História Depois da Guerra - A Dama da Noite - Capítulo 13


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Bellatrix Lestrange, Draco Malfoy, Harry Potter, Lord Voldemort, Rabastan Lestrange, Remo Lupin, Rodolfo Lestrange, Ted Lupin, Tom Riddle Jr.
Tags Ladydehogwarts, Tom, Tomriddle
Visualizações 40
Palavras 2.289
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Magia, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fim de noite exige um belo capítulo, não exige?

Capítulo 13 - Susto Desesperador


Millard

Era madrugada quando bateram na minha porta com toda a força. Por um momento, pensei que era alguém do trabalho, mas não costumavam incomodar nos meus dias de folga. Eu não queria levantar, tampouco Margot, mas então o nosso elfo doméstico entrou no quarto avisando que a minha mãe estava no andar debaixo. Na certa, o meu pai tinha fugido da prisão e aprontado.

- Vou lá ver o que a minha mãe quer, eu não demoro. – Eu sussurrei para Margot e dei um beijinho na testa dela que nem abriu os olhos para me responder.

Desci as escadas de pijamas mesmo e a encontrei com o olhar desesperado. Pelo visto, a besteira era das grandes!

- Filho, quero que verifique se Ivy está na escola. Recebi Borgin agora há pouco em casa e ele disse que Ivy esteve na loja dele e a informação tem fundamento porque ela estava em posse de um objeto que ele não saberia que ela tem... uma capa da invisibilidade. – Ela relatou e eu franzi o cenho.

- Isso é impossível, se tivessem invadido Hogwarts, eu saberia, e depois, Ivy não tem uma capa de invisibilidade, a não ser que você ou o papai... – eu comecei e ela confirmou com a cabeça. – Mãe! Eu e Margot já dissemos que não gostamos que dê coisas assim para as crianças fora de época! Eu vou agora até o Ministério verificar, você vem comigo? Não quero alarmar a Margot sem ter certeza de algo. – Eu falei e ela assentiu.

Subi correndo até o quarto, fazendo o máximo para não me desesperar, e peguei uma capa preta para que eu pudesse vestir por cima do pijama já que estava frio lá fora e eu não queria perder tempo trocando de roupa. Ouvi Margot perguntar se estava tudo bem, mas após eu dar uma desculpa qualquer, corri até o andar de baixo para aparatar até o Ministério junto com a minha mãe. Ela tentava disfarçar, mas estava completamente desesperada e isso me assustava.

Assim que chegamos, fomos direto até o Departamento de Aurores e encontrei Troy e Harry Potter lá dentro. Assim que me viram, os dois deram um pulo e me olharam assustados.

- Até parece que viram um fantasma! – Comentei. – Algo de estranho aconteceu em Hogwarts? Acabamos de ser informados que algo lá não vai bem... coisas como alunos escapando...

- Millard, temos algo para conversar com você... se quiserem sentar e pegar um copo de água. – Troy tentou ser amável, mas eu apenas sorri sarcasticamente. Minha mãe também ficou imóvel. – Não temos notícias da Ivy há algumas horas... Neville está junto com os outro professores fazendo uma busca. Os aurores fazem o mesmo nas ruas. A notícia que temos é a que a sua filha queria arrumar um jeito de salvar o seu pai.

- Então vou atualizar vocês: os Soldados da Dama da Noite, ou sabe-se lá como a chamam, pegaram a Ivy! Borgin esteve na minha casa agora há pouco relatando isso. Segundo ele, minha neta foi pedir informação a ele sobre onde fica Azkaban. Tudo começou porque vocês quebraram o acordo que fizemos anos atrás! Eu não sabia que o grande e bondoso Harry Potter também era traiçoeiro! – Minha mãe se adiantou enquanto eu me controlava para não explodir tudo.

- Isso não é sobre o nosso acordo de anos atrás! Tom Riddle é suspeito dos ataques que andam acontecendo e ele está sendo devidamente investigado! – Harry Potter se defendeu no mesmo tom. Eu apenas assistia tudo sem reação, apenas pensando na minha filha.

- Engraçado como ele é o único suspeito preso até então. Tirar o meu marido da escola significou enfraquecer a segurança do castelo, significou a evasão de uma aluna. Se algo acontecer com a minha neta, a ameaça dos comensais da morte será real e eu mesma vou destruir a tal Dama da Noite e me tornarei a senhora das trevas e matarei todos vocês! – ela os ameaçou e Harry Potter ia retrucar, mas então eu interferi.

- Enquanto vocês brigam, a minha filha continua desparecida, e se não fosse pela minha mãe, eu nem iria saber! E você ainda tem a coragem de dizer que não persegue a mim e a minha família! – Me dirigi ao Harry Potter que já estava muito nervoso.

- Coloquei todos os aurores nessa busca, sua filha será encontrada! – Harry prometeu e eu gargalhei na cara dele.

