História Dépaysement - Capítulo 36


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Categorias EXO
Personagens Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Tao
Tags Hanhun, Hunhan, Kristao, Taoris
Visualizações 457
Palavras 3.355
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁAAAAAA MARMOTINHAS!!
Como prometido, aqui estamos numa sexta novamente. Semana que vem voltamos à programação normal com as postagens aos sábados~
Estão preparados para soltar um estrondoso amém?
Boa leitura <3

Capítulo 36 - Quando será o parabéns?


 

_

 

 


S.

 

Ainda era difícil assimilar tudo o que aconteceu naquele ano.

 

Depois de seu relacionamento com Chanyeol ter sido revelado para toda a escola e após ter fraturado o tornozelo, achou que sua vida acabaria. Fora traído pela pessoa de quem gostava e uma das coisas que mais gostava de fazer, que era jogar futebol, acabou indo para os ares quando saiu do time. Ele só queria que os dias passassem o mais rápido possível para que o ano acabasse e ele se livrasse da tortura que era ter que entrar naquela escola todas as manhãs e fingir não ligar para o que diziam dele pelas costas, quando muitas vezes ele ouvia muito bem.

 

Ele já não era ele mesmo e sabia bem disso. Sabia que estava afastando o seu melhor amigo aos poucos, mesmo que ele sempre se esforçasse para que aquilo não acontecesse, e sabia que junto com a tristeza crescera um repúdio por si próprio. Ele estava aprendendo a lidar com aquilo, aprendendo a lidar com o ódio por si mesmo em silêncio, quando Lu Han chegou naquela sala.

 

No início nada mudou; ele era apenas um motivo a mais para odiar estar naquele lugar todas as manhãs, mas o garoto insistiu até fazer parte de sua vida, e se Sehun não fosse orgulhoso e tímido demais para admitir em voz alta, diria-lhe aquilo.

 

Depois do que acontecera ele não se via se apaixonando novamente, não se via frequentando os jogos da escola nem tendo contato com os outros jogadores – com mais ninguém, além de Zitao, na verdade. E apesar dele ter a certeza de que o Huang não era o tipo de pessoa que lhe deixaria para trás por causa de seu isolamento, aquela voz em sua mente sempre lhe disse que um dia seu melhor amigo também se cansaria e seria só ele e seus livros.

 

Mas ali estava ele, naquilo que era capaz de juntar tudo aquilo que ele achava que nunca mais seria presente em sua vida: com a pessoa que amava sentada ao seu lado, na festa de aniversário de um dos jogadores do time de basquete que ganhara o primeiro lugar entre as escolas de Seoul após muitos anos de derrota e que, por acaso, ele estivera lá para ver com seus próprios olhos aquilo acontecer. Era como se toda aquela história de “tudo passa” começasse a fazer sentido.

 

“Hunnie, vamos para a piscina logo!” Zitao chamou pela milionésima vez.

 

“Sua mãe nunca te disse que não pode ir para a piscina depois de comer? Fica quieto aí.”

 

“Grosso.”

 

“Comigo nunca aconteceu nada.” Lu Han deu de ombros, ao que o Oh espremeu os olhos em sua direção. O menor se aproximou para que os colegas ao redor não ouvissem. “Ele quer entrar porque o Yifan está lá.”

 

Sehun olhou para a água a sua frente, caçando o aniversariante com os olhos. Quando o encontrou, suspirou e se levantou, ao que Zitao foi todo feliz agarrar em seu braço e lhe puxar na direção da piscina.

 

“Sabia que se o Hannie pedisse você ia!”

 

“Quieto.”

 

O menor deu a volta, apoiando as mãos nas costas nuas do mais novo enquanto andavam na beira da piscina. Quando chegaram perto o suficiente empurrou o Oh e pulou em seguida.

 

Sehun tomou um susto com aquilo e pareceu um pato se afogando em desespero até conseguir voltar à superfície e se recuperar da água que engolira. Aproximou-se da borda e apoiou os óculos ali, jogando os cabelos para trás e esfregando os olhos antes de colocá-lo novamente. Havia gotas d'água em suas lentes, mas não podia fazer nada sobre aquilo porque não enxergaria sem eles.

 

Olhou ao redor, procurando o cretino que fizera aquilo consigo, e encontrou-o indo lentamente em sua direção com metade do rosto dentro d'água como se fosse um jacaré. Sehun jogou água em sua direção e ele se virou antes de ficar de pé e nadar até ele.

 

“Eu já entrei, agora você vai falar com ele.”

 

“Eu, não. Ele não fala comigo direito desde o último jogo e não sou eu que vou falar também.” Cruzou os braços.

