História Depois da Aurora - Capítulo 6


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Categorias Ben 10
Personagens Ben Tennyson, Gwen Tennyson, Kevin Levin
Tags Ben, Bwen, Gwen, Gwevin
Visualizações 489
Palavras 3.494
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 6


 

Enquanto os flashes das dezenas de futuros possíveis passavam pela mente de Ben, ele não percebeu Gwen se aproximando dele. O rosto - e os lábios dela - ficaram a milímetros de distância dele.

Quando Ben finalmente percebeu o quão próxima Gwen estava dele, seu cérebro parou de funcionar. Ele havia sonhado com aquilo por tanto tempo que agiu por puro instinto. Ben segurou Gwen pela cintura e a beijou. Ele a beijou com paixão, desejo e uma urgência como nunca havia sentido antes.

Quando os dois interromperam o beijo para respirar, Ben caiu em si e percebeu que não deveria ter feito aquilo, “M-Me desculpa, Gwen, eu r-realmente s-sinto m-muito…” Ben se afastou gaguejando.

Gwen segurou a mão dele, “Está tudo bem. Eu acho que nós dois temos sentido esse... negócio… entre nós, e temos tentado negar isso há muito tempo. Está na hora de pararmos de fingir que isso não existe,” ela sussurrou.

“Gwen, nós não podemos…” Ben respondeu tímido.

“Você quer isso, mas está com medo do que as pessoas iriam pensar. Eu pensei que você fosse mais corajoso do que isso,” Gwen baixou a cabeça.

Ben percebeu que aquilo não era difícil só pra ele, era difícil pra ela também. Eles estavam jogando esse ‘jogo’ de forma ‘segura’ há anos, e para ela ser franca daquele jeito era preciso muita coragem.

“Não é nada disso,” Ben disse sem pensar. Ele sabia que deveria mentir e dizer que ela estava certa, que ele não tinha coragem de assumir um relacionamento tabu. Ele sabia que não deveria contar a ela a verdade.

“O que é então?” Gwen cruzou os braços.

“Eu… Eu....” Ben hesitou, “Você está certa. Eu não quero que as pessoas pensem que nós somos esquisitões.”

“Mentira!” Gwen deu um passo à frente, “Eu conheço você o suficiente pra saber quando está mentindo, Benjamin Kirby Tennyson!”

“Se eu contar, Gwen, isso vai te destruir, do mesmo jeito que isso vem me comendo por dentro há anos!”

Gwen foi pega de surpresa pela reação desesperada de Ben. Ela fez carinho no rosto dele, “É tocante que você queira me proteger, mas o que quer que seja que está te atormentando, você não tem que passar por isso sozinho. É por isso que você estava com dificuldade para dormir?”

Ben fez que sim com a cabeça.

“Me conte tudo, Ben,” Gwen pediu numa voz gentil.

“Não, me desculpe, mas é melhor desse jeito,” Ben suspirou, “Vamos só fingir que isso nunca aconteceu e voltar ao normal-”

“Ok, então eu vou usar um feitiço para ler a sua mente,” Gwen colocou as mãos na cabeça dele, e antes que ele pudesse impedi-la, ela já estava recitando o feitiço.

Então Gwen soube de tudo. Todas as visões de possíveis futuros - futuros onde os dois estavam felizes juntos, mas Kevin havia se tornado uma grande ameaça, e futuros onde Gwen ficava com Kevin e Ben vivia uma vida miserável - e mais do que isso. Ela soube o quanto Ben a amava, e o quão doloroso era pra ele reprimir isso.

Ela quase caiu, mentalmente ‘soterrada’ por tudo aquilo, mas Ben a segurou, “Você não devia ter feito isso, Bobona,” ele a repreendeu.

“E você devia ter me contado isso antes, Panaca!” ela o repreendeu também, “Quão precisas são as visões do Mega-Olhos?”

“Elas mostram vários possíveis futuros diferentes, mas elas são muito precisas,” Ben respondeu, “Eu vi a Julie muito antes de conhecê-la, e eu vi você e o Kevin juntos quando você nem pensaria nisso. Eu estou 100% certo de que não existe futuro onde o Kevin não pira se você não ficar com ele.” Ben baixou a cabeça.

“Quando eu comecei a namorar o Kevin, eu acreditava que ele tivesse deixado o passado sombrio dele pra trás, independente de mim. Suas visões me mostraram que isso não é verdade,” Gwen disse num sussurro, “Eu não posso ter um relacionamento com o Kevin com essas nuvens negras pairando sobre nossas cabeças.”

