História Demônio disfarçado - Capítulo 7


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Categorias Amor Doce
Visualizações 45
Palavras 3.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo sete


Fanfic / Fanfiction Demônio disfarçado - Capítulo 7 - Capítulo sete




 

O SABOR dela continuava exatamente como ele o havia guardado na lembrança. Melhor até. Tão quente e tão sua.

Castiel passou os braços em torno dela, puxando-a para junto de si, ansioso por sentir o peso dos seios de Cami contra o seu peito, a maciez da sua barriga contra a rigidez da própria ereção, o suave balanço dos quadris dela contra os seus.

Ele a beijou repetidas vezes, e ela correspondeu. Passou os braços em torno do pescoço de Castiel e moveu a boca contra a dele com a mesma urgência.

Castiel teve a impressão de tê-la ouvido dizer o seu nome.

Não estava certo de que seria capaz de falar, ou que língua utilizar, caso o fizesse, ou se só conseguiria dizer coisas sem sentido.

Não importava.

Ela era inebriante e ele podia, finalmente, se deleitar nela, como desejara.

Castiel enterrou as mãos no cabelo escuro dela, exultando com a sua textura e perfume: uma seda quente e um toque de baunilha. Ele puxou a fivela que mantinha o cabelo dela preso e deixou que as madeixas caíssem por sobre os ombros. Depois inclinou a cabeça, a fim de obter um melhor encaixe de sua boca com a dela, puxando-a para mais perto de si e tomando o que queria, por fim.

Deslizou as mãos pela curva sensual das costas dela e então apertou as nádegas firmes, arrancando gemidos de ambos ao fazê-la roçar o corpo contra a sua excitação. Aquilo não era suficiente. Era, quando muito, um começo.

Castiel se apoderou de Cami até ela dizer o seu nome, com a voz arfante. Ele teve que se conter para não possuí-la ali mesmo, no corredor.

Não queria que as coisas fossem rápidas daquele jeito. Não com aquela mulher. Não com Cami. Não quando sua sensação era a de que ele havia esperado uma eternidade por aquilo. Por ela.

Ele saboreou as sardas que o sol havia pintado em seu nariz, e então traçou uma trilha ao longo de sua clavícula, pela pele de pêssego do seu rosto, seu maxilar. Ela estava cheirando a coco e flores e seu sabor era de magia. Castiel parecia insaciável.

Ela soltou um pequeno som do fundo da garganta, como um ronronado, e aquilo quase fez com que Castiel perdesse o controle. Minha, pensou ele, com um triunfo possessivo. Toda minha.

Castiel tomou a mão dela na sua, maravilhado com a sua delicadeza e beleza. Conduziu-a, então, ao longo do corredor, sem disfarçar a sua sensação de vitória, com os olhos turvados de desejo com a rendição daquela mulher que havia fingido ser frágil e dócil por anos, mas não o era. A rendição de uma mulher forte o pensou com extrema satisfação masculina, era muito mais excitante que a de uma mulher fraca.

Assim que chegou ao seu quarto, ele a puxou para junto de si outra vez, deleitando-se na sensação de tê-la em seus braços. Finalmente.

Ele tomou a boca de Cami de assalto novamente, beijando-a enquanto a conduzia em direção à cama. Quando a parte posterior dos joelhos dela tocou o colchão, ela se afastou e ergueu o olhar na direção do dele, com a respiração acelerada, os olhos escurecidos e tontos de desejo, o rosto afogueado.

Ela era sua.

Castiel não disse coisa alguma. Não confiava em sua própria possessividade para sequer tentar. Nada a respeito de Cami fazia sentido até aqui, não desde aquela manhã chuvosa, em Londres, quando ela mudou tudo o que ele tomava por certo até então. Por que agora seria diferente? Ele puxou a blusa dela por cima da cabeça, deslizando-a por todo aquele cabelo longo e escuro, e sorriu quando viu o sutiã azul Royal e os seios redondos que ele antes apenas havia vislumbrado através da blusa molhada.

– Perfecto – murmurou ele, inclinando-se para pressionar a boca contra o alto de um seio, sugando-o por cima do tecido fino e brilhante.

Cami arfou e ele fez o mesmo com o outro, até que ela jogasse a cabeça para trás e seus olhos se fechassem, antes de abrir o sutiã dela. Cami estendeu os braços para tirá-lo, e Castiel se inclinou a fim de lamber o bico mais próximo, sugando-o para dentro da sua boca.

Ela enlouqueceu.