 

“Então por que me obrigou a entrar por causa dele?”

 

“Eu quero que ele veja que estou aqui.”

 

“Você é um pouco confuso.” Franziu o cenho, tentando entender o amigo.

 

No dia das finais, quando o time de basquete finalmente saiu vitorioso, Zitao havia arrastado Sehun até o vestiário como fizera nos outros jogos para abraçar e parabenizar Yifan. Entretanto, talvez poque o platinado estivesse animado demais, em vez de beijar o Huang na bochecha acabou lhe depositando um selar demorado em seus lábios, o que deixou o moreno estático por alguns segundos.

 

Sehun sabia por intermédio de Lu Han que o Wu se arrependera do que fizera sem pensar no segundo seguinte que viu a reação de Zitao. Esse saiu correndo logo depois, e Yifan escondeu o rosto dentro do armário para tentar conter a vergonha.

 

Muitos dias haviam se passado desde então, mas as conversas e risadas não mais existiam entre os dois. Sequer o encontro deles havia sido marcado, já que logo começou a época de provas e todos ficaram ocupados novamente.

 

Zitao se aproximou e passou os braços pelos ombros do amigo, deitando a cabeça ali e fechando os olhos. Sehun podia sentir sua respiração em seu pescoço.

 

“Eu quero comer o bolo e ir para casa. Eu só vim pelo bolo.”

 

“Não; você quer falar com ele. Deixa de ser idiota ou vocês vão se afastar de novo.”

 

“Você não tem permissão para falar essas coisas.”

 

“Eu estou falando o que você diria se estivesse raciocinando direito.”

 

Zitao suspirou, afastando-se apenas para lhe olhar nos olhos, mantendo o abraço.

 

“Eu ainda quero o bolo.”

 

O maior revirou os olhos, percebendo alguém em seu canto direito lhes encarando.

 

“Eu acho que ele está vindo.”

 

Zitao arregalou os olhos.

 

“Eu preciso agir naturalmente!” Sussurrou em desespero. Mas ele estava natural; agora que não ficaria, mesmo. “Posso te beijar?”

 

“Não! Você não vai me usar para isso, é ridículo.”

 

Apesar de que Lu Han havia dito que Yifan tinha ciúmes deles.

 

Em menos de um piscar de olhos Zitao se aproximou e selou sua bochecha, sorrindo de leve em seguida. Sehun se esforçou para não fazer uma careta.

 

“Sehun.” Yifan chamou e os dois viraram a cabeça em sua direção. Era visível que aquele sorriso fora forçado. “Posso pegar o Tao emprestado?”

 

Nem pedir para falar com ele Yifan podia pedir diretamente. Trágico.

 

Sehun empurrou o amigo pela cintura, fazendo seus braços desenlaçarem de seu pescoço.

 

“Todo seu.”

 

O moreno lhe olhou torto por um segundo, mas foi atrás de Yifan assim que ele saiu da piscina. Sehun acompanhou com o olhar os dois desaparecerem em direção à casa do Wu e se encolheu quando ventou mais forte. Ele estava morrendo de frio.

 

“Vocês são quase um pornô.” Ele ouviu a voz conhecida pronunciar ao seu lado e tomou um susto, principalmente ao se virar e ver Lu Han de braços cruzados, de pé do lado de fora da piscina.

 

“Qual é a de vocês querendo me assustar o tempo todo hoje?”

 

Lu Han virou a cara e Sehun prendeu o riso antes de apoiar as mãos na borda e subir, aproximando-se dele para abraçá-lo. Seu corpo tremia e seu queixo batia, ao contrário de Lu Han que estava quentinho por estar mais tempo longe da piscina. Sentiu-o retribuir seu abraço.

 

“Não gosta de contato física minha bunda, né?” Os olhos lhe perfuraram.

 

Sehun sorriu, travesso, e guiou a mão até a nádega direita.

 

“Essa?” Lu Han não conseguiu manter a carranca e também sorriu quando sentiu-a ser apertada. Eles ficaram um tempo em silêncio só se encarando até o maior voltar a falar. “Você não tem ciúmes.”

 

“Eu tenho quando vocês se agarram assim.” Resmungou.

 

“Você passou protetor? Pode machucar a pele se ficar no sol assim.” Afastou-se, tendo a oportunidade de vê-lo revirar os olhos pela mudança de assunto, mas em seguida assentiu.

 

“Eu passei antes de você chegar. Vem, vamos pegar uma toalha para te cobrir.”

 

O Oh foi arrastado de perto da piscina e voltou para a mesa à qual estavam sentados, recebendo uma toalha em suas costas molhadas e um canudinho entre os lábios para sugar a limonada. O chinês voltou a cruzar os braços.

