História Depois da guerra - Capítulo 1


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.463
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fiquei inspirada em ler "Sempre cabe mais um" da AmazingAF e escrevi 💞
Em homenagem ao primeiro casal que eu shippei em Pjo, PERCABETH🌊💙

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Depois da guerra - Capítulo 1 - Capítulo único

 A guerra havia acabado, mas o caos ainda pairava entre nós. Léo estava desaparecido, metade do acampamento havia sido destruído e muitos campistas haviam morrido. Era a maior baixa que tínhamos desde que eu cheguei aqui.

Com muito custo Annabeth, Reyna e Quiron conseguiram organizar os sobreviventes, que eram muitos. Entre gregos e romanos havia dor, raiva e saudade. Nico fez os rituais e nós, naquele mesmo dia, queimamos muitas mortalhas gregas e uma bandeira romana improvisada em honra aos guerreiros roxos que morreram em combate.

O cenário de guerra foi parcialmente modificado com a ajuda dos filhos de Hecate, que rapidamente restauraram boa parte do que foi destruído, ninguém conseguiu dormir apesar do extremo cansaço. Passamos o dia inteiro trabalhando e cuidando dos enfermos que eram muitos! Will e seus irmãos estavam exaustos, mas continuavam andando por entre os doentes e fazendo o seu melhor.

No horário do almoço Frank e Hazel já tinham um relatório completos das baixas, destruições e enfermos. Todos os gregos trabalharam em conjunto para trazer o acampamento de volta ao que era antes e quando a noite chegou um acampamento improvisado foi montado pelos filhos de Atena e Hefesto para abrigarem os romanos.

Na fogueira houve muitos discursos e uma onda de amor e amizade nos preencheu. Ninguém estava completamente feliz, mas estávamos em paz e isso era o melhor que podíamos ter, no momento.

Nico e Reyna estavam ligados por um elo tão forte de amizade que foi impossível não ficar feliz, Hedge estava com a esposa e o pequeno Chuck, Frank e Hazel pareciam mais unidos e relaxados, Jason e Piper estão assumidos e aprecem bem, os gregos e os romanos conversavam como verdadeiros irmãos e Annabeth, finalmente, estava ao meu lado e parecia bem melhor, seu sorriso me dava a certeza de que por mais que a vida foi difícil ela sempre valia a pena.

Eu estava feliz, apesar de toda dor e sofrimento e da irreparável perda de Léo, mas algo estava faltando. Alguém de quem eu fiquei longe por meses... Minha mãe.

Depois da fogueira todos estavam completamente fatigados e dormiram. Annabeth ficou comigo, no meu chalé. Era a primeira vez que ela se permitia algo assim e eu só posso dizer que foi a melhor noite da minha vida.

Os raios de sol me despertaram e eu pude ver que ainda era muito cedo. Abracei o corpo magro e forte de Annabeth e beijei a testa dela que repousava o rosto no meu peito. Cenas da noite de ontem voltavam a minha mente quanto eu a observava e sorri de lado satisfeito com tudo que fizemos.

– Percy... Nã-Não!!! – Annabeth geme e eu a abraço com carinho.

– Ei, é apenas um sonho... acorde! Annabeth! – Falo manso para não assustá-la, mas a loira acorda sobressaltada e com lágrimas nos olhos.

– Per... – Ele choraminga e me abraça com força. – Um pesadelo... Você sumiu... Me deixou... – El afalava chorando e me abraçando cada vez mais forte.

– Ei, meu amor, está tudo bem. Eu não vou a lugar nenhum sem você, minha princesa. Eu estou aqui... – Digo acariciando o rosto dela.

– Ah, Percy! Eu te amo tanto. Tenho medo...

– Shiiiiii, não tenha. Eu sempre vou voltar para você, sempre. Eu também te amo, princesa. – Completo e ela suspira mais calma.

Ficamos um tempo assim, apenas abraçados e sentindo a presença um do outro. Não havia nada melhor no mundo do que tê-la nos meus braços. Depois de tudo que passamos e por todos os anos que fomos apenas amigos, essa era a maior recompensa de todas.

