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História Depois - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo único


Não estou sabendo processar muito bem as informações, porque o momento não está favorável pra raciocínio algum, nem os acontecimentos são muito coerentes também.

Saímos em missão, por ordem do Santuário viemos investigar ações suspeitas de uma possível conspiração contra nossa deusa por parte dos cultistas de Hera, sob disfarce. Ninguém sabia que éramos cavaleiros, e teríamos um longo tempo para nos infiltrarmos para coletar o máximo de informação que conseguíssemos.

Ninguém, entretanto, esperava que houvesse uma calamidade no local e que um toque de recolher nos fosse ordenado a todos, nos obrigando a suspender a empreitada, sob pena de perdermos tudo e talvez até iniciarmos uma guerra. Tendo plena certeza de que não era um evento excepcional promovido por vontade de nenhum deus recalcado, decidimos permanecer ali, mantendo o papel e aguardar o momento certo de voltar ao normal.

Só não sei mais qual é o normal.

Em quase cinquenta dias já conversamos, já nos estranhamos, já rimos, já brigamos de cair no tapa. E agora, estamos aqui, trepando como se não houvesse amanhã.

E eu não estou sabendo processar muito bem as informações.

Sempre fomos amigos, muito próximos e só. Sempre houve muita cumplicidade e companheirismo entre a gente, e um grau de intimidade grande, mas sempre pensei que era por sermos amigos. Lembranças, pensamentos e imagens de momentos nossos ficam martelando na minha mente, passando rápido como o flash de um estroboscópio, e já não conseguia saber se estava zonzo pela velocidade das imagens ou pelo gozo que se aproximava de novo.

Ele entregue, sua pele suada e lustrosa se chocando com a minha fazendo barulho, parecia que a intensidade da fome que temos um pelo outro é tamanha que não cessa, e de onde ela saiu não faço a menor ideia.

Gozamos. Nós dois em pé, eu segurando seus cabelos puxando sua cabeça para trás, suas costas grudadas ao meu peito, nossas respirações rápidas demais, mas sincronizadas, diminuindo a frequência pouco a pouco, seus olhos recuperando o foco lentamente para enfim encarar os meus. Azuis nos castanhos. Nossos cabelos espalhados e grudados nos nossos rostos, tanto eu quanto ele acariciando a face do outro pra tirar os fios grudados e nossas bocas poderem se encontrar mais uma vez naquele dia.

— Milo...

— Camus...

Não sei o que tá acontecendo. E não quero saber também. Não agora.

Fica para depois.



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