 

“Você viu como ele me jogou na água? Eu poderia ter morrido afogado.” Argumentou, tentando esclarecer o seu papel de vítima daquela situação.

 

“Eu vi. Parecia uma baleia desnutrida caindo.”

 

“Uau.”

 

O menor gargalhou.

 

“Já me sinto melhor.” Desviou o olhar, encarando a bagunça que os outros faziam na piscina por um tempo, até que a música mudou. Ele voltou a encarar Sehun, desta vez com os olhos brilhantes arregalados, enquanto o garoto tentava entender qual era o problema. O chinês lhe arrastou até um canto onde ainda tinha um pouco do sol de fim de tarde para que ele pudesse se aquecer e jogou os braços em volta de seu pescoço, começando a balançar devagar.

 

Sehun levou as mãos até sua cintura, um sorriso divertido em seu rosto. Quando a música ficou mais agitada o garoto começou a mexer a cabeça descontroladamente e Sehun riu, olhando ao redor para checar se ninguém avistara aquele mico. Era claro que sim.

 

“Meu Deus, não dance. Só não dance.” Mexeu a cabeça negativamente para enfatizar, mas o garoto apenas riu e continuou sua dancinha até a música voltar ao normal. Eles giravam no mesmo lugar, lentamente.

 

“Essa é a nossa música.”

 

“O quê? Por quê?”

 

Ele esperou um pouco, provavelmente prestando atenção na letra, antes de cantar junto da música.

 

“I hate to do this you leave no choice, can't live without her. Love me or hate me we will be both standing at that altar. Or we will run away to another galaxy you know, you know she's in love with me… she will go anywhere I go…” Sehun revirou os olhos, mas tinha um sorriso bobo no rosto assim como o outro. “Não duvide que eu cantaria para os seus pais.”

 

O Oh se inclinou e selou seus lábios rapidamente.

 

“Não duvido. Eles não entenderiam nada, de qualquer forma.”

 

Ambos riram e Lu Han continuou a murmurar a letra da música de vez em quando, para então dançarem de modo desengonçado todas as outras músicas que se seguiram até escurecer.

 

 

 

_

 

 


T.

 

“Para onde estamos indo?” Zitao foi o primeiro a falar alguma coisa para tentar quebrar aquele silêncio constrangedor, além de querer sanar sua curiosidade. Se não fosse por aquilo, talvez ainda esperasse por Yifan falar alguma coisa.

 

“Meu quarto.”

 

Os olhos do moreno se arregalaram e seu coração pulou no peito.

 

“P-por quê?”

 

“Eu quero te mostrar uma coisa.”

 

Eles começaram a subir as escadas e Zitao olhou para trás, perguntando-se se dava para sair correndo por ali, se encontraria o caminho até a porta. A casa era bem grande, mas ele não demorou para perceber que os dois haviam deixado um caminho de poças d'água que poderia lhe guiar de volta sem problemas.

 

“Não devíamos andar dentro de casa com as roupas molhadas. Estamos molhando tudo, Yifan.” Olhou bem para ele quando pararam no meio do corredor, como se o repreendesse. O maior apenas sorriu e abriu a porta a sua frente, estendendo a mão como se pedisse que o Huang entrasse primeiro e esse o fez.

 

Ele se encolheu de frio quando adentrou o quarto, olhando ao redor completamente maravilhado. Ele estava entrando no quarto do crush pela primeira vez e ele nunca havia sonhado nem em chegar ao jardim da casa dos Wu. Em suas fantasias ele estava sempre do outro lado da rua, acenando para Yifan que se encontrava do lado de dentro da casa enorme.

 

Surpreendentemente, o quarto era perfeitamente arrumado. Ele tinha uma cama de casal, o que imediatamente lhe causou inveja, e tudo parecia ter um toque alaranjado. Desconfiava de que tinha a ver com o basquete.

 

“Aqui. Enrole-se com isso.” O maior lhe estendeu uma toalha grande o suficiente que ele poderia fazer de manta sem problemas após futucar o guarda-roupa, também colocando uma delas em volta do próprio corpo.

 

Zitao observou enquanto ele ia até uma das prateleiras alaranjadas e pegava algo entre os livros, sentando-se no chão em seguida. Ele bateu no lugar vazio a sua frente e o Huang se sentou ali, embora estivesse desconfiado com aquilo.

 

O piso era frio e ele se encolheu, abraçando as pernas contra o peito, mas o platinado não pareceu nem um pouco afetado. Zitao ficou ali, observando as feições do outro enquanto passava algumas páginas naquilo que ele logo percebeu ser um álbum de fotos como se estivesse hipnotizado.

