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História Dengo Sem Compromisso - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Minha primeira OS, não tô nem acREDITANDOOOOOO
Eu espero muito, muito mesmo que vocês gostem porque eu tô morrendo de amores por essa fic e queria amassar as bochechas delas


Boa leitura! <3

Capítulo 1 - Pipoca caramelizada e algodão doce


Im Changkyun estava pensando, nos últimos minutos, o quanto queria estar em casa naquele exato momento. Odiava Teoria Geral do Estado com todas as suas forças, principalmente quando precisava fazer algum trabalho em grupo – o professor nunca deixava que os alunos escolhessem seus colegas, e Changkyun sempre acabava preso com o extremamente preguiçoso Kihyun. Estava na biblioteca há horas tentando impedir que o Yoo escapulisse e deixasse toda a sua parte para os outros integrantes do grupo. 

Suspirou, quando finalmente deu três horas da tarde. Naquele horário, a biblioteca da universidade fechava para os demais alunos, permitindo somente que veteranos do último ano entrassem para discutir sobre seus respectivos trabalhos de conclusão de curso. Reuniu todas as suas coisas com cuidado, verificando se não havia perdido nenhum material – era extremamente cauteloso com esse tipo de coisa, porque se perdesse uma caneta, iria escrever com lápis pelo resto do ano: não compraria até o próximo ano, então era melhor essas coisas durarem bem.

Colocou a mochila nas costas e se retirou do recinto, feliz por finalmente poder ir para casa, mas um pouco triste por ter que pegar dois metrôs até sua estação, e ainda mais um ônibus. Pôs-se a caminhar, um pouco desanimado. Era sexta-feira, e Jooheon costumava passar o fim de semana em sua casa para assistir o que quer que estivesse passando na televisão, reclamar da vida e  trocar chameguinhos.

Quem visse os dois pelo campus, dando beijinhos, abracinhos e fazendo gracinhas facilmente assumiria que estavam namorando e completamente apaixonados, mas o lance não era bem esse. Im e Jooheon elevaram o relacionamento humano para um novo patamar: eles apenas viviam de apego para lá e para cá, sem compromisso nenhum; não davam satisfação, não falavam da vida pessoal se não tivessem vontade, às vezes não falavam nada. Supriam a carência de ambos num acordo mútuo e sem toda aquela complicação que precisariam lidar se estivessem em um relacionamento.

Não haviam feito um contrato como viam em filmes, que impunham algumas regras – entre elas, não  se apaixonar. Achavam besteira, já que nenhum dos dois estava a fim de um namoro no momento, mas também não tinham paciência para lidar com os famigerados contatinhos – os quais Changkyun não tinha nenhum, já que conseguia afastar possíveis candidatos só com o olhar. Era verdade que todos no curso de Direito achavam o rapaz extremamente arrogante, rude e com um complexo de superioridade imenso; mas a verdade era que o Im era tão molenga quando uma gelatina e era muito fácil derreter seu coraçãozinho – Lee Jooheon sabia muito bem desse fato, e se aproveitava disso até a última gota de doçura que o mais novo tinha para oferecer. 

Tinham se conhecido há quase um ano e meio, numa festa que seu amigo Wonho lhe obrigou a ir – para que pudesse dar uns pegas no menino bonitinho da Arquitetura e deixar-lhe completamente desamparado e suscetível aos ataques do Lee. Não demorou muito para a máscara de tigre garanhão do mais velho caísse, revelando um gatinho manhoso e inofensivo que precisa estar abraçado com alguém cem por cento do tempo ou explodiria de carência.

Tudo funcionava perfeitamente; sem rótulos, ciúmes, brigas ou cobranças, os dois eram praticamente estranhos que trocavam carinho casual às sextas-feiras – sim, era assim que Changkyun e Jooheon sextavam – e feriados.

Quando finalmente chegou na estação, teve de se apressar para não perder o metrô, que quase fechava as portas quando ele conseguiu entrar. O vagão estava cheio, como de costume. Mesmo não sendo horário de pico, o transporte coletivo lotava entre as três e seis da tarde, e Changkyun sempre acabava em pé, com mil e uma coisas na mão porque sua mochila era tão pequena que mal comportava seu notebook; Jooheon queria presenteá-lo com uma mochila Dell Pro – algo absurdamente caro e fora dos limites para o Im –, mas negou: não queria nada dele, além de chamego e beijinhos no final do dia e, quem sabe, dormir agarradinhos.

Changkyun desceu do primeiro metrô, percorrendo toda a estação para pegar o próximo e bum: um motorista de aplicativo e estaria em seu aconchegante apartamento, de banho tomado e pijama, assistindo pela milésima vez qualquer filme dos Studios Ghibli enquanto recebia um cafuné. Estava especialmente carente naquele dia: as provas finais tinham chegado ao fim, mas ainda tinha alguns trabalhos para entregar; estava na linha entre relaxar e estar completamente sobrecarregado, então precisava de um ponto onde tudo o que sentia era os dedos de Jooheon passando carinhosamente pelos seus fios – que começaram a cair uns dias atrás por puro estresse.