– Quero me casar com você. – Digo de repente.

– O que? – Annabeth sussurra incrédula.

– Eu sei que temos planos de estudarmos em Nova York juntos e depois vamos para a faculdade em Nova Roma, mas eu quero me casar com você. – Afirmo.

– Percy, você tem certeza? – A loira levanta a cabeça e seus olhos encontram os meus.

Verde no cinza. Era a tempestade mais linda que eu já vi em toda a minha vida. Acho que me apaixonei por Annabeth no momento em que abri os olhos, na varanda da Casa Grande. Foi impossível não admirar tamanha beleza, força e inteligência juntos. Ela não era a pessoa mais fácil do mundo, mas era a única pessoa do mundo que conseguia me controlar. Annabeth cumpriu sua promessa de nunca tornar as coisas fáceis para mim e eu acho que esse desafio é o que me faz desejá-la mais, todos os dias.

– Eu te amo, disso eu tenho certeza. Ao longo de todos esses anos, Annie, a nossa vida de semideus me deu a certeza de que eu deveria manter por perto as pessoas que eu amo e é exatamente isso que eu vou fazer. Eu quero estudar com você e ir para a faculdade com você, também, mas tudo que eu mais desejo mesmo é acordar com você ao meu lado todos os dias da minha vida. – As palavras fluem tão naturalmente que até eu me surpreendo.

Annabeth limpava as lágrimas lentamente enquanto sorria para mim.

– Eu te amo, meu Cabeça de Algas. Sempre te amei, Percy, sempre! Nunca fui boa em falar sobre meus sentimentos, mas eu quero que você saiba que eu sou apaixonada por você há muitos anos. Piper tem me ajudado a lidar com esse avalanche de sentimentos e sensações que você causa em mim e eu preciso por pra fora tudo que sinto. Eu te amo e daria a minha por você se fosse preciso. – Annabeth confessa me deixando emocionado e me abraça, novamente.

– E você sabe o quanto o que sinto é totalmente recíproco, não sabe? – Pergunto e vejo ela acenar concordando.

Deslizo os dedos pelas costas nuas dela e sinto a pele arrepiar. Ontem foi mágico e adoraria repetir agora.

– Percy?

– Hum?

– Ontem foi perfeito. – Ela sussurra e eu sei que está corada.

– Foi sim, princesa. E agora será novamente. – Levanto o queixo dela e capturo seus lábios num beijo.

Automaticamente Annabeth se põe em cima de mim e encaixa seu quadril no meu fazendo nos dois gemer entre os beijos. Digamos que ela me surpreendeu com a falta de pudor no sexo, o que me deixou muito feliz.

– Oh, Per... eu preciso de mais!

– Eu vou te dar mais, princesa. – Me encaixo e deslizo para dentro dela apenas movimentando o quadril e ela geme me sentindo dentro.

– Meus deuses... Percy!

– Isso... Geme baixinho pra mim... Eu te amo, princesa. Vou ter você todos os dias. – Estoco fundo sentindo o quão liso e macio é o interior dela. – Você é minha, Annabeth Chase.

Movimento meu quadril, fodendo Annabeth e ela rebola gozando com o atrito do contato. Me seguro por mais tempo, a fim de prolongar o prazer e invisto mais, agora invertendo nossas posições. Annabeth relaxa contra o colchão macio e eu aproveito a lubrificação do orgasmo dela e invisto com força indo fundo na minha fonte de prazer.

– Oh Percy! Hmmmm... assim mesmo! – Ela geme enterrando as unhas nas minhas costas e eu continuo.

Sem ter a menor condição de prolongar mais eu me derramo dentro dela, gozando longamente enquanto ela se contrai recebendo meu líquido, de olhos fechados e boca aberta.

– Eu nunca vou me cansar disso... – Sussurro e sorrio.

Annabeth rir comigo e me dá um selinho.

– Você é ótimo nisso... Tô começando a achar que você é muito experiente, Cabeça de Algas. – Ela diz semicerrando os olhos.