Castiel se perdeu no seio dela, nela como um todo. Seu calor, sua suavidade, seus belos gritos. Ele fez a calça dela deslizar pelas pernas longas e bem torneadas, e então aquela outra peça de seda e renda. Tirou depois as próprias roupas, o mais rapidamente que pôde, porque aquilo significava não tocá-la. Pareceu-lhe ter levado uma eternidade para ficar nu e deitá-la em sua cama, esparramada, como ele a queria a mais tempo do que se dera conta. Aquela não era uma necessidade nova que rugia dentro dele, exigindo que ele a possuísse repetidas vezes até ficarem ambos saciados. Aquilo que o movia era algo antigo e complicado, como se ele o tivesse escondido de si mesmo. Mas não estava mais escondendo coisa alguma. Castiel se estendeu na cama, ao lado dela, apoiando-se em um dos braços, ficando ferozmente satisfeito ao ver os bicos dos seios dela intumescidos e a pele inglesa rosada.

Sua.

Ela rolou na cama a fim de começar a explorá-lo, mas ele a pressionou de volta, contra o colchão.

– Mas eu quero…

– Sente-se – murmurou ele, traçando uma trilha até o seio dela e brincando com o bico, fazendo Cami arquear o corpo da cama, com um gemido.

Ele se abaixou para substituir os dedos pelos lábios, e Cami gritou mais uma vez, agitando-se sob Castiel, quando ele sugou o bico do seio dela, envolvendo-o no calor de sua boca, enquanto tomava o outro na mão. Depois beijou todo o corpo de Cami até alcançar a leve elevação de seu abdômen, lambendo o umbigo e a suave curva dos quadris. Descobriu que ela possuía três pequenas marcas de nascença perto da cintura e que não conseguia manter os quadris parados, especialmente quando ele os segurou e fechou os seus dedos em torno deles para testar a forma, a doçura e a sedosa perfeição das nádegas.

E então ele afastou as coxas dela e seguiu a trilha de beijos até mais embaixo.

– Castiel… – recomeçou ela, com uma voz tão carregada de desejo que fez a ereção dele latejar.

– Quieta – ordenou ele, lambendo o caminho em direção ao âmago dela, exultando no sabor fresco e quente do seu desejo.

Cami arqueou o corpo outra vez, erguendo os quadris contra a boca dele, e Castiel a possuiu e saboreou, tornando-a sua. Ela se desfez em mil pedaços junto à boca dele, repetindo o seu nome ao ser lançada à outra dimensão.

E aquilo ainda estava longe de ser o bastante.

Ele voltou para a cama e a puxou para junto de si, rolando com ela, de modo a fazer com que montasse sobre ele. Queria vê-la. Queria ver tudo.

– Castiel… – sussurrou ela, e seus olhos se abriram para vê-lo pressionar o seu sexo contra o dela.

Cami estava molhada, quente e receptiva. Castiel agarrou as nádegas dela em suas mãos, ergueu-a e a viu estremecer quando a aproximou de seu membro, provocando-a. Seus olhos azuis escureceram outra vez. Ela mordiscou o perfeito lábio inferior, ergueu os braços e os passou em torno dos ombros dele, pressionando os seios grandes contra o peito de Castiel.

– Renda-se – sussurrou ele, e então a penetrou, ateando fogo a ambos, incinerando tudo, até ele não enxergar mais nada além de Cami, toda enroscada nele.

Ela começou a mover os seus quadris e Castiel gemeu perigosamente próximo ao limite.

Ele a agarrou pelos quadris a fim de contê-la e impor o seu próprio ritmo, lento, deliberado.

Torturando a ambos com investidas quentes e intermináveis que o fizeram cerrar os dentes e ela enterrar a cabeça no pescoço dele e soluçar de prazer. Castiel a fez subir e descer repetidas vezes, penetrando-a, e desejando que aquilo nunca tivesse fim. Desejando permanecer para sempre naquela perfeição, tão fundo dentro dela a ponto de já não saber mais quem era quem.

Cami ergueu a cabeça e seu olhar se fixou no dele. Castiel sentiu a respiração dela em seu rosto, suas pernas apertadas em torno dele e continuou se movendo, alimentando ainda mais aquela chama até ela se transformar em uma fogueira ardente, fazendo-a gemer ainda mais alto, e seus olhos se turvarem com a mesma paixão incomparável que o atormentava. Fazendo com que ele não desejasse outra coisa que não ser consumido por aquele fogo, até não sobrar mais nada.

Esta é Cami, pensou ele, incapaz de parar de olhar para ela, de tocá-la e senti-la com todo o seu corpo. E é toda minha.