“Eu imagino que seja difícil ter um relacionamento com um cara que tentou te matar várias vezes quando você era criança, mas você conseguiu, não conseguiu? Talvez você possa fazer dar certo,” Ben coçou a cabeça.

“Você está realmente argumentando a favor de eu ficar com o Kevin, ou você está usando de ironia para dizer que eu não deveria ficar com ele?” Gwen arqueou as sobrancelhas, “De qualquer jeito, eu não posso fazer isso. A pressão de saber que eu tenho que ficar com o Kevin para que ele não vire mau de novo…”

“É quase a mesma pressão de eu saber que eu tenho que desistir da garota que eu gosto pra impedir ele de virar mau de novo e fazer uma - ou várias - carnificinas,” Ben soltou um suspiro, “Eu falei que queria te poupar. Eu suportaria esse fardo sozinho. Você poderia ter uma vida normal com o Kevin sem saber disso, e vocês seriam felizes.”

“Mas agora eu sei. E eu não vou voltar pra ele.”

“Gwen, você-”

“Eu tenho que ficar com ele? É isso que você realmente quer, Ben?” Gwen o interrompeu.

“Eu sinceramente não sei,” Ben sentou na cama. Ele queria ficar com Gwen, mas ele também queria fazer a coisa certa.

Gwen sentou ao lado dele, “Eu sei que você está tentando salvar vidas, mas tem que se preocupar com a sua vida também. Se você não fizer isso, você vai se tornar como a versão do Ben 10.000 que nós conhecemos quando éramos crianças.”

“Eu lembro dele. Ele estava sempre patrulhando. Ele nem mesmo voltava à forma humana, só pulava de um alien para outro, de um problema para outro…” Ben disse, se lembrando do primeiro futuro que vislumbrou - esse, presencialmente.

“Você não acha que ele salvava muito mais pessoas desse jeito? Quer dizer, se você está aqui parado conversando comigo, você não está do outro lado do mundo salvando alguém em perigo,” Gwen disse.

“Você está certa!” A expressão no rosto de Ben era de quem tinha feito uma grande descoberta, “Eu sempre achei que aquele Ben 10.000 fosse um idiota, mas agora vejo que ele estava certo. Ter uma vida civil não tem dado muito certo pra mim. Eu adoro ficar com você e com a Aurora, mas sei que não podemos fazer isso. E com a Julie… Meu Deus, eu tenho sido um namorado horrível para a Julie. Se eu for herói em tempo integral e abandonar a minha vida pessoal de uma vez, vai ser tudo muito mais fácil pra mim, e eu vou salvar todo mundo!”

“Ben, você entendeu tudo errado,” Gwen levou a mão na testa num ‘facepalm’, “O que eu quis dizer é o contrário. Você não deve sacrificar a sua própria humanidade pra ser um herói. O Ben 10.000 fez isso, e agora você estava fazendo o mesmo querendo abdicar da sua felicidade por causa do Kevin. Esse não é o caminho, Ben.”

“Mas de que outro jeito vamos salvar as pessoas que o Kevin vai matar? Que nem no Minority Report, matamos Kevin antes que ele machuque alguém?” Ben cruzou os braços frustrado. É claro que aquela não era uma sugestão de verdade, ele estava apenas expondo sua frustração em não conseguir achar uma solução satisfatória para aquele problema.

“É claro que não. Você não pode ver todos os infinitos possíveis futuros, Ben. Nós podemos ajudar o Kevin. Eu vou conversar com ele e falar a verdade. Vou convencê-lo de que ele precisa de vencer os demônios internos dele sem mim.”

“Gwen,” Ben segurou o rosto dela, “Eu entendo o Kevin. Ele teve uma vida cheia de tragédia. Você é a única coisa boa que ele conseguiu. Se ele não puder ter você, ele não vai querer vencer os demônios internos dele. Vai ser mais fácil deixar eles no controle.”

Em contrapartida, Gwen segurou o rosto dele, “Nós vamos fazer nosso melhor, mas o que quer que aconteça com ele e o que ele fizer, não é nossa culpa. E os seus sentimentos não são menos importantes do que os do Kevin só porque você não vai machucar pessoas se não acontecer o que você quer. Como diz o ditado, ‘Quem é misericordioso com o cruel, acaba sendo cruel com o misericordioso’. Não é justo você ser cruel consigo mesmo pra fazer as coisas darem certo para o Kevin.”

Depois de alguns momentos de silêncio, Gwen falou novamente, "Seria justo eu ficar com você só por pena, porque eu sei que, de acordo com os futuros que você viu, se não estivermos juntos, você vai ficar deprimido?"

