História Dengos e cafunés - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Baekhun, Dechets, Maria Zeverbrucker, Sebaek, Yoonchets
Visualizações 335
Palavras 1.435
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, olha eu de novo aqui. Eu acho que por hoje essa é a última, quem sabe.

Boa leitura a todos <3

Capítulo 1 - E tudo acaba do mesmo jeito que começou;


O castanho tirou os óculos ao concluir, finalmente, mais um capítulo daquele livro que havia prometido escrever até o final e entregar em breve para a editora em que trabalhava. Havia concluído naquele dia todos os ajustes que faltavam e também adicionado palavras aqui e ali, corrigindo erros bobos que sempre deixava passar despercebido por seus olhos que revisavam rapidamente tudo que escrevia, não querendo se prender demais àquilo e perder o tempo extra que conseguiu ao apressar a sua digitação. Estava sempre cansado demais para pensar nessas coisas, caia exausto e nem via o tempo passar ao fechar os olhos e simplesmente apagar, dando ao seu cérebro e corpo o devido descanso que já deveria ter recebido muito antes ao invés de passar o dia na frente daquele computador e tendo a visão prejudicada pela iluminação da tela.

Sobre a mesa ao lado do pequeno mundo criado por si mesmo e suas escritas se amontoavam os copos descartáveis em pequenas pilhas onde outrora foram preenchidos por café preto e amargo, chá preto quente, água e qualquer outra coisa que o mantivesse vivo naquelas horas que dedicava ao trabalho que parecia nunca ser o suficiente para si. Sabia que era errado, mas mesmo assim virava noites e dias escrevendo como se a sua vida dependesse disso apenas pelo fato de gostar, tirando curtos espaços de tempo para comer e tomar banho, dar um “olá” para alguém e então voltar a sua rotina própria dele e do seu computador. Era sempre uma vitória quando concluía, finalmente, o que tinha que fazer e via-se livre por tempo indeterminado que sempre duravam pouco demais até que ele se enfiasse em outro projeto apenas para não manter a mente desocupada. Seu pai costumava dizer que mente vazia era oficina do diabo.

O relógio em seu pulso marcava duas e meia da madrugada e o do computador tinha o mesmo horário sobre a data, confirmando que sim, por mais assustador que fosse, passara outro dia sem fazer nada além de escrever e seus dedos ainda nem estavam doendo. Olhou-se no espelho ao se levantar e viu que as olheiras sob os olhos estavam mais claras do que eram semana passada e por isso podia continuar fazendo o que tinha que fazer sem morrer, mas só depois do banho, quando conseguisse revigorar as suas energias e pensar em novos temas e enredos, coisas que pudesse usar e fins que pudesse dar a personagens que aos poucos se acumulavam em excesso entre as suas páginas. Eles eram sempre um problema. Às vezes tinha demais, às vezes tinha de menos; era preciso criá-los, e por vezes matá-los.

— Você já terminou de escrever?

A voz calminha vinha do andar de baixo, fazendo o moreno saltar no corredor escuro e deixar cair a toalha que levava em seu ombro até o banheiro, desejando ficar tempo demais sob o chuveiro e ter a pele completamente marcada pela água exageradamente quente que desfazia cada nó formado ao longo dos seus braços, ombros, e costas, devido a má posição durante o dia inteiro sentado naquela cadeira com encosto estranho e falta de altura.

— Eu não vi você ai — disse nervoso ao seu recompor do susto. Abaixou-se e juntou a toalha branca que caiu no chão, colocando-a mais uma vez sobre o ombro direito ao descer a escada passo a passo, encontrando o homem deitado sobre o sofá da sala de estar com os olhos fixos no drama coreano que assistia na televisão. — Já posso me aproximar? É seguro?

O loiro concordou em silêncio e deixou um riso baixo escapar por entre os seus lábios, assistindo com o canto do olho o menor se aproximar em passos lentos do lugar que ele ocupava o dia inteiro, bem dizer. Ambos tinham aqueles momentos particulares em que se perdiam em suas próprias coisas e até se esqueciam da presença um do outro na mesma casa, focando em fazer alguma coisa separada e que tirasse o tédio que o dia sempre parecia proporcionar, sem exceção. Sobre o sofá adjacente ao que se encontravam estava o computador do mais novo aberto, expondo para quem quisesse ver os trabalhos do mesmo. Baekhyun, como o bom curioso que era, estendeu o olhar até o mesmo logo que se sentou ali.