 

“Aqui.” Yifan parou em uma determinada página e apontou para uma das fotos que ali estava, estendendo o álbum em sua direção e rapidamente lhe trazendo para a vida real.

 

Pegou o álbum nas mãos e observou a foto, logo reconhecendo a sala de seu jardim de infância e sorrindo com a lembrança. Ele olhou por todos os coleguinhas, finalmente se encontrando no fundo e no canto esquerdo da foto, um sorriso largo no rosto.

 

“Eu acho que não tenho mais fotos dessa época… ou minha mãe deve ter escondido em algum lugar. Como que você guardou isso?”

 

“Meus pais costumam guardar todas as fotos que tiram, então eu peguei esse costume também.” Sorriu, também olhando para a foto. “Você viu quem está ao seu lado?”

 

Só então o Huang reparou no garoto que tinha os braços ao redor de seu corpo, abraçando-lhe de lado enquanto também mantinha um sorriso brilhante para a câmera. Seus cabelos não eram platinados, mas Zitao reconheceria aquele sorriso em qualquer lugar.

 

“Meu Deus. Eu não acredito!” Riu, como se só então a ideia de que ele realmente fora amigo de Yifan um dia tivesse parecido real. “Você era muito fofo.” Passou um dedo pela imagem dos dois.

 

“Talvez um pouco assustador, mas essa é a única foto que tenho nossa. Eu não lembrava que ela existia, mas aí eu parei para olhar os álbuns esses dias e encontrei.”

 

“Isso é muito estranho.” Comentou, erguendo o olhar para encarar o outro por um segundo, avistando seu sorriso e voltando para a foto.

 

“Eu também acho.” Ficou em silêncio por um tempo, apenas observando o moreno olhar e acariciar a foto com um sorrisinho suave em seu rosto. “Talvez o que eu vá falar seja um pouco estranho, mas por favor não saia correndo.”

 

Ok, agora ele queria mesmo sair correndo.

 

“Quando eu te vi pela primeira vez, agora que somos seres humanos e não crianças, e eu soube o seu nome… eu não pude parar de te observar. De tentar encontrar as semelhanças entre você e a imagem que eu tinha de você. Quando eu estava no fundamental às vezes eu me lembrava do meu amigo do jardim de infância e me perguntava se ele estaria muito diferente do que eu me lembrava. E acho que enquanto eu fazia isso, enquanto eu descobria de longe que você ainda era o Tao que eu conhecia, eu acabei… acabei m-me atraindo por você.”

 

Ele respirou fundo, enquanto Zitao achava que seus pulmões não mais funcionariam.

 

“Eu demorei para perceber isso. Também demorei para me aceitar. E talvez seja mais estranho ainda porque nós mal nos falamos recentemente e eu sempre achei que você me odiava. Eu… só precisava te contar isso. Não teria como deixar as coisas mais estranhas entre a gente depois do último jogo e o Lu Han disse que eu devia tentar. Que eu me sentiria melhor depois que te contasse, mesmo que você me odiasse depois disso.”

 

Zitao ergueu o olhar pela primeira vez desde que o outro pediu que ele não saísse correndo, e assim que olhou para o outro pôde ver que ele estava sentindo o mesmo que ele: como se a morte estivesse bem próxima.

 

Fechou o álbum com cuidado, então cruzou as pernas e o apoiou em cima.

 

“O Lu Han sabia disso? Desde quando?”

 

“Ahn… faz alguns meses já.”

 

Alguns meses?! Aquele chinês idiota pagaria por aquilo!

 

“Em nenhum desses meses… ele nunca mencionou que eu sou apaixonado por você desde que entrou na escola?” Ergueu uma sobrancelha.

 

Yifan arregalou os olhos e em seguida riu soprado em descrença.

 

“Não. O Sehun também sabia, eles me ajudaram um pouco e…”

 

“O Sehun?!” Quase gritou, não acreditando naquela traição.

 

“É. Tá vendo? Você precisa rever um pouco os seus conceitos, talvez ele não seja a pessoa mais indicada para ficar te agarrando por aí.”

 

O moreno lhe encarou por um momento em silêncio, tentando entender se ele ouvira mesmo aquilo, e em seguida riu com vergonha.

 

O crush havia acabado de se declarar para ele e estava demonstrando ciúmes abertamente. O crush estava sentado a sua frente, mostrando-lhe uma foto que eles tinham juntos, declarando-se para ele com o peito nu e no chão gelado, parecendo tão envergonhado quanto ele. A parte dos ciúmes foi mencionada? E a declaração?