"Não, você tem que fazer essa escolha por si mesma, não por mim", disse Ben.

"Isso é o que eu estou fazendo. Eu não vou ficar com você só para evitar um futuro ruim para você, assim como eu não vou fazer isso pelo Kevin. Antes de saber de tudo isso, eu queria dar uma chance pra nós, e eu ainda quero."

Durante muito tempo, a consciência de Ben foi atormentada por perguntas. O que faz de alguém um herói? O quanto ele tem que sacrificar de si mesmo? O quanto de responsabilidade ele tem por outras pessoas?

Ele estava cansado dessas perguntas. Ele não sabia se Gwen estava certa ou errada, mas ele queria dormir a noite sem pesadelos. Ele queria dormir ao lado dela.

"Agora eu preciso saber o que você quer, Ben.” Gwen perguntou.

Ele a respondeu com um longo, porém dessa vez casto, beijo na boca.

“Está tarde. Vamos colocar a Aurora pra dormir agora, e deixar os problemas para amanhã,” Gwen sorriu para ele depois do beijo.

Os dois se levantaram da cama e foram até o quarto de Aurora. A menina estava com uma folha de papel na mão.

“O que você desenhou, fofinha?” Ben perguntou. Quando ele se aproximou para pegar o desenho, tomou um susto.

O desenho era de Aurora e sua mãe biológica, Margie, em Ledgerdomain. Ben e Gwen não sabiam o que surpreendia mais, o desenho estar extremamente bem feito para uma criança tão nova, ou o conteúdo em si.

“Você já esteve nesse lugar com sua mãe, querida?” Gwen perguntou. Aurora balançou a cabeça positivamente. Gwen achou um pouco estranho, já que perto dela, Margie nunca havia demonstrado muito interesse em magia além do básico, e definitivamente para fazer uma visita a Ledgerdomain precisava-se de muito mais do que o básico. Talvez ela não estivesse confortável em contar para a Gwen que estava aprendendo magia com outra pessoa?

“Aurora, como você fez esse desenho?” Ben perguntou.

Ela pegou outra folha de papel, fechou os olhos e a folha começou a brilhar num tom vermelho. Depois de alguns segundos, havia um desenho muito bem feito dela mesma brincando num parquinho.

“Ela consegue transformar imagens em seus pensamentos em desenhos!” Gwen cochichou  para Ben.

“Nós vamos embora?” Aurora perguntou, olhando para as malas metade prontas que Gwen havia começado a preparar antes.

“Não, nós não vamos, docinho,” Gwen pegou a menina no colo e deu um beijo no rosto dela.

“Oba! Eu gosto aqui!” Aurora levantou os bracinhos para cima. “Podemos brincar agora?”

“Não, tá muito tarde já, bebê. Brincamos amanhã. Agora vamos colocar você pra dormir,” Gwen respondeu.

“Tá booooom,” Aurora disse, visivelmente contrariada, “mas uma coisa plimeiro.”

“Tudo bem,” Gwen a colocou no chão de novo.

Aurora pegou outra folha de papel e fez mais um desenho com magia. Dessa vez, era dos três no zoológico. Aurora estava no meio, segurando as mãos de Ben e Gwen, “Mamãe, Papai, é pra vocês.”

Ben sorriu, feliz, surpreso e todo bobo ao ser chamado de papai, “Você ouviu isso, Gwen?”

“Sim,” Gwen deu um risinho, “Essa é a segunda vez. Ela falou comigo também antes, mas você estava no outro quarto. Pode se acostumar com a ideia.”

“Isso é incrível!” Ben parecia mais impressionado em ser chamado de pai do que com os poderes mágicos da menina.

“Coloque ela pra dormir, papai, enquanto eu desfaço essas malas,” Gwen deu um tapinha no ombro do primo.

“Vamos, fofinha,” Ben pegou Aurora no colo e a colocou na cama.

“História! História! História!” Ela pediu animada e batendo palminhas.

“Ok,” Ben pegou aleatoriamente um livro infantil na estante, “O Conto dos Coelhinhos Flocos”

Ben começou a ler a história, até que chegou em um certo trecho, “Quando o Coelho Benjamin cresceu, ele se casou com sua prima-” Ben arregalou os olhos, “Ok, isso é uma grande coincidência!”

Algum tempo depois, terminada a história, Ben desejou boa noite para Aurora com um beijo na testa e foi para o outro quarto. Gwen estava esperando por ele acordada.

“Eu me sinto como um coelho hoje, Gwen,” Ben disse, deitando por cima da Gwen e cobrindo-a de beijos, no rosto, no pescoço e na boca. Oh, Deus, Ben queria fazer isso há tanto tempo...