- Não quero e não preciso da ajuda de vocês, eu farei do meu jeito. Você vem comigo, mãe? – Perguntei e ela assentiu, decidida a não discutir mais com eles.

Desaparatamos dali imediatamente e eu pedi para que ela não falasse nada com Margot ainda. Eu queria resolver essa história antes mesmo dela acordar. Combinamos de nós dois investigarmos o caso sozinhos. Ela iria colher informações na Travessa do Tranco com o Borgin e eu iria ao Covil dos Lobos falar com Fenrir Greyback, os olhos e ouvidos das ruas.

Chegando lá, meu amigo não estava em casa, mas a esposa dele me recebeu muito bem e começou a puxar um assunto aleatório qualquer. Ela era tão desequilibrada quanto ele, e os filhos dos dois chegavam a me dar medo porque só ficavam em um canto, me olhando com os olhos vermelhos. Eu tinha que ter cuidado para não ser mordido por algum deles. Depois de uma hora torturante, Greyback apareceu e se assustou ao me ver.

- Pequeno Lord? A que devo a honra dessa visita em meu humilde lar? Espero que minha mulher tenha lhe recebido bem ou será castigada! – Ele olhou severamente para a mulher pareceu se encolher de medo. – Fora daqui vocês quatro ou os mato! – Ele vociferou como um animal, fazendo a mulher e os filhos saírem correndo dali. – Transformei os quatro em lobos para não correr o risco deles fugirem...

- Isso é terrível, Fenrir, mas cada um sabe como cuidar da própria família, e é por isso que eu preciso da sua ajuda! Você é um grande amigo, lobo, e prometeu me ajudar sempre que eu precisasse... eu preciso saber onde A Dama da Noite guarda seus prisioneiros e se ela tem alguma coisa contra mim. Tenho notícias de que ela pegou a minha filha, Fenrir! – Eu desabafei e ele arregalou os olhos.

- Pequeno Lord... você sabe da minha predileção por crianças... e a Dama da Noite sempre me dá algumas para que eu possa transformá-las... acabei de morder três garotinhas hoje, pequeno lord... sinto muito, mas eu não sabia... – Ele diz e eu preciso me apoiar no sofá podre da casa deles para não cair. Isso não poderia estar acontecendo comigo.

- Céus, não! Mas, ela está viva pelo menos? Eu posso buscá-la para cuidar dela? Por favor, Fenrir, eu te imploro, me diga onde a minha menininha está, diga que ela está viva! – Eu implorei com os olhos cheios de lágrimas, e ele continuou a me olhar espantado. – Veja, essa é a foto dela, veja se você a reconhece... pra eu saber onde ela possa estar. – Eu tirei uma foto dela que eu guardava dentro da carteira de mostrei a ele.

- Pequeno Lord... ela... não é nenhuma das meninas que eu mordi hoje. Nenhuma delas era tão bonita! Lamento, mas se não a deram pra mim, ela só pode estar morta. – Ele diz meio receoso e eu desabo, caindo de joelhos no chão.

- Não! – Eu grito desesperadamente. – É a minha garotinha, Fenrir, minha princesinha que foi pra Hogwarts esse ano! Por que ela? Ela tinha a vida toda pela frente! E o corpo dela? Eu quero dar um destino digno a ela!

- Geralmente, eles queimam o corpo, Pequeno Lord. Venha, sente-se aqui, vou servir algo pra você beber. – Ele faz o que pode e me serve um copo de bebida barata.

Fiquei ali alternando entre chorar e beber. Greyback foi um bom amigo e quando eu já estava tão bêbado, ele se ofereceu para me levar até em casa e por algum motivo eu aceitei. Eu não queria chegar em casa com essa terrível notícia sozinho. Assim que chegamos na entrada da minha casa, ele bateu na porta e Tob não queria nos deixar passar, só permitindo quando eu disse que Greyback era amigo, mas infelizmente, minha minha mãe chegou minutos depois e não reagiu da mesma maneira, já que na mesma hora ela sacou a varinha e apontou para o lobo.

- Fenrir Greyback! Onze anos depois e você continua repugnante. Solte o Millard e dê o fora daqui, você não é bem vindo aqui. Fique longe da minha família, a não ser que queira morrer! – Ela o ameaçou.

- Deixa ele, mãe... Greyback é amigo, ele me ajudou. Ele... ele... – Eu comecei a dizer, com a voz arrastada pela bebida, e voltei a chorar compulsivamente e tão alto que acordei a Margot. Assim que a minha esposa desceu as escadas, ela veio se sentar ao meu lado e me puxou para o colo dela, sem entender nada. Minha mãe também me olhava completamente confusa.

- Ora, se não é a Lady mais bela do mundo bruxo! Os anos só voltam para a senhora e não é à toa que milord tenha desistido de tudo por você! – Greyback diz, debochadamente, depois de alguns segundos. – Mas, o pequeno Lord está mal porque descobriu algo terrível. Descobriu que a filha dele não vai mais voltar pra casa porque está morta!