– Você sabe que eu não era, mas isso não quer dizer que eu não tenha meus instintos masculinos e primitivos. – Me defendo. – E, bem, digamos que você me surpreendeu, Sabidinha.

– Hum, bom saber. Digamos que eu já estudei muito sobe sexo e talvez tenha seguido algumas dicas e a famosa intuição feminina. – Ela fala e solta uma piscadela fofa.

Vamos juntos ao banheiro e fazemos a nossa assepsia. Annabeth veste a muda de roupa que trouxe ontem a noite e eu visto a primeira coisa que vejo no guarda-roupas.

– Annie, preciso ver a minha mãe. A guerra acabou ontem, mas ela está sem notícias minha há tempo demais. – Sinto um nó se formar na minha garganta e corto as palavras antes que eu chore.

– Sally... Nós choramos tanto juntas. Eu a comuniquei quando localizei você no Júpiter, mas depois disso ela não teve mais nenhuma notícia. – Annie explica. – Precisamos vê-la.

– Vamos agora mesmo, eu tô morrendo de saudades dela e de Paul. – Digo sorrindo, mas sinto meus olhos marejarem.

– Vamos sim, só vou avisar a Quiron. E Per, você terá uma surpresa. – Annabeth sorrir verdadeiramente e eu sinto meu coração dar duas volta dentro do peito. – Te encontro na colina!

O dia amanheceu lindo e o acampamento improvisado para os romanos já não estava lá. Eu podia ver a enfermaria lotada de doentes e algo me chamou atenção. Um enfermeiro novo, vestido completamente de preto serpenteava entre as macas muito empenhado no que fazia. Nico segurava uma bandeja com ataduras, algodão e outros equipamentos que eu não conseguia definir a essa distância. Ele encarava Solace e seu rosto corou violentamente com algo que o curandeiro disse. Will sorriu e Nico desviou o olhar, encarando o chão, mas eu pude ver um pequeno sorriso nos lábios dele. Algo muito raro.

Ele era com um irmão mais novo e tudo que eu mais desejava era que ele ficasse no Meio Sangue e encontrasse alguém. Eu demorei para entendê-lo, mas depois de conversar bastante com Annabeth sobre os sentimentos dele percebi que para um garoto dos anos 40 assumir seus antigos sentimentos, como ele fez, era um ato heroico que exigia muita coragem. Peço todos os dias que as Parcas cuidem do futuro dele e o deixem ser feliz, amar e ser amado.

Caminho até o estábulos e chamo Blackjack que imediatamente responde ao meu chamado.

– Hey Blackjack, você poderia levar eu e a Sabidinha até o apartamento da minha mãe?

– Chefe, é claro! Mas, assim... Será que você poderia me dar um torrão de açúcar?

– Se os filhos de Afrodite verem eu te dando torrões vão me matar! – Brinco.

– Não tem ninguém aqui, chefe! – Ele relincha e eu tiro dois torrões de açúcar da alforje pendurada na madeira.

Se não podia dar açúcar, por que eles mantinham tão perto?

Montei no cavala alado e vi Annabeth na colina.

– Então, você vem sempre aqui? – Brinco.

A loira sorrir fazendo uma cara de “não acredito no que estou ouvindo” e responde,

– Não, mas acabei de gostar do lugar. Não vai me convidar para um passeio? – Ela devolve entrando na brincadeira.

– Você aceitaria passear com esse maravilhoso filho de Poseidon? – Sorrio de lado e ela revira os olhos, também sorrindo.

– Bom, talvez o “maravilhoso” tenha me convencido. – Responde se jogando nos meus braços.

Ajudo Annie a sentar e ela envolve minha cintura deitando o rosto no meu ombro. E assim, juntos, voamos até o apartamento da minha mãe. Descemos no terraço e eu dispensei BJ dizendo que o chamaria quando fôssemos embora.

Usamos as escadas e finalmente estou diante da porta que me levaria ao abraço mais doce e protetor do mundo. Uso a minha chave e entro sem fazer barulho, Annabeth vem logo atrás de mim e fecha a porta.

– Quem está... PERCY! – Minha mãe surge com seu inseparável avental estrelado e chora ao me ver.

