrás nem como seguir em frente sem aquilo. A verdade era que ela o queria. Sempre o quisera. Agora poderia ter Castiel do modo como sempre sonhara, desde Cádiz, e então a sua liberdade, em pouco mais de uma semana.

– Por favor, não me diga que pretende fazer tudo isso neste tedioso ritmo lento – disse Castiel. A curva em seus lábios indicava que ele a estava provocando, outra vez, e conectando-se com todos os pontos do corpo dela que ansiavam pelo seu toque, elevando ainda mais a temperatura dela. – Acho isso bem mais interessante nos filmes do que na vida real.

– Pelo amor de Deus – disse Cami, deixando o papel de sua assistente finalmente de lado, naquele momento em que tudo entre eles estava mudando, certamente para pior, e ela não podia mais nem mesmo fingir se importar com isso. – Cale a boca!

E então Cami ficou na ponta dos pés e moldou todo o seu corpo à extensão do de Castiel, sempre pressionando a sua boca contra a dele.


Notas Finais


#MARATONA 03/05


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