- O que disse? Isso é verdade, Mill? – Margot perguntou pra mim e eu apenas confirmei, sem parar de chorar e ela soltou um grito desesperado da mesma forma que eu fiz na casa de Greyback.

- Como? – Minha mãe perguntou num tom de voz controlado, tentando controlar as emoções.

- Não sabemos, mas a Dama da Noite sempre deixa umas crianças pra mim, e dessa vez, ela me deu três garotinhas. Feri as três, mas nenhuma delas era a pequena lady. Quando não dão crianças a mim, significa que elas morrem e tem seus corpos queimados... talvez não soubessem que ela era filha do Pequeno Lord, ou talvez só estivessem com raiva por ele jogar no lado errado agora... de qualquer modo, ninguém me falou sobre terem pego a filha dele, mas não é como se me dissessem algo em alguma vez. – Greyback explicou.

- Tom... você faz tanta falta! – Minha mãe diz e passa as mãos pelos cabelos em igual sinal de desespero. – Greyback, onde posso encontrá-la? Vou pessoalmente matar essa tal Dama da Noite.

- A senhora? Desculpe, milady... milord talvez teria chances, mas a senhora... – Ele ri, mas assim que ela vai retrucar, a porta volta a se abrir, e com ela, chegam Kingsley, Harry Potter e o Troy Harper, o auror.

- Fenrir Greyback! Está preso! – Harry Potter dá a voz de prisão.

- Não farão nada com ele! – Eu me levanto e aponto a varinha para o Harry. – Greyback é meu amigo e se quiserem prendê-lo, terão que duelar comigo!

- Deixe-o, Harry. – Kingsley diz. – Você está bem, Millard?

- Eu pareço bem? Ela matou a minha filha e tudo por causa de vocês! Vocês prenderam o meu pai e ela fugiu da escola para tentar libertá-lo. Minha filha sempre foi tão corajosa, mas agora ela se foi. Eu estou entregando o meu cargo de auror, eu não quero nem...viver mais! – Eu volto a chorar e Margot volta me abraçar, mas já totalmente alheia a tudo.

Então, minha mãe e Fenrir Greyback explicaram toda a situação a eles, mas deixando de fora os ataques do lobo para protegê-lo. Harry Potter até tenta ser otimista dizendo que talvez a minha filha não esteja morta, mas nada do que ele diz é capaz de me acalmar. No fim, estamos todos sentados e em silêncio, até que Ulrick desce as escadas, esfregando os olhos, dando a entender que estava escutando toda a conversa desde o início.

- Se ela não estiver morta, eu posso tentar procurá-la... ainda mais com a vassoura que a minha avó me deu! Se a Dama da Noite me vir, ela nunca  irá me pegar! – Ele sugere e eu aponto a varinha pra ele.

 - Não! Você não vai sair daqui, você entendeu? E, à partir de hoje, você está proibido de brincar no quintal! Eu já perdi uma filha, não quero perder você também. Jure que não fará nada disso, porque se você sair de casa, Ulrick, eu faço com que você nunca mais seja capaz de andar sem uma cadeira de rodas, você me entendeu bem? – Eu o ameacei e ele concordou com a cabeça, mas prendendo o choro.

- Você não vai a lugar algum, Ulrick! Você vai ficar com a gente! – Margot falou desesperadamente e sentou o nosso filho no colo dela. Por fim, estávamos os três abraçados enquanto chorávamos.

- Eu vou ver se descubro algo por aí! Não acredito que ela esteja morta! – Minha mãe cortou o silêncio e eu me levantei para ir com ela. – Fique, Millard. Sua esposa e seu filho precisam de você. – Ela acrescentou e eu decidi ficar.

- A senhora vai... sozinha? – Troy perguntou.

- Acredite, rapaz, já liderei comensais da morte, o que poderia me acontecer? – Minha mãe perguntou e desaparatou.

Assim que eles saíram, o silêncio se instaurou. Tudo o que era possível escutar eram os sons do choro de Margot e o de Ulrick, enquanto eu tentava ser forte para não continuar a desabar também. Ficamos a noite toda assim, até que o dia amanheceu e a coruja trouxe O Profeta Diário daquele dia, e na primeira página, a Marca Negra estava projetada nos céus, e o ritual de matança havia se repetido.

- Talvez, Tom Riddle não seja tão culpado quanto pensávamos. – Kingsley diz, quebrando o silêncio. – Troy, vá soltá-lo.


Notas Finais


Por favor, não me matem ainda... mesmo que eu diga que o próximo POV é da Dama da Noite, e só será postado no próximo fim de semana. (Se rolar comentários, talvez eu poste no feriado, mas só talvez. A Faculdade está me apertando.)


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