 

Zitao precisava respirar com calma. Um, dois. Ele não pareceria um idiota naquele momento também.

 

“Eu poderia perguntar quem seria a pessoa mais indicada, mas não sei se devo.” O sorriso já fazia seu rosto doer.

 

“Eu poderia responder que eu estou livre, mas não sei se devo.”

 

Zitao riu com a idiotice que faziam e o outro acompanhou, cobrindo o rosto com as mãos em seguida. As lindas mãos que Yifan tinha.

 

“Desculpa por fugir de você. Eu não estava fugindo realmente de você, e sim dos meus sentimentos. Eu nunca achei que um dia você olharia para mim.”

 

Yifan abriu um espaço entre seus dedos para lhe encarar, ao que Zitao abaixou a cabeça. O maior estendeu a mão para as do Huang que brincavam acima do álbum e parou seus movimentos.

 

“Eu também fugi de você, Tao.” Ele ergueu os olhos. “E eu sempre tive olhos para você, também.” Ergueu uma mão para acariciar seu rosto e o moreno riu. Afastou o álbum, colocando no chão ao seu lado e se encararam por aquele tempo que pareceu uma eternidade enquanto ficava explícita a vontade que ambos tinham de se beijar, assim como a hesitação do Wu. “Eu estou nervoso.”

 

O Huang sorriu, sentindo seu coração agitado e o ambiente ficar mais quente. Estendeu a mão e puxou a do mais alto, puxando-o lentamente em sua direção.

 

“Não fique.”

 

Pediu assim que Yifan saiu do chão, ficando de joelhos a sua frente. Quando as mãos alheias pararam ao lado de seu corpo, no piso, seus lábios se colaram em um selar demorado que foi aprofundado por iniciativa do moreno, pensando em como as suas fantasias estavam se realizando.

 

“Você é real.” Comentou ao se separarem.

 

“Você também é real.” Esfregou os narizes, ao que o Huang sorriu. “E também é o meu primeiro beijo.”

 

“Ok, eu não acredito nisso.”

 

Yifan se afastou um pouco.

 

“É verdade; por isso foi horrível.”

 

“Não foi, não.”

 

Ele suspirou.

 

“O pessoal do time pode ter essa fama ruim, mas se você ouviu algum boato sobre mim era mentira.”

 

“Que bom, porque eu nunca ouvi nada sobre você. Sempre achei que tinha escolhido certo.”

 

Yifan riu, sentando-se em seus calcanhares.

 

“Você deve ter alguns nomes na lista. Eu vou querer ouvir as histórias.”

 

O menor gargalhou ao receber um pequeno flashback de cenas curtas das pessoas com quem ficara anteriormente.

 

“Ah, você não vai querer.”

 

“Vou sim.”

 

Zitao lhe olhou torto, mas só recebeu um beijo na bochecha.

 

“Não vai ser agora. Quando será o parabéns? Eu quero bolo.”

 

Yifan sorriu e entrelaçou suas mãos.

 

“Vamos esperar mais um pouco. Enquanto isso…”

 

“Droga.”

 

Ele voltou para sua posição inicial, com as costas em sua cama antes de lhe puxar para se sentar ao seu lado. Apoiou as mãos entrelaçadas na perna do menor que as encarou por um momento como se ainda precisasse absorver aquelas mãos juntas.

 

“Tudo começou com Jung Inseok, o meu vizinho da casa antiga.”

 

Yifan encostou a cabeça na cama. Pelo modo como ele falara já sabia que realmente havia uma lista.

 

 

 

_

 


Notas Finais


Sei que estou desenterrando Rude mas quando eu estava ouvindo achei tão a cara desses dois que precisei jogar no capítulo, sinto muito dopfjporjgm a parte que o Lu canta é a do "Eu odeio fazer isso, você não deixa escolha / Não posso viver sem ela / Me ame ou me odeie, nós estaremos de pé naquele altar / Ou fugiremos para outra galáxia, você sabe / Você sabe que ela está apaixonada por mim / Ela irá a qualquer lugar que eu for" (porque vocês não são obrigados a entender rçrç)
E esse amém altíssimo que vocês soltaram perante Taoris que eu ouvi daqui? Se não foram vocês me avisem porque vou montar na minha bike e vou fugir para outra galáxia junto com HunHan porque eu ouvi mesmo e
Então!! O que acharam? Contem-me o que estão pensando aqui embaixo, que tal?
Quero todos aproveitando a felicidade deste capítulo porque na próxima semana... :')
Enfim. Beijinhos nos corações de vocês e até o próximo sábado <333


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