Alguns instantes depois, Gwen gentilmente o afastou, para que ele saísse de cima dela, “Ben, eu pensei um pouco, e nós não podemos fazer isso-”

“O quê? Você mudou de ideia sobre dar uma chance pra nós?” Ben perguntou com o coração apertado.

“Oh, não, de jeito nenhum,” ela segurou a mão de Ben, “Eu quis dizer que não podemos fazer isso agora. Eu ainda estou com o Kevin e você está com a Julie. Nós temos que conversar com eles primeiro.”

“Você está certa,” Ben suspirou. Ele novamente se sentiu muito mal, agora pensando em sua própria namorada Julie. Ele sabia que não a amava, então porque estava com ela há tanto tempo? Ele viu seus possíveis futuros, e ele sabia que se tentasse viver uma vida normal como um homem solteiro ele passaria as noites bebendo até cair. Com Julie, ele ainda estaria profundamente triste, mas pelo menos ele não ficaria completamente sozinho e lidaria de maneira melhor - ou menos pior - com a situação. Ainda assim, não era justo com ela, “Eu vou conversar com a Julie, e nós dois vamos conversar com o Kevin juntos.”

“Não, eu vou conversar com ele sozinha, Ben,” Gwen disse.

“Eu não vou deixar você sozinha com ele, é muito perigoso! Ele pode pirar na hora e tentar te matar,” Ben protestou.

“Eu vou chamá-lo para um lugar público. Você pode ficar por perto, mas fora de vista. Se ele vir você, aí ele vai pirar com certeza.”

“Ok,” Ben respirou fundo, e se levantou para sair da cama, mas Gwen segurou a mão dele.

“Fique,” ela pediu, “Nós já estávamos dormindo junto antes... não é nada demais.”

“É mesmo?” Embora o quarto estivesse escuro e não fosse possível ver, Ben corou ao lembrar das noites que Gwen dormiu ao seu lado para espantar os pesadelos, o que se tornou um hábito. Era inocente ou não? Ben não sabia exatamente onde estava a linha entre amor de primos e amor romântico, mas ele sabia que esse negócio entre ele e Gwen sempre esteve ali.

Ele se deitou na cama e Gwen deitou com a cabeça no peito dele. Ele adormeceu de mãos dadas com ela.

Ben sonhou que ele e Gwen viveram felizes para sempre, com Aurora e cinco outras crianças, seus filhos. Kevin permaneceu sendo um herói e amigo deles, assim como Julie. Todos eram coelhos no sonho.

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No dia seguinte, Gwen marcou um almoço num restaurante com Kevin.

Ela tinha um discreto botão no vestido, que serviria para chamar Ben caso as coisas saíssem de controle. Ben estava esperando dentro de seu carro, estacionado nos fundos do restaurante, e de prontidão para intervir caso necessário.

Quando Kevin chegou, Gwen já estava esperando por ele sentada a mesa. Kevin foi cumprimentá-la com um beijo na boca, mas Gwen virou o rosto para o beijo ser apenas na bochecha. Kevin achou estranho, mas não comentou.

“Então, quando você vai se mudar pra minha casa?” ele perguntou com um sorriso.

“Sobre isso, Kevin…” Gwen começou.

“Você não vai se mudar,” o sorriso desapareceu do rosto de Kevin.

“Eu sinto muito. Eu repensei minha decisão. Aurora já se apegou ao Ben, ele é uma figura paterna pra ela, e… vamos ser honestos, Kevin, você me disse que não queria isso. E você estaria apenas forçando uma mudança em si mesmo por causa de mim, o que me leva ao segundo ponto. Seu passado, você mudou de verdade, ou você está bom por minha causa?” Ela perguntou preocupada.

“Gwen, você faz de mim uma pessoa melhor. Amar você foi a minha redenção,” Kevin respondeu.

Gwen suspirou, “Kevin, você não pode pensar assim. Você tem uma boa vida, sua oficina, um lugar pra morar, livre de problemas com a justiça. Com ou sem mim, você tem tudo para trilhar o caminho da bondade. E você é muito bonito, você não teria dificuldades em encontrar outra namorada.”

Kevin riu, “Normalmente você é super ciumenta, agora está me incentivando a ter uma segunda namorada? Não vou reclamar, sua prima Sunny pode- Espera. Você está terminando comigo,” Kevin arregalou os olhos. Depois uma expressão de ódio surgiu em seu rosto, “Ben, aquele filho da puta...”