Castiel compreendeu, então, que não tinha a menor intenção de deixá-la partir, o que quer que aquilo significasse.

Ela fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, arqueando suas costas adoráveis em direção à luz do sol que se punha e atravessava a janela, banhando o corpo dela em tons de laranja e dourado.

Uma deusa pagã, e toda sua.

Cami recomeçou a tremer selvagem e indomada nos braços dele, e quando ela gritou o seu nome, ele transpôs o limite junto com ela.

Cami SE deitou na ampla cama, toda enroscada nele, e olhou o sol se pôr no mar e então se desmanchar.

Não conseguia formular nenhum pensamento coerente. Seu corpo todo parecia vibrar sob a pele, como uma espécie de fio de alta voltagem, desencapado, ainda soltando faíscas. Ela sentiu o ombro duro de Castiel sob o seu rosto e sentiu o calor da pele e o modo como o peito dele subia e descia, e não pensou em nada. Nem sabia ao certo se queria fazê-lo.

Castiel se remexeu ao lado dela quando o sol se pôs no horizonte. Virou-se para encará-la, com seus olhos intensos e mais uma vez indecifráveis em meio às profundas sombras do seu quarto.

Ele deslizou a mão até alcançar o rosto dela e o puxou para junto do seu. Por um momento, ele apenas olhou para Cami.

Ela se sentiu a beira de outro grande precipício.

O tempo já está correndo, sussurrou uma voz implacável dentro da cabeça dela.

Como se pudesse ouvi-la, porém, ele a beijou. Profunda e lentamente. Docemente. De modo a viciá-la. E então o fogo se reacendeu, como se jamais pudesse ser extinto. Como se nada daquilo jamais pudesse ser o bastante. Ela fora uma tola, reconheceu Cami quando a mão dele se moveu pelo rosto dela, inclinando a sua boca a fim de obter um melhor ângulo para aprofundar o beijo.

Deveria ter previsto que não saberia lidar com aquilo. Ela partiria conforme havia planejado, mas sofreria por ele, talvez para sempre. E mesmo assim, ela o beijou incapaz de se conter.

Incapaz de deter o que ela já havia começado o que já havia feito.

Ele se levantou da cama e se posicionou entre as pernas dela, e Cami abriu mão de um futuro que parecia distante daquele momento, distante demais para importar. Ele apoiou o seu peso sobre as mãos e olhou para ela com aqueles olhos astutos.

– Cami – disse ele, como se estivesse saboreando o seu nome.

– Castiel – respondeu ela, sentindo-se excessivamente vulnerável.

Ela não sabia como impedi-lo de enxergar todas as suas esperanças, medos e terrores, depois de ter se abandonado tão completamente.

Mas ele simplesmente investiu sobre ela e a possuiu, escorregadio, quente, e ela deixou de se importar com o que ele podia ver ou descobrir.

Em vez disso, concentrou-se apenas na perfeição daquela sua dança ancestral, como se tivesse sido feita sob medida para ele.

Castiel se moveu lenta e hipnoticamente, como se quisesse que aquele fogo se intensificasse daquela vez por conta própria. Ela se sintonizou ao seu ritmo lânguido, erguendo os quadris para encontrar os dele, cada vez mais exultante com o modo como eles encaixavam um no outro.

Cami disse a si mesma que aquela era a única coisa que importava para ela.

Daquela vez, ela pôde explorar toda a beleza do torso esguio de Castiel. Correu as mãos pelos peitorais firmes e então traçou um caminho até aquele abdômen de dar água na boca. Uma pele macia estendida sobre aço. Uma beleza masculina diferente de qualquer outra. Feroz e exigente. Ela se ergueu da cama para beijar o peito dele, sentir seu sabor, sua força incomparável, seu poder.

O ritmo começou a mudar, cada vez mais intensamente. Os ombros de Castiel bloquearam o restante do mundo, e ela se esqueceu de tudo o mais. Tudo com exceção dele.

Tudo com exceção da força selvagem do que estava acontecendo ali.

Ele baixou o seu corpo a fim de puxá-la para mais perto de si, e ela adorou sentir o peso dele contra si, pressionando-a contra a cama, fazendo com que ela se sentisse pequena e ainda assim venerada. Sentiu a respiração dele junto à sua orelha e então Castiel começou a murmurar palavras que ela não conhecia, em espanhol, junto ao seu pescoço, enquanto continuava investindo nela repetidas vezes. Ela enroscou as pernas em torno dos quadris dele e se agarrou, inteiramente entregue ao seu comando.

Quando ele levou a mão até o centro do seu desejo, alcançou o êxtase outra vez.