Suspirou quando sua parada foi anunciada, pedindo licença para aqueles que interditavam o caminho para a porta. Já havia chamado um carro, que chegaria em mais ou menos três minutos, o tempo exato que ele levaria para chegar até a entrada da estação – só desejava desesperadamente que o motorista não tresvariasse à falar, porque Changkyun não era exatamente uma pessoa  sociável. Teria um surto caso precisasse rir de uma piadinha idiota em completamente sem graça sobre curso que escolhera fazer.

Bufou irritado ao perceber que o motorista tinha cancelado a corrida e o carro mais próximo estava há quase meia hora dali. Quando as portas automáticas se abriram, ele sentiu a brisa tocar-lhe gentilmente; respirou fundo e foi até um dos carros estacionados no canto, com uma plaquinha que dizia “táxi” – tudo bem que era tipo, trinta reais mais caro, mas estava desesperado para chegar em casa –, e solicitou uma corrida.

O velinho, animado, aceitou na hora, chegando até a abrir a porta do veículo vermelho para Changkyun entrar. O tempo parecia que iria fechar, então o universitário pediu que o motorista se apressasse – não por medo de ser pego pela chuva, mas por ela acabar antes que pudesse aproveitar devidamente. O celular vibrou em seu bolso, e ele resolveu checar; Jooheon havia lhe mandado uma mensagem, dizendo que atrasaria mais ou menos uma hora. — Perfeito! — Ele pensou, seria o tempo exato de chegar em casa e tomar um banho.


 

Dito e feito! Aquilo tinha sido, exatamente o que aconteceu. Assim que Changkyun saiu do banheiro, o interfone tocou. O estudante de direito não tinha dado chave, nem permissão para que o porteiro liberasse a entrada de Jooheon sem que o avisasse antes pois, como dito anteriormente, eles não eram íntimos. Sim, já lhes perguntaram diversas vezes se eram um casal e a resposta era sempre a mesma: um claro e uníssono “não”.

Nunca ficavam constrangidos com aquele tipo de situação, afinal, pareciam mesmo um casal, ainda mais quando trocavam carícias em público; Jooheon era macio e quente demais para que não se aproveitasse dele a cada segundo que passavam juntos.

Changkyun autorizou a entrada, indo buscar cobertores enquanto esperava sua visita casual bater à porta. Era quase um ritual entrelaçar as pernas por debaixo dos lençóis, mesmo em dias quentes – nada que dois ou três ventiladores não resolvessem. Quando a campainha soou, ele foi atender em passos lentos, aproveitando o ranger acolhedor do assoalho. 

— Oi! — Sorriu, mostrando as sacolas que tinha em mãos. Jooheon raramente comprava alguma coisa, sempre acabavam comendo qualquer besteira escondida na casa do Im, ou pediam pizza ou lanche.

— O que você comprou? — Questionou, deixando a curiosidade falar mais alto enquanto dava licença para o mais velho entrar.

— Calda de caramelo e algodão doce. — Tirava as coisas da sacola com calma, ciente de que teria o fim de semana inteiro para aproveitar de todo o dengo e aconchego que Changkyun e sua casa tinham para oferecer.

— Você não acha que não foi um pouco de mais? — Arqueou a sobrancelha, olhando tudo o que Jooheon colocava sob sua pequena mesa redonda. Ele apenas meneou com a cabeça e pediu para que o mais novo fosse se sentar e escolher um filme, e assim Changkyun fez, deixando-o aprontar o que quer que fosse em sua cozinha, desde que limpasse mais tarde.

Sentou, vagando pelos títulos do Studio Ghibli que entraram recentemente na Netflix, pensando em qual seria melhor naquele dia nublado que dava sinais de que traria uma chuva gostosa em breve, junto com o anoitecer. Ouviu o barulho do microondas, querendo xeretar na cozinha, mas se controlou  e apenas permaneceu na posição confortável em que estava.

O cheiro da pipoca invadiu todo o apartamento e ele se sentiu ainda mais relaxado, disposto a assistir “O Serviço de Entregas da Kiki” talvez pela quarta vez em menos de dois meses. Não demorou muito para Jooheon aparecer na sala, carregando uma tapoer cheia de pipoca caramelizada e alguns sacos de algodão doce, logo voltando para cozinha para pegar o refrigerante. 

Changkyun sabia que Jooheon simplesmente odiava quando comiam a pipoca antes do filme começar, mas não conseguiu se conter, o cheiro estava divinamente magnífico. Não sabia de que buraco aquela ideia tinha saído, mas quando levou o pequeno pedaço de nuvem à boca, soube que tinha sido de um buraco milagroso e abençoado. Conseguiu engolir antes que o outro voltasse e lhe pegasse no pulo, precavendo uma breve discussão sobre a importância de esperar o filme começar para poder comer.

Quando Jooheon se acomodou do seu lado, puxando-lhe para deitar em seu peito e enrolar as pernas, Changkyun começou a animação, deixando-se relaxar com os dedos do mais velho e seus fios curtos; percebeu que aquele contato conseguia ser mais doce que a pipoca caramelizada e algodão doce derretendo juntos em sua boca – porque sim, Jooheon havia feito-lhe provar os dois simultâneamente, quase provocando no mais velho uma diabetes tipo um.


Notas Finais


Eu voto pela normalização do dengo sem compromisso! 8))

Muito obrigada por ler <33


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