— Eu terminei o meu livro — Oh encarou-o imediatamente ao ouvir tais palavras. Sabia que ia pedir para que lhe fosse mostrado o trabalho feito, mas a negação já estava na ponta da língua do mais novo caso aquilo fosse dito. — Você vai fazer a minha capa, dengo?

Sehun torceu o nariz ao ouvir o apelido e pedido que o menor lhe direcionava. Aquilo era golpe baixo, o outro sabia. Assim como Baek tinha o direito de negar lhe mostrar as suas histórias, Oh tinha o direito de negar fazer as suas capas, mas no fundo ele até gostava de quando o escritor lhe procurava para fazer as mesmas, mesmo que a vontade de criar novos designs em alguns momentos fosse nula, como agora. Nada que ele fazia lhe parecia bom o suficiente e o Byun sabia melhor do que ninguém sobre como isso chateava o loirinho, sabia como era chato sentir-se assim e, principalmente, entendia o quão vulnerável podiam ficar sempre que algo saia pior do que queriam ou totalmente diferente do que imaginavam.

Já perdera a conta de quantos capítulos ele mesmo – às vezes quase uma história inteira – já jogou fora por não estar satisfeito com o resultado e não ter outra forma de julgar o seu trabalho a não ser como o próprio lixo.

— Venha cá, eu vou cuidar disso.

O moreno disse ao puxar o outro pelo braço, juntando o corpo maior que o seu entre as suas pernas e contra o seu peito, abraçando-o apertado sem se importar com os resmungos alheios sobre querer sair dali e não estar satisfeito com aquilo. Recebia tapas aqui, empurrões acolá, insultos carinhosos em outros lados, mas não se importava. Era um baixinho chato demais, além de impertinente, e sem pensar duas vezes passou a fazer cafuné nos fios loiros do amante sem se importar sobre o mesmo reclamar de não querer ou sobre estar com calor. Ousava até mesmo dizer que estava machucando ou que o maldito do seu namorado estava bagunçando todo o seu cabelo.

Após alguns minutos nessa discussão boba, Sehun finalmente se rendeu e Baekhyun pôde se ajeitar melhor no sofá, apertando-o um pouco mais contra o seu corpo apenas para lhe dar carinho, nada demais, querendo tê-lo perto de si o máximo possível. Sentia-se acariciado daquela maneira, também. Estava satisfeito por aquele momento, por ora era tudo que podia pedir após mais um dia cansativo e que parecia não ter fim. Os dedos longos e pálidos do moreno se perdiam entre os fios lisos e soltos do namorado, brincando com o mesmo de forma que eles se enrolassem entre os dedos e soltassem com pequenos cachos mal feitos e que logo deformavam.

— Eu ainda acho que você deve pedir essa capa para outra pessoa.

— Eu não gosto de pedir as capas dos meus livros para qualquer um.

— Mas, ficariam mais bonitas, de qualquer forma.

— Ainda assim — deu de ombros. — Eu não confio em outros para fazê-las, mas confio em você.

O maior estava prestes a argumentar, mas calou-se imediatamente ao sentir o beijo do escritor sobre a sua testa e em seguida suas bochechas, fazendo-o derreter mais uma vez em seus braços. A tranquilidade entre eles não se estendeu por muito tempo, no entanto, pois em meio àquela calmaria no fundo do cérebro do menor surgiu uma ideia que parecia maravilhosa, e que talvez em seu banho pudesse ser um pouco melhor trabalhada ao ver-se relaxado. Saltou do sofá ao despedir-se do namorado, sumindo de volta no corredor por sabe-se lá quanto tempo até que sentisse vontade de sair da sua toca.

Sehun suspirou e negou a atitude com um sorriso fraco nos lábios, olhando para o computador largado no outro sofá. Mordiscava o interior da boca e as bochechas, não se importando de como aquilo estaria machucado amanhã pela manhã. Deu-se por vencido ao puxar o notebook para o seu colo e abrir ali o programa de edição que usava para as capas do Byun, tendo em mãos um dos rascunhos que conseguira ganhar do outro após muito papo furado e insistência da sua parte, arrancando daquelas palavras algo que lhe inspirasse e pudesse auxiliar na criação da tal capa. Era um mimado aquele pobre coitado, mas Sehun admitia-se um pouco culpado e responsável por mimá-lo.

Eram, com certeza, dois problemáticos; um caso perdido de uma peça à parte. 


Notas Finais


Agora é aquele momento que eu sumo e espero por vocês. Principalmente por você, dengo.

Se você chegou até aqui, deixe o seu "oi" e faça uma Maria feliz!

Amo vocês <3


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