Prosseguiu, enquanto ela se desfazia em torno dele, até gritar o seu nome, enterrando o rosto entre seu pescoço e ombro. Mesmo em meio àquele transe, Cami compreendeu que nada mais voltaria a ser como antes. Especialmente ela.

A VERSÃO de Castiel de se divertir no paraíso, conforme Cami descobriu, sem muita surpresa, envolvia reduzir as horas de trabalho a algo como seis ou oito horas por dia, em vez de mais que o dobro disso.

– Que enorme sacrifício deve ser para você – a murmurou durante uma daquelas tardes de “folga”, ao anotar mais um ditado –, adotar o ritmo de trabalho de uma pessoa normal.

Castiel olhou para ela, um tanto divertido. Como estava encarando aquele período como uma espécie de férias, não havia se importado em abotoar a camisa, expondo o físico de dar água na boca e a pele morena. Graças à sua habilidade com o teclado, Cami podia olhar para ele sem perder uma única palavra. Os pés de Castiel estavam cruzados sobre a mesa. Ele pareceria à própria encarnação da indolência, se não estivesse ditando uma série de ordens para todos os seus vice-presidentes ao redor do mundo.

– Você pode me distrair o quanto quiser agora – disse ele, assim que ela apertou a tecla “enviar”.

Cami abriu a boca a fim de lhe oferecer alguma resistência, mas se deteve. O que tinha a perder?

Os negócios de Castiel prosseguiriam no mesmo ritmo de sempre, depois que aqueles dias estranhos chegassem ao fim, contudo ela nunca mais teria outra chance de tê-lo daquela maneira. Ela sentiu mais uma vez que estava reunindo lembranças daqueles momentos de intensa paixão para recorrer a eles mais tarde, quando estivesse sozinha. Quando estivesse livre. Quando não tivesse mais nada em que se agarrar, além das lembranças.

– Se insiste Senhor Collins.

Ela deslizou da cadeira que havia puxado para junto da mesa, indo até o chão, sorrindo levemente quando o rosto dele ficou tenso de desejo.

Lentamente e sustentando o olhar de Castiel durante todo o tempo, ela rastejou por entre as pernas dele.

– Esta, por acaso, é a sua nova forma de tomar um ditado, Srta. Bennett? – perguntou, com a voz rouca, enquanto ela passava as mãos pelas coxas firmes e pelo abdômen dele, presa entre suas pernas, exatamente onde a queria. – Estou encantado com o novo método.

Cami, então, estendeu a mão em direção à calça de Castiel e libertou o membro dele, tomando-o fundo em sua boca.

Ele gemeu e Cami o venerou, saboreando a maciez aveludada dele, amando-o com sua boca, sua língua, mãos e lábios, conduzindo-o a um final atordoante, com as mãos enterradas no cabelo dela.

Eles foram assumindo uma espécie de rotina com o passar dos dias.

Castiel continuava sendo o chefe, apesar da enorme mudança ocorrida em seu relacionamento, o que poderia ter sido insustentável, caso ela não tivesse estabelecido para si mesma que era apenas o seu coração, e não a sua carreira que estava em jogo ali.

– Não faça isso com o seu cabelo – disse Castiel certa manhã, quando ela saía do chuveiro.

Ele estava junto à porta que conduzia ao seu quarto, com os olhos ardendo de paixão ao olhar para ela, vendo-a se enrolar em uma toalha. Castiel havia vestido outra daquelas calças de linho pelas quais optara por causa do calor, mas estava sem camisa, expondo toda aquela perfeição musculosa.

Eles acordaram ao raiar do sol e foram nadar na lagoa. Ele simplesmente a havia puxado para junto de si, baixado o seu biquíni e a penetrado, conduzindo ambos ao êxtase, naquela água clara e quente, enquanto o sol começava a iluminar o céu perfeito acima deles.

– Não fazer o quê? – perguntou ela.

Não podia ser saudável desejar alguém daquele jeito. Ela havia imaginado que dormiria com ele uma única vez.

Em vez disso, porém, você só fez piorarem as coisas, lembrou-lhe rapidamente aquela voz. Como se ela já não soubesse.

– Aquele coque – disse Castiel.

Uma expressão estranha cruzou o rosto dele, algo que ela poderia ter chamado de vulnerabilidade, caso se tratasse de outro homem.

– Eu gosto dele caído sobre os seus ombros. Gosto de passar as minhas mãos nele – disse Castiel, com a voz abafada, e então se virou e desapareceu, deixando Cami fazer o que quisesse com aquilo.