Gwen respirou fundo. Era assim tão óbvio que ela estava com o Ben? Ela pensou em terminar com Kevin e esperar pelo menos algumas semanas antes de deixá-lo saber que ela estava com o Ben, mas já que ele havia adivinhado, ela não queria mentir e negar os fatos.

“Kevin, você não sabe o quão preocupado ele está com você,” Gwen defendeu Ben

“Não preocupado o suficiente. Se estivesse, não teria roubado minha namorada,” Kevin bufou de raiva,  “Ele era meu melhor amigo e você era minha namorada. Ele tinha a garota dele, Julie. Tudo estava certo, em harmonia. Mas então ele decide quebrar essa harmonia. Eu cometi alguns erros recentemente, o Ben se aproveitou disso, se aproximou de você e conseguiu manipular a situação a favor dele. Ele seduziu a minha garota, a própria prima dele. Ele é um filho da puta fura-olho, doente e nojento!” Kevin bateu na mesa com raiva.

Kevin olhou em volta, percebendo que todas as pessoas no restaurante viraram os olhos para ele. Inclusive os seguranças.

“Ben não roubou nada de ninguém. Eu tomei minha própria decisão, Kevin,” Gwen disse firme, “E por favor, não jogue a sua vida fora. Não desaponte a memória do seu pai, não deixe o ódio tomar conta de você. Seja bom, eu sei que você pode,” Gwen disse com sinceridade, “E eu quero que saiba, eu e Ben estamos aqui pra te ajudar. Talvez você não queira ver a nossa cara nunca mais, e eu respeito sua decisão se for esse o caso, mas nós sempre consideraremos você um amigo. Quando se acalmar, por favor, pense nisso.”

Kevin respirou fundo, se acalmou e disse, “Você está certa, Gwen. Se eu deixar minha raiva falar mais alto agora, é tudo que aquela cobra do Tennyson precisa pra fazer você não confiar mais em mim. Eu te amo, Gwen. Seu primo é um babaca, e eu estarei aqui - limpo e como um herói - quando você enxergar isso,” Kevin se levantou e saiu.

Alguns minutos depois, Gwen voltou para o carro do Ben.

“Foi melhor do que você esperava, Ben. Ele está bravo com você, e ainda espera que eu e ele possamos ficar juntos de novo, mas ele não vai machucar ninguém,” Gwen disse após embarcar no carro.

“Eu queria acreditar nisso também,” Ben suspirou e deu a partida.

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Kevin desabou no sofá. Além de estar chocado com a traição de seu melhor amigo, ele também não conseguia entender como Ben Tennyson conseguiu roubar a sua garota. Kevin era muito mais bonito, forte, tinha o estilo de bad-boy que as garotas adoram, e principalmente, ele não era primo da Gwen. O único motivo pra Gwen trocar Kevin por Ben era se ela estivesse enfeitiçada-

E então Kevin teve uma epifania. Ele imediatamente mandou uma mensagem para seu velho amigo Argit. Alguns minutos depois, Argit ligou para Kevin.

“Kevin, você quer mesmo que eu ache esse cara pra você? Você tá doido?” Argit perguntou.

“Você me deve Argit. Já salvei sua vida várias vezes, sem contar que eu sei tudo sobre os seus esquemas e uma ligação minha para os Encanadores…”

“Ok, ok. Eu vou encontrá-lo para você.”

“É assim que se fala amigo,” Kevin sorriu.

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Alguns dias depois.

Kevin entrou no armazém abandonado, o local do encontro preparado por Argit. Envolto nas sombras, havia um homem vestido com um manto vermelho e preto. Ele segurava um bastão de madeira com uma crânio de pássaro no topo, e tinha uma tatuagem preta e branca em forma de caveira cobrindo o rosto.

“Eu não tenho tempo a perder, garoto,” A voz ameaçadora do homem ecoou no armazém vazio.

“Hex, eu preciso de uma poção do amor, algo forte, que faça uma pessoa ficar apaixonada por mim para sempre,” Kevin disse.

“E porque eu daria isso a você?” Hex cruzou os braços.

“Porque em troca, eu posso dar a sua filha Aurora de volta pra você.”

CONTINUA

 


Notas Finais


* O conto do coelho Benjamin mencionado aqui NÃO foi inventado por mim. Se quiserem achar, procurem no youtube, "Peter Rabbit e Amigos: O Conto dos Coelhinhos Flocos e Dona Ratatinha". Agradecimentos a LuckyGirl10 (autora de duas fics Bwen muito boas, "My Lovely Family" e "Perfect Couple" que eu recomendo fortemente vocês conferirem https://www.spiritfanfiction.com/perfil/luckygirl10/historias) pela informação sobre essa história.


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