– Mãe! – Corro ao encontro dela e a abraço. Cresci tanto que agora ela cabia inteira dentro dos meus braços.

Sua cabeça grudou no meu peito e eu senti as lágrimas molharem a minha camisa.

– Meu filho....

– Mãe, me perdoa... Me Perdoa... Eu não quis preocupá-la... Foi de repente... – Choro.

– Tudo bem, meu amor. Você voltou e é só isso que importa pra mamãe. – A mulher se afasta e me olha com a face molhada de lágrimas e sorrir.

Como eu senti falta desse abraço e desse sorriso.

Minha mãe puxa Annabeth para o abraço e cerca nos dois pela cintura.

– Vocês voltaram, meus amores! Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Minha família está completa. – Ela conclui voltando a chorar e dessa vez eu e Annabeth choramos juntos.

– Sally, que bom te ver... – Annabeth chora abraçada a minha mãe.

Deixei as suas se cumprimentarem e abracei Paul que surgiu logo em seguida, com seu hobby cheios de fatos históricos, uma visão engraçada de se ver pela manhã.

– Percy, fico feliz que esteja bem e de volta, meu agaroto. Sentimos muito a sua falta. – Paul diz segurando meus ombros.

– Obrigado cara, eu que agradeço por cuidar da minha mãe e fazê-la feliz. Também senti falta de vocês dois. – digo sincero.

– Venham comer crianças, acabei de tirar um bolo do forno. É o seu favorito, meu filho. Depois eu quero saber tudo que aconteceu. – Ela pede e eu assinto vendo Annabeth se encolher ao meu lado.

A loira ainda não conseguia lidar com o Tártaro, por isso dormíamos juntos. Preciso dizer que eu também me sinto mais seguro e confortável com ela por perto, as memórias daquele lugar são terrivelmente assustadoras.

– Depois eu conto, mãe. Por hoje eu quero... – Um choro agudo corta a minha frase e todos me olham curiosos. – Esse choro...

– Tem alguém querendo conhecer você. – Minha mãe sorrir e vai em direção ao quarto.

Olho para Annabeth que sorrir e segura meu braço colando a bochecha no meu ombro. Paul fica de pé e nós formamos uma pequena plateia esperando ansiosamente mamãe voltar.

Meus olhos não creem quando a minha mãe sai do corredor e entra na sala com um pacotinho rosa nos braços.

– Um bebê?!!! Mas...

– Depois que você desapareceu eu descobri que estava grávida de três meses. Assim com na sua gravidez eu não enjoei, acho que por isso demorei tanto tempo para descobrir. O nome dela é Helena e ela tem dois meses. – Minha mãe sorrir me mostrando a pequena garotinha nos seus braços.

– Deuses do Olimpo, ela é linda! Tão pequenininha e perfeita. Olha as bochechas! Ela tem os olhos amendoados, que linda. Posso segurar?

– Claro, meu filho. Ela é sua irmãzinha. – Minha mãe me entrega a pequena e eu seguro meio duro, mas consigo.

Annabeth fica ao meu lado e sorrir brincando com a mãozinha gorducha da garota e eu guardo aquela cena no meu coração.

– Porque não me falou?

– Não quis te deixar preocupado ou com mais saudade de casa... E também porque sua mãe é quem deveria apresentar os filhos. – Ela diz segura e troca olhares com minha mãe, que sorrir agradecida.

– Sabidinha, um dia teremos o nosso. Um semideus mestiço, poderoso e muito amado que será a prova do nosso amor. – Digo e faço uma careta ao perceber que estou maduro demais, talvez eu devesse fazer algumas piadas idiotas só pra me sentir o Percy de sempre.

– E esse dia será um dos mais felizes da minha vida, Cabeça de Algas.

Passamos o dia inteiro na casa da minha mãe, Annabeth cozinhou e me ajudou a cuidar de Helena. Assistimos alguns filmes em família e conversamos sobre tudo que era possível pensar. Foi, sem dúvida, o dia mais feliz desde que Annabeth me beijou.


Notas Finais


Bem bobinha...


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