Ela colocou o vestido longo, todo em tons de azul e amarelo vibrantes que havia adotado como o seu uniforme por lá, e passou os dedos pelo cabelo, ainda úmido, que caía sobre os ombros. Ela olhou para si mesma no grande espelho que dominava a parede mais próxima e mal conseguiu se reconhecer. A exposição ao sol havia propiciado o surgimento de sardas e aquele bronzeado em sua pele. Seus olhos estavam brilhantes, e sua boca, suave.

Estava à milhas de distância da antiga Cami Bennett que ela se orgulhara de incorporar durante os cinco anos que trabalhara na Collins Group.

Podia mentir e dizer a si mesma que aquilo se devia à influência da ilha, mas sabia que era Castiel quem estava provocando a sua mudança.

Ela só precisava se lembrar de que aquilo tudo era temporário.

Depois que voltasse a Londres, Cami nunca mais se vestiria daquela maneira.

Assim como nunca mais interromperia uma sessão de ditado como fizera outro dia, ou deixaria o seu cabelo solto porque um homem lhe pedira que o fizesse. Nunca mais dormiria com o seu chefe, por mais que pudesse desejá-lo, e continuaria a trabalhar para ele. Mas estavam em Bora Bora, e era como se o que ela fizesse ali não contasse.

São só mais alguns dias, lembrou ela a si mesma, a caminho do escritório. Quando voltarmos para casa, será como se nada disso tivesse acontecido.

Cami estava feliz por se permitir viver o momento, algo tão difícil para ela. Teria todo o restante de sua vida para se arrepender daquilo. Não fazia sentido começar a fazê-lo agora.

Mas era como se Castiel soubesse que havia algo que ela não tinha lhe contado, ou talvez também estivesse sentindo a pressão do caráter temporário daquela situação. Às vezes, ele meramente a erguia e a mantinha contra a parede mais próxima quando a queria, com uma expressão feroz ao penetrá-la, como se enxergasse o mesmo doloroso futuro diante de si. Em outras ocasiões, ele a despertava no meio da noite, repetidas vezes, para tocá-la e fazê-la transpor limites, como que para provar que podia fazê-lo. Como que para se certificar de que aquilo era real.

Certa tarde, depois de dar por terminado o seu dia de trabalho, Castiel a encontrou no pátio coberto, do lado de fora da biblioteca. Ele se deteve na entrada, por um longo momento, admirando-a, até Cami pousar o seu romance e lhe dedicar toda a sua atenção.

– Precisa de alguma coisa? – perguntou ela, com um sorriso, pronta para mais uma série de comandos.

– Não sei como você faz isso.

A voz dele estava tensa e grave, fazendo-a estremecer.

– Ler?

Ele ignorou aquela provocação.

– Suas palavras, seus sorrisos. – Ele passou a mão pela barba cerrada, parecendo um pirata impiedoso. – Até mesmo na cama. Você vive se escondendo, não é?

O coração de Cami bateu descompassado dentro do peito, e ela ouviu uma espécie de zumbido, como se toda uma série de alarmes tivesse sido disparada em torno deles. Sabia, porém, que se tratava apenas do som das ondas batendo na praia, dos pássaros cantando em cima das árvores e do vento dançando por entre as chaminés do terraço.

– Não sei o que você está querendo dizer.

– Eu quase acredito em você.

Castiel não parecia zangado. Ela teria sabido lidar melhor com ele, se esse fosse o caso. Ele, na verdade, parecia quase resignado. Toda aquela atenção perspicaz voltada para ela acabou por deixá-la em pânico.

Temendo, outra vez, o que ele pudesse enxergar.

– Eu não estou me escondendo. – Ela se levantou e abriu os braços para prová-lo. – Estou bem aqui.

Castiel sorriu, deixando-a sem fôlego.

– Está mesmo, Cami? – perguntou ele, cruzando a distância que os separava.

Ela não respondeu, beijando-o em vez disso, com paixão. Desesperada. Com tudo o que era capaz de lhe dar.

Ele não disse mais nada.

Ouviu-a se ajoelhar no sofá, e a tomou por trás, pousando as mãos nos quadris dela e pressionando o peito contra as suas costas, enquanto a penetrava, fazendo-a gritar o nome dele, tendo apenas o mar brilhante por testemunha.

Quando ele baixou a cabeça, aninhando-a ao pescoço dele, exausto, depois da intensidade daquela paixão, ela disse a si mesma que aquela era mais uma vitória. Mais uma lembrança para a sua coleção.


Notas Finais


#MARATONA 04/05


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